Fonte: Gazeta do Povo. Dados da PNAD Contínua 2017 – IBGE.

A taxa de analfabetismo no Brasil despencou durante os primeiros 15 anos do século XXI. Segundo dados do Censo Demográfico 2010, divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), a taxa de analfabetismo entre os brasileiros de 15 anos ou mais de idade caiu de 13,63% em 2000 para 9,6% em 2010. Apesar disso, têm-se ainda no país um grande número de analfabetos.

A meta para o ano de 2015 era reduzir essa porcentagem para 6,5%. Dois anos depois, em 2017, 7% da população de 15 anos ou mais de idade seguia analfabeta.

Para esse dado, não são consideradas as crianças e jovens em idade escolar. A massa de brasileiros analfabetos é composta, em grande parte, por idosos que, quando em idade escolar, não tiveram acesso à alfabetização, essa destinada majoritariamente a pessoas de classes sociais elevadas, principalmente até o final do séc. XX.

O mapa do Brasil representado acima explicita a porcentagem de analfabetos no país, por Estado. Observa-se que a taxa de analfabetismo na região Nordeste é altíssima, e a diferença regional assusta ainda mais quando se compara os números do Nordeste aos da região Sul do país. As diferenças regionais nesse índice são reflexo das desigualdades sociais presentes na estrutura da sociedade, que se apresenta de forma diversa ao longo do território brasileiro. O Nordeste, com elevados índices de pobreza, apresenta maiores índices de analfabetismo. O Sul, com menores índices de pobreza se comparado ao restante do país, conta com menores índices de analfabetismo.

Imagem: Shutterstock

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