Segundo reportagem do Valor Econômico, dados do Instituto Brasileiro de Economia da Fundação Getúlio Vargas (Ibre/FGV) indicam que a desigualdade de renda no Brasil atingiu o maior patamar em pelo menos sete anos.

A matéria aponta que, apesar de estar ocorrendo uma melhora lenta do mercado de trabalho, as vagas de emprego estão sendo ocupadas pela porção mais qualificada dos trabalhadores, ou seja, aqueles que compõem a população de maior renda do país. Enquanto isso, entre os indivíduos menos qualificados, o nível de desistência pela procura de emprego – conhecido como desalento – é o maior.

Com isso, fica exposta a diferença das consequências de uma crise econômica entre as faixas de renda. Isso porque, apesar do cenário generalizado de recessão nos últimos anos, a diminuição da renda nos níveis mais baixos representa uma redução significativa na qualidade de vida, o que se verifica com menor intensidade nos níveis de média e alta renda. Na verdade, a reportagem mostra que até mesmo o processo de recuperação econômica está envolto em desigualdade e, com dados empíricos, revela que os mais pobres estão em desvantagem também na retomada da economia.

Análise feita a partir de reportagem disponível em: https://www.valor.com.br/brasil/6265973/desigualdade-de-renda-sobe-pelo-17-trimestre-e-e-recorde

Autor: Gustavo Amaral Bernardino [graduando em Administração Pública na FJP], com coordenação de Bruno Lazzarotti Diniz Costa [professor e pesquisador – FJP]

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