{"id":1018,"date":"2020-05-04T23:08:52","date_gmt":"2020-05-04T23:08:52","guid":{"rendered":"https:\/\/observatoriodesigualdades.fjp.mg.gov.br\/?p=1018"},"modified":"2020-05-04T23:10:22","modified_gmt":"2020-05-04T23:10:22","slug":"sem-contradicao-combater-a-pandemia-e-proteger-os-mais-vulneraveis","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/observatoriodesigualdades.fjp.mg.gov.br\/?p=1018","title":{"rendered":"Sem contradi\u00e7\u00e3o: combater a pandemia \u00e9 proteger os mais vulner\u00e1veis"},"content":{"rendered":"\t\t<div data-elementor-type=\"wp-post\" data-elementor-id=\"1018\" class=\"elementor elementor-1018\">\n\t\t\t\t\t\t<section class=\"elementor-section elementor-top-section elementor-element elementor-element-302dd9a elementor-section-boxed elementor-section-height-default elementor-section-height-default\" data-id=\"302dd9a\" data-element_type=\"section\" data-e-type=\"section\">\n\t\t\t\t\t\t<div class=\"elementor-container elementor-column-gap-default\">\n\t\t\t\t\t<div class=\"elementor-column elementor-col-100 elementor-top-column elementor-element elementor-element-bef5388\" data-id=\"bef5388\" data-element_type=\"column\" data-e-type=\"column\">\n\t\t\t<div class=\"elementor-widget-wrap elementor-element-populated\">\n\t\t\t\t\t\t<div class=\"elementor-element elementor-element-a8fff44 elementor-widget elementor-widget-text-editor\" data-id=\"a8fff44\" data-element_type=\"widget\" data-e-type=\"widget\" data-widget_type=\"text-editor.default\">\n\t\t\t\t<div class=\"elementor-widget-container\">\n\t\t\t\t\t\t\t\t\t<p>N\u00e3o existe uma contradi\u00e7\u00e3o entre combater a pandemia e proteger os mais vulner\u00e1veis: em caso de descontrole do cont\u00e1gio e difus\u00e3o da Covid-19, n\u00e3o apenas o sofrimento e os \u00f3bitos se acumular\u00e3o, como tem sido visto em outros pa\u00edses, mas ela ceifar\u00e1 proporcionalmente muito mais a sa\u00fade e a vida dos mais pobres e vulner\u00e1veis. E, se ainda n\u00e3o existe vacina ou medicamento totalmente eficaz dispon\u00edveis at\u00e9 o momento, a \u00fanica alternativa para o combate a epidemia \u00e9 a redu\u00e7\u00e3o dos contatos, do n\u00famero de pessoas com as quais se interage e, claro, das aglomera\u00e7\u00f5es. \u00c9 a pol\u00edtica que tem sido chamada indistintamente de quarentena, isolamento social, confinamento, apesar de haver distin\u00e7\u00f5es t\u00e9cnicas entre elas. A import\u00e2ncia desta pol\u00edtica para a preserva\u00e7\u00e3o das vidas, e da economia, j\u00e1 mostramos em<span style=\"color: #3366ff;\"> <a style=\"color: #3366ff;\" href=\"http:\/\/observatoriodesigualdades.fjp.mg.gov.br\/?p=949\">v\u00eddeo<\/a> <\/span>publicado neste blog em 06\/04\/2020.<\/p><p>Tamb\u00e9m j\u00e1 mostramos em <span style=\"color: #0000ff;\"><a style=\"color: #0000ff;\" href=\"http:\/\/observatoriodesigualdades.fjp.mg.gov.br\/?p=968\"><span style=\"color: #3366ff;\">nota<\/span><\/a><\/span> publicada em 16\/04\/2020 que, no Brasil, a omiss\u00e3o de uma coordena\u00e7\u00e3o federal e de protocolos comuns de ado\u00e7\u00e3o de medidas de enfrentamento \u00e0 epidemia e distanciamento social fez com que cada estado e cada munic\u00edpio, em grande medida, estabelecesse \u2013 ou n\u00e3o \u2013 sua pr\u00f3pria estrat\u00e9gia, e prioridades, gerando bastante varia\u00e7\u00e3o. E como sempre reiteramos, em uma sociedade t\u00e3o desigual como a nossa, as escolhas p\u00fablicas raramente s\u00e3o neutras, ou seja, elas n\u00e3o t\u00eam o mesmo impacto para distintos grupos em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 distribui\u00e7\u00e3o de recursos, riscos e oportunidades materiais ou n\u00e3o. Elas afetam a desigualdade social.<\/p><p>Assim, continuaremos, nesta e nas duas pr\u00f3ximas publica\u00e7\u00f5es deste blog, contribuindo para este debate, mas com um olhar espec\u00edfico: entenderemos como a pol\u00edtica de isolamento social, ou, principalmente, a falta dela, afeta proporcionalmente muito mais a sa\u00fade e a vida dos mais pobres e vulner\u00e1veis. Nesta primeira nota, ser\u00e1 analisado como os riscos s\u00e3o desigualmente distribu\u00eddos na sociedade. Trabalho recente de Laura Carvalho e outros (2020) alerta para este fato.<\/p><p>Segundo as autoras, estudo realizado nos Estados Unidos aponta que entre infectados pela Covid-19 que n\u00e3o apresentam nenhuma pr\u00e9-condi\u00e7\u00e3o agravante de sa\u00fade, 7% precisaram ser hospitalizados, sendo 2% em UTI. J\u00e1 entre aqueles que apresentam agravantes de sa\u00fade ou doen\u00e7as cr\u00f4nicas (doen\u00e7as renais, diabetes, hipertens\u00e3o, problemas cardiovasculares, entre outros), a necessidade de hospitaliza\u00e7\u00e3o salta para 30% e a de UTI, para 15%; dependendo do agravante, a necessidade de hospitaliza\u00e7\u00e3o pode ser mais de 10 vezes superior \u00e0 das pessoas sem pr\u00e9-condi\u00e7\u00e3o infectadas. Os idosos, por sua vez, apresentaram o dobro de necessidade de interna\u00e7\u00e3o e de UTI, mesmo dentre aqueles sem qualquer pr\u00e9-condi\u00e7\u00e3o de sa\u00fade. Ou seja, de forma esperada, se o cont\u00e1gio pelo novo coronav\u00edrus \u00e9 disseminado pela popula\u00e7\u00e3o, suas consequ\u00eancias e riscos (inclusive de \u00f3bito) s\u00e3o mais severos para os grupos com algum agravante de sa\u00fade<a href=\"#_ftn3\" name=\"_ftnref3\">[1]<\/a>.<\/p><p>E o fato \u00e9 que as condi\u00e7\u00f5es desiguais de vida geram condi\u00e7\u00f5es desiguais de sa\u00fade. Se tomarmos, como fazem as autoras, a baixa escolaridade como indicador de vulnerabilidade social, constataremos que, no Brasil, a ocorr\u00eancia de agravantes de sa\u00fade \u2013 e o n\u00famero de pr\u00e9-condi\u00e7\u00f5es \u2013 \u00e9 muito maior entre os mais vulner\u00e1veis. \u00c9 o que mostram os gr\u00e1ficos 1 e 2.<\/p><p>No gr\u00e1fico 1, a propor\u00e7\u00e3o de pessoas com um ou mais fatores de risco \u00e9 de 54% para os que declararam ter frequentado apenas o ensino fundamental, ante 28% para os que frequentaram o ensino m\u00e9dio e 34% para os que chegaram a cursar o ensino superior ou p\u00f3s-gradua\u00e7\u00e3o. Esta diferen\u00e7a \u00e9 ainda maior quando se considera quem tem mais de um fator de risco, sendo a presen\u00e7a de dois ou mais fatores de risco tr\u00eas vezes maior entre aqueles que frequentaram apenas o ensino fundamental do que entre aqueles que frequentaram o ensino m\u00e9dio.<\/p><p style=\"text-align: center;\">Gr\u00e1fico 1: Propor\u00e7\u00e3o da popula\u00e7\u00e3o em risco por grau de escolaridade.<\/p><p><img fetchpriority=\"high\" decoding=\"async\" class=\"aligncenter wp-image-1019\" src=\"http:\/\/observatoriodesigualdades.fjp.mg.gov.br\/wp-content\/uploads\/2020\/05\/gr\u00e1fico-3.-300x236.jpg\" alt=\"\" width=\"300\" height=\"236\" srcset=\"https:\/\/observatoriodesigualdades.fjp.mg.gov.br\/wp-content\/uploads\/2020\/05\/gr\u00e1fico-3.-300x236.jpg 300w, https:\/\/observatoriodesigualdades.fjp.mg.gov.br\/wp-content\/uploads\/2020\/05\/gr\u00e1fico-3..jpg 518w\" sizes=\"(max-width: 300px) 100vw, 300px\" \/><\/p><p style=\"text-align: center;\">Fonte: Dados da Pesquisa Nacional de Sa\u00fade (PNS) do IBGE realizada em 2013. Elaborado por Pires, L. N.; Carvalho, L.; Xavier, L. L. (2020).<\/p><p>No gr\u00e1fico 2, observamos que n\u00e3o \u00e9 apenas o fator idade que explica a despropor\u00e7\u00e3o na incid\u00eancia de fatores de risco entre os menos escolarizados. A incid\u00eancia de comorbidades\u00a0 \u00e9 muito maior entre os brasileiros que s\u00f3 frequentaram o ensino fundamental do que nos demais grupos: 42%, ante 33% na media da popula\u00e7\u00e3o.<\/p><p style=\"text-align: center;\">Gr\u00e1fico 2: Propor\u00e7\u00e3o de pessoas acima de 60 anos e com alguma comorbidade por grau de escolaridade<\/p><p><img decoding=\"async\" class=\"aligncenter wp-image-1020 size-full\" src=\"http:\/\/observatoriodesigualdades.fjp.mg.gov.br\/wp-content\/uploads\/2020\/05\/Gr\u00e1fico-4..jpg\" alt=\"\" width=\"509\" height=\"405\" srcset=\"https:\/\/observatoriodesigualdades.fjp.mg.gov.br\/wp-content\/uploads\/2020\/05\/Gr\u00e1fico-4..jpg 509w, https:\/\/observatoriodesigualdades.fjp.mg.gov.br\/wp-content\/uploads\/2020\/05\/Gr\u00e1fico-4.-300x239.jpg 300w\" sizes=\"(max-width: 509px) 100vw, 509px\" \/><\/p><p style=\"text-align: center;\">Fonte: Dados da Pesquisa Nacional de Sa\u00fade (PNS) do IBGE realizada em 2013. Elaborado por Pires, L. N.; Carvalho, L.; Xavier, L. L. (2020).<\/p><p>Portanto, o que os dois gr\u00e1ficos mostram \u00e9 que a incid\u00eancia de fatores agravantes \u00e9 bem maior entre a popula\u00e7\u00e3o socioeconomicamente mais vulner\u00e1vel \u2013 e n\u00e3o unicamente os idosos \u2013, condi\u00e7\u00e3o indicada pela baixa escolaridade. Ou seja, tendencialmente ser\u00e3o os mais vulner\u00e1veis que sofrer\u00e3o com mais gravidade as consequ\u00eancias da doen\u00e7a e ser\u00e3o suas principais v\u00edtimas.<\/p><p>A conclus\u00e3o que emerge desta breve an\u00e1lise \u00e9 que combater a pandemia e evitar o colapso do sistema de sa\u00fade \u00e9 proteger os mais vulner\u00e1veis e \u00e9 enganoso negar este fato e argumentar em outro sentido. Na pr\u00f3xima publica\u00e7\u00e3o, ser\u00e1 analisado como a oferta dos servi\u00e7os especializados de sa\u00fade tamb\u00e9m \u00e9 desigualmente distribu\u00edda no territ\u00f3rio.<\/p><p><em>Notas:<\/em><\/p><p><a href=\"#_ftnref3\" name=\"_ftn3\">[1]<\/a> Mais severos, mas n\u00e3o exclusivos. No Brasil, por exemplo, um quarto das mortes pela COVID-19 n\u00e3o era idoso nem apresentava qualquer agravante de sa\u00fade.<\/p><p>\u00a0<\/p><p><strong>Refer\u00eancias bibliogr\u00e1ficas<\/strong>:<\/p><p>PIRES, Luiza Nassif Pires; CARVALHO, Laura; XAVIER, Laura de Lima. COVID-19 e desigualdade: a distribui\u00e7\u00e3o dos fatores de risco no Brasil. <strong>Centro Brasileiro de Estudos de Sa\u00fade<\/strong>. 06 abr. 2020. Dispon\u00edvel em: <a href=\"http:\/\/cebes.org.br\/2020\/04\/covid-19-e-desigualdade-no-brasil\/\">http:\/\/cebes.org.br\/2020\/04\/covid-19-e-desigualdade-no-brasil\/<\/a>.<\/p><p>\u00a0<\/p><p><em>Autores: Bruno Lazzarotti, pesquisador na Funda\u00e7\u00e3o Jo\u00e3o Pinheiro, e Lu\u00edsa Filizzola, graduanda em Administra\u00e7\u00e3o P\u00fablica na Funda\u00e7\u00e3o Jo\u00e3o Pinheiro.<\/em><\/p>\t\t\t\t\t\t\t\t<\/div>\n\t\t\t\t<\/div>\n\t\t\t\t\t<\/div>\n\t\t<\/div>\n\t\t\t\t\t<\/div>\n\t\t<\/section>\n\t\t\t\t<\/div>\n\t\t","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>N\u00e3o existe uma contradi\u00e7\u00e3o entre combater a pandemia e proteger os mais vulner\u00e1veis: em caso de descontrole do cont\u00e1gio e difus\u00e3o da Covid-19, n\u00e3o apenas o sofrimento e os \u00f3bitos se acumular\u00e3o, como tem sido visto em outros pa\u00edses, mas ela ceifar\u00e1 proporcionalmente muito mais a sa\u00fade e a vida dos mais pobres e vulner\u00e1veis. 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