{"id":1026,"date":"2020-05-05T20:35:54","date_gmt":"2020-05-05T20:35:54","guid":{"rendered":"https:\/\/observatoriodesigualdades.fjp.mg.gov.br\/?p=1026"},"modified":"2020-05-05T20:37:54","modified_gmt":"2020-05-05T20:37:54","slug":"combater-a-pandemia-e-proteger-os-mais-vulneraveis-a-desigualdade-na-oferta-dos-servicos-especializados-de-saude","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/observatoriodesigualdades.fjp.mg.gov.br\/?p=1026","title":{"rendered":"Combater a pandemia \u00e9 proteger os mais vulner\u00e1veis: a desigualdade na oferta dos servi\u00e7os especializados de sa\u00fade"},"content":{"rendered":"\t\t<div data-elementor-type=\"wp-post\" data-elementor-id=\"1026\" class=\"elementor elementor-1026\">\n\t\t\t\t\t\t<section class=\"elementor-section elementor-top-section elementor-element elementor-element-64efcaf elementor-section-boxed elementor-section-height-default elementor-section-height-default\" data-id=\"64efcaf\" data-element_type=\"section\" data-e-type=\"section\">\n\t\t\t\t\t\t<div class=\"elementor-container elementor-column-gap-default\">\n\t\t\t\t\t<div class=\"elementor-column elementor-col-100 elementor-top-column elementor-element elementor-element-6b0e841\" data-id=\"6b0e841\" data-element_type=\"column\" data-e-type=\"column\">\n\t\t\t<div class=\"elementor-widget-wrap elementor-element-populated\">\n\t\t\t\t\t\t<div class=\"elementor-element elementor-element-1b4d002 elementor-widget elementor-widget-text-editor\" data-id=\"1b4d002\" data-element_type=\"widget\" data-e-type=\"widget\" data-widget_type=\"text-editor.default\">\n\t\t\t\t<div class=\"elementor-widget-container\">\n\t\t\t\t\t\t\t\t\t<p style=\"text-align: center;\"><em>Gr\u00e1fico: Correla\u00e7\u00e3o entre quantidade de leitos complementares e IDH das Superintend\u00eancias e Ger\u00eancias Regionais de Sa\u00fade de Minas Gerais<\/em><\/p><p><img fetchpriority=\"high\" decoding=\"async\" class=\"aligncenter wp-image-1027 size-full\" src=\"http:\/\/observatoriodesigualdades.fjp.mg.gov.br\/wp-content\/uploads\/2020\/05\/Gr\u00e1fico-5.jpg\" alt=\"\" width=\"686\" height=\"285\" srcset=\"https:\/\/observatoriodesigualdades.fjp.mg.gov.br\/wp-content\/uploads\/2020\/05\/Gr\u00e1fico-5.jpg 686w, https:\/\/observatoriodesigualdades.fjp.mg.gov.br\/wp-content\/uploads\/2020\/05\/Gr\u00e1fico-5-300x125.jpg 300w\" sizes=\"(max-width: 686px) 100vw, 686px\" \/><\/p><p style=\"text-align: center;\">Fonte: Leitos complementares: Minist\u00e9rio da Sa\u00fade \u2013 Cadastro Nacional dos Estabelecimentos de Sa\u00fade do Brasil \u2013 CNES; dados de fev\/2020. IDH: PNUD Brasil; dados de 2010.<\/p><p>Na <span style=\"color: #3366ff;\"><a style=\"color: #3366ff;\" href=\"http:\/\/observatoriodesigualdades.fjp.mg.gov.br\/?p=1018\">\u00faltima publica\u00e7\u00e3o<\/a><\/span> deste blog, mostramos como a incid\u00eancia de fatores agravantes de sa\u00fade ou doen\u00e7as cr\u00f4nicas (doen\u00e7as renais, diabetes, hipertens\u00e3o, problemas cardiovasculares, entre outros) \u00e9 bem maior entre a popula\u00e7\u00e3o socioeconomicamente mais vulner\u00e1vel \u2013 e n\u00e3o unicamente entre os idosos. Ou seja, tendencialmente ser\u00e3o os mais vulner\u00e1veis que sofrer\u00e3o com mais gravidade as consequ\u00eancias da doen\u00e7a e ser\u00e3o suas principais v\u00edtimas. Agora, continuaremos mostrando como n\u00e3o existe uma contradi\u00e7\u00e3o entre combater a pandemia e proteger os mais vulner\u00e1veis, mas sob outra perspectiva, a da oferta dos servi\u00e7os especializados de sa\u00fade (UTI, semi intensivos etc.), que tamb\u00e9m \u00e9 desigualmente distribu\u00edda no territ\u00f3rio. O gr\u00e1fico acima ilustra esta desigualdade em Minas Gerais.<\/p><p>O gr\u00e1fico mostra a quantidade de leitos especializados do SUS para cada 100 mil habitantes das microrregi\u00f5es de sa\u00fade de Minas Gerais, de acordo com o \u00cdndice de Desenvolvimento Humano Municipal (IDH-M)<a href=\"#_ftn1\" name=\"_ftnref1\">[1]<\/a> m\u00e9dio dos munic\u00edpios que comp\u00f5em cada microrregi\u00e3o. E mesmo apenas visualmente j\u00e1 \u00e9 poss\u00edvel perceber a tend\u00eancia geral indicada pelo gr\u00e1fico: quanto mais prec\u00e1rias as condi\u00e7\u00f5es de vida da popula\u00e7\u00e3o em uma regi\u00e3o, piores as condi\u00e7\u00f5es do sistema de sa\u00fade para atend\u00ea-los.<\/p><p>Ou seja, de um lado, a popula\u00e7\u00e3o mais pobre e vulner\u00e1vel tende a sofrer mais severamente a pandemia de Covid-19 e demandar mais o sistema de sa\u00fade; de outro lado, \u00e9 justamente naquelas regi\u00f5es com popula\u00e7\u00f5es mais vulner\u00e1veis que os servi\u00e7os de sa\u00fade encontram-se menos preparados para enfrentar a pandemia e atender \u00e0 popula\u00e7\u00e3o. As consequ\u00eancias desta conjun\u00e7\u00e3o nefasta de fatores j\u00e1 come\u00e7am a ser percept\u00edveis. Reportagem recente do G1 (2020) mostra que, entre aqueles infectados na primeira onda de contamina\u00e7\u00e3o, os negros representavam 23% dos hospitalizados, mas quase 33% dos \u00f3bitos. No caso dos brancos, ocorria o oposto: eram 74% dos hospitalizados e 64,5% dos \u00f3bitos. Da mesma forma, a desigualdade territorial revela a distribui\u00e7\u00e3o desigual dos riscos entre diferentes grupos. Na cidade de S\u00e3o Paulo, por exemplo, em que pesem os problemas de subnotifica\u00e7\u00e3o, a letalidade (n\u00famero de mortes em rela\u00e7\u00e3o aos infectados) era de 5% no Butant\u00e3, regi\u00e3o de maior n\u00edvel socioecon\u00f4mico, mas alcan\u00e7ava mais de 30% nas periferias, como Casa Verde, Sapopemba ou Freguesia do \u00d3 (TALARICO; VELOSO, 2020).<\/p><p>Na pr\u00f3xima nota, abordaremos os eventuais impactos do isolamento social na economia.\u00a0<\/p><p><a href=\"#_ftnref1\" name=\"_ftn1\"><em>[1]<\/em><\/a><em> O \u00cdndice de Desenvolvimento Humano Municipal (IDHM) \u00e9 uma medida composta de indicadores de tr\u00eas dimens\u00f5es do desenvolvimento humano: longevidade, educa\u00e7\u00e3o e renda. O \u00edndice varia de 0 a 1. Quanto mais pr\u00f3ximo de 1, maior o desenvolvimento humano.<\/em><\/p><p><strong>Refer\u00eancias bibliogr\u00e1ficas:<\/strong><\/p><p>Coronav\u00edrus \u00e9 mais letal entre negros no Brasil, apontam dados do Minist\u00e9rio da Sa\u00fade. <strong>G1. <\/strong>11 abr. 2020. Dispon\u00edvel em: <a href=\"https:\/\/g1.globo.com\/bemestar\/coronavirus\/noticia\/2020\/04\/11\/coronavirus-e-mais-letal-entre-negros-no-brasil-apontam-dados-do-ministerio-da-saude.ghtml\">https:\/\/g1.globo.com\/bemestar\/coronavirus\/noticia\/2020\/04\/11\/coronavirus-e-mais-letal-entre-negros-no-brasil-apontam-dados-do-ministerio-da-saude.ghtml<\/a><\/p><p>TALARICO, Paulo; VELOSO, Lucas. Letalidade da Covid-19 em periferias de SP \u00e9 cinco vezes maior que a m\u00e9dia do Brasil. <strong>Ag\u00eancia Mural<\/strong>. 23 abr. 2020. Dispon\u00edvel em: <a href=\"https:\/\/www.agenciamural.org.br\/letalidade-da-covid-19-em-periferias-de-sp-e-cinco-vezes-maior-que-a-media-do-brasil\/\">https:\/\/www.agenciamural.org.br\/letalidade-da-covid-19-em-periferias-de-sp-e-cinco-vezes-maior-que-a-media-do-brasil\/<\/a><\/p><p><em>Autores: Bruno Lazzarotti, pesquisador na Funda\u00e7\u00e3o Jo\u00e3o Pinheiro, e Lu\u00edsa Filizzola, graduanda em Administra\u00e7\u00e3o P\u00fablica na Funda\u00e7\u00e3o Jo\u00e3o Pinheiro.<\/em><\/p><p><a href=\"#_ftnref1\" name=\"_ftn1\"><\/a><\/p>\t\t\t\t\t\t\t\t<\/div>\n\t\t\t\t<\/div>\n\t\t\t\t\t<\/div>\n\t\t<\/div>\n\t\t\t\t\t<\/div>\n\t\t<\/section>\n\t\t\t\t<\/div>\n\t\t","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Gr\u00e1fico: Correla\u00e7\u00e3o entre quantidade de leitos complementares e IDH das Superintend\u00eancias e Ger\u00eancias Regionais de Sa\u00fade de Minas Gerais Fonte: Leitos complementares: Minist\u00e9rio da Sa\u00fade \u2013 Cadastro Nacional dos Estabelecimentos de Sa\u00fade do Brasil \u2013 CNES; dados de fev\/2020. IDH: PNUD Brasil; dados de 2010. 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