{"id":1038,"date":"2020-05-06T21:15:17","date_gmt":"2020-05-06T21:15:17","guid":{"rendered":"https:\/\/observatoriodesigualdades.fjp.mg.gov.br\/?p=1038"},"modified":"2020-05-06T21:16:56","modified_gmt":"2020-05-06T21:16:56","slug":"combater-a-pandemia-e-proteger-os-mais-vulneraveis-garantindo-as-condicoes-para-a-recuperacao-da-economia","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/observatoriodesigualdades.fjp.mg.gov.br\/?p=1038","title":{"rendered":"Combater a pandemia \u00e9 proteger os mais vulner\u00e1veis: garantindo as condi\u00e7\u00f5es para a recupera\u00e7\u00e3o da economia"},"content":{"rendered":"\t\t<div data-elementor-type=\"wp-post\" data-elementor-id=\"1038\" class=\"elementor elementor-1038\">\n\t\t\t\t\t\t<section class=\"elementor-section elementor-top-section elementor-element elementor-element-755178a elementor-section-boxed elementor-section-height-default elementor-section-height-default\" data-id=\"755178a\" data-element_type=\"section\" data-e-type=\"section\">\n\t\t\t\t\t\t<div class=\"elementor-container elementor-column-gap-default\">\n\t\t\t\t\t<div class=\"elementor-column elementor-col-100 elementor-top-column elementor-element elementor-element-5fa4de6\" data-id=\"5fa4de6\" data-element_type=\"column\" data-e-type=\"column\">\n\t\t\t<div class=\"elementor-widget-wrap elementor-element-populated\">\n\t\t\t\t\t\t<div class=\"elementor-element elementor-element-9c13276 elementor-widget elementor-widget-text-editor\" data-id=\"9c13276\" data-element_type=\"widget\" data-e-type=\"widget\" data-widget_type=\"text-editor.default\">\n\t\t\t\t<div class=\"elementor-widget-container\">\n\t\t\t\t\t\t\t\t\t<p>Nas duas \u00faltimas notas publicadas neste blog, mostramos que, de um lado, a popula\u00e7\u00e3o mais pobre e vulner\u00e1vel tende a sofrer mais severamente a pandemia de Covid-19 e a demandar mais o sistema de sa\u00fade, e, de outro lado, \u00e9 justamente naquelas regi\u00f5es com popula\u00e7\u00f5es mais vulner\u00e1veis que os servi\u00e7os de sa\u00fade encontram-se menos preparados para enfrentar a pandemia e atender \u00e0 popula\u00e7\u00e3o. Portanto, combater a pandemia e evitar o colapso do sistema de sa\u00fade \u00e9 proteger os mais vulner\u00e1veis e \u00e9 enganoso negar este fato e argumentar em outro sentido.<\/p><p>Contudo, ainda temos que nos ocupar de um argumento presente em consider\u00e1vel parcela da popula\u00e7\u00e3o e dos agentes pol\u00edticos, que pode ser sintetizado na seguinte frase: as consequ\u00eancias sociais e econ\u00f4micas do isolamento \u2013 com\u00e9rcio e empresas fechadas, reuni\u00f5es proibidas \u2013 s\u00e3o possivelmente mais graves do que o n\u00famero direto de v\u00edtimas do pr\u00f3prio v\u00edrus<a href=\"#_ftn1\" name=\"_ftnref1\">[1]<\/a>.<\/p><p>Neste ponto, primeiramente, \u00e9 tudo menos \u201cnormal\u201d ignorarmos as recomenda\u00e7\u00f5es de isolamento e seguirmos nosso cotidiano enquanto a pilha de nossos concidad\u00e3os mortos vai ultrapassando os milhares em poucas semanas. \u00c9 eticamente inaceit\u00e1vel o tipo de atitude expressa em frases do tipo: \u201cv\u00e3o morrer, mas s\u00f3 os idosos\u201d; \u201cmorreram, mas eram de grupo de risco\u201d, como se fossem perdas menos importantes ou talvez porque o pensamento de fundo impl\u00edcito nestas express\u00f5es \u00e0s vezes seria, na verdade, algo como \u201cmorreram ou v\u00e3o morrer, mas n\u00e3o sou eu\u201d. Estamos em uma situa\u00e7\u00e3o em que n\u00e3o h\u00e1 uma alternativa realmente boa, e temos que escolher quais valores s\u00e3o os mais importantes de se preservar. E a\u00ed n\u00e3o h\u00e1 d\u00favida: o valor maior \u00e9 a vida e a escolha deve ser sempre orientada para a alternativa que mais preserva e poupa vidas.<\/p><p>Mas, para al\u00e9m das dram\u00e1ticas quest\u00f5es \u00e9ticas envolvidas, sempre sujeita a debates, o que a experi\u00eancia dos pa\u00edses como os Estados Unidos e a Su\u00e9cia<a href=\"#_ftn2\" name=\"_ftnref2\">[2]<\/a> ou de cidades como Mil\u00e3o mostra \u00e9 que, em uma situa\u00e7\u00e3o de crescimento descontrolado dos casos e das mortes, a economia tampouco se mant\u00e9m funcionando, entra em colapso, e medidas ainda mais severas de isolamento e quarentena t\u00eam que ser tomadas por mais tempo. E a\u00ed teremos a pior combina\u00e7\u00e3o poss\u00edvel: n\u00famero enorme de doentes e \u00f3bitos, economia destro\u00e7ada e medidas muito severas e longas de conten\u00e7\u00e3o.<\/p><p>E tamb\u00e9m \u00e9 o que mostra a hist\u00f3ria. Estudo publicado recentemente analisa o comportamento de diferentes cidades norte-americanas durante outra pandemia, aquela que ficou conhecida como \u201cgripe espanhola\u201d. Estendendo-se de 1918 a 1920, a \u201cgripe espanhola\u201d matou ao menos 50 milh\u00f5es de pessoas ao redor do mundo, sendo aproximadamente entre 500 mil e 650 mil \u00f3bitos nos Estados Unidos. No per\u00edodo, o comportamento das grandes cidades norte-americanas para enfrentar aquela pandemia tamb\u00e9m apresentou grande varia\u00e7\u00e3o, sendo que v\u00e1rias cidades adotaram medidas de restri\u00e7\u00e3o e distanciamento social (referidas no gr\u00e1fico como NPIs<a href=\"#_ftn3\" name=\"_ftnref3\">[3]<\/a>) mais intensas e mais precoces, outras tantas foram mais lenientes ou mais tardias e outras tantas ignoraram as medidas enquanto foi poss\u00edvel. O gr\u00e1fico abaixo resume bem as conclus\u00f5es do trabalho.<\/p><p style=\"text-align: center;\"><em>Gr\u00e1fico: Rela\u00e7\u00e3o entre taxa de mortalidade pela \u201cgripe espanhola\u201d (por 100.000 habitantes) em 1918 e varia\u00e7\u00e3o no emprego industrial no per\u00edodo pr\u00f3ximo \u00e0 pandemia em cidades norte-americanas selecionadas.<\/em><\/p><p><img fetchpriority=\"high\" decoding=\"async\" class=\"aligncenter wp-image-1039 size-full\" src=\"http:\/\/observatoriodesigualdades.fjp.mg.gov.br\/wp-content\/uploads\/2020\/05\/Gr\u00e1fico-6.jpg\" alt=\"\" width=\"506\" height=\"496\" srcset=\"https:\/\/observatoriodesigualdades.fjp.mg.gov.br\/wp-content\/uploads\/2020\/05\/Gr\u00e1fico-6.jpg 506w, https:\/\/observatoriodesigualdades.fjp.mg.gov.br\/wp-content\/uploads\/2020\/05\/Gr\u00e1fico-6-300x294.jpg 300w\" sizes=\"(max-width: 506px) 100vw, 506px\" \/><\/p><p style=\"text-align: center;\">Fonte: Correia, S.; Luck, S., Verner, E. (2020).<\/p><p>O gr\u00e1fico relaciona a taxa de mortalidade pela \u201cgripe espanhola\u201d (por 100.000 habitantes), no eixo horizontal, e a varia\u00e7\u00e3o no emprego industrial no per\u00edodo pr\u00f3ximo \u00e0 pandemia, representada no eixo vertical. Os pontos representam as diferentes cidades norte-americanas. Os pontos vermelhos s\u00e3o as cidades que adotaram medidas de distanciamento social mais lenientes e menos restritivas, ou minimizando a epidemia ou priorizando \u201co retorno \u00e0 normalidade\u201d; os pontos verdes representam as cidades que adotaram as medidas mais precoces ou mais intensas de restri\u00e7\u00e3o. A an\u00e1lise do gr\u00e1fico expressa algumas li\u00e7\u00f5es da hist\u00f3ria: a) as cidades que adotaram medidas mais estritas de sa\u00fade p\u00fablica evitaram milhares de mortes; b) a pandemia gerou efeitos graves sobre a economia, t\u00e3o mais graves quanto mais afetadas pela epidemia as cidades tenham sido; mas c) estes efeitos n\u00e3o foram mais graves naquelas cidades que adotaram as medidas mais estritas de sa\u00fade p\u00fablica. Na verdade, as evid\u00eancias sugerem que as cidades com medidas mais estritas de distanciamento e conten\u00e7\u00e3o social durante a pandemia tiveram, de forma geral, um desempenho econ\u00f4mico melhor e n\u00e3o pior do que as outras no ano seguinte \u00e0 epidemia da \u201cgripe espanhola\u201d. Ou seja, encontraram-se em melhores condi\u00e7\u00f5es para se recuperar do choque econ\u00f4mico.<\/p><p>Em resumo, a epidemia deprime a economia; j\u00e1 as medidas de sa\u00fade p\u00fablica, n\u00e3o necessariamente a pioram. \u00c9 preciso muita cautela ao retirar conclus\u00f5es de um evento de um s\u00e9culo atr\u00e1s para os dias de hoje, al\u00e9m de levar em conta as diferen\u00e7as, inclusive de gravidade (como os n\u00fameros indicam) entre as duas pandemias. No entanto, duas li\u00e7\u00f5es s\u00e3o v\u00e1lidas: as medidas de sa\u00fade p\u00fablica e restri\u00e7\u00e3o do cont\u00e1gio s\u00e3o efetivas em poupar vidas e n\u00e3o existe necessariamente uma escolha entre poupar vidas e preservar a economia, nem em termos \u00e9ticos, nem em termos pragm\u00e1ticos, principalmente se pensarmos em m\u00e9dio e longo prazo: quanto menores os impactos sanit\u00e1rios da pandemia, melhores as condi\u00e7\u00f5es para a recupera\u00e7\u00e3o posterior da economia.<\/p><p>Portanto, o que as tr\u00eas \u00faltimas notas publicadas por este Observat\u00f3rio demonstram \u00e9 que combater a pandemia \u2013 e isso inclui, principalmente, realizar o isolamento social \u2013 \u00e9 proteger os mais vulner\u00e1veis porque os riscos e as condi\u00e7\u00f5es de atendimento s\u00e3o desiguais e mais prejudiciais a estes grupos e porque, em uma situa\u00e7\u00e3o de crescimento descontrolado dos casos e das mortes, a economia tamb\u00e9m entra em colapso. E, como j\u00e1 demonstrado em <span style=\"color: #3366ff;\"><a style=\"color: #3366ff;\" href=\"http:\/\/observatoriodesigualdades.fjp.mg.gov.br\/?p=922\">outra nota<\/a><\/span> deste Observat\u00f3rio, os impactos econ\u00f4micos negativos de longo prazo tamb\u00e9m ser\u00e3o distribu\u00eddos de forma desigual na nossa sociedade, afetando mais a renda dos mais pobres<a href=\"#_ftn4\" name=\"_ftnref4\">[4]<\/a>.<\/p><p><strong><em>Notas:<\/em><\/strong><\/p><p><a href=\"#_ftnref1\" name=\"_ftn1\">[1]<\/a> Este argumento aparece, dentre outros grupos, entre os defensores do confinamento vertical, que consiste em isolar somente os grupos de risco conhecidos &#8211; idosos e pessoas com doen\u00e7as anteriores &#8211; concentrando neles tamb\u00e9m os recursos de sa\u00fade para tratamento e preven\u00e7\u00e3o, conforme explica publica\u00e7\u00e3o da BBC dispon\u00edvel em: <a href=\"https:\/\/www.bbc.com\/portuguese\/internacional-52043112\">https:\/\/www.bbc.com\/portuguese\/internacional-52043112<\/a><\/p><p><a href=\"#_ftnref2\" name=\"_ftn2\">[2]<\/a> Na Su\u00e9cia, estudos apontam que, mesmo o pa\u00eds adotando a estrat\u00e9gia de n\u00e3o impor a grande parte da sociedade medidas de isolamento social \u2013 o que resultou em\u00a0taxa de mortalidade mais alta em rela\u00e7\u00e3o ao tamanho da popula\u00e7\u00e3o do que em qualquer outro lugar da Escandin\u00e1via \u2013, a economia deve sofrer tanto quanto a de outros pa\u00edses europeus (HOLLY, 2020).<\/p><p><a href=\"#_ftnref3\" name=\"_ftn3\">[3]<\/a> As NPIs, do ingl\u00eas <em>non-pharmaceutical interventions<\/em>, s\u00e3o as interven\u00e7\u00f5es n\u00e3o farmac\u00eauticas adotadas para ajudar a retardar a propaga\u00e7\u00e3o de doen\u00e7as, como \u00e9 o caso do distanciamento social.<\/p><p><a href=\"#_ftnref4\" name=\"_ftn4\">[4]<\/a> Naquela ocasi\u00e3o, mostramos que, com a queda no emprego gerada pala crise do Coronav\u00edrus, as fam\u00edlias mais pobres sofrer\u00e3o efeito negativo na renda 20% maior que a m\u00e9dia, enquanto as fam\u00edlias de classes m\u00e9dia e alta tendem a perder menos e pr\u00f3ximo \u00e0 m\u00e9dia.<\/p><p><em><strong>Refer\u00eancias bibliogr\u00e1ficas:<\/strong><\/em><\/p><p>CORREIA, Sergio; LUCK, Stephan; VERNER, Emil. Pandemics Depress the Economy, Public Health Interventions Do Not: Evidence from the 1918 Flu. <strong>SSRN<\/strong>. Mar. 2020. Dispon\u00edvel em: <a href=\"https:\/\/papers.ssrn.com\/sol3\/papers.cfm?abstract_id=3561560\">https:\/\/papers.ssrn.com\/sol3\/papers.cfm?abstract_id=3561560<\/a><\/p><p>SCHREIBER, Mariana. Cidades dos EUA que usaram isolamento social contra gripe espanhola tiveram recupera\u00e7\u00e3o econ\u00f4mica mais r\u00e1pida, diz estudo. <strong>BBC Brasil<\/strong>. 28 mar. 2020. Dispon\u00edvel em: <a href=\"https:\/\/www.bbc.com\/portuguese\/internacional-52075870\">https:\/\/www.bbc.com\/portuguese\/internacional-52075870<\/a>.<\/p><p>ELLYATT, HOLLY. Sweden had no lockdown but its economy is expected to suffer just as badly as its European neighbors. <strong>CNBC. <\/strong>30 abr. 2020. Dispon\u00edvel em:<\/p><p><a href=\"https:\/\/www.cnbc.com\/2020\/04\/30\/coronavirus-sweden-economy-to-contract-as-severely-as-the-rest-of-europe.html\">https:\/\/www.cnbc.com\/2020\/04\/30\/coronavirus-sweden-economy-to-contract-as-severely-as-the-rest-of-europe.html<\/a><\/p><p>\u00a0<\/p><p><em><strong>Autores<\/strong>: Bruno Lazzarotti, pesquisador na Funda\u00e7\u00e3o Jo\u00e3o Pinheiro, e Lu\u00edsa Filizzola, graduanda em Administra\u00e7\u00e3o P\u00fablica na Funda\u00e7\u00e3o Jo\u00e3o Pinheiro.<\/em><\/p>\t\t\t\t\t\t\t\t<\/div>\n\t\t\t\t<\/div>\n\t\t\t\t\t<\/div>\n\t\t<\/div>\n\t\t\t\t\t<\/div>\n\t\t<\/section>\n\t\t\t\t<\/div>\n\t\t","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Nas duas \u00faltimas notas publicadas neste blog, mostramos que, de um lado, a popula\u00e7\u00e3o mais pobre e vulner\u00e1vel tende a sofrer mais severamente a pandemia de Covid-19 e a demandar mais o sistema de sa\u00fade, e, de outro lado, \u00e9 justamente naquelas regi\u00f5es com 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