{"id":1069,"date":"2020-05-21T00:17:01","date_gmt":"2020-05-21T00:17:01","guid":{"rendered":"https:\/\/observatoriodesigualdades.fjp.mg.gov.br\/?p=1069"},"modified":"2020-05-21T00:17:42","modified_gmt":"2020-05-21T00:17:42","slug":"quem-cala-sobre-teu-corpo-o-assassinato-de-joao-pedro-a-rotinizacao-da-brutalidade-e-os-extremos-de-nossa-desigualdade","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/observatoriodesigualdades.fjp.mg.gov.br\/?p=1069","title":{"rendered":"Quem cala sobre teu corpo? O assassinato de Jo\u00e3o Pedro, a rotiniza\u00e7\u00e3o da brutalidade  e os extremos de nossa desigualdade"},"content":{"rendered":"\t\t<div data-elementor-type=\"wp-post\" data-elementor-id=\"1069\" class=\"elementor elementor-1069\">\n\t\t\t\t\t\t<section class=\"elementor-section elementor-top-section elementor-element elementor-element-3d52e5e elementor-section-boxed elementor-section-height-default elementor-section-height-default\" data-id=\"3d52e5e\" data-element_type=\"section\" data-e-type=\"section\">\n\t\t\t\t\t\t<div class=\"elementor-container elementor-column-gap-default\">\n\t\t\t\t\t<div class=\"elementor-column elementor-col-100 elementor-top-column elementor-element elementor-element-df045ab\" data-id=\"df045ab\" data-element_type=\"column\" data-e-type=\"column\">\n\t\t\t<div class=\"elementor-widget-wrap elementor-element-populated\">\n\t\t\t\t\t\t<div class=\"elementor-element elementor-element-f6acfc2 elementor-widget elementor-widget-text-editor\" data-id=\"f6acfc2\" data-element_type=\"widget\" data-e-type=\"widget\" data-widget_type=\"text-editor.default\">\n\t\t\t\t<div class=\"elementor-widget-container\">\n\t\t\t\t\t\t\t\t\t<p style=\"text-align: right;\"><em>Quem cala sobre teu corpo<\/em><br \/><em>Consente na tua morte<\/em><br \/><em>Talhada a ferro e fogo<\/em><br \/><em>Nas profundezas do corte<\/em><br \/><em>Que a bala riscou no peito<\/em><br \/><em>Quem cala morre contigo<\/em><br \/><em>Mais morto que est\u00e1s agora<\/em><\/p><p style=\"text-align: right;\"><em>(&#8230;)<\/em><\/p><p style=\"text-align: right;\"><em>Quem grita vive contigo<\/em><\/p><p style=\"text-align: right;\"><em>(Milton Nascimento \/ Ronaldo Bastos)<\/em><\/p><p>Que vidas importam? H\u00e1 pouco tempo, fizemos esta pergunta neste blog. Naquela oportunidade, trat\u00e1vamos dos impactos desiguais da pandemia do Coronav\u00edrus, muito mais severos sobre os grupos mais vulner\u00e1veis. Agora, o assassinato do jovem Jo\u00e3o Pedro, de 14 anos, pela pol\u00edcia no Rio de Janeiro, ocorrido nesta segunda-feira (18\/05), nos remete \u00e0 mesma quest\u00e3o: que vidas importam? A servi\u00e7o de quais vidas est\u00e1 o Estado brasileiro?<\/p><p>No Brasil, 11 a cada 100 mortes violentas intencionais s\u00e3o provocadas pelas pol\u00edcias. No Rio de Janeiro, essa propor\u00e7\u00e3o \u00e9 ainda maior: 23 a cada 100 mortes s\u00e3o de autoria oficial das pol\u00edcias.\u00a0 S\u00e3o, em m\u00e9dia, 17 pessoas mortas por dia em decorr\u00eancia de interven\u00e7\u00f5es policiais em todo o Brasil<a href=\"#_ftn1\" name=\"_ftnref1\">[1]<\/a>.<\/p><p>O gr\u00e1fico 1 mostra que o n\u00famero de mortos em decorr\u00eancia de interven\u00e7\u00f5es policiais (em servi\u00e7o e fora de servi\u00e7o) no pa\u00eds est\u00e1 crescendo, chegando a 6.220 v\u00edtimas no ano de 2018, o que representa um aumento de 20% em rela\u00e7\u00e3o a 2017. Por sua vez, o gr\u00e1fico 2 mostra a diminui\u00e7\u00e3o do n\u00famero de policiais mortos em conflito e fora deles, contabilizando um total de 343 v\u00edtimas. A gravidade dos n\u00fameros no Brasil \u00e9 evidenciada quando os comparamos com outros pa\u00edses, como os Estados Unidos, que registrou, no ano de 20017, 429 mortes decorrentes da atua\u00e7\u00e3o de policial e 46 policiais mortos em servi\u00e7o, segundo levantamento realizado pelo FBI<a href=\"#_ftn2\" name=\"_ftnref2\">[2]<\/a>.<\/p><p style=\"text-align: center;\"><strong>\u00a0<\/strong><strong>Gr\u00e1fico 1: Mortes em decorr\u00eancia de interven\u00e7\u00f5es policiais (em servi\u00e7o e fora de servi\u00e7o) &#8211; Brasil.<\/strong><\/p><p><img fetchpriority=\"high\" decoding=\"async\" class=\"aligncenter wp-image-1070 size-full\" src=\"http:\/\/observatoriodesigualdades.fjp.mg.gov.br\/wp-content\/uploads\/2020\/05\/99999999999999999999999999999999.png\" alt=\"\" width=\"608\" height=\"361\" srcset=\"https:\/\/observatoriodesigualdades.fjp.mg.gov.br\/wp-content\/uploads\/2020\/05\/99999999999999999999999999999999.png 608w, https:\/\/observatoriodesigualdades.fjp.mg.gov.br\/wp-content\/uploads\/2020\/05\/99999999999999999999999999999999-300x178.png 300w\" sizes=\"(max-width: 608px) 100vw, 608px\" \/><\/p><p style=\"text-align: center;\">Fonte: Elabora\u00e7\u00e3o pr\u00f3pria, a partir dos dados dos Anu\u00e1rios Brasileiros de Seguran\u00e7a P\u00fablica dos anos de 2014 a 2019.<\/p><p><strong>\u00a0<\/strong><\/p><p style=\"text-align: center;\"><strong>Gr\u00e1fico 2: Policiais civis e militares v\u00edtimas de homic\u00eddio, em servi\u00e7o e fora de servi\u00e7o &#8211; Brasil<\/strong><\/p><p><img decoding=\"async\" class=\"aligncenter wp-image-1071 size-full\" src=\"http:\/\/observatoriodesigualdades.fjp.mg.gov.br\/wp-content\/uploads\/2020\/05\/444444444444444444.png\" alt=\"\" width=\"607\" height=\"361\" srcset=\"https:\/\/observatoriodesigualdades.fjp.mg.gov.br\/wp-content\/uploads\/2020\/05\/444444444444444444.png 607w, https:\/\/observatoriodesigualdades.fjp.mg.gov.br\/wp-content\/uploads\/2020\/05\/444444444444444444-300x178.png 300w\" sizes=\"(max-width: 607px) 100vw, 607px\" \/><\/p><p style=\"text-align: center;\">Fonte: Secretarias Estaduais de Seguran\u00e7a P\u00fablica e\/ou Defesa Social; MJSP; F\u00f3rum Brasileiro de Seguran\u00e7a P\u00fablica. Elabora\u00e7\u00e3o: Anu\u00e1rio Brasileiro de Seguran\u00e7a P\u00fablica 2019.<\/p><p>Mas o recrudescimento da repress\u00e3o policial n\u00e3o \u00e9 aleat\u00f3rio; ela tem alvos preferenciais: constituintes de cerca de 55% da popula\u00e7\u00e3o brasileira, os negros s\u00e3o 75,4% dos mortos pela pol\u00edcia (Anu\u00e1rio Brasileiro de Seguran\u00e7a P\u00fablica de 2019). Estudo elaborado por Cerqueira e Coelho<a href=\"#_ftn3\" name=\"_ftnref3\">[3]<\/a> aponta canais diretos que vinculam racismo e letalidade de negros, como a perpetua\u00e7\u00e3o de estere\u00f3tipos enquanto indiv\u00edduos perigosos ou criminosos, o que implica um processo de reifica\u00e7\u00e3o. S\u00e3o, assim, pessoas que n\u00e3o s\u00e3o percebidas a partir de sua identidade individual, mas apenas por sua cor da pele, o que acarreta em um processo de profunda desumaniza\u00e7\u00e3o e que faz aumentar em muito suas chances de vitimiza\u00e7\u00e3o. Um exemplo do processo de desumaniza\u00e7\u00e3o \u00e9 o ditado bastante popular nos meios policiais em que \u201cnegro parado \u00e9 suspeito, negro correndo \u00e9 bandido\u201d.<\/p><p>Os autores tamb\u00e9m apontam a desigualdade na cobertura da m\u00eddia em rela\u00e7\u00e3o \u00e0s mortes de negros e brancos. A morte de pessoas negras (e pobres) muitas vezes sequer \u00e9 noticiada ou, quando \u00e9, acaba estigmatizando a imagem da v\u00edtima como \u201ccriminoso\u201d, \u201ctraficante\u201d ou \u201cvagabundo\u201d (a despeito de investiga\u00e7\u00e3o ou qualquer condena\u00e7\u00e3o judicial que a pessoa tenha sofrido). J\u00e1 a morte das pessoas brancas (e de classe m\u00e9dia) \u00e9 repetida e problematizada pelos jornais. Como o processo de persecu\u00e7\u00e3o criminal, que se inicia com a investiga\u00e7\u00e3o, \u00e9 fortemente influenciado pela repercuss\u00e3o midi\u00e1tica, a morte de brancos implica uma maior chance de responsabiliza\u00e7\u00e3o e puni\u00e7\u00e3o do autor, ao passo que os inqu\u00e9ritos sobre a morte de negros acabam muitas vezes n\u00e3o solucionados. Por sua vez, tal fen\u00f4meno \u00e9 percebido por potenciais agressores, o que de alguma forma contribui para moldar suas decis\u00f5es. \u00a0<\/p><p>Assim, em tempos sombrios em que o \u00f3bvio precisa sempre ser reafirmado, encerramos essa breve nota lembrando que as vidas de Jenifer Gomes (11 anos), Kauan Peixoto (12 anos), Kau\u00e3 Ros\u00e1rio (11 anos), Marcos Vin\u00edcius (14 anos), Kau\u00ea dos Santos (12 anos), \u00c1gatha F\u00e9lix (8 anos), Ketellen Gomes (5 anos) e Jo\u00e3o Pedro (14 anos) \u2013 todos eles jovens v\u00edtimas, em pouco mais de um ano, do genoc\u00eddio promovido pelo Estado nas periferias brasileiras \u2013 \u00a0importam.<\/p><p><em>Quem grita vive contigo!<\/em><\/p><p>\u00a0<\/p><p><em>Notas:<\/em><\/p><p><a href=\"#_ftnref1\" name=\"_ftn1\">[1]<\/a> F\u00f3rum Brasileiro de Seguran\u00e7a P\u00fablica: Anu\u00e1rio Brasileiro de Seguran\u00e7a P\u00fablica, 2019. Dispon\u00edvel em: <a href=\"http:\/\/www.forumseguranca.org.br\/wp-content\/uploads\/2019\/10\/Anuario-2019-FINAL_21.10.19.pdf\">http:\/\/www.forumseguranca.org.br\/wp-content\/uploads\/2019\/10\/Anuario-2019-FINAL_21.10.19.pdf<\/a><\/p><p><a href=\"#_ftnref2\" name=\"_ftn2\">[2]<\/a> FBI: \u201cCrime in the United States 2017\u201d. Dispon\u00edvel em:\u00a0 <a href=\"https:\/\/ucr.fbi.gov\/crime-in-the-u.s\/2017\/crime-in-the-u.s.-2017\/topic-pages\/violent-crime\">https:\/\/ucr.fbi.gov\/crime-in-the-u.s\/2017\/crime-in-the-u.s.-2017\/topic-pages\/violent-crime<\/a>. Acesso em: 2018.<\/p><p><a href=\"#_ftnref3\" name=\"_ftn3\">[3]<\/a> CERQUEIRA, Daniel; COELHO, Danilo Santa Cruz. <em>Democracia racial e homic\u00eddios de jovens negros na cidade partida<\/em>. Bras\u00edlia: Ipea, 2017. Dispon\u00edvel em: <a href=\"http:\/\/repositorio.ipea.gov.br\/bitstream\/11058\/7383\/1\/td_2267.pdf\">http:\/\/repositorio.ipea.gov.br\/bitstream\/11058\/7383\/1\/td_2267.pdf<\/a><\/p><p>\u00a0<\/p><p style=\"text-align: left;\"><em>Autores: Lu\u00edsa Filizzola [graduanda em Administra\u00e7\u00e3o P\u00fablica na Funda\u00e7\u00e3o Jo\u00e3o Pinheiro] e Bruno Lazzorotti [pesquisador na Funda\u00e7\u00e3o Jo\u00e3o Pinheiro].<\/em><\/p>\t\t\t\t\t\t\t\t<\/div>\n\t\t\t\t<\/div>\n\t\t\t\t\t<\/div>\n\t\t<\/div>\n\t\t\t\t\t<\/div>\n\t\t<\/section>\n\t\t\t\t<\/div>\n\t\t","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Quem cala sobre teu corpoConsente na tua morteTalhada a ferro e fogoNas profundezas do corteQue a bala riscou no peitoQuem cala morre contigoMais morto que est\u00e1s agora (&#8230;) Quem grita vive contigo (Milton Nascimento \/ Ronaldo Bastos) Que vidas importam? H\u00e1 pouco tempo, fizemos esta pergunta neste blog. 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