{"id":1201,"date":"2020-08-14T12:58:45","date_gmt":"2020-08-14T12:58:45","guid":{"rendered":"https:\/\/observatoriodesigualdades.fjp.mg.gov.br\/?p=1201"},"modified":"2020-08-14T13:00:41","modified_gmt":"2020-08-14T13:00:41","slug":"quem-arca-com-o-custo-da-crise-o-impacto-da-crise-economica-brasileira-na-renda-dos-jovens","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/observatoriodesigualdades.fjp.mg.gov.br\/?p=1201","title":{"rendered":"Quem arca com o custo da crise? O impacto da crise econ\u00f4mica brasileira na renda dos jovens"},"content":{"rendered":"\t\t<div data-elementor-type=\"wp-post\" data-elementor-id=\"1201\" class=\"elementor elementor-1201\">\n\t\t\t\t\t\t<section class=\"elementor-section elementor-top-section elementor-element elementor-element-02123fd elementor-section-boxed elementor-section-height-default elementor-section-height-default\" data-id=\"02123fd\" data-element_type=\"section\" data-e-type=\"section\">\n\t\t\t\t\t\t<div class=\"elementor-container elementor-column-gap-default\">\n\t\t\t\t\t<div class=\"elementor-column elementor-col-100 elementor-top-column elementor-element elementor-element-ba5e286\" data-id=\"ba5e286\" data-element_type=\"column\" data-e-type=\"column\">\n\t\t\t<div class=\"elementor-widget-wrap elementor-element-populated\">\n\t\t\t\t\t\t<div class=\"elementor-element elementor-element-3d86db0 elementor-widget elementor-widget-text-editor\" data-id=\"3d86db0\" data-element_type=\"widget\" data-e-type=\"widget\" data-widget_type=\"text-editor.default\">\n\t\t\t\t<div class=\"elementor-widget-container\">\n\t\t\t\t\t\t\t\t\t<p>A crise econ\u00f4mica, que assola o pa\u00eds desde 2015, ganha contornos cada vez mais dram\u00e1ticos \u00e0 medida que o tempo passa. O aumento do desemprego e a precariza\u00e7\u00e3o do trabalho s\u00e3o frutos de uma dimens\u00e3o vis\u00edvel para uma parte da juventude j\u00e1 discriminada em outras dimens\u00f5es e que prendem milh\u00f5es no ciclo desolador e desumano da pobreza. Diante deste cen\u00e1rio, os \u00faltimos dados disponibilizados pelo IBGE revelaram a face desta crise e que torna ainda mais preocupante o futuro do pa\u00eds: a juventude pobre, negra e com baixa escolaridade est\u00e1 arcando com os piores custos, desemprego e perda brutal de renda, de uma crise econ\u00f4mica que parece que nunca ir\u00e1 acabar. \u00c9 importante lembrar que o impacto econ\u00f4mico desproporcional entre jovens resultam das persistentes iniquidades nas condi\u00e7\u00f5es de vida, educa\u00e7\u00e3o, moradia, sa\u00fade e trabalho que s\u00e3o chagas incur\u00e1veis e hist\u00f3ricas da desigual forma\u00e7\u00e3o social brasileira.<\/p><p>Os dados da PNAD Cont\u00ednua revelam que a taxa de desemprego brasileira persiste em patamares elevados, quase 13 milh\u00f5es de desempregados no 1\u00ba trimestre de 2019, 12,7% da for\u00e7a de trabalho total no pa\u00eds se encontrava desempregada. No mesmo per\u00edodo, a taxa de desocupa\u00e7\u00e3o entre os jovens atingia quase o dobro, 23,9% dos jovens de 15 a 29 anos estavam desempregados. Destarte, a propor\u00e7\u00e3o dos jovens \u201cnem-nem\u201d cresceu de 20,83% para 24,12% dos jovens brasileiros que n\u00e3o trabalhavam, nem estudavam, entre 2014 e 2019. Historicamente, as estat\u00edsticas relativas ao grupo de jovens \u201cnem-nem\u201d tem revelado que estes jovens fazem parte de um contexto propicio a perpetua\u00e7\u00e3o do ciclo de pobreza, ou seja, a reprodu\u00e7\u00e3o do contexto de pobreza vivenciado pelos pais: a maioria s\u00e3o mulheres (30,25%), pardas (27,69%) e possuem uma maior dificuldade de estar s\u00f3 estudando, devido ao contexto familiar de pobreza e de responsabiliza\u00e7\u00e3o das tarefas dom\u00e9sticas, e dificuldades de inser\u00e7\u00e3o no mercado de trabalho formal por n\u00e3o ter perspectivas de uma boa escolaridade (66,79% n\u00e3o possuem instru\u00e7\u00e3o), muito menos de um bom emprego.<\/p><p>Como j\u00e1 vimos aqui no Observat\u00f3rio das Desigualdades (\u201cOs diferentes efeitos da crise econ\u00f4mica de 2015\/2016 para ricos e pobres\u201d &#8211; <a href=\"http:\/\/observatoriodesigualdades.fjp.mg.gov.br\/?p=650\">http:\/\/observatoriodesigualdades.fjp.mg.gov.br\/?p=650<\/a>), n\u00e3o \u00e9 novidade para n\u00f3s que a desigualdade socioecon\u00f4mica aumentou muito nos \u00faltimos anos e os seus graves efeitos s\u00e3o distribu\u00eddos de maneira in\u00edqua. Os estudos sobre mercado de trabalho apontam que os jovens (15 a 29), de 2014 a 2019, perderam 14,7 % da sua renda real individual do trabalho enquanto o conjunto da popula\u00e7\u00e3o perdeu menos, apenas 3,7% da renda. Da mesma forma, os dados deixam claro que alguns grupos perderam mais do que outros dentre os jovens: para o per\u00edodo 2012-2017, a desigualdade de renda aumentou significativamente entre os jovens (3,8%). O \u00cdndice de Gini, principal instrumento para medir o grau de concentra\u00e7\u00e3o de renda num determinado grupo, teve um salto de 3,8%, de 2012 a 2017, para os jovens (15 a 29 anos). Ao passo que o \u00cdndice de Gini para o conjunto da popula\u00e7\u00e3o aumentou 2,7%.<\/p><p>O impacto da crise sobre a renda pode ser analisado detalhadamente utilizando-se os dados do gr\u00e1fico abaixo. Com base nestes dados foram constatados que o impacto da crise atinge muito mais os grupos considerados mais vulner\u00e1veis no mercado de trabalho, refor\u00e7ando o grave problema social da desigualdade em nossa sociedade. Primeiramente, o gr\u00e1fico mostra que quanto menor o n\u00edvel de instru\u00e7\u00e3o do jovem (15 a 29), maior ser\u00e3o as chances de que o impacto da crise reduza significativamente a sua renda. Jovens sem instru\u00e7\u00e3o, ou seja, menos de um ano de estudo, perderam mais da metade de sua renda (-51,09%) com a crise e foi o grupo mais atingido entre todos os jovens no per\u00edodo de 2014 a 2019. A baixa escolaridade \u00e9 um dos principais determinantes para a perpetua\u00e7\u00e3o do ciclo da pobreza, pois quanto menos escolaridade, maiores s\u00e3o as dificuldades de inser\u00e7\u00e3o no mercado de trabalho formal e maiores as chances de trabalhar em condi\u00e7\u00f5es altamente precarizadas que s\u00e3o as primeiras a serem impactadas com a recess\u00e3o econ\u00f4mica.<\/p><p><img fetchpriority=\"high\" decoding=\"async\" class=\"aligncenter wp-image-1202 size-full\" src=\"http:\/\/observatoriodesigualdades.fjp.mg.gov.br\/wp-content\/uploads\/2020\/08\/rrrrrrrrrrrrr.png\" alt=\"\" width=\"791\" height=\"493\" srcset=\"https:\/\/observatoriodesigualdades.fjp.mg.gov.br\/wp-content\/uploads\/2020\/08\/rrrrrrrrrrrrr.png 791w, https:\/\/observatoriodesigualdades.fjp.mg.gov.br\/wp-content\/uploads\/2020\/08\/rrrrrrrrrrrrr-300x187.png 300w, https:\/\/observatoriodesigualdades.fjp.mg.gov.br\/wp-content\/uploads\/2020\/08\/rrrrrrrrrrrrr-768x479.png 768w\" sizes=\"(max-width: 791px) 100vw, 791px\" \/><\/p><p>Em segundo lugar, observa-se que o impacto negativo da crise econ\u00f4mica n\u00e3o se distribui de forma homog\u00eanea entre as regi\u00f5es do Brasil. As maiores perdas de renda individual do trabalho juvenil encontram-se na regi\u00e3o Nordeste (-23,58%), seguida da regi\u00e3o Norte (-22,01%), regi\u00f5es que apresentam um menor desenvolvimento socioecon\u00f4mico e maior condi\u00e7\u00e3o da pobreza e abandono escolar entre seus residentes em rela\u00e7\u00e3o \u00e0s outras regi\u00f5es do Brasil. Da mesma forma, o gr\u00e1fico acima aponta para um impacto desproporcional nos jovens negros (pretos e pardos). Se somarmos o decr\u00e9scimo de renda dos pretos (-12,14) e dos pardos (-16,40), percebemos que os jovens negros tiveram uma perda expressiva na sua renda, cerca de -28%, que pode estar diretamente correlacionado com a hist\u00f3rica discrimina\u00e7\u00e3o racial no mercado de trabalho e\/ou baixo n\u00edvel de empregabilidade por possu\u00edrem uma menor qualifica\u00e7\u00e3o que os demais grupos.<\/p><p>As pesquisas do \u201cAtlas da Juventude\u201d (FGV) revelaram que a not\u00e1vel desigualdade renda aumentou muito na popula\u00e7\u00e3o jovem (15 a 29), mas os seus graves efeitos socioecon\u00f4micos, deteriora\u00e7\u00e3o da renda real do trabalho, tem sido maiores nos mais pobres (-24,24%) contra a m\u00e9dia geral (-14,66%). Verifica-se no gr\u00e1fico abaixo que o aumento da desigualdade de renda entre os jovens, na atual crise econ\u00f4mica, \u00e9 resultado de tr\u00eas fatores: o aumento do desemprego numa crise econ\u00f4mica excludente e perversa aos mais pobres, queda no valor da educa\u00e7\u00e3o (perda da renda m\u00e9dia por hora\/ano de estudo ou retorno da educa\u00e7\u00e3o); e a redu\u00e7\u00e3o da jornada de trabalho pela grande propor\u00e7\u00e3o de jovens que passaram a ocupar vagas de emprego mais precarizadas com jornada parcial (50,7%) em detrimento da integral (49,3%).<\/p><p><img decoding=\"async\" class=\"aligncenter wp-image-1203 size-full\" src=\"http:\/\/observatoriodesigualdades.fjp.mg.gov.br\/wp-content\/uploads\/2020\/08\/qqqqqqqqqqqqqqq.png\" alt=\"\" width=\"756\" height=\"498\" srcset=\"https:\/\/observatoriodesigualdades.fjp.mg.gov.br\/wp-content\/uploads\/2020\/08\/qqqqqqqqqqqqqqq.png 756w, https:\/\/observatoriodesigualdades.fjp.mg.gov.br\/wp-content\/uploads\/2020\/08\/qqqqqqqqqqqqqqq-300x198.png 300w\" sizes=\"(max-width: 756px) 100vw, 756px\" \/><\/p><p>O cen\u00e1rio atual de recess\u00e3o econ\u00f4mica, alto desemprego, sem perspectivas de uma boa escolaridade, muito menos de um bom emprego, perpetua o ambiente ideal para o ciclo da pobreza que prende milh\u00f5es de brasileiros num ambiente desolador e desumano. Por isso, ser\u00e1 importante ressaltar que n\u00f3s, do Observat\u00f3rio das Desigualdades, insistimos em um ponto b\u00e1sico: o Brasil somente ter\u00e1 condi\u00e7\u00f5es para um desenvolvimento sustent\u00e1vel, quando as politicas p\u00fablicas (educa\u00e7\u00e3o, sa\u00fade, trabalho&#8230;) considerarem as desigualdades socioecon\u00f4micas que sempre existiram na hist\u00f3ria do Brasil.<\/p><p>\u00a0<\/p><p>Refer\u00eancias:<\/p><ul><li>NERI, M. \u201cJuventude e o Trabalho: Qual foi o Impacto da Crise na Rendados Jovens ? E nos Nem-Nem\u201d. Novembro de 2019. Atlas das Juventudes. FGV SOCIAL. Rio de Janeiro, RJ. Dispon\u00edvel em: &lt;<a href=\"https:\/\/www.cps.fgv.br\/cps\/bd\/docs\/Slides-Juventude-e-Trabalho-1pp.pdf\">https:\/\/www.cps.fgv.br\/cps\/bd\/docs\/Slides-Juventude-e-Trabalho-1pp.pdf<\/a>&gt; Acesso em: 11 de agosto de 2018.<\/li><li>CORSEUIL, C. H. L, POLOPONSKY, K. E FRANCA, M. P. \u201cDiagn\u00f3stico da Inser\u00e7\u00e3o dos Jovens Brasileiros no Mercado de Trabalho em um Contexto de Crise e MaiorFlexibiliza\u00e7\u00e3o\u201d. Instituto de Pesquisa Econ\u00f4mica Aplicada (IPEA). 7 de julho de 2020. Dispon\u00edvel em: &lt;https:\/\/www.ipea.gov.br\/portal\/images\/stories\/PDFs\/relatorio_institucional\/200707_ri_diagnostico_de_insercao_de_jovens.pdf&gt; Acesso em: 11 de agosto de 2020.<\/li><\/ul><p>\u00a0<\/p><p><em><strong>Autor: Fackson Henrique Eug\u00eanio Rocha [graduando em Administra\u00e7\u00e3o P\u00fablica na Funda\u00e7\u00e3o Jo\u00e3o Pinheiro], sob a orienta\u00e7\u00e3o de Bruno Lazzarotti [pesquisador na Funda\u00e7\u00e3o Jo\u00e3o Pinheiro]<\/strong><\/em><\/p>\t\t\t\t\t\t\t\t<\/div>\n\t\t\t\t<\/div>\n\t\t\t\t\t<\/div>\n\t\t<\/div>\n\t\t\t\t\t<\/div>\n\t\t<\/section>\n\t\t\t\t<\/div>\n\t\t","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A crise econ\u00f4mica, que assola o pa\u00eds desde 2015, ganha contornos cada vez mais dram\u00e1ticos \u00e0 medida que o tempo passa. O aumento do desemprego e a precariza\u00e7\u00e3o do trabalho s\u00e3o frutos de uma dimens\u00e3o vis\u00edvel para uma parte da juventude j\u00e1 discriminada em outras dimens\u00f5es e que prendem milh\u00f5es no ciclo desolador e desumano [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":2,"featured_media":1203,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"ocean_post_layout":"","ocean_both_sidebars_style":"","ocean_both_sidebars_content_width":0,"ocean_both_sidebars_sidebars_width":0,"ocean_sidebar":"0","ocean_second_sidebar":"0","ocean_disable_margins":"enable","ocean_add_body_class":"","ocean_shortcode_before_top_bar":"","ocean_shortcode_after_top_bar":"","ocean_shortcode_before_header":"","ocean_shortcode_after_header":"","ocean_has_shortcode":"","ocean_shortcode_after_title":"","ocean_shortcode_before_footer_widgets":"","ocean_shortcode_after_footer_widgets":"","ocean_shortcode_before_footer_bottom":"","ocean_shortcode_after_footer_bottom":"","ocean_display_top_bar":"default","ocean_display_header":"default","ocean_header_style":"","ocean_center_header_left_menu":"0","ocean_custom_header_template":"0","ocean_custom_logo":0,"ocean_custom_retina_logo":0,"ocean_custom_logo_max_width":0,"ocean_custom_logo_tablet_max_width":0,"ocean_custom_logo_mobile_max_width":0,"ocean_custom_logo_max_height":0,"ocean_custom_logo_tablet_max_height":0,"ocean_custom_logo_mobile_max_height":0,"ocean_header_custom_menu":"0","ocean_menu_typo_font_family":"0","ocean_menu_typo_font_subset":"","ocean_menu_typo_font_size":0,"ocean_menu_typo_font_size_tablet":0,"ocean_menu_typo_font_size_mobile":0,"ocean_menu_typo_font_size_unit":"px","ocean_menu_typo_font_weight":"","ocean_menu_typo_font_weight_tablet":"","ocean_menu_typo_font_weight_mobile":"","ocean_menu_typo_transform":"","ocean_menu_typo_transform_tablet":"","ocean_menu_typo_transform_mobile":"","ocean_menu_typo_line_height":0,"ocean_menu_typo_line_height_tablet":0,"ocean_menu_typo_line_height_mobile":0,"ocean_menu_typo_line_height_unit":"","ocean_menu_typo_spacing":0,"ocean_menu_typo_spacing_tablet":0,"ocean_menu_typo_spacing_mobile":0,"ocean_menu_typo_spacing_unit":"","ocean_menu_link_color":"","ocean_menu_link_color_hover":"","ocean_menu_link_color_active":"","ocean_menu_link_background":"","ocean_menu_link_hover_background":"","ocean_menu_link_active_background":"","ocean_menu_social_links_bg":"","ocean_menu_social_hover_links_bg":"","ocean_menu_social_links_color":"","ocean_menu_social_hover_links_color":"","ocean_disable_title":"default","ocean_disable_heading":"default","ocean_post_title":"","ocean_post_subheading":"","ocean_post_title_style":"","ocean_post_title_background_color":"","ocean_post_title_background":0,"ocean_post_title_bg_image_position":"","ocean_post_title_bg_image_attachment":"","ocean_post_title_bg_image_repeat":"","ocean_post_title_bg_image_size":"","ocean_post_title_height":0,"ocean_post_title_bg_overlay":0.5,"ocean_post_title_bg_overlay_color":"","ocean_disable_breadcrumbs":"default","ocean_breadcrumbs_color":"","ocean_breadcrumbs_separator_color":"","ocean_breadcrumbs_links_color":"","ocean_breadcrumbs_links_hover_color":"","ocean_display_footer_widgets":"default","ocean_display_footer_bottom":"default","ocean_custom_footer_template":"0","ocean_post_oembed":"","ocean_post_self_hosted_media":"","ocean_post_video_embed":"","ocean_link_format":"","ocean_link_format_target":"self","ocean_quote_format":"","ocean_quote_format_link":"post","ocean_gallery_link_images":"off","ocean_gallery_id":[],"footnotes":""},"categories":[1],"tags":[],"class_list":["post-1201","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-analise","entry","has-media"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/observatoriodesigualdades.fjp.mg.gov.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/1201","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/observatoriodesigualdades.fjp.mg.gov.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/observatoriodesigualdades.fjp.mg.gov.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/observatoriodesigualdades.fjp.mg.gov.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/observatoriodesigualdades.fjp.mg.gov.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcomments&post=1201"}],"version-history":[{"count":2,"href":"https:\/\/observatoriodesigualdades.fjp.mg.gov.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/1201\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":1205,"href":"https:\/\/observatoriodesigualdades.fjp.mg.gov.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/1201\/revisions\/1205"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/observatoriodesigualdades.fjp.mg.gov.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/media\/1203"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/observatoriodesigualdades.fjp.mg.gov.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fmedia&parent=1201"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/observatoriodesigualdades.fjp.mg.gov.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcategories&post=1201"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/observatoriodesigualdades.fjp.mg.gov.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Ftags&post=1201"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}