{"id":1361,"date":"2020-10-28T19:41:45","date_gmt":"2020-10-28T19:41:45","guid":{"rendered":"https:\/\/observatoriodesigualdades.fjp.mg.gov.br\/?p=1361"},"modified":"2020-10-28T19:53:23","modified_gmt":"2020-10-28T19:53:23","slug":"o-que-foi-feito-amigo-de-tudo-que-a-gente-sonhou-as-desigualdades-nas-metropoles-brasileiras-em-2020","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/observatoriodesigualdades.fjp.mg.gov.br\/?p=1361","title":{"rendered":"O que foi feito, amigo, de tudo que a gente sonhou? As desigualdades nas metr\u00f3poles brasileiras em 2020"},"content":{"rendered":"\t\t<div data-elementor-type=\"wp-post\" data-elementor-id=\"1361\" class=\"elementor elementor-1361\">\n\t\t\t\t\t\t<section class=\"elementor-section elementor-top-section elementor-element elementor-element-da083a6 elementor-section-boxed elementor-section-height-default elementor-section-height-default\" data-id=\"da083a6\" data-element_type=\"section\" data-e-type=\"section\">\n\t\t\t\t\t\t<div class=\"elementor-container elementor-column-gap-default\">\n\t\t\t\t\t<div class=\"elementor-column elementor-col-100 elementor-top-column elementor-element elementor-element-747c805\" data-id=\"747c805\" data-element_type=\"column\" data-e-type=\"column\">\n\t\t\t<div class=\"elementor-widget-wrap elementor-element-populated\">\n\t\t\t\t\t\t<div class=\"elementor-element elementor-element-702d499 elementor-widget elementor-widget-text-editor\" data-id=\"702d499\" data-element_type=\"widget\" data-e-type=\"widget\" data-widget_type=\"text-editor.default\">\n\t\t\t\t<div class=\"elementor-widget-container\">\n\t\t\t\t\t\t\t\t\t<p style=\"text-align: right;\"><em>O que foi feito, amigo, de tudo que a gente sonhou? <\/em><\/p><p style=\"text-align: right;\"><em>O que foi feito da vida, o que foi feito do amor?<\/em><\/p><p style=\"text-align: right;\"><em>(&#8230;)<\/em><\/p><p style=\"text-align: right;\"><em>Falo assim sem saudade, falo assim por saber<\/em><\/p><p style=\"text-align: right;\"><em>Se muito vale o j\u00e1 feito, mais vale o que ser\u00e1<\/em><\/p><p style=\"text-align: right;\"><em>E o que foi feito \u00e9 preciso conhecer<\/em><\/p><p style=\"text-align: right;\"><em>Para melhor prosseguir<\/em><\/p><p style=\"text-align: right;\"><em>\u00a0<\/em><\/p><p style=\"text-align: right;\"><em>(Milton Nascimento e Fernando Brant)<\/em><\/p><p>Ontem, 26 de outubro, foi um dia simb\u00f3lico para os brasileiros, uma vez que representa o dia em que nasceram dois dos grandes nomes da M\u00fasica Popular Brasileira: Belchior completaria 74 anos e Milton Nascimento, o \u201cBituca\u201d, completou 76 anos. Se a data \u00e9 deles, o agradecimento \u00e9 nosso, uma vez que ambos nos presentearam com uma obra que atravessa gera\u00e7\u00f5es e nos d\u00e3o a esperan\u00e7a de que nossos sonhos n\u00e3o envelhe\u00e7am, mesmo que em meio a tantos gases lacrimog\u00eanios. Ou mesmo nos lembram que \u201co sol n\u00e3o \u00e9 t\u00e3o bonito pra quem vem do Norte e vai viver na rua\u201d e desvelam quest\u00f5es que v\u00e3o muito al\u00e9m dos 3&#215;4 da fotografia de Belchior, pintando um quadro mais amplo, das mais diversas desigualdades, que ao andarmos pelas ruas das grandes metr\u00f3poles do Brasil, ficam evidentes, a cada esquina.<\/p><p>Ao pensarmos nestas desigualdades n\u00e3o podemos deixar de considerar as desigualdades de rendimentos no interior das regi\u00f5es metropolitanas do pa\u00eds, entendidas como locais com consider\u00e1vel peso demogr\u00e1fico, um alto grau de protagonismo pol\u00edtico e econ\u00f4mico. \u00c9 sobre esse assunto que o post de hoje ir\u00e1 tratar, utilizando os dados do boletim de \u201cDesigualdade nas metr\u00f3poles\u201d, coordenado pela Pontif\u00edcia Universidade Cat\u00f3lica do Rio Grande do Sul (PUCRS) e publicado este m\u00eas. O boletim abordou a evolu\u00e7\u00e3o recente da desigualdade da renda do trabalho (que n\u00e3o inclui os rendimentos de outras fontes, como transfer\u00eancias, alugu\u00e9is e outras) nas metr\u00f3poles e regi\u00f5es metropolitanas do Brasil, a partir dos microdados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domic\u00edlios Cont\u00ednua (PNADc), do IBGE.<\/p><p style=\"text-align: center;\"><strong>A solid\u00e3o das pessoas nestas capitais<\/strong><\/p><p>A primeira forma de se investigar a desigualdade de renda nas regi\u00f5es metropolitanas foi a partir do Coeficiente de Gini, n\u00famero que mede o grau de distribui\u00e7\u00e3o de rendimentos entre os indiv\u00edduos de uma popula\u00e7\u00e3o, variando de zero a um, sendo que zero representa a situa\u00e7\u00e3o de completa igualdade, e um representa uma situa\u00e7\u00e3o de completa desigualdade.<\/p><p>O gr\u00e1fico 1 apresenta o coeficiente de Gini das regi\u00f5es metropolitanas, de 2012 a 2020, no formato de m\u00e9dias m\u00f3veis trimestrais, e fica evidente que o seu valor se mant\u00e9m relativamente est\u00e1vel entre o in\u00edcio em 2012 at\u00e9 2015, mas em seguida, inicia-se uma trajet\u00f3ria de crescimento que perdura at\u00e9 2019, onde inicia-se uma nova tend\u00eancia de estabiliza\u00e7\u00e3o. J\u00e1 entre o quarto trimestre de 2019 e o segundo trimestre de 2020, se percebe um grande aumento do \u00edndice de Gini e, por conseguinte, da desigualdade de renda, o que provavelmente se relaciona com a crise econ\u00f4mica do per\u00edodo e posteriormente agravada pelas consequ\u00eancias da pandemia da COVID-19. Dessa maneira, constata-se que a partir de 2015 houve um aumento significativo e generalizado da desigualdade de renda nas metr\u00f3poles brasileiras, que pode ser explicado pela maior recess\u00e3o econ\u00f4mica da hist\u00f3ria, iniciada em 2014, aliada a uma alta taxa de desemprego e uma diminui\u00e7\u00e3o dos direitos laborativos com a Reforma Trabalhista em 2017.<\/p><p style=\"text-align: center;\"><strong>Gr\u00e1fico 1<\/strong>: Evolu\u00e7\u00e3o da m\u00e9dia do coeficiente de Gini* &#8211; Conjunto das Regi\u00f5es Metropolitanas do Brasil (m\u00e9dia m\u00f3vel de quatro trimestres)<\/p><p><img fetchpriority=\"high\" decoding=\"async\" class=\"alignnone size-large wp-image-1363\" src=\"http:\/\/observatoriodesigualdades.fjp.mg.gov.br\/wp-content\/uploads\/2020\/10\/grafico-1-6-1024x468.jpg\" alt=\"\" width=\"1024\" height=\"468\" srcset=\"https:\/\/observatoriodesigualdades.fjp.mg.gov.br\/wp-content\/uploads\/2020\/10\/grafico-1-6-1024x468.jpg 1024w, https:\/\/observatoriodesigualdades.fjp.mg.gov.br\/wp-content\/uploads\/2020\/10\/grafico-1-6-300x137.jpg 300w, https:\/\/observatoriodesigualdades.fjp.mg.gov.br\/wp-content\/uploads\/2020\/10\/grafico-1-6-768x351.jpg 768w, https:\/\/observatoriodesigualdades.fjp.mg.gov.br\/wp-content\/uploads\/2020\/10\/grafico-1-6.jpg 1033w\" sizes=\"(max-width: 1024px) 100vw, 1024px\" \/><\/p><p style=\"text-align: center;\">Fonte: Pesquisa Nacional por Amostra de Domic\u00edlios Cont\u00ednua (IBGE).<\/p><p style=\"text-align: center;\"><strong>Pequeno Mapa do Tempo<\/strong><\/p><p>Al\u00e9m disso, o estudo tamb\u00e9m investiga a evolu\u00e7\u00e3o do \u00edndice de Gini nas diferentes regi\u00f5es geogr\u00e1ficas do Brasil e fazendo um recorte para analisar a Regi\u00e3o Sudeste, o gr\u00e1fico 2 indica que nessa fatia do pa\u00eds ocorreu um crescimento da desigualdade de renda no per\u00edodo de 2012 a 2020, mas que esse aumento \u00e9 impulsionado principalmente pelo aumento da desigualdade nas regi\u00f5es metropolitanas do Rio de Janeiro e de S\u00e3o Paulo. Contrastando com os Estados citados, a regi\u00e3o metropolitana de Belo horizonte possui um \u00edndice de Gini mais baixo e, portanto, \u00e9 menos desigual, que os restantes. Por fim, vale ressaltar que apesar de Belo Horizonte e da Grande Vit\u00f3ria apresentarem um \u00edndice menor quando comparadas com as demais, a partir de 2020, com a pandemia da COVID-19, todas as regi\u00f5es metropolitanas tiveram um aumento e seguem uma tend\u00eancia de crescimento do \u00edndice de Gini.<\/p><p style=\"text-align: center;\"><strong>Gr\u00e1fico 2:<\/strong> Evolu\u00e7\u00e3o do coeficiente de Gini &#8211; Regi\u00f5es Metropolitanas por Regi\u00e3o Geogr\u00e1fica (m\u00e9dia m\u00f3vel de quatro trimestres)<img decoding=\"async\" class=\"size-full wp-image-1364 aligncenter\" src=\"http:\/\/observatoriodesigualdades.fjp.mg.gov.br\/wp-content\/uploads\/2020\/10\/Gr\u00e1fico-2.jpg\" alt=\"\" width=\"675\" height=\"308\" srcset=\"https:\/\/observatoriodesigualdades.fjp.mg.gov.br\/wp-content\/uploads\/2020\/10\/Gr\u00e1fico-2.jpg 675w, https:\/\/observatoriodesigualdades.fjp.mg.gov.br\/wp-content\/uploads\/2020\/10\/Gr\u00e1fico-2-300x137.jpg 300w\" sizes=\"(max-width: 675px) 100vw, 675px\" \/>Fonte: Pesquisa Nacional por Amostra de Domic\u00edlios Cont\u00ednua (IBGE)<\/p><p>Adicionalmente, a vulnerabilidade relativa tamb\u00e9m se constitui um recorte para analisar a desigualdade de renda e, nesse contexto, ela indica a parcela da popula\u00e7\u00e3o que tem um rendimento m\u00e9dio at\u00e9 a metade do valor da mediana espec\u00edfica de cada metr\u00f3pole, isto \u00e9, aponta os indiv\u00edduos que est\u00e3o muito distantes de alcan\u00e7ar a renda do trabalho referente ao perfil mediano de sua respectiva metr\u00f3pole. Sendo assim, vale ressaltar que uma pessoa que \u00e9 considerada vulner\u00e1vel na metr\u00f3pole n\u00e3o necessariamente seria assim definida em outra regi\u00e3o.<\/p><p>O gr\u00e1fico 3 apresenta a evolu\u00e7\u00e3o da quantidade de pessoas e da parcela da popula\u00e7\u00e3o na situa\u00e7\u00e3o de vulnerabilidade relativa para o conjunto das regi\u00f5es metropolitana e o que se nota \u00e9 um crescimento constante tanto do n\u00famero de pessoas, a partir de 2013, quanto do percentual da popula\u00e7\u00e3o, a partir de 2015, assim como o aumento brusco, relativo, a partir de 2019. Dessa forma, atualmente quase um ter\u00e7o da popula\u00e7\u00e3o residente nas regi\u00f5es metropolitanas t\u00eam rendimentos domiciliares <em>per capita<\/em> do trabalho inferior ao perfil mediano de suas respectivas metr\u00f3poles de moradia.<\/p><p style=\"text-align: center;\"><strong>Gr\u00e1fico 3<\/strong>: Evolu\u00e7\u00e3o da vulnerabilidade relativa &#8211; Conjunto das Regi\u00f5es Metropolitanas do Brasil.<\/p><p><img decoding=\"async\" class=\"size-large wp-image-1365 aligncenter\" src=\"http:\/\/observatoriodesigualdades.fjp.mg.gov.br\/wp-content\/uploads\/2020\/10\/gr\u00e1fico-3-1024x371.jpg\" alt=\"\" width=\"1024\" height=\"371\" srcset=\"https:\/\/observatoriodesigualdades.fjp.mg.gov.br\/wp-content\/uploads\/2020\/10\/gr\u00e1fico-3-1024x371.jpg 1024w, https:\/\/observatoriodesigualdades.fjp.mg.gov.br\/wp-content\/uploads\/2020\/10\/gr\u00e1fico-3-300x109.jpg 300w, https:\/\/observatoriodesigualdades.fjp.mg.gov.br\/wp-content\/uploads\/2020\/10\/gr\u00e1fico-3-768x279.jpg 768w, https:\/\/observatoriodesigualdades.fjp.mg.gov.br\/wp-content\/uploads\/2020\/10\/gr\u00e1fico-3.jpg 1329w\" sizes=\"(max-width: 1024px) 100vw, 1024px\" \/><\/p><p style=\"text-align: center;\">Fonte: Pesquisa Nacional por Amostra de Domic\u00edlios Cont\u00ednua (IBGE).<\/p><p style=\"text-align: center;\"><strong>\u201cDos gritos calados n\u00f3s somos, viemos cobrar\u201d .<\/strong><\/p><p>Al\u00e9m das disparidades apresentadas nas regi\u00f5es metropolitanas, outra quest\u00e3o que demonstra a desigualdade nas regi\u00f5es investigadas \u00e9 a desigualdade racial dos rendimentos do trabalho. O gr\u00e1fico 4 ilustra o valor relativo, em termos percentuais, do rendimento m\u00e9dio dos negros em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 m\u00e9dia dos brancos e, assim sendo, quanto mais pr\u00f3ximo de 100%, maior a igualdade de rendimentos entre negros e brancos. Nessa perspectiva, nota-se uma tend\u00eancia de manuten\u00e7\u00e3o dos rendimentos relativos dos negros no interior das metr\u00f3poles em valores bastante baixos, ou seja, o rendimento domiciliar <em>per capita<\/em> dos negros alcan\u00e7a pouco mais que 50% dos rendimentos dos brancos, durante todo o per\u00edodo analisado. Desse modo, os dados apresentados apontam n\u00e3o s\u00f3 para um cen\u00e1rio de grande desigualdade racial na distribui\u00e7\u00e3o de renda das metr\u00f3poles, mas tamb\u00e9m para estagna\u00e7\u00e3o desse contexto desproporcional, fruto da aus\u00eancia de pol\u00edticas p\u00fablicas e programas eficientes que combatam esse persistente problema na sociedade brasileira.<\/p><p style=\"text-align: center;\"><strong>Gr\u00e1fico 4<\/strong>: M\u00e9dia do rendimento relativo dos negros em rela\u00e7\u00e3o aos brancos- Conjunto das Regi\u00f5es metropolitanas, (%)<\/p><p><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"size-full wp-image-1367 aligncenter\" src=\"http:\/\/observatoriodesigualdades.fjp.mg.gov.br\/wp-content\/uploads\/2020\/10\/grafico-4-1.jpg\" alt=\"\" width=\"939\" height=\"365\" srcset=\"https:\/\/observatoriodesigualdades.fjp.mg.gov.br\/wp-content\/uploads\/2020\/10\/grafico-4-1.jpg 939w, https:\/\/observatoriodesigualdades.fjp.mg.gov.br\/wp-content\/uploads\/2020\/10\/grafico-4-1-300x117.jpg 300w, https:\/\/observatoriodesigualdades.fjp.mg.gov.br\/wp-content\/uploads\/2020\/10\/grafico-4-1-768x299.jpg 768w\" sizes=\"(max-width: 939px) 100vw, 939px\" \/><\/p><p style=\"text-align: center;\">\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 Fonte: Pesquisa Nacional por Amostra de Domic\u00edlios Cont\u00ednua (IBGE).<\/p><p style=\"text-align: center;\"><strong>\u201cOlho de frente a cara do presente\u201d<\/strong><\/p><p>Em s\u00edntese, os dados apresentados pelo boletim apontam para um cen\u00e1rio de grande desigualdade na distribui\u00e7\u00e3o dos rendimentos em nossas metr\u00f3poles e indica que essa disparidade se agravou ainda com a pandemia da COVID-19. A crise afetou a economia ao quebrar a oferta, devido a interrup\u00e7\u00e3o das cadeias produtivas, causando assim a queda nas rendas e diminui\u00e7\u00e3o do desemprego. Assim sendo, torna-se cada vez mais urgente pensar em solu\u00e7\u00f5es para garantir os servi\u00e7os b\u00e1sicos dignos para essas pessoas, que inventam e reinventam em si sonhadores, e combater as desigualdades existentes em nossa sociedade, para que n\u00e3o tenhamos que seguir vivendo como nossos pais. Se \u00e9 preciso recome\u00e7ar, que seja: deixamos sempre de lado a certeza e arriscamos tudo de novo com a paix\u00e3o. Sabemos que outros outubros vir\u00e3o, outras manh\u00e3s, plenas de sol e de luz. Nosso objetivo, neste post e no Observat\u00f3rio, n\u00e3o \u00e9 repisar nossas mis\u00e9rias; \u00e9 mais,\u00a0 muito modestamente, ser como a can\u00e7\u00e3o amiga de Drummond e Milton, que fa\u00e7a adormecer as crian\u00e7as, mas acorde os homens.<\/p><p>Afinal, quem traz na pele esta marca possui a estranha mania de ter f\u00e9 na vida e, por isto mesmo, amar e mudar as coisas nos interessa mais.<\/p><p><em>\u201cAmar e mudar as coisas me interessa mais\u201d<\/em><\/p><p><em>(Belchior)<\/em><\/p><p>Autores: Rafael Campanharo [graduando em Rela\u00e7\u00f5es Econ\u00f4micas Internacionais na UFMG], Marina Silva [graduanda em Administra\u00e7\u00e3o P\u00fablica \u2013 FJP] com coordena\u00e7\u00e3o de Matheus Arcelo e Bruno Lazzarotti Diniz Costa [professor e pesquisador \u2013 FJP]<\/p><p>Fonte: Observat\u00f3rio das Metr\u00f3poles &#8211; <a href=\"https:\/\/www.observatoriodasmetropoles.net.br\/wp-content\/uploads\/2020\/10\/BOLETIM_DESIGUALDADE-NAS-METROPOLESl_01v02.pdf\">https:\/\/www.observatoriodasmetropoles.net.br\/wp-content\/uploads\/2020\/10\/BOLETIM_DESIGUALDADE-NAS-METROPOLESl_01v02.pdf<\/a><\/p>\t\t\t\t\t\t\t\t<\/div>\n\t\t\t\t<\/div>\n\t\t\t\t\t<\/div>\n\t\t<\/div>\n\t\t\t\t\t<\/div>\n\t\t<\/section>\n\t\t\t\t<\/div>\n\t\t","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O que foi feito, amigo, de tudo que a gente sonhou? O que foi feito da vida, o que foi feito do amor? (&#8230;) Falo assim sem saudade, falo assim por saber Se muito vale o j\u00e1 feito, mais vale o que ser\u00e1 E o que foi feito \u00e9 preciso conhecer Para melhor prosseguir \u00a0 [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":2,"featured_media":1364,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"ocean_post_layout":"","ocean_both_sidebars_style":"","ocean_both_sidebars_content_width":0,"ocean_both_sidebars_sidebars_width":0,"ocean_sidebar":"0","ocean_second_sidebar":"0","ocean_disable_margins":"enable","ocean_add_body_class":"","ocean_shortcode_before_top_bar":"","ocean_shortcode_after_top_bar":"","ocean_shortcode_before_header":"","ocean_shortcode_after_header":"","ocean_has_shortcode":"","ocean_shortcode_after_title":"","ocean_shortcode_before_footer_widgets":"","ocean_shortcode_after_footer_widgets":"","ocean_shortcode_before_footer_bottom":"","ocean_shortcode_after_footer_bottom":"","ocean_display_top_bar":"default","ocean_display_header":"default","ocean_header_style":"","ocean_center_header_left_menu":"0","ocean_custom_header_template":"0","ocean_custom_logo":0,"ocean_custom_retina_logo":0,"ocean_custom_logo_max_width":0,"ocean_custom_logo_tablet_max_width":0,"ocean_custom_logo_mobile_max_width":0,"ocean_custom_logo_max_height":0,"ocean_custom_logo_tablet_max_height":0,"ocean_custom_logo_mobile_max_height":0,"ocean_header_custom_menu":"0","ocean_menu_typo_font_family":"0","ocean_menu_typo_font_subset":"","ocean_menu_typo_font_size":0,"ocean_menu_typo_font_size_tablet":0,"ocean_menu_typo_font_size_mobile":0,"ocean_menu_typo_font_size_unit":"px","ocean_menu_typo_font_weight":"","ocean_menu_typo_font_weight_tablet":"","ocean_menu_typo_font_weight_mobile":"","ocean_menu_typo_transform":"","ocean_menu_typo_transform_tablet":"","ocean_menu_typo_transform_mobile":"","ocean_menu_typo_line_height":0,"ocean_menu_typo_line_height_tablet":0,"ocean_menu_typo_line_height_mobile":0,"ocean_menu_typo_line_height_unit":"","ocean_menu_typo_spacing":0,"ocean_menu_typo_spacing_tablet":0,"ocean_menu_typo_spacing_mobile":0,"ocean_menu_typo_spacing_unit":"","ocean_menu_link_color":"","ocean_menu_link_color_hover":"","ocean_menu_link_color_active":"","ocean_menu_link_background":"","ocean_menu_link_hover_background":"","ocean_menu_link_active_background":"","ocean_menu_social_links_bg":"","ocean_menu_social_hover_links_bg":"","ocean_menu_social_links_color":"","ocean_menu_social_hover_links_color":"","ocean_disable_title":"default","ocean_disable_heading":"default","ocean_post_title":"","ocean_post_subheading":"","ocean_post_title_style":"","ocean_post_title_background_color":"","ocean_post_title_background":0,"ocean_post_title_bg_image_position":"","ocean_post_title_bg_image_attachment":"","ocean_post_title_bg_image_repeat":"","ocean_post_title_bg_image_size":"","ocean_post_title_height":0,"ocean_post_title_bg_overlay":0.5,"ocean_post_title_bg_overlay_color":"","ocean_disable_breadcrumbs":"default","ocean_breadcrumbs_color":"","ocean_breadcrumbs_separator_color":"","ocean_breadcrumbs_links_color":"","ocean_breadcrumbs_links_hover_color":"","ocean_display_footer_widgets":"default","ocean_display_footer_bottom":"default","ocean_custom_footer_template":"0","ocean_post_oembed":"","ocean_post_self_hosted_media":"","ocean_post_video_embed":"","ocean_link_format":"","ocean_link_format_target":"self","ocean_quote_format":"","ocean_quote_format_link":"post","ocean_gallery_link_images":"off","ocean_gallery_id":[],"footnotes":""},"categories":[1],"tags":[],"class_list":["post-1361","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-analise","entry","has-media"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/observatoriodesigualdades.fjp.mg.gov.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/1361","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/observatoriodesigualdades.fjp.mg.gov.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/observatoriodesigualdades.fjp.mg.gov.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/observatoriodesigualdades.fjp.mg.gov.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/observatoriodesigualdades.fjp.mg.gov.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcomments&post=1361"}],"version-history":[{"count":3,"href":"https:\/\/observatoriodesigualdades.fjp.mg.gov.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/1361\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":1370,"href":"https:\/\/observatoriodesigualdades.fjp.mg.gov.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/1361\/revisions\/1370"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/observatoriodesigualdades.fjp.mg.gov.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/media\/1364"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/observatoriodesigualdades.fjp.mg.gov.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fmedia&parent=1361"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/observatoriodesigualdades.fjp.mg.gov.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcategories&post=1361"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/observatoriodesigualdades.fjp.mg.gov.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Ftags&post=1361"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}