{"id":1425,"date":"2020-11-27T11:57:12","date_gmt":"2020-11-27T11:57:12","guid":{"rendered":"https:\/\/observatoriodesigualdades.fjp.mg.gov.br\/?p=1425"},"modified":"2020-11-27T12:11:02","modified_gmt":"2020-11-27T12:11:02","slug":"escolhas-dificeis-ou-tempos-dificeis-a-realidade-da-educacao-brasileira","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/observatoriodesigualdades.fjp.mg.gov.br\/?p=1425","title":{"rendered":"Escolhas dif\u00edceis ou tempos dif\u00edceis: a realidade da educa\u00e7\u00e3o brasileira"},"content":{"rendered":"\t\t<div data-elementor-type=\"wp-post\" data-elementor-id=\"1425\" class=\"elementor elementor-1425\">\n\t\t\t\t\t\t<section class=\"elementor-section elementor-top-section elementor-element elementor-element-674dce1 elementor-section-boxed elementor-section-height-default elementor-section-height-default\" data-id=\"674dce1\" data-element_type=\"section\" data-e-type=\"section\">\n\t\t\t\t\t\t<div class=\"elementor-container elementor-column-gap-default\">\n\t\t\t\t\t<div class=\"elementor-column elementor-col-100 elementor-top-column elementor-element elementor-element-15c9e32\" data-id=\"15c9e32\" data-element_type=\"column\" data-e-type=\"column\">\n\t\t\t<div class=\"elementor-widget-wrap elementor-element-populated\">\n\t\t\t\t\t\t<div class=\"elementor-element elementor-element-96b6eb3 elementor-widget elementor-widget-text-editor\" data-id=\"96b6eb3\" data-element_type=\"widget\" data-e-type=\"widget\" data-widget_type=\"text-editor.default\">\n\t\t\t\t<div class=\"elementor-widget-container\">\n\t\t\t\t\t\t\t\t\t<p style=\"text-align: right;\">No meu pa\u00eds um dia desses tem que chover<\/p><p style=\"text-align: right;\">Chuva de paz e amor, um dia eu vou ver<\/p><p style=\"text-align: right;\">O meu pa\u00eds t\u00e1 precisando se resolver<\/p><p style=\"text-align: right;\">Se vai olhar pro futuro ou envelhecer<\/p><p style=\"text-align: right;\">Se vai cuidar da crian\u00e7ada ou vai mandar prender<\/p><p style=\"text-align: right;\">Se vai ser bruto ou mandar flores pra surpreender<\/p><p style=\"text-align: right;\">Se vai olhar naquele espelho e se reconhecer<\/p><p style=\"text-align: right;\">Ladeira acima sem ter medo, lindo de morrer<\/p><p style=\"text-align: right;\">Indo \u00e0 luta pra vencer<\/p><p style=\"text-align: right;\">Rindo, lindo de morrer<\/p><p style=\"text-align: right;\">Hora de querer, hora de acertar<\/p><p style=\"text-align: right;\">Hora de ser forte pra sobreviver<\/p><p style=\"text-align: right;\">Igualdade pra sonhar<\/p><p style=\"text-align: right;\">Quem n\u00e3o quer melhor viver<\/p><p style=\"text-align: right;\">Hora de querer, hora de acertar<\/p><p style=\"text-align: right;\">Hora de ser forte pra sobreviver<\/p><p style=\"text-align: right;\">Quem n\u00e3o quer melhor viver<\/p><p style=\"text-align: right;\">O povo t\u00e1 querendo ver<\/p><p style=\"text-align: right;\">Hora de querer, hora de acertar<\/p><p style=\"text-align: right;\">Hora de ser forte pra sobreviver<\/p><p style=\"text-align: right;\">Hora de querer, hora de acertar<\/p><p style=\"text-align: right;\">Hora de ser forte pra sobreviver<\/p><p style=\"text-align: right;\">\u201cNo meu pa\u00eds\u201d &#8211;\u00a0 Z\u00e9lia Ducan e Xande de Pilares.<\/p><p>H\u00e1 exatos seis dias, em 14 de novembro, foi comemorado o Dia Nacional da Alfabetiza\u00e7\u00e3o. A data, ap\u00f3s 54 anos de cria\u00e7\u00e3o, ainda levanta a discuss\u00e3o para um grave problema nacional que ainda persiste: o analfabetismo. Apesar do \u00edndice de analfabetismo estar em queda no Brasil, h\u00e1 quase 11 milh\u00f5es de pessoas sem saber ler nem escrever, cerca de 7% da popula\u00e7\u00e3o com 15 anos ou mais. A pesquisa mais recente do Instituto Brasileiro de Geografia e Estat\u00edstica (IBGE) mostra que mesmo com a redu\u00e7\u00e3o do \u00edndice em 2019, o Brasil est\u00e1 longe da meta proposta, para 2015, pelo Plano Nacional de Educa\u00e7\u00e3o (PNE) de erradica\u00e7\u00e3o do analfabetismo.<\/p><p>Al\u00e9m do mais, quanto mais velho o grupo populacional, maior a propor\u00e7\u00e3o de analfabetos, revelando a grande d\u00edvida social e hist\u00f3rica que o Brasil tem com a educa\u00e7\u00e3o. O n\u00famero \u00e9 \u00a0preocupante e escancara a cruel desigualdade brasileira, quando observamos que entre os 20% mais pobres: 3 em cada 10 pessoas, com mais de 65 anos, s\u00e3o analfabetas. Em tempos de crise econ\u00f4mica, pessoas que n\u00e3o consegue minimamente ler e realizar contas de matem\u00e1tica b\u00e1sica, infelizmente carregam o fardo mais pesado da falta de oportunidades: exclu\u00eddos do mercado de trabalho, enfrentam maiores dificuldades para o seu pr\u00f3prio sustento e da fam\u00edlia, os filhos tamb\u00e9m tem maiores chances de abandonar a escola em algum momento da vida, perpetuando o ciclo cruel da pobreza e da mis\u00e9ria.<\/p><p>Portanto, fica claro que garantir a igualdade de oportunidades educacionais a todos os brasileiros \u00e9 um dos meios mais eficazes para reduzir a desigualdade social. Uma dessas formas de assegurar isso \u00e9 conseguir que todos os jovens consigam entrar na escola. Os dados do IBGE revelam que a taxa de frequ\u00eancia escolar bruta cresceu em todas as faixas et\u00e1rias da educa\u00e7\u00e3o b\u00e1sica, principalmente nas crian\u00e7as de 0 a 3 anos, a amplia\u00e7\u00e3o na cobertura de creches permitiu o avan\u00e7o mais significativo para 35,6% das crian\u00e7as em 2019, mas ainda aqu\u00e9m \u00e0 meta do PNE de 50% em 2024. Pelo gr\u00e1fico abaixo, podemos perceber tamb\u00e9m que o acesso ao ensino fundamental foi praticamente universalizado.<\/p><p><img fetchpriority=\"high\" decoding=\"async\" class=\"size-full wp-image-1426 aligncenter\" src=\"http:\/\/observatoriodesigualdades.fjp.mg.gov.br\/wp-content\/uploads\/2020\/11\/grafico-5.jpg\" alt=\"\" width=\"555\" height=\"307\" srcset=\"https:\/\/observatoriodesigualdades.fjp.mg.gov.br\/wp-content\/uploads\/2020\/11\/grafico-5.jpg 555w, https:\/\/observatoriodesigualdades.fjp.mg.gov.br\/wp-content\/uploads\/2020\/11\/grafico-5-300x166.jpg 300w\" sizes=\"(max-width: 555px) 100vw, 555px\" \/><\/p><p>Mesmo com uma perspectiva mais otimista pela universaliza\u00e7\u00e3o do acesso \u00e0 educa\u00e7\u00e3o no ensino fundamental, se observarmos a propor\u00e7\u00e3o de crian\u00e7as e jovens que frequentam o n\u00edvel de ensino adequado \u00e0 sua faixa et\u00e1ria (Taxa ajustada de frequ\u00eancia escolar l\u00edquida), o componente da desigualdade se aprofunda ao longo do percurso escolar. E, \u00e0 medida que se avan\u00e7a nos n\u00edveis educacionais, h\u00e1 uma grande dificuldade em conseguir manter todos os jovens na escola, principalmente para as classes mais vulner\u00e1veis.<\/p><p>Enquanto entre os 20% mais ricos da popula\u00e7\u00e3o, 95,5% das crian\u00e7as de 11 a 14 anos encontram-se matriculados nos anos finais do ensino fundamental, entre os 20% mais pobres o n\u00famero cai para 81, 9%. Da mesma forma, apenas 57,5% e 7,6% dos 20% mais pobres continuam frequentando o ensino m\u00e9dio e o superior no n\u00edvel adequado para faixa et\u00e1ria (15 a 17 anos e 18 a 24 anos), entre os 20% mais ricos a propor\u00e7\u00e3o de jovens chega a 90% no ensino m\u00e9dio e 61,5%\u00a0 no ensino superior<\/p><p>Esta tend\u00eancia tamb\u00e9m \u00e9 vis\u00edvel em rela\u00e7\u00e3o ao recorte de ra\u00e7a (gr\u00e1fico abaixo), a desigualdade racial se faz presente: os pretos e pardos possuem maiores dificuldades de acesso \u00e0 educa\u00e7\u00e3o, nos n\u00edveis mais elevados \u2013 e mais valorizados \u2013 de ensino do que os n\u00e3o negros. Segundo o IBGE, o acesso aos anos finais do ensino fundamental j\u00e1 apresenta uma diferen\u00e7a significativa entre brancos e negros (90,4% e 85,8%, respectivamente), que se amplia no ensino m\u00e9dio (79,6% e 66,7%). Por outro lado, na ponta, a diferen\u00e7a cresce na educa\u00e7\u00e3o superior, entre jovens de 18 e 24 anos, o acesso dos brancos (35,7%) \u00e9 quase o dobro dos jovens pretos e pardos (18,9%).<\/p><p><img decoding=\"async\" class=\"size-full wp-image-1428 aligncenter\" src=\"http:\/\/observatoriodesigualdades.fjp.mg.gov.br\/wp-content\/uploads\/2020\/11\/grafico-2-3.jpg\" alt=\"\" width=\"729\" height=\"605\" srcset=\"https:\/\/observatoriodesigualdades.fjp.mg.gov.br\/wp-content\/uploads\/2020\/11\/grafico-2-3.jpg 729w, https:\/\/observatoriodesigualdades.fjp.mg.gov.br\/wp-content\/uploads\/2020\/11\/grafico-2-3-300x249.jpg 300w\" sizes=\"(max-width: 729px) 100vw, 729px\" \/><\/p><p>Em que pese a necessidade de viabilizar uma educa\u00e7\u00e3o inclusiva e de qualidade para todos os brasileiros, os dados evidenciam um n\u00famero expressivo de 23,8 milh\u00f5es de jovens em idade escolar, de 15 a 29 anos, que n\u00e3o estavam estudando em 2019. A parcela \u00e9 maior entre homens pretos e pardos (57,6%) e menor entre brancos (47,4%). \u00a0\u00c9 importante ressaltar que a baixa escolaridade \u00e9 um dos principais determinantes para a perpetua\u00e7\u00e3o do ciclo da pobreza, pois quanto menos escolaridade, maiores s\u00e3o as dificuldades de inser\u00e7\u00e3o no mercado de trabalho formal e maiores as chances de trabalhar em condi\u00e7\u00f5es prec\u00e1rias.<\/p><p>No gr\u00e1fico abaixo, podemos perceber o quanto a escolha dif\u00edcil de parar de estudar em tempos dif\u00edceis, como atualmente, levam a um impacto econ\u00f4mico desproporcional entre jovens na mesma faixa et\u00e1ria. O desemprego \u00e9 uma dimens\u00e3o vis\u00edvel para 82,3% parte da juventude, de 15 a 29 anos, que nunca frequentou a escola. Essa propor\u00e7\u00e3o vai diminuindo ao passo de que aqueles que, apesar de n\u00e3o estarem estudando, mas possuem maiores anos de estudo, conseguem maiores chances de estarem com algum tipo de ocupa\u00e7\u00e3o e maiores rendimentos. Entre os jovens com 18 anos ou mais de estudo, a taxa de ocupa\u00e7\u00e3o era de 62,6%, cerca de tr\u00eas vezes maior que a taxa de ocupa\u00e7\u00e3o daqueles que nunca frequentaram a escola.\u00a0<\/p><p><img decoding=\"async\" class=\"size-full wp-image-1429 aligncenter\" src=\"http:\/\/observatoriodesigualdades.fjp.mg.gov.br\/wp-content\/uploads\/2020\/11\/grafico-3-2.jpg\" alt=\"\" width=\"785\" height=\"602\" srcset=\"https:\/\/observatoriodesigualdades.fjp.mg.gov.br\/wp-content\/uploads\/2020\/11\/grafico-3-2.jpg 785w, https:\/\/observatoriodesigualdades.fjp.mg.gov.br\/wp-content\/uploads\/2020\/11\/grafico-3-2-300x230.jpg 300w, https:\/\/observatoriodesigualdades.fjp.mg.gov.br\/wp-content\/uploads\/2020\/11\/grafico-3-2-768x589.jpg 768w\" sizes=\"(max-width: 785px) 100vw, 785px\" \/><\/p><p>Al\u00e9m disso, as estat\u00edsticas revelam que a propor\u00e7\u00e3o de jovens \u201cnem-nem\u201d, que n\u00e3o estudavam e n\u00e3o estavam ocupados, reduziu ligeiramente de 2018 (23%) para 2019 (22,1%). Entretanto, os resultados do Brasil, mantiveram o pa\u00eds, em 2019, com a maior propor\u00e7\u00e3o de jovens sem estudar e sem ocupa\u00e7\u00e3o do que v\u00e1rios pa\u00edses da Am\u00e9rica Latina, com n\u00edvel de desenvolvimento econ\u00f4mico inferior, como a Bol\u00edvia (11,6%) e o Paraguai (18,1%).<\/p><p>\u00c9 importante ressaltar, que os grupos sociais considerados mais vulner\u00e1veis s\u00e3o os mais atingidos pela exclus\u00e3o no mercado de trabalho, ou seja, os impactos da gera\u00e7\u00e3o \u201cnem-nem\u201d se distribuem de maneira in\u00edqua. Entre a propor\u00e7\u00e3o de jovens \u201cnem-nem\u201d, uma jovem preta ou parda possui 2,4 vezes mais chances de estar sem estudar e sem ocupa\u00e7\u00e3o do que um jovem branco. Por outro lado, na parcela da juventude mais pobre estavam o maior percentual de jovens \u201cnem-nem\u201d, cerca de 40%, enquanto nos estratos mais ricos, os \u201cnem-nem\u201d n\u00e3o chega aos 5%.\u00a0<\/p><p><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"alignnone size-large wp-image-1430\" src=\"http:\/\/observatoriodesigualdades.fjp.mg.gov.br\/wp-content\/uploads\/2020\/11\/grafico-4-1-1024x458.jpg\" alt=\"\" width=\"1024\" height=\"458\" srcset=\"https:\/\/observatoriodesigualdades.fjp.mg.gov.br\/wp-content\/uploads\/2020\/11\/grafico-4-1-1024x458.jpg 1024w, https:\/\/observatoriodesigualdades.fjp.mg.gov.br\/wp-content\/uploads\/2020\/11\/grafico-4-1-300x134.jpg 300w, https:\/\/observatoriodesigualdades.fjp.mg.gov.br\/wp-content\/uploads\/2020\/11\/grafico-4-1-768x343.jpg 768w, https:\/\/observatoriodesigualdades.fjp.mg.gov.br\/wp-content\/uploads\/2020\/11\/grafico-4-1.jpg 1054w\" sizes=\"(max-width: 1024px) 100vw, 1024px\" \/><\/p><p>Observa-se que os jovens \u201cnem-nem\u201d n\u00e3o se distribuem de forma homog\u00eanea entre as regi\u00f5es do Brasil. A regi\u00e3o Nordeste, que apresenta um menor desenvolvimento socioecon\u00f4mico, maior condi\u00e7\u00e3o da pobreza e abandono escolar entre seus residentes em rela\u00e7\u00e3o \u00e0s outras regi\u00f5es do Brasil, possu\u00eda mais de 20% dos jovens de 15 a 29 anos sem estudar e sem ocupa\u00e7\u00e3o. Enquanto isso, a Regi\u00e3o Sul apresentava os menores percentuais de jovens \u201cnem-nem\u201d, menos de 15%.<\/p><p>Com base nos dados do IBGE, foram constatados que o grave problema social da desigualdade em nossa sociedade atinge muito mais as mulheres, pretas ou pardas que possuem uma maior dificuldade em dar continuidade aos estudos pelo contexto familiar de pobreza, pela gravidez precoce ou pela responsabiliza\u00e7\u00e3o das tarefas domesticas e do cuidado de crian\u00e7as e adolescentes, idosos e pessoas com defici\u00eancia. Assim, possuem tamb\u00e9m, dificuldades de inser\u00e7\u00e3o no mercado de trabalho formal perpetuando o contexto de vulnerabilidade social, reduzindo as oportunidades pela inclus\u00e3o social.<\/p><p>Os dados apontam as persistentes desigualdades que historicamente se repete e, infelizmente, impedem o direito a uma cidadania digna e com justi\u00e7a social a quem mais precisa. Portanto, na m\u00fasica \u201cNo meu pa\u00eds\u201d, cantada por Z\u00e9lia Duncan e Xande de Pilares fica claro que o Brasil somente ter\u00e1 condi\u00e7\u00f5es para sair destes tempos dif\u00edceis de crise econ\u00f4mica e Pandemia, quando o \u201cquerer\u201d do Governo Federal, Estadual e Municipal apoiem de forma substancial os grupos mais vulner\u00e1veis, para que estes grupos n\u00e3o precisem mais fazer as suas escolhas dif\u00edceis para sobreviver.<\/p><p>Refer\u00eancias:<\/p><ul><li>IBGE. S\u00cdNTESE DE INDICADORES SOCIAIS \u2013 2020: Uma an\u00e1lise das condi\u00e7\u00f5es de vida da popula\u00e7\u00e3o brasileira- Rio de Janeiro: IBGE, 2020. Dispon\u00edvel em: &lt; https:\/\/agenciadenoticias.ibge.gov.br\/media\/com_mediaibge\/arquivos\/e7794bce09a0b87399b4c952943eb0b1.pdf&gt;<\/li><li>IBGE. S\u00edntese de indicadores sociais : uma an\u00e1lise das condi\u00e7\u00f5es de vida da popula\u00e7\u00e3o brasileira : 2020 \/ IBGE, Coordena\u00e7\u00e3o de Popula\u00e7\u00e3o e Indicadores Sociais. &#8211; Rio de Janeiro : IBGE, 2020. . Dispon\u00edvel em: &lt; https:\/\/biblioteca.ibge.gov.br\/visualizacao\/livros\/liv101760.pdf&gt;<\/li><\/ul><p>\u00a0<\/p><p>Autores: Fackson Henrique Eug\u00eanio Rocha [graduando em Administra\u00e7\u00e3o P\u00fablica na Funda\u00e7\u00e3o Jo\u00e3o Pinheiro] sob a supervis\u00e3o de Bruno Lazzarotti Diniz Costa [doutor em Sociologia e Pol\u00edtica pela Universidade Federal de Minas Gerais e pesquisador na Funda\u00e7\u00e3o Jo\u00e3o Pinheiro].<\/p><p>\u00a0<\/p>\t\t\t\t\t\t\t\t<\/div>\n\t\t\t\t<\/div>\n\t\t\t\t\t<\/div>\n\t\t<\/div>\n\t\t\t\t\t<\/div>\n\t\t<\/section>\n\t\t\t\t<\/div>\n\t\t","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>No meu pa\u00eds um dia desses tem que chover Chuva de paz e amor, um dia eu vou ver O meu pa\u00eds t\u00e1 precisando se resolver Se vai olhar pro futuro ou envelhecer Se vai cuidar da crian\u00e7ada ou vai mandar prender Se vai ser bruto ou mandar flores pra surpreender Se vai olhar naquele 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