{"id":1495,"date":"2021-02-11T16:01:53","date_gmt":"2021-02-11T16:01:53","guid":{"rendered":"https:\/\/observatoriodesigualdades.fjp.mg.gov.br\/?p=1495"},"modified":"2021-02-11T16:09:36","modified_gmt":"2021-02-11T16:09:36","slug":"o-retorno-da-inseguranca-alimentar-na-mesa-dos-brasileiros-apos-anos-de-avancos","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/observatoriodesigualdades.fjp.mg.gov.br\/?p=1495","title":{"rendered":"O retorno da inseguran\u00e7a alimentar na mesa dos brasileiros ap\u00f3s anos de avan\u00e7os"},"content":{"rendered":"\t\t<div data-elementor-type=\"wp-post\" data-elementor-id=\"1495\" class=\"elementor elementor-1495\">\n\t\t\t\t\t\t<section class=\"elementor-section elementor-top-section elementor-element elementor-element-c9f3fab elementor-section-boxed elementor-section-height-default elementor-section-height-default\" data-id=\"c9f3fab\" data-element_type=\"section\" data-e-type=\"section\">\n\t\t\t\t\t\t<div class=\"elementor-container elementor-column-gap-default\">\n\t\t\t\t\t<div class=\"elementor-column elementor-col-100 elementor-top-column elementor-element elementor-element-b9d9ca0\" data-id=\"b9d9ca0\" data-element_type=\"column\" data-e-type=\"column\">\n\t\t\t<div class=\"elementor-widget-wrap elementor-element-populated\">\n\t\t\t\t\t\t<div class=\"elementor-element elementor-element-8d75d82 elementor-widget elementor-widget-text-editor\" data-id=\"8d75d82\" data-element_type=\"widget\" data-e-type=\"widget\" data-widget_type=\"text-editor.default\">\n\t\t\t\t<div class=\"elementor-widget-container\">\n\t\t\t\t\t\t\t\t\t<p>Segundo a Organiza\u00e7\u00e3o das Na\u00e7\u00f5es Unidas (ONU), a volta do Brasil ao Mapa da Fome est\u00e1 cada vez mais pr\u00f3xima e os dados recentes produzidos pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estat\u00edstica (IBGE), a partir da Pesquisa de Or\u00e7amentos Familiares 2017-2018 (POF), corroboram com o alerta da ONU evidenciando que a tend\u00eancia na s\u00e9rie hist\u00f3rica de diminui\u00e7\u00e3o no n\u00famero de fam\u00edlias em situa\u00e7\u00e3o de grave inseguran\u00e7a alimentar foi interrompida. Dessa maneira, o post de hoje vai discutir a situa\u00e7\u00e3o atual dos domic\u00edlios brasileiros em rela\u00e7\u00e3o a seguran\u00e7a alimentar, bem como suas causas e, para fins de an\u00e1lise, ressalta-se que a POF 2017-2018, pesquisa que ir\u00e1 embasar a discuss\u00e3o em quest\u00e3o, estimou um total de 68,9 milh\u00f5es de domic\u00edlios particulares permanentes no Brasil e empregou os crit\u00e9rios da Escala Brasileira de Inseguran\u00e7a Alimentar (EBIA) para avaliar os domic\u00edlios brasileiros.<\/p><p>Primordialmente, analisa-se a trajet\u00f3ria da situa\u00e7\u00e3o de seguran\u00e7a e de inseguran\u00e7a alimentar nos domic\u00edlios brasileiros e, nesse contexto, o gr\u00e1fico 1 evidencia que de 2004 a 2013 havia uma tend\u00eancia de diminui\u00e7\u00e3o de domic\u00edlios em situa\u00e7\u00e3o de inseguran\u00e7a domiciliar, todavia essa trajet\u00f3ria de descend\u00eancia foi interrompida. Em outras palavras, quando compara-se a porcentagem de domic\u00edlios em situa\u00e7\u00e3o de inseguran\u00e7a alimentar na PNAD 2013 com a POF 2017-2018, nota-se um aumento de 62,4%, saltando de 22,6% para 36,7%, o equivalente a 25,3 milh\u00f5es de domic\u00edlios. Por fim, a seguran\u00e7a alimentar, que tamb\u00e9m vinha de uma trajet\u00f3ria de ascend\u00eancia, sofre uma diminui\u00e7\u00e3o para o patamar mais baixo desde a primeira vez que os dados foram produzidos, ou seja, segundo a PNAD 2004, cerca de 65,1% dos lares brasileiros encontravam-se em situa\u00e7\u00e3o de seguran\u00e7a alimentar, j\u00e1 segundo a POF 2017-2018, esse n\u00famero cai para 63,3%.<\/p><p>Os dados discutidos acima podem ser explicados a partir de alguns fatos. Em primeiro lugar, a partir de 2003, com a recria\u00e7\u00e3o do Conselho Nacional de Seguran\u00e7a Alimentar e Nutricional (CONSEA) e com a cria\u00e7\u00e3o do Minist\u00e9rio do Desenvolvimento Social e Combate \u00e0 Fome, a seguran\u00e7a alimentar e nutricional passou a fazer parte da agenda pol\u00edtica governamental. Contudo, nos \u00faltimos anos, a combina\u00e7\u00e3o de uma forte recess\u00e3o econ\u00f4mica, que resultou no aumento do n\u00famero de desempregados, com uma s\u00e9rie de decis\u00f5es de natureza pol\u00edtica, como a extin\u00e7\u00e3o do Conselho Nacional de Seguran\u00e7a Alimentar e Nutricional (CONSEA) e o estrangulamento de recursos em projetos estrat\u00e9gicos de combate \u00e0 fome, explicam os resultados negativos referentes \u00e0 garantia do acesso \u00e0 alimenta\u00e7\u00e3o.<\/p><p style=\"text-align: center;\">Gr\u00e1fico 1 &#8211; Situa\u00e7\u00e3o de Seguran\u00e7a Alimentar (%) &#8211; S\u00e9rie hist\u00f3rica<\/p><p style=\"text-align: center;\"><img fetchpriority=\"high\" decoding=\"async\" class=\"alignnone size-large wp-image-1479\" src=\"http:\/\/observatoriodesigualdades.fjp.mg.gov.br\/wp-content\/uploads\/2021\/02\/grafico-1-1024x633.jpg\" alt=\"\" width=\"1024\" height=\"633\" srcset=\"https:\/\/observatoriodesigualdades.fjp.mg.gov.br\/wp-content\/uploads\/2021\/02\/grafico-1-1024x633.jpg 1024w, https:\/\/observatoriodesigualdades.fjp.mg.gov.br\/wp-content\/uploads\/2021\/02\/grafico-1-300x186.jpg 300w, https:\/\/observatoriodesigualdades.fjp.mg.gov.br\/wp-content\/uploads\/2021\/02\/grafico-1-768x475.jpg 768w, https:\/\/observatoriodesigualdades.fjp.mg.gov.br\/wp-content\/uploads\/2021\/02\/grafico-1.jpg 1200w\" sizes=\"(max-width: 1024px) 100vw, 1024px\" \/><\/p><p style=\"text-align: center;\">Fonte: Pesquisa de Or\u00e7amentos Familiares &#8211; 2017\/2018, IBGE.<\/p><p>Continuando a an\u00e1lise, o gr\u00e1fico 2 exibe os resultados da POF 2017-2018 com o recorte segundo g\u00eanero e destaca como o acesso aos alimentos tem intensa rela\u00e7\u00e3o com o sexo da pessoa de refer\u00eancia do domic\u00edlio. Nesse cen\u00e1rio, dentre os lares classificados como em situa\u00e7\u00e3o de preval\u00eancia de seguran\u00e7a alimentar, cerca de 61,4% possuem os homens como pessoa de refer\u00eancia, contrastando com apenas 38,6% de mulheres neste quadro. Em contrapartida, quando analisa-se os distintos n\u00edveis de inseguran\u00e7a alimentar, essa rela\u00e7\u00e3o se inverte \u00e0 medida em que o acesso aos alimentos diminui, isto \u00e9, as mulheres gradualmente aumentam sua representa\u00e7\u00e3o, atingindo a maioria no mais alto \u00edndice de vulnerabilidade e, portanto, de inseguran\u00e7a alimentar grave, passando a representar cerca de 51,9% de domic\u00edlios contra apenas 48,1% representado por homens. Desse modo, a situa\u00e7\u00e3o de priva\u00e7\u00e3o severa de consumo de alimentos atinge com maior intensidade os domic\u00edlios representados por mulheres e isso pode ser explicado por diversos fatores, como a desigualdade salarial entre mulheres e homens e a dificuldade de acesso ao trabalho.<\/p><p style=\"text-align: center;\">Gr\u00e1fico 2 &#8211; Distribui\u00e7\u00e3o dos domic\u00edlios particulares permanentes, por situa\u00e7\u00e3o de seguran\u00e7a alimentar existente no domic\u00edlio, segundo o g\u00eanero &#8211; Brasil &#8211; 2017-2018<\/p><p><img decoding=\"async\" class=\"alignnone size-full wp-image-1480\" src=\"http:\/\/observatoriodesigualdades.fjp.mg.gov.br\/wp-content\/uploads\/2021\/02\/grafico-2.jpg\" alt=\"\" width=\"1019\" height=\"903\" srcset=\"https:\/\/observatoriodesigualdades.fjp.mg.gov.br\/wp-content\/uploads\/2021\/02\/grafico-2.jpg 1019w, https:\/\/observatoriodesigualdades.fjp.mg.gov.br\/wp-content\/uploads\/2021\/02\/grafico-2-300x266.jpg 300w, https:\/\/observatoriodesigualdades.fjp.mg.gov.br\/wp-content\/uploads\/2021\/02\/grafico-2-768x681.jpg 768w\" sizes=\"(max-width: 1019px) 100vw, 1019px\" \/><\/p><p style=\"text-align: center;\">Fonte: Pesquisa de Or\u00e7amentos Familiares &#8211; 2017\/2018, IBGE.<\/p><p>Por fim, mudando a perspectiva de an\u00e1lise, o gr\u00e1fico 3 ilustra a distribui\u00e7\u00e3o dos domic\u00edlios segundo cor ou ra\u00e7a e percebe-se que aqueles domic\u00edlios nos quais a pessoa de refer\u00eancia se declarou parda s\u00e3o os que exibiram os maiores percentuais em todos os n\u00edveis de inseguran\u00e7a alimentar, isto \u00e9, para todos os graus de inseguran\u00e7a alimentar, os percentuais de lares cuja pessoa de refer\u00eancia se declarou parda permaneceram acima de 50%, sendo 50,7% para inseguran\u00e7a alimentar leve, 56,6% para inseguran\u00e7a alimentar moderada e 58,1% para inseguran\u00e7a alimentar grave. J\u00e1 nos domic\u00edlios em situa\u00e7\u00e3o de seguran\u00e7a alimentar, esse grupo representou apenas 36,9%, enquanto os lares cuja a pessoa de refer\u00eancia se declarou branca representam majoritariamente 51,5%.\u00a0<\/p><p style=\"text-align: center;\">Gr\u00e1fico 3 &#8211; Distribui\u00e7\u00e3o dos domic\u00edlios particulares permanentes, por situa\u00e7\u00e3o de seguran\u00e7a alimentar existente no domic\u00edlio, segundo cor ou ra\u00e7a<\/p><p><img decoding=\"async\" class=\"alignnone size-full wp-image-1481\" src=\"http:\/\/observatoriodesigualdades.fjp.mg.gov.br\/wp-content\/uploads\/2021\/02\/grafico-3.jpg\" alt=\"\" width=\"850\" height=\"1000\" srcset=\"https:\/\/observatoriodesigualdades.fjp.mg.gov.br\/wp-content\/uploads\/2021\/02\/grafico-3.jpg 850w, https:\/\/observatoriodesigualdades.fjp.mg.gov.br\/wp-content\/uploads\/2021\/02\/grafico-3-255x300.jpg 255w, https:\/\/observatoriodesigualdades.fjp.mg.gov.br\/wp-content\/uploads\/2021\/02\/grafico-3-768x904.jpg 768w\" sizes=\"(max-width: 850px) 100vw, 850px\" \/><\/p><p style=\"text-align: center;\">Fonte: Pesquisa de Or\u00e7amentos Familiares &#8211; 2017\/2018, IBGE.<\/p><p>Os resultados trazidos pela Pesquisa de Or\u00e7amentos Familiares 2017-2018 do IBGE relativos \u00e0 situa\u00e7\u00e3o dos domic\u00edlios brasileiros quanto \u00e0 seguran\u00e7a alimentar evidenciam como o fen\u00f4meno da fome \u00e9 resultado das diversas desigualdades presentes em nossa sociedade e \u00e9 fruto de decis\u00f5es humanas. Dessa maneira, tratar o problema da fome como uma quest\u00e3o coletiva e concretizar o combate \u00e0 fome com medidas governamentais \u00e9 de extrema import\u00e2ncia para o seu enfrentamento, bem como entender que esse grave problema social se entrela\u00e7a com v\u00e1rios outros, como a extrema pobreza e a aus\u00eancia de pol\u00edticas p\u00fablicas de seguran\u00e7a alimentar e nutricional efetivas. Desse modo, apenas com pol\u00edticas sociais que garantam os direitos b\u00e1sicos e, neste caso, o direito \u00e0 alimenta\u00e7\u00e3o \u00e9 que o Brasil pode evitar voltar ao Mapa da Fome e tamb\u00e9m cumprir a ODS2, abarcada pelos Objetivos de Desenvolvimento Sustent\u00e1vel, que objetiva \u201cacabar com a fome, alcan\u00e7ar a seguran\u00e7a alimentar e melhoria da nutri\u00e7\u00e3o e promover a agricultura sustent\u00e1vel\u201d.<\/p><p>\u00a0<\/p><p><em>Autores: Rafael Campanharo [graduando em Rela\u00e7\u00f5es Econ\u00f4micas Internacionais pela UFMG] e Marina Silva [graduanda em Administra\u00e7\u00e3o P\u00fablica \u2013 Funda\u00e7\u00e3o Jo\u00e3o Pinheiro] sob a supervis\u00e3o de Matheus Arcelo Fernandes Silva [mestre em Administra\u00e7\u00e3o pela Universidade Federal de Minas Gerais e pesquisador na Funda\u00e7\u00e3o Jo\u00e3o Pinheiro]<\/em><\/p><p>\u00a0<\/p><p><b>Refer\u00eancias:<\/b><\/p><p>CABRAL, Umberl\u00e2ndia. <b>10,3 milh\u00f5es de pessoas moram em domic\u00edlios com inseguran\u00e7a alimentar grave. Estat\u00edsticas Sociais<\/b>. 2020. Dispon\u00edvel em &lt;<a href=\"https:\/\/agenciadenoticias.ibge.gov.br\/agencia-noticias\/2012-agencia-de-noticias\/noticias\/28903-10-3-milhoes-de-pessoas-moram-em-domicilios-com-inseguranca-alimentar-grave\">https:\/\/agenciadenoticias.ibge.gov.br\/agencia-noticias\/2012-agencia-de-noticias\/noticias\/28903-10-3-milhoes-de-pessoas-moram-em-domicilios-com-inseguranca-alimentar-grave<\/a>&gt;\u00a0<\/p><p>IBGE \u2013 INSTITUTO BRASILEIRO DE GEOGRAFIA E ESTAT\u00cdSTICA. <b>Pesquisa de Or\u00e7amentos Familiares 2017-2018<\/b>. An\u00e1lise da Seguran\u00e7a Alimentar no Brasil. Dispon\u00edvel em &lt;<a href=\"https:\/\/biblioteca.ibge.gov.br\/visualizacao\/livros\/liv101749.pdf\">https:\/\/biblioteca.ibge.gov.br\/visualizacao\/livros\/liv101749.pdf<\/a>&gt;<\/p><p>MENEZES, Francisco. <b>O aumento da fome no Brasil: v\u00e1rias faces de um mesmo problema. <\/b>2021. Dispon\u00edvel em &lt;<a href=\"https:\/\/www.nexojornal.com.br\/ensaio\/2021\/O-aumento-da-fome-no-Brasil-v%C3%A1rias-faces-de-um-mesmo-problema\">https:\/\/www.nexojornal.com.br\/ensaio\/2021\/O-aumento-da-fome-no-Brasil-v%C3%A1rias-faces-de-um-mesmo-problema<\/a>&gt;\u00a0<\/p><p>\u00a0<\/p>\t\t\t\t\t\t\t\t<\/div>\n\t\t\t\t<\/div>\n\t\t\t\t\t<\/div>\n\t\t<\/div>\n\t\t\t\t\t<\/div>\n\t\t<\/section>\n\t\t\t\t<\/div>\n\t\t","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Segundo a Organiza\u00e7\u00e3o das Na\u00e7\u00f5es Unidas (ONU), a volta do Brasil ao Mapa da Fome est\u00e1 cada vez mais pr\u00f3xima e os dados recentes produzidos pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estat\u00edstica (IBGE), a partir da Pesquisa de Or\u00e7amentos Familiares 2017-2018 (POF), corroboram com o alerta da ONU evidenciando que a tend\u00eancia na s\u00e9rie hist\u00f3rica 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