{"id":1888,"date":"2021-07-12T22:24:28","date_gmt":"2021-07-12T22:24:28","guid":{"rendered":"https:\/\/observatoriodesigualdades.fjp.mg.gov.br\/?p=1888"},"modified":"2021-07-12T22:36:49","modified_gmt":"2021-07-12T22:36:49","slug":"riqueza-renda-e-desigualdade-pandemica","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/observatoriodesigualdades.fjp.mg.gov.br\/?p=1888","title":{"rendered":"Riqueza, Renda e Desigualdade Pand\u00eamica"},"content":{"rendered":"\t\t<div data-elementor-type=\"wp-post\" data-elementor-id=\"1888\" class=\"elementor elementor-1888\">\n\t\t\t\t\t\t<section class=\"elementor-section elementor-top-section elementor-element elementor-element-1497325 elementor-section-boxed elementor-section-height-default elementor-section-height-default\" data-id=\"1497325\" data-element_type=\"section\" data-e-type=\"section\">\n\t\t\t\t\t\t<div class=\"elementor-container elementor-column-gap-default\">\n\t\t\t\t\t<div class=\"elementor-column elementor-col-100 elementor-top-column elementor-element elementor-element-19c36bd\" data-id=\"19c36bd\" data-element_type=\"column\" data-e-type=\"column\">\n\t\t\t<div class=\"elementor-widget-wrap elementor-element-populated\">\n\t\t\t\t\t\t<div class=\"elementor-element elementor-element-1546c63 elementor-widget elementor-widget-text-editor\" data-id=\"1546c63\" data-element_type=\"widget\" data-e-type=\"widget\" data-widget_type=\"text-editor.default\">\n\t\t\t\t<div class=\"elementor-widget-container\">\n\t\t\t\t\t\t\t\t\t<p>Quem acompanha o Observat\u00f3rio das Desigualdades com mais frequ\u00eancia percebe o quanto o projeto se empenha em escrever sobre temas variados. Este ano, por exemplo, j\u00e1 foram publicados posts sobre a simbologia do dia dos trabalhadores, sobre vacina\u00e7\u00e3o, indicadores sociais\u2026 diversos t\u00f3picos que, seja com base em not\u00edcias mais recentes ou em an\u00e1lises gerais, buscam sempre englobar prismas de interesse social. Tendo o Observat\u00f3rio este nome t\u00e3o caracter\u00edstico, por\u00e9m, n\u00e3o poder\u00edamos deixar de produzir conte\u00fado quando um relat\u00f3rio sobre riqueza global e desigualdade \u00e9 lan\u00e7ado. Ent\u00e3o, rufem os tambores, leitoras e leitores: mais uma vez o Observat\u00f3rio das Desigualdades escrever\u00e1 sobre a desigualdade. E, ao que tudo indica, parece que discutir esse tema nunca foi t\u00e3o necess\u00e1rio.<\/p><p>No dia 21 de junho, o Credit Suisse &#8211; banco su\u00ed\u00e7o de investimentos &#8211; publicou o que denominou, em tradu\u00e7\u00e3o livre, de \u201cuma an\u00e1lise abrangente acerca da riqueza familiar global dispon\u00edvel\u201d<sup>1<\/sup>. O objetivo do relat\u00f3rio deste ano (o Credit Suisse faz publica\u00e7\u00f5es anuais do tipo) \u00e9 adentrar mais profundamente no universo da pandemia da Covid-19, demonstrando quais foram seus impactos econ\u00f4micos ap\u00f3s mais de um ano de in\u00edcio e efeitos cont\u00ednuos. O documento demonstra tamb\u00e9m a rea\u00e7\u00e3o, face \u00e0s altera\u00e7\u00f5es produzidas na economia e na acumula\u00e7\u00e3o\/distribui\u00e7\u00e3o de capital, dos formuladores de pol\u00edticas p\u00fablicas em suas respectivas \u00e1reas de atua\u00e7\u00e3o\u00a0 (CREDIT SUISSE, 2021).<\/p><p>Mas antes da exposi\u00e7\u00e3o espec\u00edfica sobre o relat\u00f3rio, \u00e9 importante trazer a diferen\u00e7a entre dois conceitos importantes nesse texto: riqueza e renda. A riqueza representa os itens de valor econ\u00f4mico que um indiv\u00edduo possui e acumulou. A renda \u00e9 um valor que o indiv\u00edduo recebe em um per\u00edodo de tempo, pago a ele pelo que est\u00e1 aplicado \u00e0 produ\u00e7\u00e3o, o sal\u00e1rio, as aplica\u00e7\u00f5es. Em uma exemplifica\u00e7\u00e3o simples, a minha renda \u00e9 composta pelo meu sal\u00e1rio \u2014 que recebo mensalmente \u2014, enquanto minha riqueza \u00e9 o que tenho acumulado, guardado na poupan\u00e7a.<\/p><p>A Am\u00e9rica Latina, como aponta o Credit Suisse, \u00e9 a regi\u00e3o do mundo mais atingida pelos impactos da pandemia na \u00e1rea da sa\u00fade, e a an\u00e1lise do relat\u00f3rio se centra no Brasil, no M\u00e9xico e no Chile. Apesar de suas diferen\u00e7as econ\u00f4micas &#8211; os dois primeiros pa\u00edses s\u00e3o as maiores economias e os maiores contingentes populacionais da regi\u00e3o, enquanto o terceiro tem apresentado, em contraste com uma menor economia, um dinamismo caracter\u00edstico &#8211; a interse\u00e7\u00e3o entre as tr\u00eas na\u00e7\u00f5es consiste no per\u00edodo conturbado pelo qual passaram na primeira onda da pandemia, em 2020: todas as tr\u00eas apresentaram taxas de infec\u00e7\u00e3o pela COVID-19 acima das taxas latinoamericanas e ainda mais acima das taxas globais.<\/p><p>\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 A partir da segunda onda e tamb\u00e9m durante a terceira, no entanto, a homogeneidade do cen\u00e1rio muda um pouco de figura. Prossegue o relat\u00f3rio que, nesse per\u00edodo, o Brasil e o M\u00e9xico se destacaram ainda mais tanto em rela\u00e7\u00e3o ao mundo como \u00e0 Am\u00e9rica Latina, enquanto o Chile foi menos afetado desde a metade do ano passado. O gr\u00e1fico a seguir demonstra a narrativa dos \u00faltimos par\u00e1grafos ao retratar os n\u00fameros das mortes semanais por COVID-19 de fevereiro de 2020 a maio de 2021.<\/p><p>\u00a0<\/p><p style=\"text-align: center;\"><strong>Gr\u00e1fico 1: Mortes semanais por COVID-19 no Brasil, Chile e M\u00e9xico, por milh\u00e3o de habitantes<\/strong><\/p>\t\t\t\t\t\t\t\t<\/div>\n\t\t\t\t<\/div>\n\t\t\t\t<div class=\"elementor-element elementor-element-6f47baa elementor-widget elementor-widget-image\" data-id=\"6f47baa\" data-element_type=\"widget\" data-e-type=\"widget\" data-widget_type=\"image.default\">\n\t\t\t\t<div class=\"elementor-widget-container\">\n\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t<img fetchpriority=\"high\" decoding=\"async\" width=\"407\" height=\"313\" src=\"https:\/\/observatoriodesigualdades.fjp.mg.gov.br\/wp-content\/uploads\/2021\/07\/cnn1.png\" class=\"attachment-large size-large wp-image-1889\" alt=\"\" srcset=\"https:\/\/observatoriodesigualdades.fjp.mg.gov.br\/wp-content\/uploads\/2021\/07\/cnn1.png 407w, https:\/\/observatoriodesigualdades.fjp.mg.gov.br\/wp-content\/uploads\/2021\/07\/cnn1-300x231.png 300w\" sizes=\"(max-width: 407px) 100vw, 407px\" \/>\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t<\/div>\n\t\t\t\t<\/div>\n\t\t\t\t<div class=\"elementor-element elementor-element-8b6a643 elementor-widget elementor-widget-text-editor\" data-id=\"8b6a643\" data-element_type=\"widget\" data-e-type=\"widget\" data-widget_type=\"text-editor.default\">\n\t\t\t\t<div class=\"elementor-widget-container\">\n\t\t\t\t\t\t\t\t\t<p style=\"text-align: center;\">Fonte: The Global Wealth Report, 2021<\/p><p>\u00a0<\/p><p>\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 Como j\u00e1 mencionado, os impactos econ\u00f4micos da pandemia foram gerais, e se manifestaram inclusive nos tr\u00eas pa\u00edses acima. Mas como isso se refletiu no Brasil, mais especificamente?<\/p><p>O Brasil \u00e9 hoje a 12\u00aa maior economia do mundo<sup>2<\/sup>, com um PIB que supera 1,4 trilh\u00f5es de d\u00f3lares. No entanto, o \u00cdndice de Gini do Brasil continua sendo um dos maiores do mundo, o Brasil \u00e9, especificamente, o 8\u00ba pa\u00eds mais desigual do mundo<sup>3<\/sup>. O que o relat\u00f3rio do Credit Suisse vem nos mostrar \u00e9 especificamente isso, a concentra\u00e7\u00e3o de riqueza e a desigualdade nos pa\u00edses do globo.<\/p><p>Primeiro, deve-se entender que a concentra\u00e7\u00e3o de riqueza e renda s\u00e3o express\u00f5es diretas da desigualdade. O Brasil ser tamanha express\u00e3o de desigualdade \u00e9 o que reflete nos dados do gr\u00e1fico 2, que mostra o ac\u00famulo de riquezas dos 1% mais ricos da popula\u00e7\u00e3o. No Brasil, essa parcela da popula\u00e7\u00e3o (1% mais ricos) concentra em si 49,6% de toda a riqueza do pa\u00eds. Em compara\u00e7\u00e3o com os outros pa\u00edses analisados, o Brasil tem o segundo maior \u00edndice de concentra\u00e7\u00e3o de riqueza, sendo superado apenas pela R\u00fassia.<\/p><p>\u00a0<\/p><p style=\"text-align: center;\"><strong>Gr\u00e1fico 2 &#8211; Porcentagem de riqueza dos 1% mais ricos, pa\u00edses selecionados<\/strong><\/p>\t\t\t\t\t\t\t\t<\/div>\n\t\t\t\t<\/div>\n\t\t\t\t<div class=\"elementor-element elementor-element-55384f6 elementor-widget elementor-widget-image\" data-id=\"55384f6\" data-element_type=\"widget\" data-e-type=\"widget\" data-widget_type=\"image.default\">\n\t\t\t\t<div class=\"elementor-widget-container\">\n\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t<img decoding=\"async\" width=\"1024\" height=\"633\" src=\"https:\/\/observatoriodesigualdades.fjp.mg.gov.br\/wp-content\/uploads\/2021\/07\/cnn2-1024x633.png\" class=\"attachment-large size-large wp-image-1890\" alt=\"\" srcset=\"https:\/\/observatoriodesigualdades.fjp.mg.gov.br\/wp-content\/uploads\/2021\/07\/cnn2-1024x633.png 1024w, https:\/\/observatoriodesigualdades.fjp.mg.gov.br\/wp-content\/uploads\/2021\/07\/cnn2-300x185.png 300w, https:\/\/observatoriodesigualdades.fjp.mg.gov.br\/wp-content\/uploads\/2021\/07\/cnn2-768x474.png 768w, https:\/\/observatoriodesigualdades.fjp.mg.gov.br\/wp-content\/uploads\/2021\/07\/cnn2.png 1533w\" sizes=\"(max-width: 1024px) 100vw, 1024px\" \/>\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t<\/div>\n\t\t\t\t<\/div>\n\t\t\t\t<div class=\"elementor-element elementor-element-25a577f elementor-widget elementor-widget-text-editor\" data-id=\"25a577f\" data-element_type=\"widget\" data-e-type=\"widget\" data-widget_type=\"text-editor.default\">\n\t\t\t\t<div class=\"elementor-widget-container\">\n\t\t\t\t\t\t\t\t\t<p style=\"text-align: center;\">Fonte: The Global Wealth Report, 2021. Elabora\u00e7\u00e3o pr\u00f3pria.<\/p><p>\u00a0<\/p><p>Uma an\u00e1lise da Associa\u00e7\u00e3o Nacional dos Auditores Fiscais da Receita Federal<sup>5<\/sup> vem acrescentar a esses dados. Essa an\u00e1lise mostra que \u201830% dos bens e direitos l\u00edquidos declarados no IRPF s\u00e3o detidos por apenas 220.220 contribuintes\u2019, ou seja, 30% dos bens declarados ao Imposto de Renda s\u00e3o de 1% da popula\u00e7\u00e3o, cujos contribuintes t\u00eam renda mensal de 80 a mais de\u00a0 320 sal\u00e1rios m\u00ednimos.<\/p><p>Analisando a concentra\u00e7\u00e3o de renda, o Brasil \u00e9 o vice-campe\u00e3o mundial, atr\u00e1s apenas do Catar. Os relat\u00f3rios dos Grandes N\u00fameros das DIRPF<sup>6<\/sup>, de 2007 a 2018, mostram que\u00a0 os contribuintes com rendas mensais superiores a 320 sal\u00e1rios m\u00ednimos, chegam a ter perto de 90% de suas rendas isentas de tributa\u00e7\u00e3o. Por isso fala-se tanto de taxa\u00e7\u00e3o de grandes fortunas.<\/p><p>Na pandemia v\u00ea-se escancarada a realidade desses dados. O ranking dos Bilion\u00e1rios de 2021, divulgado pela Revista Forbes em Abril, mostrou que o n\u00famero de bilion\u00e1rios brasileiros aumentou 44%, de 45 para 65 entre 2020 e 2021. A riqueza concentrada nesse selet\u00edssimo grupo tamb\u00e9m aumentou no per\u00edodo, de 127,1 para 219,1 bilh\u00f5es de d\u00f3lares. Percebe-se que o grupo, mesmo diante da crise econ\u00f4mica, das milhares de mortes conseguiram aumentar suas fortunas<sup>7<\/sup>.<\/p><p>O que \u00e9 ainda mais estarrecedor \u00e9 que a riqueza desse grupo equivale a quase 5x o valor que foi dedicado ao aux\u00edlio emergencial em 2020: 293 bilh\u00f5es de reais. Quando se pensa o n\u00famero de pessoas atendidas pelo benef\u00edcio \u2014 aproximadamente 68,2 milh\u00f5es \u2014 v\u00ea-se escancarada a pir\u00e2mide social brasileira e a discrep\u00e2ncia de rendimentos, riqueza e padr\u00e3o de vida entre as classes.<\/p><p>Tudo isso s\u00f3 mostra que enquanto muitas pessoas voltavam para a extrema pobreza, a fome aumentava, a parcela mais rica da popula\u00e7\u00e3o aumentava suas riquezas. Novamente, a desigualdade se coloca como propiciadora dos problemas sociais do pa\u00eds e como um dos principais obst\u00e1culos para o desenvolvimento brasileiro.<\/p><p>\u00a0<\/p><p><strong>Autores: Alexandre Henrique e Augusta Cora, sob orienta\u00e7\u00e3o de Bruno Lazzarotti<\/strong><\/p><p>\u00a0<\/p><p>*O Observat\u00f3rio das Desigualdades \u00e9 um projeto de extens\u00e3o. O conte\u00fado e as opini\u00f5es expressas n\u00e3o refletem necessariamente o posicionamento da Funda\u00e7\u00e3o Jo\u00e3o Pinheiro ou do CORECON \u2013 MG.<\/p><p>\u00a0<\/p><p><strong>Refer\u00eancias<\/strong><\/p><p>[1] <a href=\"https:\/\/www.credit-suisse.com\/about-us\/en\/reports-research\/global-wealth-report.html\">https:\/\/www.credit-suisse.com\/about-us\/en\/reports-research\/global-wealth-report.html<\/a><\/p><p>[2] <a href=\"https:\/\/www.dci.com.br\/economia\/maiores-economias-do-mundo-de-acordo-com-o-pib\/139440\/\">https:\/\/www.dci.com.br\/economia\/maiores-economias-do-mundo-de-acordo-com-o-pib\/139440\/<\/a><\/p><p>[3] <a href=\"https:\/\/noticias.uol.com.br\/internacional\/ultimas-noticias\/2020\/12\/15\/brasil-tem-a-8-pior-desigualdade-de-renda-e-supera-so-paises-africanos.htm\">https:\/\/noticias.uol.com.br\/internacional\/ultimas-noticias\/2020\/12\/15\/brasil-tem-a-8-pior-desigualdade-de-renda-e-supera-so-paises-africanos.htm<\/a><\/p><p>[4] <a href=\"https:\/\/www.cartacapital.com.br\/economia\/concentracao-de-renda-mostra-brasilianizacao-do-mundo\/\">https:\/\/www.cartacapital.com.br\/economia\/concentracao-de-renda-mostra-brasilianizacao-do-mundo\/<\/a><\/p><p>[5] <a href=\"https:\/\/unafisconacional.org.br\/concentracao-de-renda-no-brasil-nao-pode-ser-entendida-olhando-o-1-da-populacao\/\">https:\/\/unafisconacional.org.br\/concentracao-de-renda-no-brasil-nao-pode-ser-entendida-olhando-o-1-da-populacao\/<\/a><\/p><p>[6] <a href=\"https:\/\/www.brasildefators.com.br\/2021\/03\/03\/estudo-prova-que-riqueza-concentrada-decorre-de-impostos-nao-cobrados\">https:\/\/www.brasildefators.com.br\/2021\/03\/03\/estudo-prova-que-riqueza-concentrada-decorre-de-impostos-nao-cobrados<\/a><\/p><p>[7] <a href=\"https:\/\/www.brasildefato.com.br\/2021\/04\/06\/enquanto-fome-avanca-numero-de-bilionarios-cresce-no-brasil-e-seu-patrimonio-dobra\">https:\/\/www.brasildefato.com.br\/2021\/04\/06\/enquanto-fome-avanca-numero-de-bilionarios-cresce-no-brasil-e-seu-patrimonio-dobra<\/a><\/p>\t\t\t\t\t\t\t\t<\/div>\n\t\t\t\t<\/div>\n\t\t\t\t\t<\/div>\n\t\t<\/div>\n\t\t\t\t\t<\/div>\n\t\t<\/section>\n\t\t\t\t<\/div>\n\t\t","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Quem acompanha o Observat\u00f3rio das Desigualdades com mais frequ\u00eancia percebe o quanto o projeto se empenha em escrever sobre temas variados. 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