{"id":1911,"date":"2021-07-23T20:17:06","date_gmt":"2021-07-23T20:17:06","guid":{"rendered":"https:\/\/observatoriodesigualdades.fjp.mg.gov.br\/?p=1911"},"modified":"2021-07-23T20:19:51","modified_gmt":"2021-07-23T20:19:51","slug":"sobre-as-lentes-brasileiras-como-enxergamos-nossas-desigualdades","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/observatoriodesigualdades.fjp.mg.gov.br\/?p=1911","title":{"rendered":"Sobre as lentes brasileiras: como enxergamos nossas desigualdades?"},"content":{"rendered":"\t\t<div data-elementor-type=\"wp-post\" data-elementor-id=\"1911\" class=\"elementor elementor-1911\">\n\t\t\t\t\t\t<section class=\"elementor-section elementor-top-section elementor-element elementor-element-937bcc8 elementor-section-boxed elementor-section-height-default elementor-section-height-default\" data-id=\"937bcc8\" data-element_type=\"section\" data-e-type=\"section\">\n\t\t\t\t\t\t<div class=\"elementor-container elementor-column-gap-default\">\n\t\t\t\t\t<div class=\"elementor-column elementor-col-100 elementor-top-column elementor-element elementor-element-f828025\" data-id=\"f828025\" data-element_type=\"column\" data-e-type=\"column\">\n\t\t\t<div class=\"elementor-widget-wrap elementor-element-populated\">\n\t\t\t\t\t\t<div class=\"elementor-element elementor-element-8c2961c elementor-widget elementor-widget-text-editor\" data-id=\"8c2961c\" data-element_type=\"widget\" data-e-type=\"widget\" data-widget_type=\"text-editor.default\">\n\t\t\t\t<div class=\"elementor-widget-container\">\n\t\t\t\t\t\t\t\t\t<p>Vivemos no per\u00edodo mais desigual da hist\u00f3ria desde 1940 e a ideia, defendida por muitos, de que o progresso tecnol\u00f3gico traria solu\u00e7\u00f5es para os problemas sociais se configura no m\u00ednimo controversa, conforme os indicadores apontam o aumento da concentra\u00e7\u00e3o de renda (AGENDA 30, 2021). Diversas pesquisas j\u00e1 demonstraram que altos n\u00edveis de desigualdade desencorajam a criatividade, impedem a mobilidade econ\u00f4mica e social, bem como o desenvolvimento humano, o que, em \u00faltima an\u00e1lise, deprecia o crescimento econ\u00f4mico de qualquer na\u00e7\u00e3o. A desigualdade tamb\u00e9m est\u00e1 associada ao aumento da incerteza, da vulnerabilidade e da inseguran\u00e7a, minando a confian\u00e7a nas institui\u00e7\u00f5es e governos e comprometendo a coes\u00e3o social, o que desencadeia tens\u00f5es e viol\u00eancia (CAVALCANTE, 2020). Tendo em vista o seu impacto multidimensional, \u00e9 consenso por grande parte dos governos e da academia que o enfrentamento \u00e0 desigualdade deve estar no centro dos esfor\u00e7os e pol\u00edticas, tanto em pa\u00edses avan\u00e7ados quanto na Am\u00e9rica Latina. No entanto, ao se debater suas origens e as a\u00e7\u00f5es para mitig\u00e1-la, o consenso termina e a diverg\u00eancia torna-se a t\u00f4nica dos debates.<\/p><p>De fato, falar de desigualdade n\u00e3o \u00e9 uma tarefa simples e a dissemina\u00e7\u00e3o do debate acad\u00eamico n\u00e3o vem sendo acompanhada de forma efetiva da participa\u00e7\u00e3o e inclus\u00e3o da popula\u00e7\u00e3o no n\u00facleo da discuss\u00e3o, reflexo da estrutura democr\u00e1tica ainda fr\u00e1gil, que restringe o acesso \u00e0 informa\u00e7\u00e3o e a participa\u00e7\u00e3o popular nos processos decis\u00f3rios.<\/p><p>Ao pensarmos na liberdade de express\u00e3o, ela n\u00e3o pode ser limitada apenas ao direito de ser ouvido, est\u00e3o englobados as \u201coportunidades para expressar seus pontos de vista, aprender uns com os outros, discutir e deliberar, ler, escutar e questionar especialistas, candidatos pol\u00edticos e pessoas em cujas opini\u00f5es confiem\u201d (DAHL, 2001, pag. 110). Logo, incluir a popula\u00e7\u00e3o na arena de debate \u00e9 um dos principais passos para compreender a extens\u00e3o do problema e promover a constru\u00e7\u00e3o de pol\u00edticas que n\u00e3o apenas estejam em sintonia com a vontade popular, mas que favore\u00e7am a sua inclus\u00e3o no processo de planejamento e execu\u00e7\u00e3o. Este texto se compromete exatamente com essa discuss\u00e3o, pretendemos compreender como diferentes setores da popula\u00e7\u00e3o compreendem as ra\u00edzes das nossas desigualdades, quais fatores favorecem o seu crescimento, qual o cen\u00e1rio atual e de que maneira podemos combat\u00ea-la.\u00a0<\/p><p>Os presentes dados foram retirados da pesquisa \u201cDesigualdade no Brasil\u201d realizada em 2017 pela Oxfam Brasil, em parceria com o instituto Datafolha. O estudo abrangeu todo territ\u00f3rio nacional e teve como objetivo investigar a percep\u00e7\u00e3o dos brasileiros sobre o conceito, as causas e as poss\u00edveis solu\u00e7\u00f5es para o problema das desigualdades no pa\u00eds com \u00eanfase para a desigualdade de renda. Para aprofundar a an\u00e1lise, as respostas foram agregadas em grupos divididos de acordo com seu rendimento do m\u00eas anterior \u00e0 realiza\u00e7\u00e3o da pesquisa: a) at\u00e9 1 sal\u00e1rio m\u00ednimo(SM)*, que representa 45% da popula\u00e7\u00e3o brasileira; b) de 1 a 2 SM, que comp\u00f5e 27% ; c) 2 a 3 SM, cerca de 10%\u00a0 d) 3 a 5 SM, 10% da popula\u00e7\u00e3o\u00a0 e) mais de 5 SM, 4%.<\/p><p>\u00a0<\/p><p><strong>1. Conceito e Diagn\u00f3stico<\/strong><\/p><p>A primeira quest\u00e3o abordada foi a concep\u00e7\u00e3o de desigualdade, em sentido amplo. As respostas foram bem diversificadas, ratificando o car\u00e1ter multidimensional do problema e a polissemia do termo, contudo, em sua maioria, se concentraram no conceito de desigualdade por sua condi\u00e7\u00e3o socioecon\u00f4mica (46%), seguida de atitudes pessoais (17%), como ego\u00edsmo, indiferen\u00e7a, preconceito e desrespeito e, em terceiro lugar, os entrevistados foram incapazes de conceituar o objeto (15%). Essa incapacidade, entretanto, n\u00e3o \u00e9 uniforme entre os estratos, os dados demonstram que quanto mais pobre, maior a incerteza sobre o que \u00e9 desigualdade, poss\u00edvel reflexo da menor escolaridade entre nesse grupo. De modo geral, pode se inferir que o grande apontamento da desigualdade como discrimina\u00e7\u00e3o socioecon\u00f4mica se deve a caracter\u00edstica material de sua natureza que a torna mais vis\u00edvel e observ\u00e1vel e, portanto, gera a impress\u00e3o de que a desigualdade \u00e9 sin\u00f4nimo de concentra\u00e7\u00e3o de renda.<\/p><p>Os resultados demonstraram, tamb\u00e9m, que indiv\u00edduos de renda mais alta (renda de 3 a 5 SM e de mais de 5 SM) identificaram com mais frequ\u00eancia, entre 10% e 14%, o conceito de desigualdade conectado \u00e0 a\u00e7\u00e3o do governo ou de uma classe pol\u00edtica, com grande relev\u00e2ncia para a corrup\u00e7\u00e3o e a\u00e7\u00f5es desonestas.<\/p><p>\u00a0<\/p><p style=\"text-align: center;\"><strong>Tabela 1 \u2013 O que \u00e9 desigualdade ? (%)<\/strong><\/p>\t\t\t\t\t\t\t\t<\/div>\n\t\t\t\t<\/div>\n\t\t\t\t<div class=\"elementor-element elementor-element-950f4bc elementor-widget elementor-widget-image\" data-id=\"950f4bc\" data-element_type=\"widget\" data-e-type=\"widget\" data-widget_type=\"image.default\">\n\t\t\t\t<div class=\"elementor-widget-container\">\n\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t<img fetchpriority=\"high\" decoding=\"async\" width=\"1024\" height=\"449\" src=\"https:\/\/observatoriodesigualdades.fjp.mg.gov.br\/wp-content\/uploads\/2021\/07\/desig1-1024x449.png\" class=\"attachment-large size-large wp-image-1913\" alt=\"\" srcset=\"https:\/\/observatoriodesigualdades.fjp.mg.gov.br\/wp-content\/uploads\/2021\/07\/desig1-1024x449.png 1024w, https:\/\/observatoriodesigualdades.fjp.mg.gov.br\/wp-content\/uploads\/2021\/07\/desig1-300x132.png 300w, https:\/\/observatoriodesigualdades.fjp.mg.gov.br\/wp-content\/uploads\/2021\/07\/desig1-768x337.png 768w, https:\/\/observatoriodesigualdades.fjp.mg.gov.br\/wp-content\/uploads\/2021\/07\/desig1.png 1510w\" sizes=\"(max-width: 1024px) 100vw, 1024px\" \/>\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t<\/div>\n\t\t\t\t<\/div>\n\t\t\t\t<div class=\"elementor-element elementor-element-d226699 elementor-widget elementor-widget-text-editor\" data-id=\"d226699\" data-element_type=\"widget\" data-e-type=\"widget\" data-widget_type=\"text-editor.default\">\n\t\t\t\t<div class=\"elementor-widget-container\">\n\t\t\t\t\t\t\t\t\t<p style=\"text-align: center;\">Fonte: Oxfam Brasil e Datafolha (2017)<\/p><p>\u00a0<\/p><p>Quando perguntados \u201c<em>Em uma escala de 0 a 100 em que 0 est\u00e3o as pessoas com a renda mais baixa do pa\u00eds, ou seja, os muito pobres, e 100 as pessoas com a renda mais alta do pa\u00eds, ou seja, os muito ricos, em que posi\u00e7\u00e3o voc\u00ea se colocaria?<\/em>\u201d, 88% dos entrevistados consideram que se encontravam na metade mais pobre. Para o grupo de maior rendimento, com ganhos acima de 5 SM, apenas 8% respondeu que se posicionavam na camada mais abastada, enquanto para a classe m\u00e9dia, de 2 a 3 SM, 88% considerou se encontrar em um n\u00edvel intermedi\u00e1rio, entre pobre e rico. Os resultados indicam, portanto, que existe uma dissocia\u00e7\u00e3o entre a percep\u00e7\u00e3o e a realidade, enquanto na vis\u00e3o da classe mais rica seus ganhos est\u00e3o em um n\u00edvel de baixo para m\u00e9dio, o grupo com rendimentos intermedi\u00e1rios tende a se considerar em uma condi\u00e7\u00e3o de pobreza do ponto de vista socioecon\u00f4mico.<\/p><p>Quando consideramos a afirma\u00e7\u00e3o de que \u201cpoucas pessoas ganham muito dinheiro e muitas pessoas ganham pouco dinheiro\u201d, de modo geral, 91% dos questionados reconhecem totalmente ou em parte que a desigualdade de rendimentos \u00e9 uma realidade no pa\u00eds. Isso revela, dessa forma, que a percep\u00e7\u00e3o das diferen\u00e7as de renda no pa\u00eds \u00e9 clara e vis\u00edvel para todas as classes, mas o reconhecimento de sua posi\u00e7\u00e3o social nesse contexto ainda \u00e9 deturpada e frequentemente controversa com os reais par\u00e2metros.<\/p><p>\u00a0<\/p><p style=\"text-align: center;\"><strong>Gr\u00e1fico 1 &#8211; \u201cNo Brasil poucas pessoas ganham muito dinheiro e muitas pessoas ganham pouco dinheiro\u201d (%)<\/strong><\/p>\t\t\t\t\t\t\t\t<\/div>\n\t\t\t\t<\/div>\n\t\t\t\t<div class=\"elementor-element elementor-element-0905ac9 elementor-widget elementor-widget-image\" data-id=\"0905ac9\" data-element_type=\"widget\" data-e-type=\"widget\" data-widget_type=\"image.default\">\n\t\t\t\t<div class=\"elementor-widget-container\">\n\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t<img decoding=\"async\" width=\"600\" height=\"387\" src=\"https:\/\/observatoriodesigualdades.fjp.mg.gov.br\/wp-content\/uploads\/2021\/07\/desig2.png\" class=\"attachment-large size-large wp-image-1914\" alt=\"\" srcset=\"https:\/\/observatoriodesigualdades.fjp.mg.gov.br\/wp-content\/uploads\/2021\/07\/desig2.png 600w, https:\/\/observatoriodesigualdades.fjp.mg.gov.br\/wp-content\/uploads\/2021\/07\/desig2-300x194.png 300w\" sizes=\"(max-width: 600px) 100vw, 600px\" \/>\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t<\/div>\n\t\t\t\t<\/div>\n\t\t\t\t<div class=\"elementor-element elementor-element-45e6d93 elementor-widget elementor-widget-text-editor\" data-id=\"45e6d93\" data-element_type=\"widget\" data-e-type=\"widget\" data-widget_type=\"text-editor.default\">\n\t\t\t\t<div class=\"elementor-widget-container\">\n\t\t\t\t\t\t\t\t\t<p style=\"text-align: center;\">Fonte: Oxfam Brasil e Datafolha (2017)<\/p><p>\u00a0<\/p><p><strong>2. Avalia\u00e7\u00e3o e Perspectivas Futuras<\/strong><\/p><p>Quando observamos os dados estat\u00edsticos sobre a evolu\u00e7\u00e3o da desigualdade de renda no Brasil, os n\u00fameros indicam que at\u00e9 o ano de 2017, o pa\u00eds sa\u00eda de um per\u00edodo da concentra\u00e7\u00e3o de renda, entre 2012 e 2014, para um momento de crescimento, em que o coeficiente de Gini sofreu aumento de 1,4 pontos percentuais na passagem de 2015 para 2016 e manteve o valor de 53,3 para o ano de 2017. Esse movimento negativo pode ser considerado reflexo da crise pol\u00edtico-econ\u00f4mica de 2014 que agravou as taxas de pobreza, desemprego e mis\u00e9ria, em especial, dos grupos de menor rendimento.<\/p><p>\u00a0<\/p><p style=\"text-align: center;\"><strong>\u00a0Gr\u00e1fico 2 \u2013 Gini &#8211; S\u00e9rie Hist\u00f3rica (2011 \u2013 2017)<\/strong><\/p>\t\t\t\t\t\t\t\t<\/div>\n\t\t\t\t<\/div>\n\t\t\t\t<div class=\"elementor-element elementor-element-79c2a46 elementor-widget elementor-widget-image\" data-id=\"79c2a46\" data-element_type=\"widget\" data-e-type=\"widget\" data-widget_type=\"image.default\">\n\t\t\t\t<div class=\"elementor-widget-container\">\n\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t<img decoding=\"async\" width=\"600\" height=\"360\" src=\"https:\/\/observatoriodesigualdades.fjp.mg.gov.br\/wp-content\/uploads\/2021\/07\/desig3.png\" class=\"attachment-large size-large wp-image-1915\" alt=\"\" srcset=\"https:\/\/observatoriodesigualdades.fjp.mg.gov.br\/wp-content\/uploads\/2021\/07\/desig3.png 600w, https:\/\/observatoriodesigualdades.fjp.mg.gov.br\/wp-content\/uploads\/2021\/07\/desig3-300x180.png 300w\" sizes=\"(max-width: 600px) 100vw, 600px\" \/>\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t<\/div>\n\t\t\t\t<\/div>\n\t\t\t\t<div class=\"elementor-element elementor-element-a1c6673 elementor-widget elementor-widget-text-editor\" data-id=\"a1c6673\" data-element_type=\"widget\" data-e-type=\"widget\" data-widget_type=\"text-editor.default\">\n\t\t\t\t<div class=\"elementor-widget-container\">\n\t\t\t\t\t\t\t\t\t<p style=\"text-align: center;\">Fonte: Banco Mundial<\/p><p>\u00a0<\/p><p>Ao perguntar os entrevistados sobre suas perspectivas com rela\u00e7\u00e3o a dire\u00e7\u00e3o que tem tomada a diferen\u00e7a de renda entre ricos e pobres nos anos anteriores, os resultados indicaram que, mesmo obtendo respostas, em sua maioria, consoantes com as pesquisas estat\u00edsticas, um percentual consider\u00e1vel ainda mant\u00e9m uma postura desinformada em rela\u00e7\u00e3o a realidade socioecon\u00f4mica que vem sendo tra\u00e7ada no pa\u00eds. Do total, 40% consideraram que a concentra\u00e7\u00e3o de renda tem se reduzido ao longo dos anos e ao focar nos segmentos por renda, essa cifra sobe para mais da metade para aqueles que recebem entre 3 a 5 SM e chega em 41% de concord\u00e2ncia total ou parcial para o grupo que ganha at\u00e9 1 SM. Tendo como exce\u00e7\u00e3o o segmento composto pelos indiv\u00edduos de renda entre 3 a 5 SM, os resultados indicam que quanto mais pobre, menor a percep\u00e7\u00e3o real dos contornos da desigualdade.<\/p><p>\u00a0<\/p><p style=\"text-align: center;\"><strong>Gr\u00e1fico 3 &#8211; \u201cA diferen\u00e7a entre os mais ricos e os mais pobres no Brasil diminuiu nos \u00faltimos anos\u201d (%)<\/strong><\/p>\t\t\t\t\t\t\t\t<\/div>\n\t\t\t\t<\/div>\n\t\t\t\t<div class=\"elementor-element elementor-element-87d64eb elementor-widget elementor-widget-image\" data-id=\"87d64eb\" data-element_type=\"widget\" data-e-type=\"widget\" data-widget_type=\"image.default\">\n\t\t\t\t<div class=\"elementor-widget-container\">\n\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t<img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"600\" height=\"360\" src=\"https:\/\/observatoriodesigualdades.fjp.mg.gov.br\/wp-content\/uploads\/2021\/07\/desig4.png\" class=\"attachment-large size-large wp-image-1916\" alt=\"\" srcset=\"https:\/\/observatoriodesigualdades.fjp.mg.gov.br\/wp-content\/uploads\/2021\/07\/desig4.png 600w, https:\/\/observatoriodesigualdades.fjp.mg.gov.br\/wp-content\/uploads\/2021\/07\/desig4-300x180.png 300w\" sizes=\"(max-width: 600px) 100vw, 600px\" \/>\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t<\/div>\n\t\t\t\t<\/div>\n\t\t\t\t<div class=\"elementor-element elementor-element-f82b3db elementor-widget elementor-widget-text-editor\" data-id=\"f82b3db\" data-element_type=\"widget\" data-e-type=\"widget\" data-widget_type=\"text-editor.default\">\n\t\t\t\t<div class=\"elementor-widget-container\">\n\t\t\t\t\t\t\t\t\t<p style=\"text-align: center;\">Fonte: Oxfam Brasil e Datafolha (2017)<\/p><p>\u00a0<\/p><p>Quando analisamos as perspectivas futuras, identifica-se que o pessimismo cresce com o aumento da renda. Enquanto para os que recebem at\u00e9 1 SM, 61% consideraram que a concentra\u00e7\u00e3o de renda crescer\u00e1 nos pr\u00f3ximos anos, para aqueles com renda acima de 5 SM esse valor subiu para 77%, o que representa uma varia\u00e7\u00e3o de quase 27%. Essa rela\u00e7\u00e3o entre perspectivas negativas e renda n\u00e3o se manifesta apenas nos extremos, mas ao longo de todo o segmento de renda.<\/p><p>\u00a0<\/p><p style=\"text-align: center;\"><strong>Gr\u00e1fico 4 &#8211; \u201cNos pr\u00f3ximos anos, a diferen\u00e7a entre os mais ricos e os mais pobres no Brasil diminuir\u00e1\u201d (%)<\/strong><\/p>\t\t\t\t\t\t\t\t<\/div>\n\t\t\t\t<\/div>\n\t\t\t\t<div class=\"elementor-element elementor-element-c0947d7 elementor-widget elementor-widget-image\" data-id=\"c0947d7\" data-element_type=\"widget\" data-e-type=\"widget\" data-widget_type=\"image.default\">\n\t\t\t\t<div class=\"elementor-widget-container\">\n\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t<img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"600\" height=\"360\" src=\"https:\/\/observatoriodesigualdades.fjp.mg.gov.br\/wp-content\/uploads\/2021\/07\/desig5.png\" class=\"attachment-large size-large wp-image-1917\" alt=\"\" srcset=\"https:\/\/observatoriodesigualdades.fjp.mg.gov.br\/wp-content\/uploads\/2021\/07\/desig5.png 600w, https:\/\/observatoriodesigualdades.fjp.mg.gov.br\/wp-content\/uploads\/2021\/07\/desig5-300x180.png 300w\" sizes=\"(max-width: 600px) 100vw, 600px\" \/>\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t<\/div>\n\t\t\t\t<\/div>\n\t\t\t\t<div class=\"elementor-element elementor-element-4a084ee elementor-widget elementor-widget-text-editor\" data-id=\"4a084ee\" data-element_type=\"widget\" data-e-type=\"widget\" data-widget_type=\"text-editor.default\">\n\t\t\t\t<div class=\"elementor-widget-container\">\n\t\t\t\t\t\t\t\t\t<p style=\"text-align: center;\">Fonte: Oxfam Brasil e Datafolha (2017)<\/p><p>\u00a0<\/p><p><strong>3. Causas das desigualdades<\/strong><\/p><p>A comunidade acad\u00eamica se encontra muito dividida ao tentar ilustrar as ra\u00edzes da desigualdade, mas o que muitos concordam \u00e9 que esse tema constitui um <em>wicked problem<\/em>, ou seja, um problema multicausal com m\u00faltiplas interpreta\u00e7\u00f5es e que se manifesta de maneira complexa e transversal. Na pesquisa realizada pela Oxfam Brasil e o Datafolha essa vis\u00e3o multicausal tamb\u00e9m pode ser observada entre os entrevistados com o levantamento de seis \u00e1reas possivelmente relacionadas ao problema da desigualdade de renda no Brasil.<\/p><p>\u00a0<\/p><p style=\"text-align: center;\"><strong>Gr\u00e1fico 5 \u2013 Causas da desigualdade de renda no Brasil<\/strong><\/p>\t\t\t\t\t\t\t\t<\/div>\n\t\t\t\t<\/div>\n\t\t\t\t<div class=\"elementor-element elementor-element-1d18ed2 elementor-widget elementor-widget-image\" data-id=\"1d18ed2\" data-element_type=\"widget\" data-e-type=\"widget\" data-widget_type=\"image.default\">\n\t\t\t\t<div class=\"elementor-widget-container\">\n\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t<img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"600\" height=\"360\" src=\"https:\/\/observatoriodesigualdades.fjp.mg.gov.br\/wp-content\/uploads\/2021\/07\/desig6.png\" class=\"attachment-large size-large wp-image-1918\" alt=\"\" srcset=\"https:\/\/observatoriodesigualdades.fjp.mg.gov.br\/wp-content\/uploads\/2021\/07\/desig6.png 600w, https:\/\/observatoriodesigualdades.fjp.mg.gov.br\/wp-content\/uploads\/2021\/07\/desig6-300x180.png 300w\" sizes=\"(max-width: 600px) 100vw, 600px\" \/>\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t<\/div>\n\t\t\t\t<\/div>\n\t\t\t\t<div class=\"elementor-element elementor-element-dbd54d1 elementor-widget elementor-widget-text-editor\" data-id=\"dbd54d1\" data-element_type=\"widget\" data-e-type=\"widget\" data-widget_type=\"text-editor.default\">\n\t\t\t\t<div class=\"elementor-widget-container\">\n\t\t\t\t\t\t\t\t\t<p style=\"text-align: center;\">Fonte: Oxfam Brasil e Datafolha (2017)<\/p><p>O resultado geral demonstra que a falta de emprego (22%), seguida da educa\u00e7\u00e3o (21%) e da corrup\u00e7\u00e3o foram os fatores mais apontados como embri\u00f5es da desigualdade. Em primeiro lugar, \u00e9 preciso destacar que os principais elementos apontados interagem de diferentes formas com as din\u00e2micas da vida social. Ao destacar o desemprego, entra em debate a estrutura do sistema econ\u00f4mico, cujos pilares se erguem sob a competitividade e o individualismo mais extremado, que tornam o trabalho um privil\u00e9gio e n\u00e3o direito. J\u00e1 a educa\u00e7\u00e3o se encaixa como meio de emancipa\u00e7\u00e3o, logo sua inexist\u00eancia ou a resist\u00eancia de sua cobertura universal constroem barreiras no alcance a outros determinantes. Segundo Lopes, a educa\u00e7\u00e3o proporciona recursos para forma\u00e7\u00e3o de uma consci\u00eancia cr\u00edtica e a autorrealiza\u00e7\u00e3o e que;<\/p><p style=\"padding-left: 240px;\">oportunidades desiguais na educa\u00e7\u00e3o afetam as chances das pessoas e geram trajet\u00f3rias diferenciadas de mobilidade individual. Educa\u00e7\u00e3o e desigualdade s\u00e3o frequentemente relacionadas na perspectiva da empregabilidade: a educa\u00e7\u00e3o \u00e9 o meio para ampliar as oportunidades de emprego e renda (LOPES, 2020, p.60).<\/p><p>Por fim, a constante men\u00e7\u00e3o \u00e0 corrup\u00e7\u00e3o como um dos determinantes da desigualdade \u00e9 apontada como exclusiva responsabilidade do Estado e de seus agentes e grupos pol\u00edticos. O argumento predominante \u00e9 que a corrup\u00e7\u00e3o desvia recursos que antes abrangeriam pol\u00edticas que sustentam outros elementos decisivos para a redu\u00e7\u00e3o da desigualdade, como a educa\u00e7\u00e3o, a sa\u00fade, o fomento ao desenvolvimento e inova\u00e7\u00e3o e entre outras a\u00e7\u00f5es. Dentro dessa perspectiva, tamb\u00e9m foram enquadrados na dimens\u00e3o da corrup\u00e7\u00e3o componentes que n\u00e3o est\u00e3o associados diretamente a essa esfera, mas que para os entrevistados s\u00e3o negativas da classe pol\u00edtica, como a cobran\u00e7a e aumento dos impostos e a m\u00e1 gest\u00e3o e administra\u00e7\u00e3o do Estado. Nesse sentido, a vis\u00e3o que persiste \u00e9 de uma rela\u00e7\u00e3o umbilical entre corrup\u00e7\u00e3o e Estado, n\u00e3o se reconhecendo, portanto, que agentes privados desempenham de maneira similar ou mais agravante comportamentos e a\u00e7\u00f5es corruptivas que refor\u00e7am o vale de nossas desigualdades.<\/p><p>Nas respostas por segmento de classe, as raz\u00f5es para a desigualdade s\u00e3o apontadas em diferentes dire\u00e7\u00f5es. Para os mais pobres, o desemprego \u00e9 o principal fomentador da desigualdade, seguido da corrup\u00e7\u00e3o (15%) e da educa\u00e7\u00e3o (14%), todavia esse resultado foi completamente inverso para o grupo de maior renda, ao mencionar em sequ\u00eancia a educa\u00e7\u00e3o (34%), a corrup\u00e7\u00e3o (25%) e o emprego (18%) no n\u00facleo dessa problem\u00e1tica. Os resultados indicam que a men\u00e7\u00e3o da corrup\u00e7\u00e3o e da falta de educa\u00e7\u00e3o como causas da desigualdade s\u00e3o mais frequentes nos grupos de maior renda, enquanto os mais pobres tendem a apontar as condi\u00e7\u00f5es econ\u00f4micas relacionadas ao mercado de trabalho. Outros argumentos, como a ra\u00e7a e g\u00eanero foram apontados por 2 e 1% respectivamente do total dos entrevistados e 17% n\u00e3o soube tra\u00e7ar a g\u00eanese da desigualdade de renda no pa\u00eds. Cabe destacar que a grande relev\u00e2ncia dada ao elemento do emprego, pode ter sido influenciada pelo clima inst\u00e1vel da economia brasileira no ano de realiza\u00e7\u00e3o da pesquisa (2017), em que a taxa de desemprego atingiu cerca de 12,7%, umas das maiores cifras nas \u00faltimas duas d\u00e9cadas no pa\u00eds (AG\u00caNCIA BRASIL, 2021).<\/p><p>\u00a0<\/p><p><strong>4. Solu\u00e7\u00f5es<\/strong><\/p><p>Ao focar nas solu\u00e7\u00f5es, foram extra\u00eddas duas perguntas que ilustram de maneira geral quem deve agir e quais a\u00e7\u00f5es devem ser tomadas para aliviar as desigualdades, em especial, a concentra\u00e7\u00e3o de renda.<\/p><p>Quando perguntados sobre o papel do Estado na mitiga\u00e7\u00e3o da desigualdade entre ricos e pobres, 79% do total concordaram totalmente ou em parte que essa pol\u00edtica deve ser uma obriga\u00e7\u00e3o dos governos. A discord\u00e2ncia da atua\u00e7\u00e3o do Estado \u00e9 maior entre aqueles que recebem acima de 5 SM e permanece constante nos demais segmentos de renda. A grande import\u00e2ncia dada ao Estado na resolu\u00e7\u00e3o da concentra\u00e7\u00e3o de renda parece controversa quando o grupo de entrevistado aponta a mesma institui\u00e7\u00e3o como a g\u00eanese dos pr\u00f3prios problemas que deve solucionar.<\/p><p>\u00a0<\/p><p style=\"text-align: center;\"><strong>Gr\u00e1fico 6 &#8211; \u201c\u00c9 obriga\u00e7\u00e3o dos governos diminu\u00edrem a diferen\u00e7a entre as pessoas muito ricas e as pessoas muito pobres\u201d (%)<\/strong><\/p>\t\t\t\t\t\t\t\t<\/div>\n\t\t\t\t<\/div>\n\t\t\t\t<div class=\"elementor-element elementor-element-2ca4add elementor-widget elementor-widget-image\" data-id=\"2ca4add\" data-element_type=\"widget\" data-e-type=\"widget\" data-widget_type=\"image.default\">\n\t\t\t\t<div class=\"elementor-widget-container\">\n\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t<img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"600\" height=\"360\" src=\"https:\/\/observatoriodesigualdades.fjp.mg.gov.br\/wp-content\/uploads\/2021\/07\/desig7.png\" class=\"attachment-large size-large wp-image-1919\" alt=\"\" srcset=\"https:\/\/observatoriodesigualdades.fjp.mg.gov.br\/wp-content\/uploads\/2021\/07\/desig7.png 600w, https:\/\/observatoriodesigualdades.fjp.mg.gov.br\/wp-content\/uploads\/2021\/07\/desig7-300x180.png 300w\" sizes=\"(max-width: 600px) 100vw, 600px\" \/>\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t<\/div>\n\t\t\t\t<\/div>\n\t\t\t\t<div class=\"elementor-element elementor-element-5512499 elementor-widget elementor-widget-text-editor\" data-id=\"5512499\" data-element_type=\"widget\" data-e-type=\"widget\" data-widget_type=\"text-editor.default\">\n\t\t\t\t<div class=\"elementor-widget-container\">\n\t\t\t\t\t\t\t\t\t<p style=\"text-align: center;\">Fonte: Oxfam Brasil e Datafolha (2017)<\/p><p>Novamente, o Estado aparece como principal ator ao indicar as sa\u00eddas para a desigualdade. Dentre as 5 solu\u00e7\u00f5es mais mencionadas, a a\u00e7\u00e3o direta da Administra\u00e7\u00e3o P\u00fablica \u00e9 destacada em pelo menos 4 e se considerarmos o fomento de emprego como uma atua\u00e7\u00e3o de certa maneira atribu\u00edda ao Estado, o resultado final \u00e9 de uma popula\u00e7\u00e3o que enxerga a import\u00e2ncia de uma atua\u00e7\u00e3o coletiva na resolu\u00e7\u00e3o da desigualdade, tendo as pol\u00edticas p\u00fablicas o papel central nas interven\u00e7\u00f5es necess\u00e1rias.\u00a0<\/p><p>O resultado segmentado, entretanto, apresenta disparidades nas percep\u00e7\u00f5es de acordo com o grupo de renda. Os mais pobres pontuam com mais frequ\u00eancia, a\u00e7\u00f5es que favore\u00e7am a empregabilidade e a promo\u00e7\u00e3o da educa\u00e7\u00e3o, enquanto os mais ricos tendem a mencionar a educa\u00e7\u00e3o e a reforma pol\u00edtica como os principais caminhos para se combater a desigualdade. Cabe destacar, a baixa inclus\u00e3o da cobran\u00e7a de impostos aos mais ricos, mesmo pela popula\u00e7\u00e3o mais pobre que n\u00e3o seria afetada em primazia por essa pol\u00edtica. Essa negativa pode estar atrelada a baixa legitimidade dada ao Estado na gest\u00e3o dos recursos p\u00fablicos, estando-o frequentemente associado \u00e0 corrup\u00e7\u00e3o.<\/p><p>\u00a0<\/p><p style=\"text-align: center;\"><strong>Gr\u00e1fico 7 \u2013 Sa\u00eddas para a desigualdade<\/strong><\/p>\t\t\t\t\t\t\t\t<\/div>\n\t\t\t\t<\/div>\n\t\t\t\t<div class=\"elementor-element elementor-element-d61c686 elementor-widget elementor-widget-image\" data-id=\"d61c686\" data-element_type=\"widget\" data-e-type=\"widget\" data-widget_type=\"image.default\">\n\t\t\t\t<div class=\"elementor-widget-container\">\n\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t<img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"600\" height=\"338\" src=\"https:\/\/observatoriodesigualdades.fjp.mg.gov.br\/wp-content\/uploads\/2021\/07\/desig8.png\" class=\"attachment-large size-large wp-image-1920\" alt=\"\" srcset=\"https:\/\/observatoriodesigualdades.fjp.mg.gov.br\/wp-content\/uploads\/2021\/07\/desig8.png 600w, https:\/\/observatoriodesigualdades.fjp.mg.gov.br\/wp-content\/uploads\/2021\/07\/desig8-300x169.png 300w\" sizes=\"(max-width: 600px) 100vw, 600px\" \/>\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t<\/div>\n\t\t\t\t<\/div>\n\t\t\t\t<div class=\"elementor-element elementor-element-73a9c5e elementor-widget elementor-widget-text-editor\" data-id=\"73a9c5e\" data-element_type=\"widget\" data-e-type=\"widget\" data-widget_type=\"text-editor.default\">\n\t\t\t\t<div class=\"elementor-widget-container\">\n\t\t\t\t\t\t\t\t\t<p style=\"text-align: center;\">Fonte: Oxfam Brasil e Datafolha (2017)<\/p><p>\u00a0<\/p><p>A partir da an\u00e1lise desenvolvida percebemos que existem muitas contrariedades a serem resolvidas para se alcan\u00e7ar resultados significativos na mitiga\u00e7\u00e3o de nossas desigualdades. Ao segregar as respostas por renda, \u00e9 percept\u00edvel a identifica\u00e7\u00e3o de comportamentos t\u00edpicos de cada classe, com opnio\u1ebds, em algumas situa\u00e7\u00f5es, divergentes do atual contexto e das mudan\u00e7as ocorridas no decorrer dos anos. \u00c9 preciso destacar, por\u00e9m, que pesquisas amostrais, como a utilizada no embasamento neste texto, s\u00e3o extremamente relevantes para o levantamento de dados e pesquisas, no entanto, n\u00e3o s\u00e3o suficientes para viabilizar um debate amplo e inclusivo sobre a tem\u00e1tica da desigualdade e outras din\u00e2micas.<\/p><p>Conclui-se que a administra\u00e7\u00e3o p\u00fablica tem falhado em tornar seus espa\u00e7os mais perme\u00e1veis \u00e0 participa\u00e7\u00e3o e inclus\u00e3o e essa lacuna pode ser uma das fontes identificadas na associa\u00e7\u00e3o negativa ao governo. O papel que se coloca sobre o Estado demonstra o reconhecimento de que um problema visceral e multidimensional deve ser combatido com atua\u00e7\u00f5es p\u00fablicas e multifocais, por um ente, concomitantemente, corrupto e ineficiente, mas necess\u00e1rio em raz\u00e3o da magnific\u00eancia do problema. O questionamento deixado \u00e9 como investir em sa\u00fade, educa\u00e7\u00e3o, servi\u00e7o p\u00fablico, emprego&#8230; quando poucos est\u00e3o dispostos a arcar com as despesas?<\/p><p>\u00a0<\/p><p><strong>Autores: Guilherme dos Reis Le\u00e3o Costa, sob a supervis\u00e3o de Bruno Lazzarotti Diniz Costa<\/strong><\/p><p>\u00a0<\/p><p>*O Observat\u00f3rio das Desigualdades \u00e9 um projeto de extens\u00e3o. O conte\u00fado e as opini\u00f5es expressas n\u00e3o refletem necessariamente o posicionamento da Funda\u00e7\u00e3o Jo\u00e3o Pinheiro ou do CORECON \u2013 MG.<\/p><p>\u00a0<\/p><p>Refer\u00eancias<\/p><p>LOPEZ, Felix. Repert\u00f3rios sobre as Raz\u00f5es da Desigualdade no Brasil. Boletim de An\u00e1lise Pol\u00edtico-Institucional, [S. l.], n. 23, 2020. DOI: 10.38116\/bapi23art5.<\/p><p>TD 2593 &#8211; A Quest\u00e3o da Desigualdade no Brasil: Como Estamos, Como a Popula\u00e7\u00e3o Pensa e o que Precisamos Fazer. Texto para Discuss\u00e3o, [S. l.], 2020. DOI: 10.38116\/td2593.<\/p><p>Plataforma Agenda 2030. [s.d.]. Dispon\u00edvel em: http:\/\/www.agenda2030.org.br\/ods\/10\/. Acesso em: 25 jun. 2021.<\/p><p>Taxa de desemprego no pa\u00eds fecha 2017 em 12,7%; popula\u00e7\u00e3o desocupada cai 5% | Ag\u00eancia Brasil. [s.d.]. Dispon\u00edvel em: https:\/\/agenciabrasil.ebc.com.br\/economia\/noticia\/2018-01\/taxa-de-desemprego-no-pais-fecha-2017-em-127. Acesso em: 5 jul. 2021.<\/p><p>DAHL, Robert. Sobre Democracia. Bras\u00edlia: Editora Universidade de Bras\u00edlia, 2001.<\/p>\t\t\t\t\t\t\t\t<\/div>\n\t\t\t\t<\/div>\n\t\t\t\t\t<\/div>\n\t\t<\/div>\n\t\t\t\t\t<\/div>\n\t\t<\/section>\n\t\t\t\t<\/div>\n\t\t","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Vivemos no per\u00edodo mais desigual da hist\u00f3ria desde 1940 e a ideia, defendida por muitos, de que o progresso tecnol\u00f3gico traria solu\u00e7\u00f5es para os problemas sociais se configura no m\u00ednimo controversa, conforme os indicadores apontam o aumento da concentra\u00e7\u00e3o de renda (AGENDA 30, 2021). Diversas pesquisas j\u00e1 demonstraram que altos n\u00edveis de desigualdade desencorajam a [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":2,"featured_media":1912,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"ocean_post_layout":"","ocean_both_sidebars_style":"","ocean_both_sidebars_content_width":0,"ocean_both_sidebars_sidebars_width":0,"ocean_sidebar":"","ocean_second_sidebar":"","ocean_disable_margins":"enable","ocean_add_body_class":"","ocean_shortcode_before_top_bar":"","ocean_shortcode_after_top_bar":"","ocean_shortcode_before_header":"","ocean_shortcode_after_header":"","ocean_has_shortcode":"","ocean_shortcode_after_title":"","ocean_shortcode_before_footer_widgets":"","ocean_shortcode_after_footer_widgets":"","ocean_shortcode_before_footer_bottom":"","ocean_shortcode_after_footer_bottom":"","ocean_display_top_bar":"default","ocean_display_header":"default","ocean_header_style":"","ocean_center_header_left_menu":"","ocean_custom_header_template":"","ocean_custom_logo":0,"ocean_custom_retina_logo":0,"ocean_custom_logo_max_width":0,"ocean_custom_logo_tablet_max_width":0,"ocean_custom_logo_mobile_max_width":0,"ocean_custom_logo_max_height":0,"ocean_custom_logo_tablet_max_height":0,"ocean_custom_logo_mobile_max_height":0,"ocean_header_custom_menu":"","ocean_menu_typo_font_family":"","ocean_menu_typo_font_subset":"","ocean_menu_typo_font_size":0,"ocean_menu_typo_font_size_tablet":0,"ocean_menu_typo_font_size_mobile":0,"ocean_menu_typo_font_size_unit":"px","ocean_menu_typo_font_weight":"","ocean_menu_typo_font_weight_tablet":"","ocean_menu_typo_font_weight_mobile":"","ocean_menu_typo_transform":"","ocean_menu_typo_transform_tablet":"","ocean_menu_typo_transform_mobile":"","ocean_menu_typo_line_height":0,"ocean_menu_typo_line_height_tablet":0,"ocean_menu_typo_line_height_mobile":0,"ocean_menu_typo_line_height_unit":"","ocean_menu_typo_spacing":0,"ocean_menu_typo_spacing_tablet":0,"ocean_menu_typo_spacing_mobile":0,"ocean_menu_typo_spacing_unit":"","ocean_menu_link_color":"","ocean_menu_link_color_hover":"","ocean_menu_link_color_active":"","ocean_menu_link_background":"","ocean_menu_link_hover_background":"","ocean_menu_link_active_background":"","ocean_menu_social_links_bg":"","ocean_menu_social_hover_links_bg":"","ocean_menu_social_links_color":"","ocean_menu_social_hover_links_color":"","ocean_disable_title":"default","ocean_disable_heading":"default","ocean_post_title":"","ocean_post_subheading":"","ocean_post_title_style":"","ocean_post_title_background_color":"","ocean_post_title_background":0,"ocean_post_title_bg_image_position":"","ocean_post_title_bg_image_attachment":"","ocean_post_title_bg_image_repeat":"","ocean_post_title_bg_image_size":"","ocean_post_title_height":0,"ocean_post_title_bg_overlay":0.5,"ocean_post_title_bg_overlay_color":"","ocean_disable_breadcrumbs":"default","ocean_breadcrumbs_color":"","ocean_breadcrumbs_separator_color":"","ocean_breadcrumbs_links_color":"","ocean_breadcrumbs_links_hover_color":"","ocean_display_footer_widgets":"default","ocean_display_footer_bottom":"default","ocean_custom_footer_template":"","ocean_post_oembed":"","ocean_post_self_hosted_media":"","ocean_post_video_embed":"","ocean_link_format":"","ocean_link_format_target":"self","ocean_quote_format":"","ocean_quote_format_link":"post","ocean_gallery_link_images":"on","ocean_gallery_id":[],"footnotes":""},"categories":[1],"tags":[],"class_list":["post-1911","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-analise","entry","has-media"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/observatoriodesigualdades.fjp.mg.gov.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/1911","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/observatoriodesigualdades.fjp.mg.gov.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/observatoriodesigualdades.fjp.mg.gov.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/observatoriodesigualdades.fjp.mg.gov.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/observatoriodesigualdades.fjp.mg.gov.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcomments&post=1911"}],"version-history":[{"count":3,"href":"https:\/\/observatoriodesigualdades.fjp.mg.gov.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/1911\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":1923,"href":"https:\/\/observatoriodesigualdades.fjp.mg.gov.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/1911\/revisions\/1923"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/observatoriodesigualdades.fjp.mg.gov.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/media\/1912"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/observatoriodesigualdades.fjp.mg.gov.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fmedia&parent=1911"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/observatoriodesigualdades.fjp.mg.gov.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcategories&post=1911"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/observatoriodesigualdade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