{"id":2245,"date":"2022-01-05T14:08:21","date_gmt":"2022-01-05T14:08:21","guid":{"rendered":"https:\/\/observatoriodesigualdades.fjp.mg.gov.br\/?p=2245"},"modified":"2022-01-05T14:17:29","modified_gmt":"2022-01-05T14:17:29","slug":"estigmas-e-discriminacao-os-desafios-enfrentados-pelas-mulheres-na-industria-musical","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/observatoriodesigualdades.fjp.mg.gov.br\/?p=2245","title":{"rendered":"Estigmas e discrimina\u00e7\u00e3o: os desafios enfrentados pelas mulheres na ind\u00fastria musical"},"content":{"rendered":"\t\t<div data-elementor-type=\"wp-post\" data-elementor-id=\"2245\" class=\"elementor elementor-2245\">\n\t\t\t\t\t\t<section class=\"elementor-section elementor-top-section elementor-element elementor-element-248fdb4 elementor-section-boxed elementor-section-height-default elementor-section-height-default\" data-id=\"248fdb4\" data-element_type=\"section\" data-e-type=\"section\">\n\t\t\t\t\t\t<div class=\"elementor-container elementor-column-gap-default\">\n\t\t\t\t\t<div class=\"elementor-column elementor-col-100 elementor-top-column elementor-element elementor-element-9460bd4\" data-id=\"9460bd4\" data-element_type=\"column\" data-e-type=\"column\">\n\t\t\t<div class=\"elementor-widget-wrap elementor-element-populated\">\n\t\t\t\t\t\t<div class=\"elementor-element elementor-element-8accaf0 elementor-widget elementor-widget-text-editor\" data-id=\"8accaf0\" data-element_type=\"widget\" data-e-type=\"widget\" data-widget_type=\"text-editor.default\">\n\t\t\t\t<div class=\"elementor-widget-container\">\n\t\t\t\t\t\t\t\t\t<p><b>O legado de Mar\u00edlia Mendon\u00e7a e o combate ao machismo na ind\u00fastria musical<\/b><\/p><p><span style=\"font-weight: 400;\">Ap\u00f3s dois meses da morte de Mar\u00edlia Mendon\u00e7a em um tr\u00e1gico acidente a\u00e9reo que comoveu o Brasil, o legado deixado pela cantora e compositora continua a promover reflex\u00f5es sobre a participa\u00e7\u00e3o feminina na ind\u00fastria cultural, al\u00e9m de inspirar mulheres por todo o pa\u00eds. Com isso, prop\u00f5e-se uma discuss\u00e3o sobre os obst\u00e1culos enfrentados pelas mulheres para conseguir destaque no meio art\u00edstico e os poss\u00edveis caminhos para combat\u00ea-los.<\/span><\/p><p><span style=\"font-weight: 400;\">O espa\u00e7o da arte e da cultura est\u00e1 permeado pelas representa\u00e7\u00f5es das caracter\u00edsticas do contexto social em que se inserem. Nas diversas manifesta\u00e7\u00f5es art\u00edsticas,\u00a0 podem transparecer as marcas, os valores e tamb\u00e9m os preconceitos dos grupos que as produzem. No caso de uma realidade dominada por estruturas patriarcais e racistas, como a brasileira, as discrimina\u00e7\u00f5es de sexo e de ra\u00e7a marcam toda a ind\u00fastria cultural. A produ\u00e7\u00e3o cinematogr\u00e1fica, por exemplo, revela altos n\u00edveis de desigualdade: entre os 20 filmes de maior bilheteria em cada ano de 2002 a 2014, apenas 5% do elenco principal era composto por mulheres negras [1]. Entre os diretores, os dados mostram uma desigualdade ainda maior, na medida em que nenhum dos filmes foi dirigido por uma mulher negra e apenas 14% deles foram dirigidos por mulheres brancas, de acordo com o infogr\u00e1fico abaixo, elaborado pelo Grupo de Estudos Multidisciplinares da A\u00e7\u00e3o Afirmativa (GEMAA-IESP-UERJ)[1].\u00a0<\/span><\/p><p>\u00a0<\/p><p style=\"text-align: center;\"><span style=\"font-weight: 400;\">Infogr\u00e1fico 1 &#8211; Ra\u00e7a e G\u00eanero no Cinema Brasileiro (2002 &#8211; 2014)<\/span><\/p><p><img fetchpriority=\"high\" decoding=\"async\" class=\"alignnone wp-image-2246 aligncenter\" src=\"http:\/\/observatoriodesigualdades.fjp.mg.gov.br\/wp-content\/uploads\/2022\/01\/Imagem1-300x157.png\" alt=\"\" width=\"544\" height=\"285\" srcset=\"https:\/\/observatoriodesigualdades.fjp.mg.gov.br\/wp-content\/uploads\/2022\/01\/Imagem1-300x157.png 300w, https:\/\/observatoriodesigualdades.fjp.mg.gov.br\/wp-content\/uploads\/2022\/01\/Imagem1.png 417w\" sizes=\"(max-width: 544px) 100vw, 544px\" \/><\/p><p style=\"text-align: center;\"><span style=\"font-weight: 400;\">Fonte: GEMAA-IESP-UERJ. Dispon\u00edvel em: &lt;http:\/\/gemaa.iesp.uerj.br\/infografico\/raca-e-genero-no-cinema-brasileiro-2002-2014\/&gt;. Acesso em: 09 nov. 2021.<\/span><\/p><p>\u00a0<\/p><p><span style=\"font-weight: 400;\">O cen\u00e1rio musical n\u00e3o \u00e9 diferente: as desigualdades de g\u00eanero imp\u00f5em obst\u00e1culos \u00e0 participa\u00e7\u00e3o feminina, invisibilizando, objetificando e desestimulando a produ\u00e7\u00e3o musical por mulheres. A participa\u00e7\u00e3o percentual das mulheres nesse mercado reflete essa situa\u00e7\u00e3o: elas arrecadam apenas 9% da receita total da ind\u00fastria musical[2]. Quando conseguem se inserir no meio, a discrimina\u00e7\u00e3o sexual continua sendo um problema enfrentado por aproximadamente 84% das profissionais da m\u00fasica[2].<\/span><\/p><p><span style=\"font-weight: 400;\">Para al\u00e9m da quest\u00e3o do g\u00eanero, a intersec\u00e7\u00e3o com outros preconceitos, como o racismo, o etarismo e a gordofobia, tamb\u00e9m contribuem para a exclus\u00e3o, visto que, de acordo com o pesquisador Jos\u00e9 Dias, a mulher n\u00e3o \u00e9 uma realidade monol\u00edtica e, portanto, essas quest\u00f5es s\u00e3o decisivas na inser\u00e7\u00e3o delas na m\u00fasica[1]. O racismo, somado \u00e0 discrimina\u00e7\u00e3o sexual, cria um duplo desafio para as mulheres negras, na medida em que, conforme os dados da pesquisa <\/span><i><span style=\"font-weight: 400;\">AmplifyHer<\/span><\/i><span style=\"font-weight: 400;\">[3]<\/span><span style=\"font-weight: 400;\">, a dificuldade do acesso a recursos econ\u00f4micos e a oportunidades \u00e9 ainda mais intensa nesse caso.<\/span><\/p><p><span style=\"font-weight: 400;\">Analisando os obst\u00e1culos e os fatores determinantes para a inser\u00e7\u00e3o da mulher no meio musical, o estudo <\/span><i><span style=\"font-weight: 400;\">AmplifyHer<\/span><\/i><span style=\"font-weight: 400;\">[3]<\/span><span style=\"font-weight: 400;\">busca entender, al\u00e9m da quest\u00e3o da etnicidade, os recursos econ\u00f4micos, a gest\u00e3o entre contexto pessoal e profissional, os pap\u00e9is assumidos, a correspond\u00eancia entre investimento e a posi\u00e7\u00e3o conquistada, o uso da tecnologia e a promo\u00e7\u00e3o da mulher na m\u00fasica, a partir de entrevistas com 12 mulheres musicistas da cidade de S\u00e3o Paulo. O grupo escolhido \u00e9 composto por n\u00fameros iguais de mulheres negras e brancas, al\u00e9m de incluir diferentes faixas et\u00e1rias. Os resultados apontaram que, enquanto o acesso a recursos econ\u00f4micos \u00e9 um fator que favorece as mulheres brancas, para as mulheres negras, a falta de acesso impossibilitou, em algum momento, sua trajet\u00f3ria profissional, como demonstrado no infogr\u00e1fico abaixo.\u00a0<\/span><\/p><p>\u00a0<\/p><p style=\"text-align: center;\"><span style=\"font-weight: 400;\">Infogr\u00e1fico 2 &#8211; O acesso a recursos econ\u00f4micos foi determinante em sua trajet\u00f3ria profissional?<\/span><\/p><p><img decoding=\"async\" class=\"alignnone wp-image-2247 aligncenter\" src=\"http:\/\/observatoriodesigualdades.fjp.mg.gov.br\/wp-content\/uploads\/2022\/01\/Imagem2-300x123.png\" alt=\"\" width=\"597\" height=\"245\" srcset=\"https:\/\/observatoriodesigualdades.fjp.mg.gov.br\/wp-content\/uploads\/2022\/01\/Imagem2-300x123.png 300w, https:\/\/observatoriodesigualdades.fjp.mg.gov.br\/wp-content\/uploads\/2022\/01\/Imagem2.png 567w\" sizes=\"(max-width: 597px) 100vw, 597px\" \/><\/p><p style=\"text-align: center;\"><span style=\"font-weight: 400;\">Fonte: AmplifyHer. Dispon\u00edvel em: &lt;http:\/\/www.sonora.me\/amplifyher-sp\/&gt;. Acesso em: 09 nov. 2021.<\/span><\/p><p>\u00a0<\/p><p><span style=\"font-weight: 400;\">Outro fator identificado pelo estudo foi a dificuldade em gerir o contexto pessoal e profissional, tendo em vista a sobrecarga de atividades necess\u00e1rias para se manter, agravada no contexto da pandemia do Covid-19. Nesse sentido, conciliar a maternidade com a profiss\u00e3o pode ser determinante na carreira, de modo que as participantes que n\u00e3o possuem filhos mencionaram a escolha como essencial para seu sucesso, enquanto a maternidade foi um impedimento no desenvolvimento da carreira de outras, que precisaram abrir m\u00e3o de oportunidades por falta de parcerias em casa. A respeito do papel e da posi\u00e7\u00e3o assumidos no meio musical, a maioria das participantes da pesquisa relataram que j\u00e1 foram menosprezadas e j\u00e1 tiveram suas capacidades contestadas em alguma situa\u00e7\u00e3o, de modo que, para obter o mesmo reconhecimento, t\u00eam que trabalhar duas vezes mais em rela\u00e7\u00e3o aos colegas homens, al\u00e9m de apresentarem dificuldade em chegar a cargos de chefia. Ademais, o medo de sofrer ass\u00e9dio sexual e moral nos ambientes de trabalho, agravado pela hiperssexualiza\u00e7\u00e3o das mulheres negras, tamb\u00e9m marca a posi\u00e7\u00e3o das mulheres na ind\u00fastria musical. Tal hiperssexualiza\u00e7\u00e3o e objetifica\u00e7\u00e3o das mulheres representa, principalmente, um apagamento das capacidades e do trabalho dedicado \u00e0 m\u00fasica, seguido de uma preocupa\u00e7\u00e3o excessiva com as caracter\u00edsticas f\u00edsicas &#8211; determinadas por padr\u00f5es de beleza &#8211; e da desvaloriza\u00e7\u00e3o da individualidade da artista.\u00a0<\/span><\/p><p><span style=\"font-weight: 400;\">Toda essa desigualdade se manifesta tamb\u00e9m em um dos g\u00eaneros musicais mais populares no Brasil: o sertanejo. Esse estilo, historicamente dominado por homens, frequentemente apresenta representa\u00e7\u00f5es conservadoras e machistas das mulheres, objetificadas ou associadas exclusivamente ao ambiente dom\u00e9stico. Em oposi\u00e7\u00e3o, enfrentando os paradigmas patriarcais do meio musical, o movimento do <\/span><i><span style=\"font-weight: 400;\">feminejo<\/span><\/i><span style=\"font-weight: 400;\">, protagonizado por mulheres, ganhou espa\u00e7o entre os brasileiros nos \u00faltimos anos, principalmente com o sucesso de cantoras sertanejas, como Mar\u00edlia Mendon\u00e7a. Apesar do movimento ter alcan\u00e7ado repercuss\u00e3o ainda maior com artistas mais recentes, esse espa\u00e7o come\u00e7ou a ser conquistado na d\u00e9cada de 1980, com cantoras como Roberta Miranda, as Irm\u00e3s Barbosa e as Irm\u00e3s Galv\u00e3o[4]<\/span><span style=\"font-weight: 400;\">.\u00a0<\/span><\/p><p><span style=\"font-weight: 400;\">Al\u00e9m de abrir novos caminhos para a inclus\u00e3o das mulheres no meio musical, as produ\u00e7\u00f5es do <\/span><i><span style=\"font-weight: 400;\">feminejo<\/span><\/i><span style=\"font-weight: 400;\">, como as letras de Mar\u00edlia Mendon\u00e7a, revelam outra vis\u00e3o sobre a mulher, incluindo a mudan\u00e7a de comportamentos e a liberdade sexual. A constru\u00e7\u00e3o dessa nova imagem da mulher[5]<\/span><span style=\"font-weight: 400;\">, em um meio onde as vis\u00f5es masculinas predominaram por muito tempo, permite a percep\u00e7\u00e3o de valores relacionados \u00e0 independ\u00eancia e ao empoderamento, ou seja, \u00e0 participa\u00e7\u00e3o social das mulheres. Nessa linha, a cantora Pitty descreve a contribui\u00e7\u00e3o de Mar\u00edlia Mendon\u00e7a para o cen\u00e1rio musical feminino como \u201cuma voz t\u00e3o significativa, uma compositora, uma mulher que conta as suas pr\u00f3prias hist\u00f3rias, protagonista de suas pr\u00f3prias hist\u00f3rias. Ela trouxe isso de uma forma muito importante para todas as vozes femininas\u201d[6]<\/span><span style=\"font-weight: 400;\">. Outra artista fundamental no cen\u00e1rio da m\u00fasica feminina, Elza Soares, tamb\u00e9m refor\u00e7a a relev\u00e2ncia da cantora na afirma\u00e7\u00e3o do respeito e do espa\u00e7o merecido pelas mulheres[6]<\/span><span style=\"font-weight: 400;\">. Al\u00e9m das mudan\u00e7as de comportamento, os direitos femininos tamb\u00e9m s\u00e3o tem\u00e1ticas comuns no <\/span><i><span style=\"font-weight: 400;\">feminejo<\/span><\/i><span style=\"font-weight: 400;\">, como no caso da m\u00fasica \u201cEle bate nela\u201d, da dupla Simone e Simaria, que denuncia a viol\u00eancia dom\u00e9stica[4]<\/span><span style=\"font-weight: 400;\">.\u00a0<\/span><\/p><p><span style=\"font-weight: 400;\">Apesar dessa importante conquista de espa\u00e7o, a discrimina\u00e7\u00e3o sexual permanece como um desafio \u00e0 participa\u00e7\u00e3o feminina no cen\u00e1rio musical brasileiro, principalmente quando levadas em considera\u00e7\u00e3o, al\u00e9m das desigualdades econ\u00f4micas e raciais, a objetifica\u00e7\u00e3o e o assedio sexual. Mar\u00edlia Mendon\u00e7a, por exemplo, enfrentou os estere\u00f3tipos, os padr\u00f5es de beleza e a gordofobia durante a carreira e, at\u00e9 mesmo ap\u00f3s sua morte, seu corpo continuou como alvo de cr\u00edticas e de julgamentos na m\u00eddia[7]<\/span><span style=\"font-weight: 400;\">. O ass\u00e9dio sexual, de acordo com a cantora Biahh Cavalcante, tamb\u00e9m causa sofrimento entre as mulheres no meio da m\u00fasica, principalmente em situa\u00e7\u00f5es de maior exposi\u00e7\u00e3o, como em viagens e apresenta\u00e7\u00f5es[4]<\/span><span style=\"font-weight: 400;\">.\u00a0<\/span><\/p><p><span style=\"font-weight: 400;\">A partir da an\u00e1lise dos desafios e da luta feminina pela participa\u00e7\u00e3o e pelo respeito na ind\u00fastria musical, percebe-se que ainda existe um longo caminho para a supera\u00e7\u00e3o das desigualdades em tal meio. Nesse caminho, vozes como a de Mar\u00edlia Mendon\u00e7a mostram a possibilidade de construir novas representa\u00e7\u00f5es e novos valores na m\u00fasica brasileira.\u00a0<\/span><\/p><p>\u00a0<\/p><p><strong>Autora: Anna Clara Mattos, sob orienta\u00e7\u00e3o do professor Bruno Lazzarotti<\/strong><\/p><p>*O Observat\u00f3rio das Desigualdades \u00e9 um projeto de extens\u00e3o. O conte\u00fado e as opini\u00f5es expressas n\u00e3o refletem necessariamente o posicionamento da Funda\u00e7\u00e3o Jo\u00e3o Pinheiro ou do CORECON \u2013 MG.<\/p><p>\u00a0<\/p><p><b>Refer\u00eancias<\/b><\/p><p><span style=\"font-weight: 400;\">[1] CANDIDO, Marcia; CAMPOS, Luiz Augusto. Ra\u00e7a e G\u00eanero no Cinema Brasileiro (2002-2014). GEMAA-IESP-UERJ. Dispon\u00edvel em: &lt;http:\/\/gemaa.iesp.uerj.br\/infografico\/raca-e-genero-no-cinema-brasileiro-2002-2014\/&gt;. Acesso em: 09 nov. 2021<\/span><\/p><p><span style=\"font-weight: 400;\">[2] CAPUTO, Gabriela. Estudo investiga os desafios enfrentados pelas mulheres na m\u00fasica. Jornal da USP, 30 set. 2021. Dispon\u00edvel em: &lt;https:\/\/jornal.usp.br\/cultura\/estudo-investiga-os-desafios-enfrentados-pelas-mulheres-na-musica\/&gt;. Acesso em: 09 nov. 2021.<\/span><\/p><p><span style=\"font-weight: 400;\">[3] AmplifyHer: Voicing the experience of women musicians in Brazil. Sonora, S\u00e3o Paulo, 2021. Dispon\u00edvel em: &lt;http:\/\/www.sonora.me\/amplifyher-sp\/&gt;. Acesso em: 09 nov. 2021.<\/span><\/p><p><span style=\"font-weight: 400;\">[4] <\/span><span style=\"font-weight: 400;\">TAWANE, Nay\u00e1. Feminejo: Mar\u00edlia Mendon\u00e7a colocou mulheres como protagonistas na m\u00fasica brasileira. Brasil de Fato, Bras\u00edlia, 06 nov. 2021. Dispon\u00edvel em: &lt;https:\/\/www.brasildefato.com.br\/2021\/11\/06\/feminejo-marilia-mendonca-colocou-mulheres-como-protagonistas-na-musica-brasileira&gt;. Acesso em: 09 nov. 2021.<\/span><\/p><p><span style=\"font-weight: 400;\">[5] <\/span><span style=\"font-weight: 400;\">PERES, Ant\u00f4nia; SILVA, Daniele. A Produ\u00e7\u00e3o Simb\u00f3lica da Mulher nas Can\u00e7\u00f5es do \u201cFeminejo\u201d. Revista Homem, Espa\u00e7o e Tempo. Dispon\u00edvel em: &lt;https:\/\/rhet.uvanet.br\/index.php\/rhet\/article\/view\/313\/250&gt;. Acesso em: 09 nov. 2021.<\/span><\/p><p><span style=\"font-weight: 400;\">[6] <\/span><span style=\"font-weight: 400;\">Mar\u00edlia Mendon\u00e7a abriu portas para outras mulheres na m\u00fasica e criou um movimento chamado \u2018feminejo\u2019. Jornal Nacional, 07 nov. 2021. Dispon\u00edvel em: &lt;https:\/\/g1.globo.com\/jornal-nacional\/noticia\/2021\/11\/07\/marilia-mendonca-abriu-portas-para-outras-mulheres-na-musica-e-criou-um-movimento-chamado-feminejo.ghtml&gt;. Acesso em: 09 nov. 2021.<\/span><\/p><p><span style=\"font-weight: 400;\">[7] <\/span><span style=\"font-weight: 400;\">MONCAU, Gabriela. Feminejo, gordofobia e machismo: debates tomam as redes ap\u00f3s morte da cantora Mar\u00edlia Mendon\u00e7a. Brasil de Fato, S\u00e3o Paulo, 08 nov. 2021. Dispon\u00edvel em: &lt;https:\/\/www.brasildefato.com.br\/2021\/11\/08\/feminejo-gordofobia-e-machismo-debates-tomam-as-redes-apos-morte-da-cantora-marilia-mendonca&gt;. Acesso em: 09 nov. 2021.<\/span><\/p>\t\t\t\t\t\t\t\t<\/div>\n\t\t\t\t<\/div>\n\t\t\t\t\t<\/div>\n\t\t<\/div>\n\t\t\t\t\t<\/div>\n\t\t<\/section>\n\t\t\t\t<\/div>\n\t\t","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O legado de Mar\u00edlia Mendon\u00e7a e o combate ao machismo na ind\u00fastria musical Ap\u00f3s dois meses da morte de Mar\u00edlia Mendon\u00e7a em um tr\u00e1gico acidente a\u00e9reo que comoveu o Brasil, o legado deixado pela cantora e compositora continua a promover reflex\u00f5es sobre a participa\u00e7\u00e3o feminina na ind\u00fastria cultural, al\u00e9m de inspirar mulheres por todo o 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