{"id":2547,"date":"2022-06-22T11:38:05","date_gmt":"2022-06-22T11:38:05","guid":{"rendered":"https:\/\/observatoriodesigualdades.fjp.mg.gov.br\/?p=2547"},"modified":"2022-06-22T11:42:21","modified_gmt":"2022-06-22T11:42:21","slug":"pandemia-e-a-crise-economica-no-brasil-o-aumento-da-inseguranca-alimentar-no-brasil","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/observatoriodesigualdades.fjp.mg.gov.br\/?p=2547","title":{"rendered":"PANDEMIA E A CRISE ECON\u00d4MICA: O AUMENTO DA INSEGURAN\u00c7A ALIMENTAR NO BRASIL"},"content":{"rendered":"\t\t<div data-elementor-type=\"wp-post\" data-elementor-id=\"2547\" class=\"elementor elementor-2547\">\n\t\t\t\t\t\t<section class=\"elementor-section elementor-top-section elementor-element elementor-element-d989cc6 elementor-section-boxed elementor-section-height-default elementor-section-height-default\" data-id=\"d989cc6\" data-element_type=\"section\" data-e-type=\"section\">\n\t\t\t\t\t\t<div class=\"elementor-container elementor-column-gap-default\">\n\t\t\t\t\t<div class=\"elementor-column elementor-col-100 elementor-top-column elementor-element elementor-element-890d5af\" data-id=\"890d5af\" data-element_type=\"column\" data-e-type=\"column\">\n\t\t\t<div class=\"elementor-widget-wrap elementor-element-populated\">\n\t\t\t\t\t\t<div class=\"elementor-element elementor-element-d79567c elementor-widget elementor-widget-text-editor\" data-id=\"d79567c\" data-element_type=\"widget\" data-e-type=\"widget\" data-widget_type=\"text-editor.default\">\n\t\t\t\t<div class=\"elementor-widget-container\">\n\t\t\t\t\t\t\t\t\t<p>Em mar\u00e7o de 2020, a Organiza\u00e7\u00e3o Mundial da Sa\u00fade (OMS) declarou a pandemia do novo coronav\u00edrus, reafirmando para aqueles pa\u00edses ainda n\u00e3o atingidos pela doen\u00e7a, que o v\u00edrus estava se alastrando e que medidas de conten\u00e7\u00e3o deveriam ser adotadas pelo Estado. A pandemia de COVID-19 deflagrou um per\u00edodo de grande turbul\u00eancia mundial, seja pelos aspectos sanit\u00e1rios, ou pelos desdobramentos em outras \u00e1reas, como na economia e na pol\u00edtica.<\/p><p>No que tange ao aspecto econ\u00f4mico, dada a velocidade de propaga\u00e7\u00e3o do v\u00edrus e o risco iminente de colapso do sistema de sa\u00fade, foi necess\u00e1rio paralisar as atividades econ\u00f4micas n\u00e3o essenciais e investir em medidas de isolamento social, considerando o contexto social e epidemiol\u00f3gico de cada regi\u00e3o. Assim, pelo lado da oferta algumas atividades n\u00e3o puderam ser exercidas normalmente, ao passo em que do lado da demanda, alguns consumidores perderam empregos ou tiveram seus sal\u00e1rios reduzidos, impactando o consumo. Cabe ressaltar que a queda da atividade econ\u00f4mica em 2020, incidiu sobre uma economia que j\u00e1 patinava e enfrentava dificuldades para se recuperar da forte recess\u00e3o vivenciada entre 2015 e 2016.<\/p><p>Nesse contexto de crise, ganha relev\u00e2ncia a discuss\u00e3o em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 import\u00e2ncia do Estado, especialmente no que se refere \u00e0 prote\u00e7\u00e3o dos mais vulner\u00e1veis, que s\u00e3o os mais afetados pelo alto desemprego, alta infla\u00e7\u00e3o e baixo crescimento (CARVALHO, 2020). Entretanto, o que se observou no passado recente, antes da pandemia, foi justamente o aprofundamento de cortes or\u00e7ament\u00e1rios, desmonte de pol\u00edticas p\u00fablicas e retrocessos na garantia dos direitos sociais.<\/p><p>Conforme o Boletim do pr\u00f3prio Observat\u00f3rio das Desigualdades sobre a volta do Brasil ao mapa da fome, desde 2014 houve uma fragiliza\u00e7\u00e3o das pol\u00edticas de alimenta\u00e7\u00e3o e nutri\u00e7\u00e3o que, durante os governos de Lula e o primeiro mandato de Dilma, tinham como foco central o combate \u00e0 fome e \u00e0 mis\u00e9ria. Cresce a partir de ent\u00e3o a preocupa\u00e7\u00e3o com quest\u00e3o da seguran\u00e7a alimentar definida pela Lei N\u00b0 11.346 como a \u201crealiza\u00e7\u00e3o do direito de todos ao acesso regular e permanente a alimentos de qualidade, em quantidade suficiente, sem comprometer o acesso a outras necessidades essenciais\u201d. A garantia desse direito \u00e9 fundamental, por ser inerente \u00e0 dignidade da pessoa humana e indispens\u00e1vel para a efetiva\u00e7\u00e3o dos direitos consagrados na Constitui\u00e7\u00e3o Federal de 1988 (BRASIL, 2006).<\/p><p>Embora haja esse reconhecimento na legisla\u00e7\u00e3o, a virada na agenda governamental supracitada, que ainda foi intensificada depois de 2016, contribuiu para que a propor\u00e7\u00e3o de fam\u00edlias com alguma inseguran\u00e7a alimentar, que havia ca\u00eddo na magnitude de 35,2% entre 2004 e 2013, aumentasse em 62,3% de 2013 at\u00e9 2017\/18. Al\u00e9m disso, com base nos dados do <em>Gallup World Poll<\/em>, a propor\u00e7\u00e3o de pessoas com falta de dinheiro para alimenta\u00e7\u00e3o saiu de 17% em 2014 para 36% em 2021, com um avan\u00e7o particularmente expressivo durante a pandemia (NERI, 2022).<\/p><p>Ademais, a pesquisa realizada por Neri (2022) permite uma discuss\u00e3o em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 inseguran\u00e7a alimentar, considerando as subdivis\u00f5es da popula\u00e7\u00e3o por g\u00eanero e renda, o que contribui para uma maior compreens\u00e3o quanto \u00e0 dimens\u00e3o do problema analisado. Em primeiro lugar, conforme explicitado no Gr\u00e1fico 1, a pandemia acentua a diferen\u00e7a entre a porcentagem de homens e mulheres acometidos pela falta de dinheiro para comprar comida. Possivelmente, o efeito do isolamento social foi sentido de forma mais contundente pelas mulheres, em raz\u00e3o da desigualdade na responsabiliza\u00e7\u00e3o das tarefas relacionadas aos cuidados dom\u00e9sticos e com a educa\u00e7\u00e3o dos filhos, discutida por Santos e Silva (2021). Nesse cen\u00e1rio, a sobrecarga tende a interferir na possibilidade nos empregos e na jornada de trabalho delas durante esse per\u00edodo.<\/p><p>\u00a0<\/p><p style=\"text-align: center;\">Gr\u00e1fico 1 \u2013 Mudan\u00e7as na inseguran\u00e7a alimentar: o Brasil em 2014, 2019 e 2021<\/p>\t\t\t\t\t\t\t\t<\/div>\n\t\t\t\t<\/div>\n\t\t\t\t<div class=\"elementor-element elementor-element-25cc33d elementor-widget elementor-widget-image\" data-id=\"25cc33d\" data-element_type=\"widget\" data-e-type=\"widget\" data-widget_type=\"image.default\">\n\t\t\t\t<div class=\"elementor-widget-container\">\n\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t<img fetchpriority=\"high\" decoding=\"async\" width=\"462\" height=\"240\" src=\"https:\/\/observatoriodesigualdades.fjp.mg.gov.br\/wp-content\/uploads\/2022\/06\/ia1.png\" class=\"attachment-large size-large wp-image-2548\" alt=\"\" srcset=\"https:\/\/observatoriodesigualdades.fjp.mg.gov.br\/wp-content\/uploads\/2022\/06\/ia1.png 462w, https:\/\/observatoriodesigualdades.fjp.mg.gov.br\/wp-content\/uploads\/2022\/06\/ia1-300x156.png 300w\" sizes=\"(max-width: 462px) 100vw, 462px\" \/>\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t<\/div>\n\t\t\t\t<\/div>\n\t\t\t\t<div class=\"elementor-element elementor-element-53c054e elementor-widget elementor-widget-text-editor\" data-id=\"53c054e\" data-element_type=\"widget\" data-e-type=\"widget\" data-widget_type=\"text-editor.default\">\n\t\t\t\t<div class=\"elementor-widget-container\">\n\t\t\t\t\t\t\t\t\t<p style=\"text-align: center;\">Fonte: Neri (p. 6, 2022)<\/p><p>\u00a0<\/p><p>Outro dado importante, apresentado no Gr\u00e1fico 2, refere-se ao fato de que a inseguran\u00e7a alimentar aumentou entre os 20% mais pobres na magnitude de 22 pontos percentuais de 2019 para 2021. Mesmo antes da pandemia, como era de se esperar, a maior parte da inseguran\u00e7a alimentar estava na base da distribui\u00e7\u00e3o de renda, evidenciando a associa\u00e7\u00e3o entre a fome e a pobreza. A compreens\u00e3o do problema da fome como um processo multidimensional, influenciado n\u00e3o apenas pela escassez de alimentos, mas tamb\u00e9m e principalmente pela pobreza e concentra\u00e7\u00e3o de renda, \u00e9 fundamental para explicar o fato de que o Brasil \u00e9 um dos maiores produtores de alimentos do mundo e ainda assim convive com taxas t\u00e3o altas de pessoas que s\u00e3o privadas de uma alimenta\u00e7\u00e3o adequada (SILVA, 2014).<\/p><p>\u00a0<\/p><p style=\"text-align: center;\">Gr\u00e1fico 2 \u2013 Mudan\u00e7as na inseguran\u00e7a alimentar no Brasil em 2014, 2019 e 2021 por renda<\/p>\t\t\t\t\t\t\t\t<\/div>\n\t\t\t\t<\/div>\n\t\t\t\t<div class=\"elementor-element elementor-element-60c4d18 elementor-widget elementor-widget-image\" data-id=\"60c4d18\" data-element_type=\"widget\" data-e-type=\"widget\" data-widget_type=\"image.default\">\n\t\t\t\t<div class=\"elementor-widget-container\">\n\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t<img decoding=\"async\" width=\"508\" height=\"228\" src=\"https:\/\/observatoriodesigualdades.fjp.mg.gov.br\/wp-content\/uploads\/2022\/06\/ia2.png\" class=\"attachment-large size-large wp-image-2549\" alt=\"\" srcset=\"https:\/\/observatoriodesigualdades.fjp.mg.gov.br\/wp-content\/uploads\/2022\/06\/ia2.png 508w, https:\/\/observatoriodesigualdades.fjp.mg.gov.br\/wp-content\/uploads\/2022\/06\/ia2-300x135.png 300w\" sizes=\"(max-width: 508px) 100vw, 508px\" \/>\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t<\/div>\n\t\t\t\t<\/div>\n\t\t\t\t<div class=\"elementor-element elementor-element-3bb4b43 elementor-widget elementor-widget-text-editor\" data-id=\"3bb4b43\" data-element_type=\"widget\" data-e-type=\"widget\" data-widget_type=\"text-editor.default\">\n\t\t\t\t<div class=\"elementor-widget-container\">\n\t\t\t\t\t\t\t\t\t<p style=\"text-align: center;\">Fonte: Neri (p. 7, 2022)<\/p><p>\u00a0<\/p><p>\u00c9 valido o argumento de que a pandemia \u00e9 um fen\u00f4meno global e que a escalada da fome n\u00e3o \u00e9 uma particularidade brasileira, todavia \u00e9 preciso ponderar que o aumento da inseguran\u00e7a alimentar aqui foi 4,48 pontos percentuais maior que a m\u00e9dia dos outros pa\u00edses<em>, <\/em>o que aponta para a dificuldade de direcionar pol\u00edticas para o enfrentamento desse problema no Brasil. Embora haja uma tend\u00eancia mundial de maior inseguran\u00e7a alimentar entre mulheres, pobres e menos escolarizados, no Brasil isso acontece com maior intensidade.<\/p><p>Como o Brasil \u00e9 um pa\u00eds continental, caracterizado por intensas desigualdades regionais, espera-se que haja certa regionaliza\u00e7\u00e3o da inseguran\u00e7a alimentar. Essa hip\u00f3tese \u00e9 comprovada pelo II Inqu\u00e9rito Nacional sobre Inseguran\u00e7a Alimentar no Contexto da Pandemia de Covid-19 no Brasil (II VIGISAN), que recolheu dados de mais de 12 mil domic\u00edlios, abrangendo as 27 unidades da federa\u00e7\u00e3o e as 5 macrorregi\u00f5es brasileiras, entre novembro de 2021 e abril de 2022. Os resultados, reportados no Gr\u00e1fico 3, indicam que 41,3% dos domic\u00edlios do pa\u00eds estavam em situa\u00e7\u00e3o de seguran\u00e7a alimentar, enquanto 28% enfrentavam incerteza quanto ao acesso aos alimentos ou possu\u00edam qualidade da alimenta\u00e7\u00e3o comprometida (inseguran\u00e7a alimentar leve). Restri\u00e7\u00e3o quantitativa aos alimentos ocorria em 30,1% dos domic\u00edlios, dos quais 15,5% conviviam com a fome (inseguran\u00e7a alimentar grave). As regi\u00f5es Norte e Nordeste possuem menos fam\u00edlias com acesso pleno aos alimentos e registraram percentuais de inseguran\u00e7a alimentar moderada ou grave que superam muito as outras regi\u00f5es e a m\u00e9dia nacional.<\/p><p>\u00a0<\/p><p style=\"text-align: center;\">Gr\u00e1fico 3 \u2013 Distribui\u00e7\u00e3o percentual da Seguran\u00e7a Alimentar e dos n\u00edveis de Inseguran\u00e7a Alimentar (IA) no pa\u00eds. Brasil e macrorregi\u00f5es. 2021\/2022<\/p>\t\t\t\t\t\t\t\t<\/div>\n\t\t\t\t<\/div>\n\t\t\t\t<div class=\"elementor-element elementor-element-f08fbe6 elementor-widget elementor-widget-image\" data-id=\"f08fbe6\" data-element_type=\"widget\" data-e-type=\"widget\" data-widget_type=\"image.default\">\n\t\t\t\t<div class=\"elementor-widget-container\">\n\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t<img decoding=\"async\" width=\"451\" height=\"323\" src=\"https:\/\/observatoriodesigualdades.fjp.mg.gov.br\/wp-content\/uploads\/2022\/06\/ia3.png\" class=\"attachment-large size-large wp-image-2550\" alt=\"\" srcset=\"https:\/\/observatoriodesigualdades.fjp.mg.gov.br\/wp-content\/uploads\/2022\/06\/ia3.png 451w, https:\/\/observatoriodesigualdades.fjp.mg.gov.br\/wp-content\/uploads\/2022\/06\/ia3-300x215.png 300w\" sizes=\"(max-width: 451px) 100vw, 451px\" \/>\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t<\/div>\n\t\t\t\t<\/div>\n\t\t\t\t<div class=\"elementor-element elementor-element-d6ca815 elementor-widget elementor-widget-text-editor\" data-id=\"d6ca815\" data-element_type=\"widget\" data-e-type=\"widget\" data-widget_type=\"text-editor.default\">\n\t\t\t\t<div class=\"elementor-widget-container\">\n\t\t\t\t\t\t\t\t\t<p style=\"text-align: center;\">Fonte: II Inqu\u00e9rito Nacional sobre Inseguran\u00e7a Alimentar no Contexto da Pandemia de Covid-19 no Brasil. (p.39, 2022).<\/p><p>\u00a0<\/p><p>Os dados s\u00e3o muito importantes para mostrar o cen\u00e1rio assustador que acomete o Brasil atualmente, mas \u00e9 fundamental considerar que esses n\u00fameros correspondem a pessoas que est\u00e3o passando fome ou n\u00e3o possuem condi\u00e7\u00f5es para se alimentarem de forma adequada. Nesse contexto, \u00e9 necess\u00e1rio que haja um senso de urg\u00eancia na resolu\u00e7\u00e3o desse problema. O pr\u00f3prio relat\u00f3rio do II VIGISAN j\u00e1 aponta alguns poss\u00edveis direcionamentos, tendo em vista que o acesso aos restaurantes populares garantiu uma maior seguran\u00e7a alimentar para os benefici\u00e1rios (Gr\u00e1fico 4) e a transfer\u00eancia de renda em decorr\u00eancia do auxilio emergencial evitou um cen\u00e1rio ainda pior de inseguran\u00e7a alimentar entre as pessoas de baixa renda, embora os dados demonstrem que o programa n\u00e3o atingiu todas as fam\u00edlias que viviam em priva\u00e7\u00f5es de alimentos ou vivenciavam a fome (Gr\u00e1fico 5).<\/p><p>\u00a0<\/p><p style=\"text-align: center;\">Gr\u00e1fico 4 \u2013 Acesso (em%) a restaurantes populares, segundo a renda per capita das fam\u00edlias e Seguran\u00e7a Alimentar\/n\u00edveis de Inseguran\u00e7a Alimentar (IA), Brasil. 2021\/2022.<\/p>\t\t\t\t\t\t\t\t<\/div>\n\t\t\t\t<\/div>\n\t\t\t\t<div class=\"elementor-element elementor-element-8ed1d26 elementor-widget elementor-widget-image\" data-id=\"8ed1d26\" data-element_type=\"widget\" data-e-type=\"widget\" data-widget_type=\"image.default\">\n\t\t\t\t<div class=\"elementor-widget-container\">\n\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t<img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"468\" height=\"306\" src=\"https:\/\/observatoriodesigualdades.fjp.mg.gov.br\/wp-content\/uploads\/2022\/06\/ia4.png\" class=\"attachment-large size-large wp-image-2551\" alt=\"\" srcset=\"https:\/\/observatoriodesigualdades.fjp.mg.gov.br\/wp-content\/uploads\/2022\/06\/ia4.png 468w, https:\/\/observatoriodesigualdades.fjp.mg.gov.br\/wp-content\/uploads\/2022\/06\/ia4-300x196.png 300w\" sizes=\"(max-width: 468px) 100vw, 468px\" \/>\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t<\/div>\n\t\t\t\t<\/div>\n\t\t\t\t<div class=\"elementor-element elementor-element-4b2a4f7 elementor-widget elementor-widget-text-editor\" data-id=\"4b2a4f7\" data-element_type=\"widget\" data-e-type=\"widget\" data-widget_type=\"text-editor.default\">\n\t\t\t\t<div class=\"elementor-widget-container\">\n\t\t\t\t\t\t\t\t\t<p style=\"text-align: center;\">Fonte: II Inqu\u00e9rito Nacional sobre Inseguran\u00e7a Alimentar no Contexto da Pandemia de Covid-19 no Brasil. (p.68, 2022).<\/p><p>\u00a0<\/p><p style=\"text-align: center;\">Gr\u00e1fico 5 \u2013 Rela\u00e7\u00e3o (em%) entre a solicita\u00e7\u00e3o e recebimento do aux\u00edlio emergencial e a Seguran\u00e7a Alimentar e dos n\u00edveis de Inseguran\u00e7a Alimentar (IA) em domic\u00edlios com renda per capita de at\u00e9 1\/4 de sal\u00e1rio m\u00ednimo, Brasil. 2021\/2022<\/p>\t\t\t\t\t\t\t\t<\/div>\n\t\t\t\t<\/div>\n\t\t\t\t<div class=\"elementor-element elementor-element-32759b8 elementor-widget elementor-widget-image\" data-id=\"32759b8\" data-element_type=\"widget\" data-e-type=\"widget\" data-widget_type=\"image.default\">\n\t\t\t\t<div class=\"elementor-widget-container\">\n\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t<img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"451\" height=\"332\" src=\"https:\/\/observatoriodesigualdades.fjp.mg.gov.br\/wp-content\/uploads\/2022\/06\/ia5.png\" class=\"attachment-large size-large wp-image-2552\" alt=\"\" srcset=\"https:\/\/observatoriodesigualdades.fjp.mg.gov.br\/wp-content\/uploads\/2022\/06\/ia5.png 451w, https:\/\/observatoriodesigualdades.fjp.mg.gov.br\/wp-content\/uploads\/2022\/06\/ia5-300x221.png 300w\" sizes=\"(max-width: 451px) 100vw, 451px\" \/>\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t<\/div>\n\t\t\t\t<\/div>\n\t\t\t\t<div class=\"elementor-element elementor-element-64b064f elementor-widget elementor-widget-text-editor\" data-id=\"64b064f\" data-element_type=\"widget\" data-e-type=\"widget\" data-widget_type=\"text-editor.default\">\n\t\t\t\t<div class=\"elementor-widget-container\">\n\t\t\t\t\t\t\t\t\t<p style=\"text-align: center;\">Fonte: II Inqu\u00e9rito Nacional sobre Inseguran\u00e7a Alimentar no Contexto da Pandemia de Covid-19 no Brasil. (p.69, 2022).<\/p><p>\u00a0<\/p><p>Diante do exposto, \u00e9 imprescind\u00edvel a constru\u00e7\u00e3o de uma agenda governamental que se comprometa com a interrup\u00e7\u00e3o do desmonte das pol\u00edticas p\u00fablicas voltadas para o combate \u00e0 fome e estabele\u00e7a a seguran\u00e7a alimentar como uma prioridade, haja vista que se trata de um direito b\u00e1sico e fundamental, cujo n\u00e3o cumprimento fere a dignidade humana. Para tal, \u00e9 preciso que haja uma mudan\u00e7a no atual modelo de desenvolvimento econ\u00f4mico, caracterizado pela exclus\u00e3o social, cujos produtos, al\u00e9m da fome, s\u00e3o o desemprego, a mis\u00e9ria, a acentua\u00e7\u00e3o da concentra\u00e7\u00e3o de terra e de renda e, por conseguinte, a institucionaliza\u00e7\u00e3o da restri\u00e7\u00e3o dos compromissos constitucionais.<\/p><p>\u00a0<\/p><p>\u00a0<\/p><p><strong>Autor: Breno Fernandes, sob a orienta\u00e7\u00e3o do professor Bruno Lazzarotti.<\/strong><\/p><p>\u00a0<\/p><p>*O Observat\u00f3rio das Desigualdades \u00e9 um projeto de extens\u00e3o. O conte\u00fado e as opini\u00f5es expressas n\u00e3o refletem necessariamente o posicionamento da Funda\u00e7\u00e3o Jo\u00e3o Pinheiro ou do CORECON \u2013 MG.<\/p><p>\u00a0<\/p><p><strong>Refer\u00eancias bibliogr\u00e1ficas<\/strong><\/p><p>BRASIL, Presid\u00eancia da Rep\u00fablica. Casa Civil. Subchefia para Assuntos <br \/>Jur\u00eddicos. Lei N\u00b0 11.346, de 15 de setembro de 2006. Cria o Sistema Nacional de Seguran\u00e7a Alimentar e Nutricional. Bras\u00edlia, DF. Dispon\u00edvel em: <a href=\"http:\/\/www4.planalto.gov.br\/consea\/conferencia\/documentos\/lei-de-seguranca-alimentar-e-nutricional\">http:\/\/www4.planalto.gov.br\/consea\/conferencia\/documentos\/lei-de-seguranca-alimentar-e-nutricional<\/a>. Acesso em: 06 de junho de 2022.<\/p><p>CARVALHO, Laura. Curto-circuito: o v\u00edrus e a volta do Estado. S\u00e3o Paulo: Todavia, 2020.<\/p><p>Neri, Marcelo C. Inseguran\u00e7a Alimentar no Brasil: Pandemia, Tend\u00eancias e Compara\u00e7\u00f5es Internacionais. FGV Social. Rio de Janeiro, 2022. Dispon\u00edvel em: <a href=\"https:\/\/cps.fgv.br\/FomeNaPandemia#:~:text=Piora%20dos%20pobres%20%2D%20O%20aumento,de%2010%25%20para%207%25\">https:\/\/cps.fgv.br\/FomeNaPandemia#:~:text=Piora%20dos%20pobres%20%2D%20O%20aumento,de%2010%25%20para%207%25<\/a>). \u00a0Acesso em: 05 de junho de 2022.<\/p><p>REDE PENSSAN. II Inqu\u00e9rito Nacional sobre Inseguran\u00e7a Alimentar no Contexto da Pandemia da Covid-19 no Brasil. S\u00e3o Paulo. Funda\u00e7\u00e3o Friedrich Ebert, 2022. Dispon\u00edvel em: <a href=\"https:\/\/pesquisassan.net.br\/olheparaafome\/\">https:\/\/pesquisassan.net.br\/olheparaafome\/<\/a>. Acesso em: 17 de junho de 2022.<\/p><p>SANTOS, Dayse Am\u00e2ncio dos; SILVA, Laurileide Barbosa da. Rela\u00e7\u00f5es entre trabalho e g\u00eanero na pandemia do covid-19: o invis\u00edvel salta aos olhos. Oikos: Fam\u00edlia e Sociedade em Debate, v. 32, n. 1, p. 10-34, 2021. Dispon\u00edvel em: https:\/\/periodicos.ufv.br\/oikos\/article\/view\/10526. Acesso em: 05 de junho de 2022.<\/p><p>SILVA, Sandro Pereira. A trajet\u00f3ria hist\u00f3rica da pol\u00edtica alimentar e nutricional na agenda nacional: projetos, descontinuidades e seguran\u00e7a. Texto para Discuss\u00e3o 1953. Instituto de Pesquisa Econ\u00f4mica Aplicada (IPEA). Rio de Janeiro, 2014. Dispon\u00edvel em: https:\/\/www.econstor.eu\/handle\/10419\/121635. Acesso em: 05 de junho de 2022<\/p><p>Para visualizar o boletim acesse: &lt;http:\/\/observatoriodesigualdades.fjp.mg.gov.br\/wp-content\/uploads\/2022\/03\/Boletim-14-O-Brasil-de-volta-ao-Mapa-da-Fome.docx-2.pdf&gt;<\/p>\t\t\t\t\t\t\t\t<\/div>\n\t\t\t\t<\/div>\n\t\t\t\t\t<\/div>\n\t\t<\/div>\n\t\t\t\t\t<\/div>\n\t\t<\/section>\n\t\t\t\t<\/div>\n\t\t","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Em mar\u00e7o de 2020, a Organiza\u00e7\u00e3o Mundial da Sa\u00fade (OMS) declarou a pandemia do novo coronav\u00edrus, reafirmando para aqueles pa\u00edses ainda n\u00e3o atingidos pela doen\u00e7a, que o v\u00edrus estava se alastrando e que medidas de conten\u00e7\u00e3o deveriam ser adotadas pelo Estado. 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