{"id":2622,"date":"2022-11-10T15:52:53","date_gmt":"2022-11-10T15:52:53","guid":{"rendered":"https:\/\/observatoriodesigualdades.fjp.mg.gov.br\/?p=2622"},"modified":"2022-11-12T14:27:54","modified_gmt":"2022-11-12T14:27:54","slug":"licoes-que-nao-deveriam-ser-ensinadas-nem-aprendidas-opressao-genero-e-violencia-na-escola","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/observatoriodesigualdades.fjp.mg.gov.br\/?p=2622","title":{"rendered":"Li\u00e7\u00f5es que n\u00e3o deveriam ser ensinadas nem aprendidas: opress\u00e3o, g\u00eanero e viol\u00eancia na escola"},"content":{"rendered":"\t\t<div data-elementor-type=\"wp-post\" data-elementor-id=\"2622\" class=\"elementor elementor-2622\">\n\t\t\t\t\t\t<section class=\"elementor-section elementor-top-section elementor-element elementor-element-bc9ca7f elementor-section-boxed elementor-section-height-default elementor-section-height-default\" data-id=\"bc9ca7f\" data-element_type=\"section\" data-e-type=\"section\">\n\t\t\t\t\t\t<div class=\"elementor-container elementor-column-gap-default\">\n\t\t\t\t\t<div class=\"elementor-column elementor-col-100 elementor-top-column elementor-element elementor-element-203ae23\" data-id=\"203ae23\" data-element_type=\"column\" data-e-type=\"column\">\n\t\t\t<div class=\"elementor-widget-wrap elementor-element-populated\">\n\t\t\t\t\t\t<div class=\"elementor-element elementor-element-cffcf7d elementor-widget elementor-widget-text-editor\" data-id=\"cffcf7d\" data-element_type=\"widget\" data-e-type=\"widget\" data-widget_type=\"text-editor.default\">\n\t\t\t\t<div class=\"elementor-widget-container\">\n\t\t\t\t\t\t\t\t\t<p><span style=\"font-weight: 400;\">A desigualdade de g\u00eanero e a viol\u00eancia contra a mulher causam consequ\u00eancias durante toda a vida das pessoas do sexo feminino. Na adolesc\u00eancia, per\u00edodo fundamental de desenvolvimento e mudan\u00e7as, n\u00e3o \u00e9 diferente: as meninas enfrentam as desigualdades e a viol\u00eancia, que afetam a sa\u00fade mental e f\u00edsica desse grupo. As experi\u00eancias vivenciadas neste per\u00edodo acabam contribuindo para a constru\u00e7\u00e3o das identidades e pap\u00e9is de g\u00eanero, contribuindo para que o machismo e a opress\u00e3o sobre as mulheres se transmitam de uma gera\u00e7\u00e3o a outra, reproduzindo as desigualdades de g\u00eanero.\u00a0<\/span><\/p><p><span style=\"font-weight: 400;\">Estes processos cotidianos de opress\u00e3o s\u00e3o revelados pelos dados da Pesquisa Nacional de Sa\u00fade Escolar (PeNSE) de 2019\u00b9, divulgada em setembro de 2021 pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estat\u00edstica (IBGE), coletados por meio de entrevistas com estudantes de 13 a 17 anos. A partir desses dados, observam-se resultados mais preocupantes para meninas em indicadores de sa\u00fade mental, de viol\u00eancia e de outros comportamentos, em compara\u00e7\u00e3o aos resultados para o sexo masculino.\u00a0\u00a0<\/span><\/p><p><span style=\"font-weight: 400;\">O primeiro ponto de discrep\u00e2ncia entre os resultados de meninos e de meninas \u00e9 a viol\u00eancia sexual: o percentual delas que afirma j\u00e1 ter sido tocada, manipulada, beijada ou ter tido partes do corpo expostas contra a sua vontade, \u00e9 de 20,1%, mais que duas vezes maior que o resultado dos meninos, como ilustra o gr\u00e1fico 1. Situa\u00e7\u00f5es de estupro s\u00e3o relatadas por 8,8% das meninas, sendo mais comum entre as estudantes da rede p\u00fablica, enquanto para os meninos o percentual chega a 3,6%. Outra preocupa\u00e7\u00e3o relacionada a tais dados \u00e9 a idade em que ocorreram os casos: a maioria (68,2%) ocorreu quando a v\u00edtima tinha 13 anos ou menos.\u00a0<\/span><\/p><p style=\"text-align: center;\"><span style=\"font-weight: 400;\">Gr\u00e1fico 1 &#8211; Estudantes de 13 a 17 anos que alguma vez foram tocados, manipulados, beijados ou expostos contra sua vontade (%)<\/span><\/p>\t\t\t\t\t\t\t\t<\/div>\n\t\t\t\t<\/div>\n\t\t\t\t<div class=\"elementor-element elementor-element-3242703 elementor-widget elementor-widget-image\" data-id=\"3242703\" data-element_type=\"widget\" data-e-type=\"widget\" data-widget_type=\"image.default\">\n\t\t\t\t<div class=\"elementor-widget-container\">\n\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t<img fetchpriority=\"high\" decoding=\"async\" width=\"512\" height=\"186\" src=\"https:\/\/observatoriodesigualdades.fjp.mg.gov.br\/wp-content\/uploads\/2022\/11\/Grafico-1.png\" class=\"attachment-large size-large wp-image-2623\" alt=\"\" srcset=\"https:\/\/observatoriodesigualdades.fjp.mg.gov.br\/wp-content\/uploads\/2022\/11\/Grafico-1.png 512w, https:\/\/observatoriodesigualdades.fjp.mg.gov.br\/wp-content\/uploads\/2022\/11\/Grafico-1-300x109.png 300w\" sizes=\"(max-width: 512px) 100vw, 512px\" \/>\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t<\/div>\n\t\t\t\t<\/div>\n\t\t\t\t<div class=\"elementor-element elementor-element-afc3c1f elementor-widget elementor-widget-text-editor\" data-id=\"afc3c1f\" data-element_type=\"widget\" data-e-type=\"widget\" data-widget_type=\"text-editor.default\">\n\t\t\t\t<div class=\"elementor-widget-container\">\n\t\t\t\t\t\t\t\t\t<p style=\"text-align: center;\"><span style=\"font-weight: 400;\">Fonte: PeNSE (2019). Dispon\u00edvel em: &lt;https:\/\/agenciadenoticias.ibge.gov.br\/agencia-noticias\/2012-agencia-de-noticias\/noticias\/31579-uma-em-cada-cinco-estudantes-ja-sofreu-violencia-sexual&gt; Acesso em: 19 jan 2021<\/span><\/p><p><span style=\"font-weight: 400;\">De acordo com a analista da PeNSE Cristiane Soares\u00b2, essas situa\u00e7\u00f5es podem se iniciar at\u00e9 mesmo como brincadeiras entre os adolescentes, mas t\u00eam consequ\u00eancias graves na vida das v\u00edtimas, como o medo e o abandono escolar. Santos (<\/span><i><span style=\"font-weight: 400;\">et al.<\/span><\/i><span style=\"font-weight: 400;\"> 2019)\u00b3, em um artigo que analisa a PeNSE 2015, explica que a viol\u00eancia sexual pode ter impactos com manifesta\u00e7\u00f5es imediatas ou a longo prazo na sa\u00fade f\u00edsica e psicol\u00f3gica das adolescentes e, tendo em vista a frequ\u00eancia desse tipo de agress\u00e3o, caracteriza um problema de sa\u00fade p\u00fablica. Os autores ainda destacam, a partir dos dados da PeNSE 2015, que \u201cadolescentes com idade inferior a 13 anos, do sexo feminino, com pele de cor preta, que exercem atividade remunerada apresentaram maior chance de serem v\u00edtimas de viol\u00eancia sexual\u201d (SANTOS, <\/span><i><span style=\"font-weight: 400;\">et al.<\/span><\/i><span style=\"font-weight: 400;\"> 2019, p. 359) enquanto \u201cestudar em escolas privadas e ter m\u00e3e com grau de escolaridade elevado apresentaram-se como fatores de prote\u00e7\u00e3o\u201d (SANTOS, <\/span><i><span style=\"font-weight: 400;\">et al.<\/span><\/i><span style=\"font-weight: 400;\"> 2019, p. 541), associando o trabalho na adolesc\u00eancia \u00e0 maior vulnerabilidade. As rela\u00e7\u00f5es familiares tamb\u00e9m influenciam na vulnerabilidade dos adolescentes \u00e0 viol\u00eancia sexual, como explica o artigo, sendo que esse tipo de agress\u00e3o \u00e9 mais comum com adolescentes de n\u00facleos familiares negligentes ou com rela\u00e7\u00f5es autorit\u00e1rias na fam\u00edlia.\u00a0<\/span><\/p><p><span style=\"font-weight: 400;\">As principais consequ\u00eancias no comportamento apontadas pelo artigo s\u00e3o as tend\u00eancias \u00e0 evas\u00e3o escolar, ao desemprego, \u00e0s dificuldades em relacionamentos e ao uso inadequado de drogas e de bebidas alco\u00f3licas. Sobre esta tend\u00eancia, a PeNSE 2019 mostra que o consumo de \u00e1lcool entre adolescentes alcan\u00e7a mais de um quarto dos estudantes &#8211; o que j\u00e1 \u00e9 bastante grave &#8211; e \u00e9 ainda mais frequente entre as estudantes do sexo feminino: 30,1% das meninas entrevistadas consumiram bebidas alco\u00f3licas nos 30 dias anteriores \u00e0 pesquisa, n\u00famero maior em rela\u00e7\u00e3o ao percentual de meninos (26%), como apresenta o gr\u00e1fico abaixo.\u00a0<\/span><\/p><p style=\"text-align: center;\"><span style=\"font-weight: 400;\">Gr\u00e1fico 2 &#8211; Percentual de escolares de 13 a 17 anos que consumiram bebidas alco\u00f3licas em pelo menos um dos 30 dias anteriores \u00e0 pesquisa\u00a0<\/span><\/p>\t\t\t\t\t\t\t\t<\/div>\n\t\t\t\t<\/div>\n\t\t\t\t<div class=\"elementor-element elementor-element-81e01b3 elementor-widget elementor-widget-image\" data-id=\"81e01b3\" data-element_type=\"widget\" data-e-type=\"widget\" data-widget_type=\"image.default\">\n\t\t\t\t<div class=\"elementor-widget-container\">\n\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t<img decoding=\"async\" width=\"512\" height=\"277\" src=\"https:\/\/observatoriodesigualdades.fjp.mg.gov.br\/wp-content\/uploads\/2022\/11\/Grafico-2.png\" class=\"attachment-large size-large wp-image-2624\" alt=\"\" srcset=\"https:\/\/observatoriodesigualdades.fjp.mg.gov.br\/wp-content\/uploads\/2022\/11\/Grafico-2.png 512w, https:\/\/observatoriodesigualdades.fjp.mg.gov.br\/wp-content\/uploads\/2022\/11\/Grafico-2-300x162.png 300w\" sizes=\"(max-width: 512px) 100vw, 512px\" \/>\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t<\/div>\n\t\t\t\t<\/div>\n\t\t\t\t<div class=\"elementor-element elementor-element-c710e1f elementor-widget elementor-widget-text-editor\" data-id=\"c710e1f\" data-element_type=\"widget\" data-e-type=\"widget\" data-widget_type=\"text-editor.default\">\n\t\t\t\t<div class=\"elementor-widget-container\">\n\t\t\t\t\t\t\t\t\t<p style=\"text-align: center;\"><span style=\"font-weight: 400;\">Fonte: PeNSE (2019). Dispon\u00edvel em: &lt;https:\/\/agenciadenoticias.ibge.gov.br\/media\/com_mediaibge\/arquivos\/ad542e8a6ea81cd154e61fc7edf39d00.pdf&gt; Acesso em: 19 jan 2021<\/span><\/p><p><span style=\"font-weight: 400;\">Na sa\u00fade, al\u00e9m de uma forte associa\u00e7\u00e3o entre a viol\u00eancia sexual e a depress\u00e3o, Santos (<\/span><i><span style=\"font-weight: 400;\">et al.<\/span><\/i><span style=\"font-weight: 400;\"> 2019) destacam os dist\u00farbios psicol\u00f3gicos, incluindo transtornos de ansiedade e transtornos de estresse p\u00f3s-traum\u00e1tico (PTSD). O sofrimento \u00e9 ainda maior quando elas n\u00e3o buscam ajuda, devido ao constrangimento e \u00e0s press\u00f5es sociais, se mantendo em sil\u00eancio sobre a situa\u00e7\u00e3o. Nessa linha, os indicadores de sa\u00fade mental da PeNSE 2019 mostram piores resultados entre as estudantes do sexo feminino: 27% das meninas tiveram avalia\u00e7\u00f5es negativas, enquanto para os meninos o percentual \u00e9 de 8%. Em todos os indicadores listados no infogr\u00e1fico abaixo, as meninas mostram resultados muito mais negativos (percentuais maiores) em rela\u00e7\u00e3o aos sentimentos abordados.\u00a0<\/span><\/p><p style=\"text-align: center;\"><span style=\"font-weight: 400;\">Gr\u00e1fico 3 &#8211; Indicadores de sa\u00fade mental de estudantes de 13 a 17 anos (%)<\/span><\/p>\t\t\t\t\t\t\t\t<\/div>\n\t\t\t\t<\/div>\n\t\t\t\t<div class=\"elementor-element elementor-element-abd35d7 elementor-widget elementor-widget-image\" data-id=\"abd35d7\" data-element_type=\"widget\" data-e-type=\"widget\" data-widget_type=\"image.default\">\n\t\t\t\t<div class=\"elementor-widget-container\">\n\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t<img decoding=\"async\" width=\"478\" height=\"512\" src=\"https:\/\/observatoriodesigualdades.fjp.mg.gov.br\/wp-content\/uploads\/2022\/11\/Grafico-3.png\" class=\"attachment-large size-large wp-image-2625\" alt=\"\" srcset=\"https:\/\/observatoriodesigualdades.fjp.mg.gov.br\/wp-content\/uploads\/2022\/11\/Grafico-3.png 478w, https:\/\/observatoriodesigualdades.fjp.mg.gov.br\/wp-content\/uploads\/2022\/11\/Grafico-3-280x300.png 280w\" sizes=\"(max-width: 478px) 100vw, 478px\" \/>\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t<\/div>\n\t\t\t\t<\/div>\n\t\t\t\t<div class=\"elementor-element elementor-element-3b78a91 elementor-widget elementor-widget-text-editor\" data-id=\"3b78a91\" data-element_type=\"widget\" data-e-type=\"widget\" data-widget_type=\"text-editor.default\">\n\t\t\t\t<div class=\"elementor-widget-container\">\n\t\t\t\t\t\t\t\t\t<p style=\"text-align: center;\"><span style=\"font-weight: 400;\">Fonte: PeNSE (2019). Dispon\u00edvel em: &lt;https:\/\/agenciadenoticias.ibge.gov.br\/agencia-noticias\/2012-agencia-de-noticias\/noticias\/31606-questao-de-genero-indicadores-de-saude-mental-sao-piores-para-as-meninas&gt; Acesso em: 19 jan 2021<\/span><\/p><p><span style=\"font-weight: 400;\">A analista Tha\u00eds Moth\u00e9<\/span><span style=\"font-weight: 400;\">4<\/span><span style=\"font-weight: 400;\"> argumenta que esses resultados seguem um padr\u00e3o internacional na sa\u00fade mental das meninas, com valores muito elevados em rela\u00e7\u00e3o aos meninos. \u00c9 fundamental destacar que a pesquisa mostra uma realidade dos adolescentes antes da pandemia do Covid-19, mas, com a necessidade de isolamento, uma s\u00e9rie de problemas que afetam a sa\u00fade mental s\u00e3o agravados, como a viol\u00eancia dom\u00e9stica, o sedentarismo e o consumo de \u00e1lcool e outras drogas.\u00a0<\/span><\/p><p><span style=\"font-weight: 400;\">Outra quest\u00e3o relacionada \u00e0 sa\u00fade mental e f\u00edsica dos estudantes \u00e9 a rela\u00e7\u00e3o deles com o pr\u00f3prio corpo, t\u00f3pico abordado na pesquisa. De acordo com os resultados representados no gr\u00e1fico 4, 31,4% das meninas responderam que se sentem insatisfeitas ou muito insatisfeitas com o pr\u00f3prio corpo, mais que o dobro do percentual de meninos (12,8%). Esses n\u00fameros refletem a imposi\u00e7\u00e3o social de padr\u00f5es de beleza, principalmente relacionados \u00e0 magreza, \u00e0s meninas desde a inf\u00e2ncia, como explica a analista Alessandra Pinto<\/span><span style=\"font-weight: 400;\">4<\/span><span style=\"font-weight: 400;\">. Os indicadores da atitude de tentar perder peso, expostos no gr\u00e1fico 4, tamb\u00e9m mostram um comportamento espec\u00edfico de meninas, que, em situa\u00e7\u00f5es mais graves, podem se tornar dist\u00farbios alimentares, como a anorexia e a bulimia.\u00a0<\/span><\/p><p style=\"text-align: center;\"><span style=\"font-weight: 400;\">Gr\u00e1fico 4 &#8211; Percentual de escolares de 13 a 17 anos, por sexo, segundo indicadores de imagem corporal, alimenta\u00e7\u00e3o e atividade f\u00edsica<\/span><\/p>\t\t\t\t\t\t\t\t<\/div>\n\t\t\t\t<\/div>\n\t\t\t\t<div class=\"elementor-element elementor-element-72acef8 elementor-widget elementor-widget-image\" data-id=\"72acef8\" data-element_type=\"widget\" data-e-type=\"widget\" data-widget_type=\"image.default\">\n\t\t\t\t<div class=\"elementor-widget-container\">\n\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t<img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"512\" height=\"384\" src=\"https:\/\/observatoriodesigualdades.fjp.mg.gov.br\/wp-content\/uploads\/2022\/11\/Grafico-4.png\" class=\"attachment-large size-large wp-image-2626\" alt=\"\" srcset=\"https:\/\/observatoriodesigualdades.fjp.mg.gov.br\/wp-content\/uploads\/2022\/11\/Grafico-4.png 512w, https:\/\/observatoriodesigualdades.fjp.mg.gov.br\/wp-content\/uploads\/2022\/11\/Grafico-4-300x225.png 300w\" sizes=\"(max-width: 512px) 100vw, 512px\" \/>\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t<\/div>\n\t\t\t\t<\/div>\n\t\t\t\t<div class=\"elementor-element elementor-element-cb98c7a elementor-widget elementor-widget-text-editor\" data-id=\"cb98c7a\" data-element_type=\"widget\" data-e-type=\"widget\" data-widget_type=\"text-editor.default\">\n\t\t\t\t<div class=\"elementor-widget-container\">\n\t\t\t\t\t\t\t\t\t<p style=\"text-align: center;\"><span style=\"font-weight: 400;\">Fonte: PeNSE (2019). Dispon\u00edvel em: &lt;https:\/\/agenciadenoticias.ibge.gov.br\/media\/com_mediaibge\/arquivos\/ad542e8a6ea81cd154e61fc7edf39d00.pdf&gt; Acesso em: 19 jan 2021<\/span><\/p><p><span style=\"font-weight: 400;\">Al\u00e9m da viol\u00eancia sexual, outros tipos de viol\u00eancia foram mais relatados entre as estudantes do sexo feminino, como a agress\u00e3o pelos respons\u00e1veis e o bullying. Os resultados do primeiro tipo, ilustrados no gr\u00e1fico 5, mostram que tanto meninas quanto meninos s\u00e3o significativamente atingidos pela viol\u00eancia dom\u00e9stica, sendo que 22,1% das meninas j\u00e1 foram agredidas pelo pai, m\u00e3e ou outro respons\u00e1vel, enquanto 19,9% dos meninos relataram esse tipo de viol\u00eancia.\u00a0<\/span><\/p><p style=\"text-align: center;\"><span style=\"font-weight: 400;\">Gr\u00e1fico 5 &#8211; Estudantes de 13 a 17 anos que foram agredidos alguma vez pela m\u00e3e, pai ou respons\u00e1vel (%)<\/span><\/p>\t\t\t\t\t\t\t\t<\/div>\n\t\t\t\t<\/div>\n\t\t\t\t<div class=\"elementor-element elementor-element-af6a745 elementor-widget elementor-widget-image\" data-id=\"af6a745\" data-element_type=\"widget\" data-e-type=\"widget\" data-widget_type=\"image.default\">\n\t\t\t\t<div class=\"elementor-widget-container\">\n\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t<img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"512\" height=\"194\" src=\"https:\/\/observatoriodesigualdades.fjp.mg.gov.br\/wp-content\/uploads\/2022\/11\/Grafico-5.png\" class=\"attachment-large size-large wp-image-2627\" alt=\"\" srcset=\"https:\/\/observatoriodesigualdades.fjp.mg.gov.br\/wp-content\/uploads\/2022\/11\/Grafico-5.png 512w, https:\/\/observatoriodesigualdades.fjp.mg.gov.br\/wp-content\/uploads\/2022\/11\/Grafico-5-300x114.png 300w\" sizes=\"(max-width: 512px) 100vw, 512px\" \/>\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t<\/div>\n\t\t\t\t<\/div>\n\t\t\t\t<div class=\"elementor-element elementor-element-0e9b1b1 elementor-widget elementor-widget-text-editor\" data-id=\"0e9b1b1\" data-element_type=\"widget\" data-e-type=\"widget\" data-widget_type=\"text-editor.default\">\n\t\t\t\t<div class=\"elementor-widget-container\">\n\t\t\t\t\t\t\t\t\t<p style=\"text-align: center;\"><span style=\"font-weight: 400;\">Fonte: PeNSE (2019). Dispon\u00edvel em: &lt;https:\/\/agenciadenoticias.ibge.gov.br\/agencia-noticias\/2012-agencia-de-noticias\/noticias\/31579-uma-em-cada-cinco-estudantes-ja-sofreu-violencia-sexual&gt; Acesso em: 19 jan 2021<\/span><\/p><p><span style=\"font-weight: 400;\">As meninas tamb\u00e9m s\u00e3o as principais v\u00edtimas do bullying, na medida em que 26% delas afirmaram j\u00e1 terem sofrido esse tipo de agress\u00e3o, enquanto 19,5% dos meninos foram v\u00edtimas. Em contrapartida, o percentual de meninos que j\u00e1 causaram bullying (14,6%) \u00e9 maior em rela\u00e7\u00e3o ao de meninas (9,5%), de acordo com os dados do gr\u00e1fico 6. A analista da PeNSE Tha\u00eds Moth\u00e9 aponta uma forte associa\u00e7\u00e3o entre o bullying e a sa\u00fade mental, podendo ser tanto um fator de risco quanto um sintoma.<\/span><\/p><p style=\"text-align: center;\"><span style=\"font-weight: 400;\">Gr\u00e1fico 6 &#8211; Percentual de escolares de 13 a 17 anos por posi\u00e7\u00e3o assumida na efetiva\u00e7\u00e3o da pr\u00e1tica de bullying<\/span><\/p>\t\t\t\t\t\t\t\t<\/div>\n\t\t\t\t<\/div>\n\t\t\t\t<div class=\"elementor-element elementor-element-fdf59bf elementor-widget elementor-widget-image\" data-id=\"fdf59bf\" data-element_type=\"widget\" data-e-type=\"widget\" data-widget_type=\"image.default\">\n\t\t\t\t<div class=\"elementor-widget-container\">\n\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t<img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"512\" height=\"156\" src=\"https:\/\/observatoriodesigualdades.fjp.mg.gov.br\/wp-content\/uploads\/2022\/11\/Grafico-6.png\" class=\"attachment-large size-large wp-image-2628\" alt=\"\" srcset=\"https:\/\/observatoriodesigualdades.fjp.mg.gov.br\/wp-content\/uploads\/2022\/11\/Grafico-6.png 512w, https:\/\/observatoriodesigualdades.fjp.mg.gov.br\/wp-content\/uploads\/2022\/11\/Grafico-6-300x91.png 300w\" sizes=\"(max-width: 512px) 100vw, 512px\" \/>\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t<\/div>\n\t\t\t\t<\/div>\n\t\t\t\t<div class=\"elementor-element elementor-element-5f12747 elementor-widget elementor-widget-text-editor\" data-id=\"5f12747\" data-element_type=\"widget\" data-e-type=\"widget\" data-widget_type=\"text-editor.default\">\n\t\t\t\t<div class=\"elementor-widget-container\">\n\t\t\t\t\t\t\t\t\t<p style=\"text-align: center;\"><span style=\"font-weight: 400;\">Fonte: PeNSE (2019). Dispon\u00edvel em: &lt;https:\/\/agenciadenoticias.ibge.gov.br\/media\/com_mediaibge\/arquivos\/ad542e8a6ea81cd154e61fc7edf39d00.pdf&gt; Acesso em: 19 jan 2021<\/span><\/p><p><span style=\"font-weight: 400;\">Os dados apresentados pela PeNSE (2019) sobre a viol\u00eancia contra meninas de 13 a 17 anos, incluindo desde a viol\u00eancia sexual at\u00e9 o bullying, e os resultados dos indicadores relacionados \u00e0 sa\u00fade mental explicitam os impactos negativos da viol\u00eancia de g\u00eanero sobre a sa\u00fade, a educa\u00e7\u00e3o e as rela\u00e7\u00f5es dessas estudantes. Com isso, observa-se um cen\u00e1rio de desigualdade nas escolas brasileiras, em que alunas do sexo feminino ficam prejudicadas.<\/span><\/p><p>\u00a0<\/p><p><strong>Autora: Anna Clara Mattos, sob a orienta\u00e7\u00e3o de Bruno Lazzarotti.\u00a0<\/strong><br \/>*O Observat\u00f3rio das Desigualdades \u00e9 um projeto de extens\u00e3o. O conte\u00fado e as opini\u00f5es expressas n\u00e3o refletem necessariamente o posicionamento da Funda\u00e7\u00e3o Jo\u00e3o Pinheiro ou do CORECON \u2013 MG.<\/p><p>\u00a0<\/p><p><strong>Refer\u00eancias<\/strong><br \/>\u00b9IBGE. Pesquisa Nacional de Sa\u00fade Escolar 2019. IBGE, 2021. Dispon\u00edvel em: &lt;https:\/\/agenciadenoticias.ibge.gov.br\/media\/com_mediaibge\/arquivos\/ad542e8a6ea81cd154e61fc7edf39d00.pdf&gt; Acesso em: 19 jan 2022<\/p><p>\u00b2CRELIER, Cristiane. Uma em cada cinco estudantes j\u00e1 sofreu viol\u00eancia sexual. Ag\u00eancia de Not\u00edcias IBGE, 10 set 2021. Dispon\u00edvel em: &lt;https:\/\/agenciadenoticias.ibge.gov.br\/agencia-noticias\/2012-agencia-de-noticias\/noticias\/31579-uma-em-cada-cinco-estudantes-ja-sofreu-violencia-sexual&gt; Acesso em: 19 jan 2022<\/p><p>\u00b3SANTOS, Marconi de Jesus; MASCARENHAS, M\u00e1rcio D\u00eanis Medeiros; MALTA, Deborah Carvalho; LIMA, Cheila Marina; SILVA, Marta Maria Alves da. Preval\u00eancia de viol\u00eancia sexual e fatores associados entre estudantes do ensino fundamental \u2013 Brasil, 2015. Ci\u00eancia &amp; Sa\u00fade Coletiva, Rio de Janeiro, p. 535-544, fev. 2019. Dispon\u00edvel em: &lt;https:\/\/www.scielo.br\/j\/csc\/a\/7kJYrLwhMJCQnyBypYmCLjk\/?lang=pt&gt; Acesso em: 19 jan 2022<\/p><p>4LOSCHI, Mar\u00edlia. Quest\u00e3o de g\u00eanero: indicadores de sa\u00fade mental s\u00e3o piores para as meninas. Ag\u00eancia de Not\u00edcias IBGE, 10 set 2021. Dispon\u00edvel em: &lt;https:\/\/agenciadenoticias.ibge.gov.br\/agencia-noticias\/2012-agencia-de-noticias\/noticias\/31606-questao-de-genero-indicadores-de-saude-mental-sao-piores-para-as-meninas&gt; Acesso em: 19 jan 2022<\/p>\t\t\t\t\t\t\t\t<\/div>\n\t\t\t\t<\/div>\n\t\t\t\t\t<\/div>\n\t\t<\/div>\n\t\t\t\t\t<\/div>\n\t\t<\/section>\n\t\t\t\t<\/div>\n\t\t","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A desigualdade de g\u00eanero e a viol\u00eancia contra a mulher causam consequ\u00eancias durante toda a vida das pessoas do sexo feminino. Na adolesc\u00eancia, per\u00edodo fundamental de desenvolvimento e mudan\u00e7as, n\u00e3o \u00e9 diferente: as meninas enfrentam as desigualdades e a viol\u00eancia, que afetam a sa\u00fade mental e f\u00edsica desse grupo. As experi\u00eancias vivenciadas neste per\u00edodo acabam 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