{"id":3018,"date":"2023-05-17T18:42:51","date_gmt":"2023-05-17T18:42:51","guid":{"rendered":"https:\/\/observatoriodesigualdades.fjp.mg.gov.br\/?p=3018"},"modified":"2024-05-27T19:48:51","modified_gmt":"2024-05-27T19:48:51","slug":"o-que-a-desigualdade-salarial-representa-dentro-do-capitalismo-brasileiro","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/observatoriodesigualdades.fjp.mg.gov.br\/?p=3018","title":{"rendered":"O que a desigualdade salarial representa dentro do capitalismo brasileiro?"},"content":{"rendered":"\t\t<div data-elementor-type=\"wp-post\" data-elementor-id=\"3018\" class=\"elementor elementor-3018\">\n\t\t\t\t\t\t<section class=\"elementor-section elementor-top-section elementor-element elementor-element-88dc750 elementor-section-boxed elementor-section-height-default elementor-section-height-default\" data-id=\"88dc750\" data-element_type=\"section\" data-e-type=\"section\">\n\t\t\t\t\t\t<div class=\"elementor-container elementor-column-gap-default\">\n\t\t\t\t\t<div class=\"elementor-column elementor-col-100 elementor-top-column elementor-element elementor-element-0aa2d4d\" data-id=\"0aa2d4d\" data-element_type=\"column\" data-e-type=\"column\">\n\t\t\t<div class=\"elementor-widget-wrap elementor-element-populated\">\n\t\t\t\t\t\t<div class=\"elementor-element elementor-element-4c471f6 elementor-widget elementor-widget-text-editor\" data-id=\"4c471f6\" data-element_type=\"widget\" data-e-type=\"widget\" data-widget_type=\"text-editor.default\">\n\t\t\t\t<div class=\"elementor-widget-container\">\n\t\t\t\t\t\t\t\t\t<p>No dia 04\/05, a chamada \u201cLei da Equidade Salarial\u201d (PL 1.085\/2023) foi aprovada na C\u00e2mara dos Deputados. Esse projeto de lei institui a obrigatoriedade de sal\u00e1rios iguais para a realiza\u00e7\u00e3o de trabalho de igual valor ou no exerc\u00edcio de mesma fun\u00e7\u00e3o, sem distin\u00e7\u00f5es de cor, g\u00eanero, etnia, origem e idade. Caso o empregador n\u00e3o cumpra essa obrigatoriedade, ser\u00e1 multado em 10 vezes o valor do sal\u00e1rio. O projeto tamb\u00e9m apresenta artigos voltados para a fiscaliza\u00e7\u00e3o e transpar\u00eancia. <\/p><p>A desigualdade salarial \u00e9 uma realidade que acompanha o mercado de trabalho desde a g\u00eanese do capitalismo. A percep\u00e7\u00e3o de que o dever natural das mulheres \u00e9 o servi\u00e7o dom\u00e9stico teve grande papel no estabelecimento de tal realidade. Sobre essa quest\u00e3o, Cristina Carrasco (2008) afirma que nesse per\u00edodo [s\u00e9culos XVIII e XIX], prevalecia o entendimento de que o sal\u00e1rio das mulheres solteiras deveria ser igual ao que custa o sustento delas, mas n\u00e3o precisaria ser superior. O m\u00ednimo para um homem \u00e9 sempre acima disso, porque para os homens o sal\u00e1rio deve ser suficiente para sustentar a si mesmo, uma mulher e um n\u00famero adequado de filhos.\u201d.<\/p><p>Em adi\u00e7\u00e3o, o fato de as mulheres receberem menos era uma forma de mant\u00ea-las em seus pap\u00e9is sociais de m\u00e3es e esposas (HARTMANN, 1979; FOLBRE 1994, p. 95). Em uma sociedade capitalista, um dos principais aspectos do poder \u00e9 a posse de dinheiro: essa posse oferece ao ser humano a possibilidade de comprar o que \u00e9 essencial para sua sobreviv\u00eancia e bem estar. Ao se considerar isso, entende-se que a desigualdade salarial \u00e9 uma forma de manter as mulheres em uma posi\u00e7\u00e3o de inferioridade e, em muitos casos, depend\u00eancia em rela\u00e7\u00e3o a uma figura masculina, tal como as ideias de Carrasco, Hartmann e Folbre sugerem. Sob essa perspectiva, a equidade salarial \u00e9 essencial para a possibilidade de emancipa\u00e7\u00e3o feminina. <br \/>Em adi\u00e7\u00e3o, \u00e9 importante ressaltar que a desigualdade salarial n\u00e3o pode ser explicada por uma diferen\u00e7a na produtividade ou na qualidade do trabalho feminino: de acordo com o estudo Estat\u00edsticas de G\u00eanero &#8211; Indicadores sociais das mulheres no Brasil (2021) divulgado pelo IBGE, a conclus\u00e3o do ensino superior \u00e9 mais frequente entre as mulheres &#8211; que, por consequ\u00eancia, possuem mais especializa\u00e7\u00e3o (Tabela 01). An\u00e1lise similar pode ser feita a partir da Tabela 02.<\/p><p style=\"text-align: center;\">Tabela 01: Taxa de conclus\u00e3o do ensino superior por sexo nas Grandes Regi\u00f5es (2019)<\/p>\t\t\t\t\t\t\t\t<\/div>\n\t\t\t\t<\/div>\n\t\t\t\t<div class=\"elementor-element elementor-element-30cc896 elementor-widget elementor-widget-image\" data-id=\"30cc896\" data-element_type=\"widget\" data-e-type=\"widget\" data-widget_type=\"image.default\">\n\t\t\t\t<div class=\"elementor-widget-container\">\n\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t<img fetchpriority=\"high\" decoding=\"async\" width=\"768\" height=\"414\" src=\"https:\/\/observatoriodesigualdades.fjp.mg.gov.br\/wp-content\/uploads\/2023\/05\/WhatsApp-Image-2023-05-17-at-15.20.39-768x414.jpeg\" class=\"attachment-medium_large size-medium_large wp-image-3019\" alt=\"\" srcset=\"https:\/\/observatoriodesigualdades.fjp.mg.gov.br\/wp-content\/uploads\/2023\/05\/WhatsApp-Image-2023-05-17-at-15.20.39-768x414.jpeg 768w, https:\/\/observatoriodesigualdades.fjp.mg.gov.br\/wp-content\/uploads\/2023\/05\/WhatsApp-Image-2023-05-17-at-15.20.39-300x162.jpeg 300w, https:\/\/observatoriodesigualdades.fjp.mg.gov.br\/wp-content\/uploads\/2023\/05\/WhatsApp-Image-2023-05-17-at-15.20.39.jpeg 793w\" sizes=\"(max-width: 768px) 100vw, 768px\" \/>\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t<\/div>\n\t\t\t\t<\/div>\n\t\t\t\t<div class=\"elementor-element elementor-element-c6625ea elementor-widget elementor-widget-text-editor\" data-id=\"c6625ea\" data-element_type=\"widget\" data-e-type=\"widget\" data-widget_type=\"text-editor.default\">\n\t\t\t\t<div class=\"elementor-widget-container\">\n\t\t\t\t\t\t\t\t\t<p style=\"text-align: center;\">Fonte: IBGE (2019)<\/p><p style=\"text-align: center;\">Tabela 02: Taxa de conclus\u00e3o do ensino m\u00e9dio por sexo nas Grandes Regi\u00f5es<\/p>\t\t\t\t\t\t\t\t<\/div>\n\t\t\t\t<\/div>\n\t\t\t\t<div class=\"elementor-element elementor-element-00dcf6f elementor-widget elementor-widget-image\" data-id=\"00dcf6f\" data-element_type=\"widget\" data-e-type=\"widget\" data-widget_type=\"image.default\">\n\t\t\t\t<div class=\"elementor-widget-container\">\n\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t<img decoding=\"async\" width=\"512\" height=\"274\" src=\"https:\/\/observatoriodesigualdades.fjp.mg.gov.br\/wp-content\/uploads\/2023\/05\/Tabela-2-2.png\" class=\"attachment-ocean-thumb-m size-ocean-thumb-m wp-image-3027\" alt=\"\" srcset=\"https:\/\/observatoriodesigualdades.fjp.mg.gov.br\/wp-content\/uploads\/2023\/05\/Tabela-2-2.png 512w, https:\/\/observatoriodesigualdades.fjp.mg.gov.br\/wp-content\/uploads\/2023\/05\/Tabela-2-2-300x161.png 300w\" sizes=\"(max-width: 512px) 100vw, 512px\" \/>\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t<\/div>\n\t\t\t\t<\/div>\n\t\t\t\t<div class=\"elementor-element elementor-element-ef7c8f3 elementor-widget elementor-widget-text-editor\" data-id=\"ef7c8f3\" data-element_type=\"widget\" data-e-type=\"widget\" data-widget_type=\"text-editor.default\">\n\t\t\t\t<div class=\"elementor-widget-container\">\n\t\t\t\t\t\t\t\t\t<p style=\"text-align: center;\">Fonte: IBGE (2019)<\/p><p>Al\u00e9m da situa\u00e7\u00e3o geral das mulheres, \u00e9 necess\u00e1rio fazer um recorte de ra\u00e7a ao se estudar a desigualdade salarial: mulheres negras recebem aproximadamente 46% do sal\u00e1rio de um homem branco (Tabela 03). Como estabelecido anteriormente, dentro de um sistema centrado em renda, a iniquidade de rendimento \u00e9 uma forma de viol\u00eancia sist\u00eamica, dessa forma, conclui-se que essa viol\u00eancia \u00e9 maior contra as mulheres negras. Dessarte, a equidade salarial \u00e9 tamb\u00e9m uma pauta crucial na luta antiracista.<\/p><p style=\"text-align: center;\">Tabela 03: Rendimento habitual de todos os trabalhos e raz\u00e3o de rendimentos das pessoas ocupadas de 14 anos ou mais de idade, por sexo, cor ou ra\u00e7a nas Grandes Regi\u00f5es (2019)<\/p>\t\t\t\t\t\t\t\t<\/div>\n\t\t\t\t<\/div>\n\t\t\t\t<div class=\"elementor-element elementor-element-363b3fe elementor-widget elementor-widget-image\" data-id=\"363b3fe\" data-element_type=\"widget\" data-e-type=\"widget\" data-widget_type=\"image.default\">\n\t\t\t\t<div class=\"elementor-widget-container\">\n\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t<img decoding=\"async\" width=\"517\" height=\"420\" src=\"https:\/\/observatoriodesigualdades.fjp.mg.gov.br\/wp-content\/uploads\/2023\/05\/WhatsApp-Image-2023-05-17-at-15.23.45-1.jpeg\" class=\"attachment-medium_large size-medium_large wp-image-3022\" alt=\"\" srcset=\"https:\/\/observatoriodesigualdades.fjp.mg.gov.br\/wp-content\/uploads\/2023\/05\/WhatsApp-Image-2023-05-17-at-15.23.45-1.jpeg 517w, https:\/\/observatoriodesigualdades.fjp.mg.gov.br\/wp-content\/uploads\/2023\/05\/WhatsApp-Image-2023-05-17-at-15.23.45-1-300x244.jpeg 300w\" sizes=\"(max-width: 517px) 100vw, 517px\" \/>\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t<\/div>\n\t\t\t\t<\/div>\n\t\t\t\t<div class=\"elementor-element elementor-element-ddda5ef elementor-widget elementor-widget-text-editor\" data-id=\"ddda5ef\" data-element_type=\"widget\" data-e-type=\"widget\" data-widget_type=\"text-editor.default\">\n\t\t\t\t<div class=\"elementor-widget-container\">\n\t\t\t\t\t\t\t\t\t<p style=\"text-align: center;\">Fonte: IBGE (2019)<\/p><p>A cria\u00e7\u00e3o de uma legisla\u00e7\u00e3o espec\u00edfica para determinado problema implica, ao menos em teoria, que o Estado, por meio de recursos burocr\u00e1ticos e pol\u00edticos, ir\u00e1 se empenhar para mitigar tal problema, ou seja, o projeto de lei n\u00ba 1085\/2023 representa um grande avan\u00e7o por reconhecer a desigualdade salarial como uma realidade e por propor medidas que enfrentem essa realidade. \u00c9 tamb\u00e9m interessante que a lei proponha formas de fiscaliza\u00e7\u00e3o e san\u00e7\u00f5es claras, o que pode ser observado no caso do PL em quest\u00e3o: <\/p><p style=\"padding-left: 240px;\">Art. 4\u00ba A igualdade salarial e remunerat\u00f3ria entre mulheres e homens ser\u00e1 garantida por meio das seguintes medidas: I &#8211; estabelecimento de mecanismos de transpar\u00eancia salarial e remunerat\u00f3ria; II &#8211; incremento da fiscaliza\u00e7\u00e3o contra a discrimina\u00e7\u00e3o salarial e remunerat\u00f3ria entre mulheres e homens; III &#8211; aplica\u00e7\u00e3o de san\u00e7\u00f5es administrativas em caso de desigualdade ou discrimina\u00e7\u00e3o salarial e remunerat\u00f3ria entre mulheres e homens; e IV &#8211; facilita\u00e7\u00e3o de meios processuais para a garantia da igualdade salarial e remunerat\u00f3ria entre mulheres e homens. Art. 5\u00ba Fica determinada a publica\u00e7\u00e3o de relat\u00f3rios de transpar\u00eancia salarial e remunerat\u00f3ria pelas pessoas jur\u00eddicas de direito privado com vinte ou mais empregados.<\/p><p>Em conclus\u00e3o, o projeto de equidade salarial \u00e9 um dos v\u00e1rios passos que a sociedade brasileira deve tomar em dire\u00e7\u00e3o a um Brasil livre do machismo e do racismo, e, por consequ\u00eancia, em dire\u00e7\u00e3o a uma sociedade mais igualit\u00e1ria.<\/p><p><strong>Autora:<\/strong> Alessandra Kadar, sob a orienta\u00e7\u00e3o de Bruno Lazzarotti<\/p><p>*O Observat\u00f3rio das Desigualdades \u00e9 um projeto de extens\u00e3o. O conte\u00fado e as opini\u00f5es expressas n\u00e3o refletem necessariamente o posicionamento da Funda\u00e7\u00e3o Jo\u00e3o Pinheiro ou do CORECON \u2013 MG.<\/p><p><strong>Refer\u00eancias:<\/strong><br \/>TEIXEIRA, Marilane. Desigualdades salariais entre homens e mulheres a partir de uma abordagem de economistas feministas. Niter\u00f3i, Revista G\u00eanero, v. 9, n. 1, p. 31-45, 2008. Dispon\u00edvel em: &lt;periodicos.uff.br\/revistagenero\/article\/view\/30952\/18041&gt;<\/p><p>BRASIL. Congresso Nacional. Projeto de lei n\u00ba 1085\/2023. Disp\u00f5e sobre a igualdade salarial e remunerat\u00f3ria entre mulheres e homens para o exerc\u00edcio de mesma fun\u00e7\u00e3o e altera a Consolida\u00e7\u00e3o das Leis do Trabalho, aprovada pelo Decreto-Lei n\u00ba 5.452, de 1\u00ba de maio de 1943. Dispon\u00edvel em: &lt;www.camara.leg.br\/proposicoesWeb\/prop_mostrarintegra?codteor=2242565&amp;filename=PL%201085\/2023&gt;<\/p><p>Estat\u00edsticas de G\u00eanero &#8211; Indicadores sociais das mulheres no Brasil (2019). IBGE, 2021. Dispon\u00edvel em: &lt;www.ibge.gov.br\/estatisticas\/multidominio\/genero\/20163-estatisticas-de-genero-indicadores-sociais-das-mulheres-no-brasil.html?=&amp;t=sobre&gt;<\/p><p><strong>Leitura sugerida:<\/strong><br \/>www.gov.br\/mulheres\/pt-br\/central-de-conteudos\/noticias\/2023\/maio\/conheca-os-principais-pontos-do-pl-da-igualdade-salarial-aprovado-na-camara-nesta-quinta-feira-4<\/p>\t\t\t\t\t\t\t\t<\/div>\n\t\t\t\t<\/div>\n\t\t\t\t\t<\/div>\n\t\t<\/div>\n\t\t\t\t\t<\/div>\n\t\t<\/section>\n\t\t\t\t<\/div>\n\t\t","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>No dia 04\/05, a chamada \u201cLei da Equidade Salarial\u201d (PL 1.085\/2023) foi aprovada na C\u00e2mara dos Deputados. Esse projeto de lei institui a obrigatoriedade de sal\u00e1rios iguais para a realiza\u00e7\u00e3o de trabalho de igual valor ou no exerc\u00edcio de mesma fun\u00e7\u00e3o, sem distin\u00e7\u00f5es de cor, g\u00eanero, etnia, origem e idade. 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