{"id":3390,"date":"2023-11-23T23:07:09","date_gmt":"2023-11-23T23:07:09","guid":{"rendered":"https:\/\/observatoriodesigualdades.fjp.mg.gov.br\/?p=3390"},"modified":"2024-05-31T00:09:15","modified_gmt":"2024-05-31T00:09:15","slug":"contra-o-pacto-da-branquitude-minas-gerais-precisa-enfrentar-o-racismo-e-o-legado-da-escravidao","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/observatoriodesigualdades.fjp.mg.gov.br\/?p=3390","title":{"rendered":"Contra o pacto da branquitude: Minas Gerais precisa enfrentar o racismo e o legado da escravid\u00e3o"},"content":{"rendered":"\t\t<div data-elementor-type=\"wp-post\" data-elementor-id=\"3390\" class=\"elementor elementor-3390\">\n\t\t\t\t\t\t<section class=\"elementor-section elementor-top-section elementor-element elementor-element-ce53bc1 elementor-section-boxed elementor-section-height-default elementor-section-height-default\" data-id=\"ce53bc1\" data-element_type=\"section\" data-e-type=\"section\">\n\t\t\t\t\t\t<div class=\"elementor-container elementor-column-gap-default\">\n\t\t\t\t\t<div class=\"elementor-column elementor-col-100 elementor-top-column elementor-element elementor-element-af4f191\" data-id=\"af4f191\" data-element_type=\"column\" data-e-type=\"column\">\n\t\t\t<div class=\"elementor-widget-wrap elementor-element-populated\">\n\t\t\t\t\t\t<div class=\"elementor-element elementor-element-736e950 elementor-widget elementor-widget-text-editor\" data-id=\"736e950\" data-element_type=\"widget\" data-e-type=\"widget\" data-widget_type=\"text-editor.default\">\n\t\t\t\t<div class=\"elementor-widget-container\">\n\t\t\t\t\t\t\t\t\t<p style=\"padding-left: 480px;\"><i><span style=\"font-weight: 400;\">&#8220;\u2026 enquanto a na\u00e7\u00e3o n\u00e3o tiver consci\u00eancia de que lhe \u00e9 indispens\u00e1vel adaptar \u00e0 liberdade cada um dos aparelhos do seu organismo de que a escravid\u00e3o se apropriou, a obra desta ir\u00e1 por diante mesmo que n\u00e3o haja mais escravos&#8221;\u00a0<\/span><\/i><span style=\"font-size: 15px; font-weight: 400; color: var( --e-global-color-text );\">(Joaquim Nabuc)<\/span><\/p><p><span style=\"font-weight: 400;\">Todo ano rememoramos no dia 20 de novembro o Dia da Consci\u00eancia Negra no Brasil. Chegar\u00e1 o dia em que, no Dia da Consci\u00eancia Negra, o que ocupar\u00e1 nossos debates, nossos cora\u00e7\u00f5es e mentes ser\u00e1 apenas a celebra\u00e7\u00e3o da riqueza de nossa diversidade, a heran\u00e7a de cria\u00e7\u00e3o, coragem e resist\u00eancia que constitui nossa hist\u00f3ria e o orgulho da luta que ter\u00e1 permitido superar o longo rastro de exclus\u00e3o que a escravid\u00e3o nos legou e que que a injusti\u00e7a e a opress\u00e3o sobre as quais se constru\u00edram as fortunas e o poder no Brasil cuidou de tentar preservar por outras tantas d\u00e9cadas. Este 20 de novembro chegar\u00e1, mas n\u00e3o hoje. Vivemos ainda o tempo em que \u00e9 preciso apontar e escrutinar os mecanismos estruturais e cotidianos que teimam em manter e silenciar o esc\u00e2ndalo que \u00e9 uma sociedade que, ao abolir tardiamente e de m\u00e1 vontade a escravid\u00e3o, segue tendo no racismo aberto ou que se insinua mal travestida de abstra\u00e7\u00e3o legal, de cordialidade afetiva e de racionalidade econ\u00f4mica.\u00a0<\/span><\/p><p><span style=\"font-weight: 400;\">Constitui-se um tipo de negacionismo nada inocente\u00a0 a marginalidade que o enfrentamento ao racismo e \u00e0 desigualdade racial ocupa historicamente &#8211; atualmente &#8211; na agenda governamental de Minas Gerais. Assim, neste post, cumprimos mais uma vez a ainda inadi\u00e1vel, mesmo que desagrad\u00e1vel, tarefa de evidenciar a persist\u00eancia da desigualdade racial no estado, inclusive naqueles campos de pol\u00edticas p\u00fablicas sobre os quais o n\u00edvel estadual tem papel protagonista.<\/span><\/p><p><span style=\"font-weight: 400;\">Tomemos inicialmente o acesso \u00e0 educa\u00e7\u00e3o, em todos os seus n\u00edveis. Os dados no Painel de Monitoramento do PNE mostram que enquanto as pessoas brancas possuem 12,3 anos de escolaridade m\u00e9dia, as pessoas negras t\u00eam 11,3 anos de escolaridade m\u00e9dia. Essa evolu\u00e7\u00e3o acompanha as pol\u00edticas de expans\u00e3o nos n\u00edveis mais elevados de ensino e as pol\u00edticas afirmativas implementadas nas \u00faltimas duas d\u00e9cadas.<\/span><\/p><p>\u00a0<\/p><p style=\"text-align: center;\"><b>Gr\u00e1fico 1: Escolaridade m\u00e9dia, em anos de estudo, da popula\u00e7\u00e3o de 18 a 29 anos de idade &#8211; Minas Gerais &#8211; 2013-2022<\/b><\/p>\t\t\t\t\t\t\t\t<\/div>\n\t\t\t\t<\/div>\n\t\t\t\t<div class=\"elementor-element elementor-element-9cedb1b elementor-widget elementor-widget-image\" data-id=\"9cedb1b\" data-element_type=\"widget\" data-e-type=\"widget\" data-widget_type=\"image.default\">\n\t\t\t\t<div class=\"elementor-widget-container\">\n\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t<img fetchpriority=\"high\" decoding=\"async\" width=\"512\" height=\"317\" src=\"https:\/\/observatoriodesigualdades.fjp.mg.gov.br\/wp-content\/uploads\/2023\/11\/contra1.png\" class=\"attachment-large size-large wp-image-3392\" alt=\"\" srcset=\"https:\/\/observatoriodesigualdades.fjp.mg.gov.br\/wp-content\/uploads\/2023\/11\/contra1.png 512w, https:\/\/observatoriodesigualdades.fjp.mg.gov.br\/wp-content\/uploads\/2023\/11\/contra1-300x186.png 300w\" sizes=\"(max-width: 512px) 100vw, 512px\" \/>\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t<\/div>\n\t\t\t\t<\/div>\n\t\t\t\t<div class=\"elementor-element elementor-element-7872baa elementor-widget elementor-widget-text-editor\" data-id=\"7872baa\" data-element_type=\"widget\" data-e-type=\"widget\" data-widget_type=\"text-editor.default\">\n\t\t\t\t<div class=\"elementor-widget-container\">\n\t\t\t\t\t\t\t\t\t<p style=\"text-align: center;\"><span style=\"font-weight: 400;\">Fonte: Painel de Monitoramento do PNE<\/span><\/p><p>\u00a0<\/p><p><span style=\"font-weight: 400;\">Quando analisamos o acesso ao ensino superior, n\u00edvel mais alto de ensino, os negros tamb\u00e9m est\u00e3o em desvantagem. Enquanto a escolariza\u00e7\u00e3o na educa\u00e7\u00e3o superior chega\u00a0 a aproximadamente 32% para os jovens brancos, para os jovens negros ela \u00e9 de aproximadamente 17%. Os estudos realizados pelo IBGE apontam que\u00a0 um jovem de cor ou ra\u00e7a branca tem, aproximadamente, duas vezes mais chances de frequentar ou j\u00e1 ter conclu\u00eddo o ensino superior que um jovem de cor ou ra\u00e7a preta ou parda.<\/span><\/p><p>\u00a0<\/p><p style=\"text-align: center;\"><b>Gr\u00e1fico 2: Taxa l\u00edquida de escolariza\u00e7\u00e3o na educa\u00e7\u00e3o superior &#8211; Minas Gerais &#8211; 2012-2022<\/b><\/p>\t\t\t\t\t\t\t\t<\/div>\n\t\t\t\t<\/div>\n\t\t\t\t<div class=\"elementor-element elementor-element-f730ea8 elementor-widget elementor-widget-image\" data-id=\"f730ea8\" data-element_type=\"widget\" data-e-type=\"widget\" data-widget_type=\"image.default\">\n\t\t\t\t<div class=\"elementor-widget-container\">\n\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t<img decoding=\"async\" width=\"512\" height=\"317\" src=\"https:\/\/observatoriodesigualdades.fjp.mg.gov.br\/wp-content\/uploads\/2023\/11\/contra2.png\" class=\"attachment-large size-large wp-image-3391\" alt=\"\" srcset=\"https:\/\/observatoriodesigualdades.fjp.mg.gov.br\/wp-content\/uploads\/2023\/11\/contra2.png 512w, https:\/\/observatoriodesigualdades.fjp.mg.gov.br\/wp-content\/uploads\/2023\/11\/contra2-300x186.png 300w\" sizes=\"(max-width: 512px) 100vw, 512px\" \/>\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t<\/div>\n\t\t\t\t<\/div>\n\t\t\t\t<div class=\"elementor-element elementor-element-8598972 elementor-widget elementor-widget-text-editor\" data-id=\"8598972\" data-element_type=\"widget\" data-e-type=\"widget\" data-widget_type=\"text-editor.default\">\n\t\t\t\t<div class=\"elementor-widget-container\">\n\t\t\t\t\t\t\t\t\t<p style=\"text-align: center;\"><span style=\"font-weight: 400;\">Fonte: Painel de Monitoramento do PNE<\/span><\/p><p>\u00a0<\/p><p><span style=\"font-weight: 400;\">No mercado de trabalho, tampouco encontramos uma tend\u00eancia \u00e0 igualdade de condi\u00e7\u00f5es entre brancos e negros. O mais recente <\/span><b>Boletim do Mercado de Trabalho Mineiro<\/b><span style=\"font-weight: 400;\">, elaborado pelo <\/span><b>Observat\u00f3rio do Trabalho de Minas Gerais e pela Funda\u00e7\u00e3o Jo\u00e3o Pinheiro<\/b><span style=\"font-weight: 400;\">, mostra que a taxa de desocupa\u00e7\u00e3o entre homens e mulheres negras no estado \u00e9 sempre superior \u00e0 dos brancos e como g\u00eanero e ra\u00e7a se combinam na produ\u00e7\u00e3o da desigualdade, colocando as mulheres negras em desvantagem em rela\u00e7\u00e3o a todos os outros grupos: a taxa de desocupa\u00e7\u00e3o das mulheres negras nunca foi inferior ao dobro daquela dos homens brancos e, durante a maior parte dos anos, bem superior ao dobro. Destaca-se tamb\u00e9m a tend\u00eancia de queda da desocupa\u00e7\u00e3o no estado e o menor patamar da taxa de desocupa\u00e7\u00e3o para as mulheres negras em todo o per\u00edodo.<\/span><\/p><p>\u00a0<\/p><p style=\"text-align: center;\"><b>Gr\u00e1fico 3: Evolu\u00e7\u00e3o da taxa de desocupa\u00e7\u00e3o de negros e brancos, segundo sexo &#8211; Minas Gerais &#8211; 2012 a 2022<\/b><\/p>\t\t\t\t\t\t\t\t<\/div>\n\t\t\t\t<\/div>\n\t\t\t\t<div class=\"elementor-element elementor-element-e21b70c elementor-widget elementor-widget-image\" data-id=\"e21b70c\" data-element_type=\"widget\" data-e-type=\"widget\" data-widget_type=\"image.default\">\n\t\t\t\t<div class=\"elementor-widget-container\">\n\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t<img decoding=\"async\" width=\"379\" height=\"264\" src=\"https:\/\/observatoriodesigualdades.fjp.mg.gov.br\/wp-content\/uploads\/2023\/11\/contra1-1.png\" class=\"attachment-2048x2048 size-2048x2048 wp-image-3397\" alt=\"\" srcset=\"https:\/\/observatoriodesigualdades.fjp.mg.gov.br\/wp-content\/uploads\/2023\/11\/contra1-1.png 379w, https:\/\/observatoriodesigualdades.fjp.mg.gov.br\/wp-content\/uploads\/2023\/11\/contra1-1-300x209.png 300w\" sizes=\"(max-width: 379px) 100vw, 379px\" \/>\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t<\/div>\n\t\t\t\t<\/div>\n\t\t\t\t<div class=\"elementor-element elementor-element-5a9dfdb elementor-widget elementor-widget-text-editor\" data-id=\"5a9dfdb\" data-element_type=\"widget\" data-e-type=\"widget\" data-widget_type=\"text-editor.default\">\n\t\t\t\t<div class=\"elementor-widget-container\">\n\t\t\t\t\t\t\t\t\t<p style=\"text-align: center;\"><span style=\"font-weight: 400;\">Fonte: Boletim do Mercado de Trabalho Mineiro<\/span><\/p><p>\u00a0<\/p><p><span style=\"font-weight: 400;\">As pessoas negras tamb\u00e9m ocupam mais as posi\u00e7\u00f5es que exigem menor grau de instru\u00e7\u00e3o e t\u00eam menor prest\u00edgio, menor poder, al\u00e9m de menores rendimentos. Se destaca na tabela 1 o fato de as pessoas negras terem uma menor representa\u00e7\u00e3o em cargos de chefia e em atua\u00e7\u00e3o em \u00e1reas relacionadas \u00e0 ci\u00eancia. Isso pode se relacionar em parte com as menores oportunidades educacionais que os negros possuem, mas n\u00e3o apenas: a discrimina\u00e7\u00e3o nas oportunidades de ascens\u00e3o, ainda que nem sempre expl\u00edcita, \u00e9 mais do que documentada na literatura especializada e, de novo, atinge ainda mais gravemente as mulheres negras.<\/span><\/p><p>\u00a0<\/p><p style=\"text-align: center;\"><b>Tabela 1: Propor\u00e7\u00e3o dos trabalhadores brancos e negros, por sexo, segundo grupamentos ocupacionais &#8211; Minas Gerais &#8211; 2022<\/b><\/p>\t\t\t\t\t\t\t\t<\/div>\n\t\t\t\t<\/div>\n\t\t\t\t<div class=\"elementor-element elementor-element-deadee3 elementor-widget elementor-widget-image\" data-id=\"deadee3\" data-element_type=\"widget\" data-e-type=\"widget\" data-widget_type=\"image.default\">\n\t\t\t\t<div class=\"elementor-widget-container\">\n\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t<img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"508\" height=\"222\" src=\"https:\/\/observatoriodesigualdades.fjp.mg.gov.br\/wp-content\/uploads\/2023\/11\/contra4-e1700780556828.png\" class=\"attachment-large size-large wp-image-3395\" alt=\"\" srcset=\"https:\/\/observatoriodesigualdades.fjp.mg.gov.br\/wp-content\/uploads\/2023\/11\/contra4-e1700780556828.png 508w, https:\/\/observatoriodesigualdades.fjp.mg.gov.br\/wp-content\/uploads\/2023\/11\/contra4-e1700780556828-300x131.png 300w\" sizes=\"(max-width: 508px) 100vw, 508px\" \/>\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t<\/div>\n\t\t\t\t<\/div>\n\t\t\t\t<div class=\"elementor-element elementor-element-8b2cd82 elementor-widget elementor-widget-text-editor\" data-id=\"8b2cd82\" data-element_type=\"widget\" data-e-type=\"widget\" data-widget_type=\"text-editor.default\">\n\t\t\t\t<div class=\"elementor-widget-container\">\n\t\t\t\t\t\t\t\t\t<p style=\"text-align: center;\"><span style=\"font-weight: 400;\">Fonte: Boletim do Mercado de Trabalho Mineiro<\/span><\/p><p>\u00a0<\/p><p><span style=\"font-weight: 400;\">Isso tem impacto no rendimento advindo do trabalho. A popula\u00e7\u00e3o negra possui menor rendimento que a popula\u00e7\u00e3o branca, como mostra o gr\u00e1fico 4. As mulheres negras ainda est\u00e3o em mais desvantagem, com o pior rendimento entre os grupos analisados. A diferen\u00e7a de rendimentos entre homens brancos e mulheres negras chega a 90%.<\/span><\/p><p>\u00a0<\/p><p style=\"text-align: center;\"><b>Gr\u00e1fico 4: Evolu\u00e7\u00e3o do rendimento habitual m\u00e9dio mensal do trabalho principal, segundo sexo e cor &#8211; Minas Gerais &#8211; 2012 a 2022<\/b><\/p>\t\t\t\t\t\t\t\t<\/div>\n\t\t\t\t<\/div>\n\t\t\t\t<div class=\"elementor-element elementor-element-08e6530 elementor-widget elementor-widget-image\" data-id=\"08e6530\" data-element_type=\"widget\" data-e-type=\"widget\" data-widget_type=\"image.default\">\n\t\t\t\t<div class=\"elementor-widget-container\">\n\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t<img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"511\" height=\"262\" src=\"https:\/\/observatoriodesigualdades.fjp.mg.gov.br\/wp-content\/uploads\/2023\/11\/contra5-e1700780690141.png\" class=\"attachment-large size-large wp-image-3394\" alt=\"\" srcset=\"https:\/\/observatoriodesigualdades.fjp.mg.gov.br\/wp-content\/uploads\/2023\/11\/contra5-e1700780690141.png 511w, https:\/\/observatoriodesigualdades.fjp.mg.gov.br\/wp-content\/uploads\/2023\/11\/contra5-e1700780690141-300x154.png 300w\" sizes=\"(max-width: 511px) 100vw, 511px\" \/>\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t<\/div>\n\t\t\t\t<\/div>\n\t\t\t\t<div class=\"elementor-element elementor-element-38d331e elementor-widget elementor-widget-text-editor\" data-id=\"38d331e\" data-element_type=\"widget\" data-e-type=\"widget\" data-widget_type=\"text-editor.default\">\n\t\t\t\t<div class=\"elementor-widget-container\">\n\t\t\t\t\t\t\t\t\t<p style=\"text-align: center;\"><span style=\"font-weight: 400;\">Fonte: Boletim do Mercado de Trabalho Mineiro<\/span><\/p><p>\u00a0<\/p><p><span style=\"font-weight: 400;\">Esta desigualdade exp\u00f5e as pessoas negras a uma maior vulnerabilidade a situa\u00e7\u00f5es de priva\u00e7\u00e3o. Existe uma sobre-representa\u00e7\u00e3o dos negros, com predomin\u00e2ncia da mulher negra, seguinda do homem negro, na condi\u00e7\u00e3o de pobreza, 22,08% das mulheres negras se encontram e situa\u00e7\u00e3o de pobreza e 21,13% de homens brancos se encontram nessa condi\u00e7\u00e3o, conforme o gr\u00e1fico 5.<\/span><\/p><p>\u00a0<\/p><p style=\"text-align: center;\"><b>Gr\u00e1fico 5: Evolu\u00e7\u00e3o da propor\u00e7\u00e3o de pobres na popula\u00e7\u00e3o total segundo g\u00eanero &#8211; Minas Gerais &#8211; 2012-2022<\/b><\/p>\t\t\t\t\t\t\t\t<\/div>\n\t\t\t\t<\/div>\n\t\t\t\t<div class=\"elementor-element elementor-element-13d2351 elementor-widget elementor-widget-image\" data-id=\"13d2351\" data-element_type=\"widget\" data-e-type=\"widget\" data-widget_type=\"image.default\">\n\t\t\t\t<div class=\"elementor-widget-container\">\n\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t<img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"451\" height=\"263\" src=\"https:\/\/observatoriodesigualdades.fjp.mg.gov.br\/wp-content\/uploads\/2023\/11\/contra6-e1700780732667.png\" class=\"attachment-large size-large wp-image-3393\" alt=\"\" srcset=\"https:\/\/observatoriodesigualdades.fjp.mg.gov.br\/wp-content\/uploads\/2023\/11\/contra6-e1700780732667.png 451w, https:\/\/observatoriodesigualdades.fjp.mg.gov.br\/wp-content\/uploads\/2023\/11\/contra6-e1700780732667-300x175.png 300w\" sizes=\"(max-width: 451px) 100vw, 451px\" \/>\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t<\/div>\n\t\t\t\t<\/div>\n\t\t\t\t<div class=\"elementor-element elementor-element-7786a78 elementor-widget elementor-widget-text-editor\" data-id=\"7786a78\" data-element_type=\"widget\" data-e-type=\"widget\" data-widget_type=\"text-editor.default\">\n\t\t\t\t<div class=\"elementor-widget-container\">\n\t\t\t\t\t\t\t\t\t<p style=\"text-align: center;\"><span style=\"font-weight: 400;\">Fonte: PNAD Cont\u00ednua (IBGE)<\/span><\/p><p>\u00a0<\/p><p><span style=\"font-weight: 400;\">Ser negro no Brasil deve envolver orgulho, mas tamb\u00e9m resist\u00eancia, pois implica estar mais vulner\u00e1vel no que diz respeito a diversas condi\u00e7\u00f5es da vida social e no acesso a diferentes pol\u00edticas e oportunidades. Existe um caminho ainda muito longo a se trilhar acerca da igualdade racial no Brasil, seja quando falamos em mercado de trabalho, em rendimentos, em educa\u00e7\u00e3o e entre v\u00e1rios outros fatores. A partir do reconhecimento que o racismo \u00e9 um problema estrutural e que \u00e9 \u201cum elemento que integra a organiza\u00e7\u00e3o econ\u00f4mica e pol\u00edtica da sociedade\u201d (Almeida, 2019, p.20), \u00e9 que come\u00e7amos a enfrent\u00e1-lo.<\/span><\/p><p>\u00a0<\/p><p><b>Refer\u00eancias<\/b><\/p><p><span style=\"font-weight: 400;\">[1] Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais An\u00edsio Teixeira (INEP). Painel de Monitoramento do Plano Nacional de Educa\u00e7\u00e3o &#8211; PNE. Bras\u00edlia: Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais An\u00edsio Teixeira, 2022. Dispon\u00edvel em: <\/span><a href=\"https:\/\/app.powerbi.com\/view?r=eyJrIjoiOGY5NWUyMDMtYzc0Mi00Y2Y5LTk3MmEtNThjMjJiY2NjNWExIiwidCI6IjI2ZjczODk3LWM4YWMtNGIxZS05NzhmLWVhNGMwNzc0MzRiZiJ9\"><span style=\"font-weight: 400;\">https:\/\/app.powerbi.com\/view?r=eyJrIjoiOGY5NWUyMDMtYzc0Mi00Y2Y5LTk3MmEtNThjMjJiY2NjNWExIiwidCI6IjI2ZjczODk3LWM4YWMtNGIxZS05NzhmLWVhNGMwNzc0MzRiZiJ9<\/span><\/a><span style=\"font-weight: 400;\">. Acesso em: 22 nov. 2023.<\/span><\/p><p><span style=\"font-weight: 400;\">[2] Boletim no Mercado de Trabalho Mineiro. Observat\u00f3rio do Trabalho de Minas Gerais; Funda\u00e7\u00e3o Jo\u00e3o Pinheiro, Minas Gerais, v. 3, n. 5, 2023. Dispon\u00edvel em: <\/span><a href=\"https:\/\/drive.google.com\/file\/d\/1kM_lqVRyWiIjgmZEf_nrb7KrxKa1fnez\/view\"><span style=\"font-weight: 400;\">https:\/\/drive.google.com\/file\/d\/1kM_lqVRyWiIjgmZEf_nrb7KrxKa1fnez\/view<\/span><\/a><span style=\"font-weight: 400;\">. Acesso em 22 nov. 2023.<\/span><\/p><p><span style=\"font-weight: 400;\">[3] <\/span><span style=\"font-weight: 400;\">IBGE. Instituto Brasileiro de Geografia e Estat\u00edstica. S\u00edntese de indicadores sociais: uma an\u00e1lise das condi\u00e7\u00f5es de vida da popula\u00e7\u00e3o brasileira: 2020. Rio de Janeiro: IBGE, 2020b. Dispon\u00edvel em: <\/span><a href=\"https:\/\/biblioteca.ibge.gov.br\/visualizacao\/livros\/liv101760.pdf\"><span style=\"font-weight: 400;\">https:\/\/biblioteca.ibge.gov.br\/visualizacao\/livros\/liv101760.pdf<\/span><\/a><span style=\"font-weight: 400;\">. Acesso em 22 nov. 2023.<\/span><\/p><p><span style=\"font-weight: 400;\">[4] ALMEIDA, Silvio. Racismo estrutural. S\u00e3o Paulo: P\u00f3len, 2019. 264 p.<\/span><\/p><p>\u00a0<\/p><p>Autor: Alexandre Henrique, sob orienta\u00e7\u00e3o do professor Bruno Lazzarotti<\/p><p>*O Observat\u00f3rio das Desigualdades \u00e9 um projeto de extens\u00e3o. O conte\u00fado e as opini\u00f5es expressas n\u00e3o refletem necessariamente o posicionamento da Funda\u00e7\u00e3o Jo\u00e3o Pinheiro ou do CORECON \u2013 MG<\/p>\t\t\t\t\t\t\t\t<\/div>\n\t\t\t\t<\/div>\n\t\t\t\t\t<\/div>\n\t\t<\/div>\n\t\t\t\t\t<\/div>\n\t\t<\/section>\n\t\t\t\t<\/div>\n\t\t","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>&#8220;\u2026 enquanto a na\u00e7\u00e3o n\u00e3o tiver consci\u00eancia de que lhe \u00e9 indispens\u00e1vel adaptar \u00e0 liberdade cada um dos aparelhos do seu organismo de que a escravid\u00e3o se apropriou, a obra desta ir\u00e1 por diante mesmo que n\u00e3o haja mais escravos&#8221;\u00a0(Joaquim Nabuc) Todo ano rememoramos no dia 20 de novembro o Dia da Consci\u00eancia Negra no [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":2,"featured_media":3397,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"ocean_post_layout":"","ocean_both_sidebars_style":"","ocean_both_sidebars_content_width":0,"ocean_both_sidebars_sidebars_width":0,"ocean_sidebar":"0","ocean_second_sidebar":"0","ocean_disable_margins":"enable","ocean_add_body_class":"","ocean_shortcode_before_top_bar":"","ocean_shortcode_after_top_bar":"","ocean_shortcode_before_header":"","ocean_shortcode_after_header":"","ocean_has_shortcode":"","ocean_shortcode_after_title":"","ocean_shortcode_before_footer_widgets":"","ocean_shortcode_after_footer_widgets":"","ocean_shortcode_before_footer_bottom":"","ocean_shortcode_after_footer_bottom":"","ocean_display_top_bar":"default","ocean_display_header":"default","ocean_header_style":"","ocean_center_header_left_menu":"0","ocean_custom_header_template":"0","ocean_custom_logo":0,"ocean_custom_retina_logo":0,"ocean_custom_logo_max_width":0,"ocean_custom_logo_tablet_max_width":0,"ocean_custom_logo_mobile_max_width":0,"ocean_custom_logo_max_height":0,"ocean_custom_logo_tablet_max_height":0,"ocean_custom_logo_mobile_max_height":0,"ocean_header_custom_menu":"0","ocean_menu_typo_font_family":"0","ocean_menu_typo_font_subset":"","ocean_menu_typo_font_size":0,"ocean_menu_typo_font_size_tablet":0,"ocean_menu_typo_font_size_mobile":0,"ocean_menu_typo_font_size_unit":"px","ocean_menu_typo_font_weight":"","ocean_menu_typo_font_weight_tablet":"","ocean_menu_typo_font_weight_mobile":"","ocean_menu_typo_transform":"","ocean_menu_typo_transform_tablet":"","ocean_menu_typo_transform_mobile":"","ocean_menu_typo_line_height":0,"ocean_menu_typo_line_height_tablet":0,"ocean_menu_typo_line_height_mobile":0,"ocean_menu_typo_line_height_unit":"","ocean_menu_typo_spacing":0,"ocean_menu_typo_spacing_tablet":0,"ocean_menu_typo_spacing_mobile":0,"ocean_menu_typo_spacing_unit":"","ocean_menu_link_color":"","ocean_menu_link_color_hover":"","ocean_menu_link_color_active":"","ocean_menu_link_background":"","ocean_menu_link_hover_background":"","ocean_menu_link_active_background":"","ocean_menu_social_links_bg":"","ocean_menu_social_hover_links_bg":"","ocean_menu_social_links_color":"","ocean_menu_social_hover_links_color":"","ocean_disable_title":"default","ocean_disable_heading":"default","ocean_post_title":"","ocean_post_subheading":"","ocean_post_title_style":"","ocean_post_title_background_color":"","ocean_post_title_background":0,"ocean_post_title_bg_image_position":"","ocean_post_title_bg_image_attachment":"","ocean_post_title_bg_image_repeat":"","ocean_post_title_bg_image_size":"","ocean_post_title_height":0,"ocean_post_title_bg_overlay":0.5,"ocean_post_title_bg_overlay_color":"","ocean_disable_breadcrumbs":"default","ocean_breadcrumbs_color":"","ocean_breadcrumbs_separator_color":"","ocean_breadcrumbs_links_color":"","ocean_breadcrumbs_links_hover_color":"","ocean_display_footer_widgets":"default","ocean_display_footer_bottom":"default","ocean_custom_footer_template":"0","ocean_post_oembed":"","ocean_post_self_hosted_media":"","ocean_post_video_embed":"","ocean_link_format":"","ocean_link_format_target":"self","ocean_quote_format":"","ocean_quote_format_link":"post","ocean_gallery_link_images":"on","ocean_gallery_id":[],"footnotes":""},"categories":[57],"tags":[99,92,27,20,85],"class_list":["post-3390","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-desigualdade-racial","tag-democracia-e-direitos","tag-desigualdade-de-genero","tag-educacao","tag-renda","tag-trabalho","entry","has-media"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/observatoriodesigualdades.fjp.mg.gov.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/3390","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/observatoriodesigualdades.fjp.mg.gov.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/observatoriodesigualdades.fjp.mg.gov.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/observatoriodesigualdades.fjp.mg.gov.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/observatoriodesigualdades.fjp.mg.gov.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcomments&post=3390"}],"version-history":[{"count":10,"href":"https:\/\/observatoriodesigualdades.fjp.mg.gov.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/3390\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":3787,"href":"https:\/\/observatoriodesigualdades.fjp.mg.gov.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/3390\/revisions\/3787"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/observatoriodesigualdades.fjp.mg.gov.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/media\/3397"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/observatoriodesigualdades.fjp.mg.gov.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fmedia&parent=3390"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/observatoriodesigualdades.fjp.mg.gov.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcategories&post=3390"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/observatoriodesigualdades.fjp.mg.gov.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Ftags&post=3390"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}