{"id":3797,"date":"2024-06-15T01:27:15","date_gmt":"2024-06-15T01:27:15","guid":{"rendered":"https:\/\/observatoriodesigualdades.fjp.mg.gov.br\/?p=3797"},"modified":"2024-07-12T20:24:22","modified_gmt":"2024-07-12T20:24:22","slug":"entre-papel-e-caneta-a-manutencao-das-desigualdades-na-alfabetizacao-brasileira","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/observatoriodesigualdades.fjp.mg.gov.br\/?p=3797","title":{"rendered":"Entre papel e caneta: a manuten\u00e7\u00e3o das desigualdades na alfabetiza\u00e7\u00e3o brasileira"},"content":{"rendered":"\t\t<div data-elementor-type=\"wp-post\" data-elementor-id=\"3797\" class=\"elementor elementor-3797\">\n\t\t\t\t\t\t<section class=\"elementor-section elementor-top-section elementor-element elementor-element-03e20fb elementor-section-boxed elementor-section-height-default elementor-section-height-default\" data-id=\"03e20fb\" data-element_type=\"section\" data-e-type=\"section\">\n\t\t\t\t\t\t<div class=\"elementor-container elementor-column-gap-default\">\n\t\t\t\t\t<div class=\"elementor-column elementor-col-100 elementor-top-column elementor-element elementor-element-f6842f3\" data-id=\"f6842f3\" data-element_type=\"column\" data-e-type=\"column\">\n\t\t\t<div class=\"elementor-widget-wrap elementor-element-populated\">\n\t\t\t\t\t\t<div class=\"elementor-element elementor-element-04caa97 elementor-widget elementor-widget-text-editor\" data-id=\"04caa97\" data-element_type=\"widget\" data-e-type=\"widget\" data-widget_type=\"text-editor.default\">\n\t\t\t\t<div class=\"elementor-widget-container\">\n\t\t\t\t\t\t\t\t\t<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-weight: 400;\">Recentemente, o IBGE divulgou os resultados do Censo Demogr\u00e1fico de 2022, incluindo os de alfabetiza\u00e7\u00e3o. Felizmente, em compara\u00e7\u00e3o aos anos 2000 e 2010, h\u00e1 mais pessoas que sabem ler e escrever no Brasil. Dado aos problemas educacionais do pa\u00eds, este \u00e9 um avan\u00e7o muito importante. No entanto, o otimismo quanto a essas taxas n\u00e3o pode ser absoluto. Na pr\u00e1tica, o cen\u00e1rio brasileiro \u00e9 de dois passos para frente e um passo para tr\u00e1s, pois atrav\u00e9s de uma an\u00e1lise mais minuciosa dos dados nota-se uma desigualdade nas quedas do analfabetismo e a manuten\u00e7\u00e3o de certos grupos nas piores posi\u00e7\u00f5es nesse aspecto, como por exemplo as pessoas n\u00e3o brancas, os idosos e os nordestinos. Assim, embora avan\u00e7os na educa\u00e7\u00e3o equitativa tenham sido registrados, ainda \u00e9 necess\u00e1rio investir em pol\u00edticas de alfabetiza\u00e7\u00e3o para garantir que n\u00e3o exista abismo t\u00e3o grande entre o papel e caneta para alguns grupos, tendo em vista que, segundo a Constitui\u00e7\u00e3o Federal de 1988, a educa\u00e7\u00e3o \u00e9 um direito de todos e um dever do Estado.\u00a0<\/span><\/p><p>\u00a0<\/p><p style=\"text-align: justify;\"><b>Faixas et\u00e1rias: Um problema de gera\u00e7\u00f5es<\/b><\/p><p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-weight: 400;\">O Censo 2022 registrou a queda do analfabetismo em todas as faixas et\u00e1rias, o que \u00e9 explicado principalmente pela expans\u00e3o educacional dos anos 1990 e a transi\u00e7\u00e3o demogr\u00e1fica, que possibilitou \u00e0s gera\u00e7\u00f5es mais novas estar em situa\u00e7\u00e3o melhor na educa\u00e7\u00e3o quando comparada \u00e0s antigas. Quanto a isso, o Gr\u00e1fico 1, mostra que o grupo de pessoas com 65 anos ou mais permaneceu, ao longo de 20 anos, com a maior taxa de analfabetismo. Este fato \u00e9 explicado, em grande medida, pelo atraso nos investimentos &#8211; com car\u00e1ter equitativo &#8211; em educa\u00e7\u00e3o, especialmente na alfabetiza\u00e7\u00e3o de pessoas adultas. Nota-se, ainda, que a maior queda percentual de pessoas estudadas aconteceu com aquelas com menos de 40 anos (IBGE, 2024). Quando se observa os grupos de idade, a not\u00edcia da redu\u00e7\u00e3o do analfabetismo vem acompanhada de um travo amargo: a constata\u00e7\u00e3o de que ela aconteceu quase exclusivamente atrav\u00e9s da expans\u00e3o da educa\u00e7\u00e3o regular de crian\u00e7as e adolescentes combinada com o \u00f3bito das gera\u00e7\u00f5es mais antigas e menos alfabetizadas. Estas \u00faltimas viveram toda sua vida sem a garantia de seu direito \u00e0 educa\u00e7\u00e3o e sem a oferta da Educa\u00e7\u00e3o de Jovens e Adultos suficiente para reparar a omiss\u00e3o hist\u00f3rica do Estado brasileiro frente a estes indiv\u00edduos.<\/span><\/p><p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-weight: 400;\">Olhando para as reformas educacionais, uma de suas bases foi a Confer\u00eancia Mundial de Educa\u00e7\u00e3o para Todos, convocada pela UNESCO, a UNICEF, o PNUD e o Banco Mundial, em Jomtien no ano de 1990.\u00a0 Nessa confer\u00eancia, foi discutido, entre outras quest\u00f5es, o futuro da educa\u00e7\u00e3o nos pa\u00edses classificados como E9, os 9 pa\u00edses com os piores \u00edndices educacionais &#8211; o que inclu\u00eda o Brasil (Silva; Abreu, 2008).\u00a0 Destarte, tendo em vista o aspecto hist\u00f3rico, a evolu\u00e7\u00e3o brasileira \u00e9, de fato, louv\u00e1vel, embora ainda muito desigual.<\/span><\/p><p>\u00a0<\/p><p style=\"text-align: center;\"><strong>Gr\u00e1fico 1: Taxa de analfabetismo por grupo de idade<\/strong><\/p><p><img fetchpriority=\"high\" decoding=\"async\" class=\"aligncenter wp-image-3798 size-full\" src=\"https:\/\/observatoriodesigualdades.fjp.mg.gov.br\/wp-content\/uploads\/2024\/06\/Captura-de-tela-2024-06-14-142830.png\" alt=\"\" width=\"712\" height=\"370\" srcset=\"https:\/\/observatoriodesigualdades.fjp.mg.gov.br\/wp-content\/uploads\/2024\/06\/Captura-de-tela-2024-06-14-142830.png 712w, https:\/\/observatoriodesigualdades.fjp.mg.gov.br\/wp-content\/uploads\/2024\/06\/Captura-de-tela-2024-06-14-142830-300x156.png 300w\" sizes=\"(max-width: 712px) 100vw, 712px\" \/><\/p><p style=\"text-align: center;\"><span style=\"font-weight: 400;\">Fonte: IBGE. Censo Demogr\u00e1fico 2000\/2010\/2022<\/span><\/p><p>\u00a0<\/p><p style=\"text-align: justify;\"><b>A desigualdade tem cor: analfabetismo entre pessoas negras e pardas<\/b><\/p><p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-weight: 400;\">A quest\u00e3o et\u00e1ria tamb\u00e9m \u00e9 influenciada por crit\u00e9rios de ra\u00e7a: pessoas pretas e pardas s\u00e3o a maioria entre as n\u00e3o alfabetizadas (Gr\u00e1fico 2). Nesse sentido, a coordenadora de Pesquisas por Amostra de Domic\u00edlios do IBGE, Adriana Beringuy, pontua que:<\/span><\/p><p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-weight: 400;\">\u00a0A tend\u00eancia de queda do analfabetismo se verifica nos grupos onde ele \u00e9 maior: popula\u00e7\u00e3o mais velha e pessoas de cor preta ou parda. \u00c9 como se tivesse mais espa\u00e7o para queda nesses grupos, uma vez que a popula\u00e7\u00e3o jovem j\u00e1 est\u00e1 mais escolarizada. De todo modo, temos um panorama no qual persiste mais de 20% da popula\u00e7\u00e3o de 60 anos ou mais de cor preta ou parda na condi\u00e7\u00e3o de analfabeta (Gomes; Ferreira, 2023).<\/span><\/p><p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-weight: 400;\">A disparidade racial nas taxas de alfabetiza\u00e7\u00e3o \u00e9 ainda mais evidente nas idades mais avan\u00e7adas, pois as diferen\u00e7as nos n\u00fameros por ra\u00e7a s\u00e3o ainda mais dram\u00e1ticas.<\/span><\/p><p>\u00a0<\/p><p style=\"text-align: center;\"><strong>Gr\u00e1fico 2: Taxa de analfabetismo por cor e grupo de idade\u00a0<\/strong><\/p><p><img decoding=\"async\" class=\"aligncenter size-full wp-image-3799\" src=\"https:\/\/observatoriodesigualdades.fjp.mg.gov.br\/wp-content\/uploads\/2024\/06\/Captura-de-tela-2024-06-14-143044.png\" alt=\"\" width=\"693\" height=\"343\" srcset=\"https:\/\/observatoriodesigualdades.fjp.mg.gov.br\/wp-content\/uploads\/2024\/06\/Captura-de-tela-2024-06-14-143044.png 693w, https:\/\/observatoriodesigualdades.fjp.mg.gov.br\/wp-content\/uploads\/2024\/06\/Captura-de-tela-2024-06-14-143044-300x148.png 300w\" sizes=\"(max-width: 693px) 100vw, 693px\" \/><\/p><p style=\"text-align: center;\"><span style=\"font-weight: 400;\">Fonte: IBGE. Censo Demogr\u00e1fico 2022<\/span><\/p><p>\u00a0<\/p><p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-weight: 400;\">O relat\u00f3rio Pobreza Multidimensional na Inf\u00e2ncia e Adolesc\u00eancia no Brasil, da UNICEF, ao dar destaque a inf\u00e2ncia, analisa alguns indicadores a partir da \u00f3tica da pobreza multidimensional demonstrando que entre a popula\u00e7\u00e3o infantil &#8211; entre 7 e 10 anos -, a diferen\u00e7a no percentual de pessoas alfabetizadas por cor \u00e9 mais acentuada. Nessa linha, tamb\u00e9m \u00e9 percept\u00edvel a influ\u00eancia da pandemia do covid-19 em acentuar essa desigualdade (Gr\u00e1fico 3).<\/span><\/p><p>\u00a0<\/p><p style=\"text-align: center;\"><strong>Gr\u00e1fico 3: Taxa de analfabetismo entre crian\u00e7as de 7 a 10 anos<\/strong><\/p><p><img decoding=\"async\" class=\"aligncenter size-full wp-image-3800\" src=\"https:\/\/observatoriodesigualdades.fjp.mg.gov.br\/wp-content\/uploads\/2024\/06\/Captura-de-tela-2024-06-14-143535.png\" alt=\"\" width=\"302\" height=\"402\" srcset=\"https:\/\/observatoriodesigualdades.fjp.mg.gov.br\/wp-content\/uploads\/2024\/06\/Captura-de-tela-2024-06-14-143535.png 302w, https:\/\/observatoriodesigualdades.fjp.mg.gov.br\/wp-content\/uploads\/2024\/06\/Captura-de-tela-2024-06-14-143535-225x300.png 225w\" sizes=\"(max-width: 302px) 100vw, 302px\" \/><\/p><p style=\"text-align: center;\"><span style=\"font-weight: 400;\">Fonte: UNICEF, a partir de dados da PNAD-C anual, 5a entrevista<\/span><\/p><p>\u00a0<\/p><p><b>Pessoas ind\u00edgenas e o letramento<\/b><\/p><p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-weight: 400;\">No ano de 2022, a taxa de alfabetiza\u00e7\u00e3o de pessoas ind\u00edgenas era de 85%,\u00a0 menor que a nacional, de 93%. A desigualdade na educa\u00e7\u00e3o ind\u00edgena apresenta tamb\u00e9m um car\u00e1ter regional, tendo em vista que algumas regi\u00f5es brasileiras &#8211; as mais ricas do pa\u00eds &#8211; t\u00eam taxas maiores da popula\u00e7\u00e3o ind\u00edgena alfabetizada (Gr\u00e1fico\u00a0 4).\u00a0<\/span><\/p><p>\u00a0<\/p><p style=\"text-align: center;\"><strong>Gr\u00e1fico 4: Taxa de alfabetiza\u00e7\u00e3o entre as pessoas ind\u00edgenas por regi\u00e3o brasileira<\/strong><\/p><p><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"aligncenter wp-image-3801 size-full\" src=\"https:\/\/observatoriodesigualdades.fjp.mg.gov.br\/wp-content\/uploads\/2024\/06\/Captura-de-tela-2024-06-14-152849.png\" alt=\"\" width=\"565\" height=\"268\" srcset=\"https:\/\/observatoriodesigualdades.fjp.mg.gov.br\/wp-content\/uploads\/2024\/06\/Captura-de-tela-2024-06-14-152849.png 565w, https:\/\/observatoriodesigualdades.fjp.mg.gov.br\/wp-content\/uploads\/2024\/06\/Captura-de-tela-2024-06-14-152849-300x142.png 300w\" sizes=\"(max-width: 565px) 100vw, 565px\" \/><\/p><p style=\"text-align: center;\"><span style=\"font-weight: 400;\">Fonte: IBGE. Censo Demogr\u00e1fico 2010\/2022<\/span><\/p><p>\u00a0<\/p><p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-weight: 400;\">Apesar desse fato, ressalta-se que ocorreram quedas substanciais no analfabetismo entre os ind\u00edgenas nos \u00faltimos 10 anos, como \u00e9 poss\u00edvel averiguar com o Gr\u00e1fico 5 (IBGE, 2024). N\u00e3o obstante, no Gr\u00e1fico 2, j\u00e1 apresentado, \u00e9 not\u00e1vel que a taxa em quest\u00e3o \u00e9 significativamente maior neste grupo para qualquer faixa et\u00e1ria.<\/span><\/p><p>\u00a0<\/p><p style=\"text-align: center;\"><strong>Gr\u00e1fico 5: Taxa de analfabetismo entre os ind\u00edgenas por idade<\/strong><\/p><p><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"aligncenter size-full wp-image-3802\" src=\"https:\/\/observatoriodesigualdades.fjp.mg.gov.br\/wp-content\/uploads\/2024\/06\/Captura-de-tela-2024-06-14-153242.png\" alt=\"\" width=\"604\" height=\"302\" srcset=\"https:\/\/observatoriodesigualdades.fjp.mg.gov.br\/wp-content\/uploads\/2024\/06\/Captura-de-tela-2024-06-14-153242.png 604w, https:\/\/observatoriodesigualdades.fjp.mg.gov.br\/wp-content\/uploads\/2024\/06\/Captura-de-tela-2024-06-14-153242-300x150.png 300w\" sizes=\"(max-width: 604px) 100vw, 604px\" \/><\/p><p style=\"text-align: center;\"><span style=\"font-weight: 400;\">Fonte: IBGE. Censo Demogr\u00e1fico 2010\/2022<\/span><\/p><p>\u00a0<\/p><p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-weight: 400;\">Os piores \u00edndices de analfabetismo s\u00e3o aqueles da popula\u00e7\u00e3o com 65 anos ou mais que vem se mantendo, em especial nas duas regi\u00f5es com maior popula\u00e7\u00e3o ind\u00edgena, Norte e Nordeste, como se observa no Gr\u00e1fico 6 (IBGE, 2024).<\/span><\/p><p>\u00a0<\/p><p style=\"text-align: center;\"><strong>Gr\u00e1fico 6: Taxa de analfabetismo entre as pessoas ind\u00edgenas por grupo de idade e regi\u00e3o<\/strong><\/p><p><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"aligncenter size-full wp-image-3803\" src=\"https:\/\/observatoriodesigualdades.fjp.mg.gov.br\/wp-content\/uploads\/2024\/06\/Captura-de-tela-2024-06-14-153513.png\" alt=\"\" width=\"698\" height=\"301\" srcset=\"https:\/\/observatoriodesigualdades.fjp.mg.gov.br\/wp-content\/uploads\/2024\/06\/Captura-de-tela-2024-06-14-153513.png 698w, https:\/\/observatoriodesigualdades.fjp.mg.gov.br\/wp-content\/uploads\/2024\/06\/Captura-de-tela-2024-06-14-153513-300x129.png 300w\" sizes=\"(max-width: 698px) 100vw, 698px\" \/><\/p><p style=\"text-align: center;\"><span style=\"font-weight: 400;\">Fonte: IBGE. Censo Demogr\u00e1fico 2022<\/span><\/p><p>\u00a0<\/p><p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-weight: 400;\">As quedas demonstradas se justificam n\u00e3o s\u00f3 com os investimentos na educa\u00e7\u00e3o ind\u00edgena durante a inf\u00e2ncia, juventude e vida adulta, mas tamb\u00e9m pela amplia\u00e7\u00e3o do reconhecimento desses povos fora de seus territ\u00f3rios nativos. A taxa de analfabetismo para este grupo \u00e9 maior entre os que vivem em terras nativas que entre os que n\u00e3o vivem (IBGE, [s.d.]).\u00a0<\/span><\/p><p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-weight: 400;\">Enfim, salienta-se que h\u00e1 dificuldades particulares na alfabetiza\u00e7\u00e3o de povos ind\u00edgenas. Em primeiro lugar, trata-se de uma educa\u00e7\u00e3o \u201cintercultural, <\/span><b>bil\u00edngue<\/b><span style=\"font-weight: 400;\"> e comunit\u00e1ria\u201d (Russo; Mendes; Fernandes, 2020). Nesse sentido, por ser diferente do convencional, \u00e9 permeada por conflitos culturais. Os idiomas cont\u00e9m uma forma de ver o mundo: um dos pontos de tens\u00e3o envolve culturas com tradi\u00e7\u00e3o escrita e os com tradi\u00e7\u00e3o oral. \u00c9 necess\u00e1rio harmonizar vis\u00f5es de mundo distintas na educa\u00e7\u00e3o ind\u00edgena, evitando, principalmente, que a ontologia branca seja vista como superior \u00e0 tradicional (Russo; Mendes; Fernandes, 2020).\u00a0 Em adi\u00e7\u00e3o, a cont\u00ednua precariza\u00e7\u00e3o das escolas ind\u00edgenas, com car\u00eancias diversas de insumos educacionais, provavelmente teve um impacto nos n\u00fameros problem\u00e1ticos apresentados.\u00a0<\/span><\/p><p>\u00a0<\/p><p><b>Mulheres, homens e padr\u00f5es estat\u00edsticos\u00a0<\/b><\/p><p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-weight: 400;\">Existe uma tend\u00eancia do g\u00eanero masculino apresentar piores \u00edndices educacionais em compara\u00e7\u00e3o ao feminino. Isso ocorre tamb\u00e9m em termos de taxa de alfabetiza\u00e7\u00e3o. Dados disponibilizados pelo IBGE mostram que, em 2022, 93,5% das mulheres sabiam ler e escrever, ao passo que o percentual dos homens era de 92,5%. Ao unir os aspectos de g\u00eanero e faixa et\u00e1ria, nota-se que as mulheres possuem vantagem em quase todos os grupos et\u00e1rios, com exce\u00e7\u00e3o das pessoas com 65 anos ou mais. A maior disparidade ocorre no grupo entre 45 a 54 anos, com uma diferen\u00e7a de 2,7%, como mostra o Gr\u00e1fico 7.<\/span><\/p><p>\u00a0<\/p><p style=\"text-align: center;\"><strong>Gr\u00e1fico 7: Taxa de alfabetiza\u00e7\u00e3o dos indiv\u00edduos com 15 anos ou mais de idade, conforme sexo e grupos de idade no Brasil em 2022<\/strong><\/p><p><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"aligncenter wp-image-3804 size-full\" src=\"https:\/\/observatoriodesigualdades.fjp.mg.gov.br\/wp-content\/uploads\/2024\/06\/Captura-de-tela-2024-06-14-153924-e1718416085310.png\" alt=\"\" width=\"543\" height=\"304\" srcset=\"https:\/\/observatoriodesigualdades.fjp.mg.gov.br\/wp-content\/uploads\/2024\/06\/Captura-de-tela-2024-06-14-153924-e1718416085310.png 543w, https:\/\/observatoriodesigualdades.fjp.mg.gov.br\/wp-content\/uploads\/2024\/06\/Captura-de-tela-2024-06-14-153924-e1718416085310-300x168.png 300w\" sizes=\"(max-width: 543px) 100vw, 543px\" \/><\/p><p style=\"text-align: center;\"><span style=\"font-weight: 400;\">Fonte: IBGE. Censo Demogr\u00e1fico, 2022<\/span><\/p><p>\u00a0<\/p><p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-weight: 400;\">A vantagem das mulheres em rela\u00e7\u00e3o aos homens pode ser explicada pelo fato do n\u00famero m\u00e9dio de anos de estudo das mulheres ser relativamente mais alto, de acordo com o IBGE. A m\u00e9dia de anos de estudo dos indiv\u00edduos de 25 anos ou mais era de 9,9 anos, 0,3 anos a mais do que em 2019. As mulheres tinham, aproximadamente, 10,1 anos de estudo, ao passo que os homens tinham 9,6 anos. O principal motivo para essa diferen\u00e7a se d\u00e1 no \u00e2mbito do abandono escolar. Dados de 2022 mostram que, dentre os 52 milh\u00f5es de jovens brasileiros de 14 a 29 anos, 18,3% n\u00e3o completaram o ensino m\u00e9dio, seja por nunca terem frequentado a escola ou por terem abandonado os estudos antes do t\u00e9rmino ideal. O pa\u00eds tinha 9,5 milh\u00f5es de jovens de 14 a 29 anos nessa condi\u00e7\u00e3o, sendo 58,8% deles homens e 41,2% mulheres. O Gr\u00e1fico 8 permite a melhor compreens\u00e3o acerca dos motivos pelos quais as pessoas nessa faixa et\u00e1ria acabam abandonando os estudos.<\/span><\/p><p>\u00a0<\/p><p style=\"text-align: center;\"><strong>Gr\u00e1fico 8: Motivo de abandono escolar entre indiv\u00edduos entre 14 e 29 anos<\/strong><\/p><p><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"aligncenter wp-image-3805 size-large\" src=\"https:\/\/observatoriodesigualdades.fjp.mg.gov.br\/wp-content\/uploads\/2024\/06\/abandono-escolar-652x1024.png\" alt=\"\" width=\"652\" height=\"1024\" srcset=\"https:\/\/observatoriodesigualdades.fjp.mg.gov.br\/wp-content\/uploads\/2024\/06\/abandono-escolar-652x1024.png 652w, https:\/\/observatoriodesigualdades.fjp.mg.gov.br\/wp-content\/uploads\/2024\/06\/abandono-escolar-191x300.png 191w, https:\/\/observatoriodesigualdades.fjp.mg.gov.br\/wp-content\/uploads\/2024\/06\/abandono-escolar.png 751w\" sizes=\"(max-width: 652px) 100vw, 652px\" \/><\/p><p style=\"text-align: center;\"><span style=\"font-weight: 400;\">Fonte: PNAD Cont\u00ednua Educa\u00e7\u00e3o &#8211; 2022<\/span><\/p><p>\u00a0<\/p><p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-weight: 400;\">A import\u00e2ncia das mulheres manterem alto desempenho no \u00e2mbito da alfabetiza\u00e7\u00e3o tem influ\u00eancia no processo de alfabetiza\u00e7\u00e3o de seus filhos. Segundo o Indicador de Alfabetismo Funcional (Inaf) 2018, a figura materna \u00e9 a pessoa de maior influ\u00eancia no desenvolvimento da leitura para 55% das pessoas inclu\u00eddas no n\u00edvel proficiente de alfabetismo funcional e para 48% das que se encontram no n\u00edvel intermedi\u00e1rio e elementar. Entre os indiv\u00edduos classificados como analfabetos funcionais, 57% afirmam que a m\u00e3e n\u00e3o tem nenhum n\u00edvel de escolaridade ou ela cursou somente os primeiros anos do Ensino Fundamental. Outros 23% indicaram n\u00e3o conseguir responder ou disseram n\u00e3o conhecer a m\u00e3e. Por\u00e9m, somente 24% das pessoas alfabetizadas indicaram que suas m\u00e3es n\u00e3o tinham escolaridade ou estudaram at\u00e9 o quinto ano do Ensino Fundamental. Em adi\u00e7\u00e3o, 31% afirmaram que a m\u00e3e tinha Ensino M\u00e9dio ou Educa\u00e7\u00e3o Superior, completos ou incompletos. Desses dados \u00e9 poss\u00edvel inferir como o avan\u00e7o feminino em termos de educa\u00e7\u00e3o, possibilitado por maior investimento no ensino p\u00fablico e em pol\u00edticas p\u00fablicas de combate \u00e0 evas\u00e3o escolar, seria um grande aliado no processo da erradica\u00e7\u00e3o do analfabetismo funcional no Brasil. Sem embargos a isso, a alfabetiza\u00e7\u00e3o masculina, logicamente, tamb\u00e9m \u00e9 vital para a melhora do ensino e para o aumento do bem-estar social e, portanto, deve ser alvo de investimentos.<\/span><\/p><p>\u00a0<\/p><p style=\"text-align: justify;\"><b>Qual o tamanho das desigualdades? Taxas de letramento e o porte dos munic\u00edpios<\/b><\/p><p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-weight: 400;\">Apenas nas duas classes de maiores munic\u00edpios, em termos de popula\u00e7\u00e3o total, a taxa de analfabetismo foi menor do que a m\u00e9dia nacional. Por outro lado, as demais classes de tamanho dos munic\u00edpios &#8211; de at\u00e9 100.000 habitantes &#8211; apresentaram taxas de analfabetismo maiores que a m\u00e9dia do pa\u00eds (IBGE, 2024). Os munic\u00edpios com popula\u00e7\u00e3o entre 10.001 e 20.000 pessoas apresentaram a maior taxa m\u00e9dia para indiv\u00edduos de 15 anos ou mais (13,6%), um n\u00famero quatro vezes maior do que o calculado para os munic\u00edpios com popula\u00e7\u00e3o acima de 500.000 pessoas (3,2%), conforme explicita o Gr\u00e1fico 9.<\/span><\/p><p>\u00a0<\/p><p style=\"text-align: center;\"><strong>Gr\u00e1fico 9 &#8211; Taxa de alfabetiza\u00e7\u00e3o dos indiv\u00edduos com 15 anos ou mais de idade, conforme grupos de idade e classes de tamanho da popula\u00e7\u00e3o dos Munic\u00edpios brasileiros em 2022<\/strong><\/p><p><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"aligncenter wp-image-3806 size-full\" src=\"https:\/\/observatoriodesigualdades.fjp.mg.gov.br\/wp-content\/uploads\/2024\/06\/Captura-de-tela-2024-05-23-181833-e1718416159592.png\" alt=\"\" width=\"576\" height=\"493\" srcset=\"https:\/\/observatoriodesigualdades.fjp.mg.gov.br\/wp-content\/uploads\/2024\/06\/Captura-de-tela-2024-05-23-181833-e1718416159592.png 576w, https:\/\/observatoriodesigualdades.fjp.mg.gov.br\/wp-content\/uploads\/2024\/06\/Captura-de-tela-2024-05-23-181833-e1718416159592-300x257.png 300w\" sizes=\"(max-width: 576px) 100vw, 576px\" \/><\/p><p style=\"text-align: center;\"><span style=\"font-weight: 400;\">Fonte: IBGE. Censo Demogr\u00e1fico, 2022<\/span><\/p><p>\u00a0<\/p><p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-weight: 400;\">De acordo com Betina Fresneda, analista do IBGE, a alfabetiza\u00e7\u00e3o \u00e9 compet\u00eancia municipal e possui rela\u00e7\u00e3o estreita aos recursos que estes possuem para investir na \u00e1rea da educa\u00e7\u00e3o. Nesse sentido, o \u00edndice de analfabetismo \u00e9 mais baixo nos munic\u00edpios com mais de 100 mil habitantes justamente porque eles t\u00eam menos recursos e infraestrutura. As menores taxas de analfabetismo s\u00e3o encontradas em munic\u00edpios da Regi\u00e3o Sul ou de S\u00e3o Paulo, ao passo que as maiores pertencem \u00e0 Regi\u00e3o Nordeste.<\/span><\/p><p>\u00a0<\/p><p><b>Regi\u00f5es geogr\u00e1ficas e as disparidades hist\u00f3ricas<\/b><\/p><p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-weight: 400;\">No \u00e2mbito regional, em 2022 observou-se certa estabilidade nas diferen\u00e7as na alfabetiza\u00e7\u00e3o, apesar dos avan\u00e7os consider\u00e1veis entre os anos de 2010 e 2022. A Regi\u00e3o Sul seguiu como as maiores taxas de alfabetiza\u00e7\u00e3o dos indiv\u00edduos de 15 anos ou mais de idade, com um aumento de 1,7 pontos percentuais entre 2010 e 2022, passando de 94,9% para 96,6%. Na sequ\u00eancia das maiores taxas, vem a Regi\u00e3o Sudeste, com um crescimento de 94,6% em 2010 para 96,1% em 2022. A Regi\u00e3o Nordeste, por sua vez, apresentou um aumento de 80,9% em 2010 para 85,8% em 2022. Foi o maior aumento registrado. No entanto, ela permanece como a detentora da menor taxa entre todas as regi\u00f5es brasileiras. O analfabetismo na Regi\u00e3o Nordeste (14,2%) manteve-se com o dobro da m\u00e9dia nacional (7,0%): em 2010 os \u00edndices eram de 19,1% e 9,6%, respectivamente. A Regi\u00e3o Norte \u00e9 respons\u00e1vel pela segunda menor taxa de alfabetiza\u00e7\u00e3o, mantendo, tamb\u00e9m, sua mesma posi\u00e7\u00e3o. Nessa Regi\u00e3o, observa-se um acompanhamento da tend\u00eancia nacional, tendo sua taxa aumentado de 88,8% em 2010 para 91,8% em 2022. Por sua vez, a Regi\u00e3o Centro-Oeste passou de 92,8% em 2010 para 94,9% em 2022. Os dados est\u00e3o explicitados no Gr\u00e1fico 10.<\/span><\/p><p>\u00a0<\/p><p style=\"text-align: center;\"><strong>Gr\u00e1fico 10: Taxa de alfabetiza\u00e7\u00e3o dos indiv\u00edduos com 15 anos ou mais de idade, conforme as Grandes Regi\u00f5es brasileiras em 2010\/2022<\/strong><\/p><p><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"aligncenter wp-image-3807 size-full\" src=\"https:\/\/observatoriodesigualdades.fjp.mg.gov.br\/wp-content\/uploads\/2024\/06\/Captura-de-tela-2024-05-23-213316-e1718416223668.png\" alt=\"\" width=\"578\" height=\"335\" srcset=\"https:\/\/observatoriodesigualdades.fjp.mg.gov.br\/wp-content\/uploads\/2024\/06\/Captura-de-tela-2024-05-23-213316-e1718416223668.png 578w, https:\/\/observatoriodesigualdades.fjp.mg.gov.br\/wp-content\/uploads\/2024\/06\/Captura-de-tela-2024-05-23-213316-e1718416223668-300x174.png 300w\" sizes=\"(max-width: 578px) 100vw, 578px\" \/><\/p><p style=\"text-align: center;\"><span style=\"font-weight: 400;\">Fonte: IBGE. Censo Demogr\u00e1fico, 2022<\/span><\/p><p>\u00a0<\/p><p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-weight: 400;\">A Regi\u00e3o Nordeste mant\u00e9m-se com a menor taxa de alfabetiza\u00e7\u00e3o, enquanto as Regi\u00f5es Sul e Sudeste apresentam os maiores \u00edndices, tem como principal explica\u00e7\u00e3o a desigualdade socioecon\u00f4mica regional consolidada, historicamente, em favor do eixo centro-sul do pa\u00eds (Haddad; Siqueira, 2015). Nesse sentido, em Regi\u00f5es menos favorecidas, a exemplo da Nordeste, os problemas de infraestrutura escolar adequada, trabalho infantil e pol\u00edticas p\u00fablicas insuficientes s\u00e3o mais robustos, o que impacta diretamente na alta das taxas de analfabetismo.<\/span><\/p><p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-weight: 400;\">Ainda, as disparidades regionais na alfabetiza\u00e7\u00e3o s\u00e3o mais acentuadas quanto mais velho \u00e9 o grupo populacional, como j\u00e1 reiterado diversas vezes nesse <\/span><i><span style=\"font-weight: 400;\">post<\/span><\/i><span style=\"font-weight: 400;\">. Em tal l\u00f3gica, entre as pessoas com at\u00e9 44 anos de idade, enquanto o \u00edndice de analfabetismo era menor do que 2% nas Regi\u00f5es Sul e Sudeste, o grupo mais novo da Regi\u00e3o Nordeste (de 15 a 19 anos) j\u00e1 apresentava 2,4% de analfabetos. Dentre as faixas et\u00e1rias mais velhas, as pessoas com 65 anos de idade ou mais, no Nordeste, apresentavam um \u00edndice de analfabetismo 3,5 vezes maior do que o registrado na Regi\u00e3o Sul, para o mesmo grupo populacional, 39,4% contra 11,3%.<\/span><\/p><p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-weight: 400;\">No \u00e2mbito das unidades da federa\u00e7\u00e3o, os \u00edndices mais altos de alfabetiza\u00e7\u00e3o foram observados em Santa Catarina, com 97,3%, e no Distrito Federal, com 97,2%. Por outro lado, os menores \u00edndices foram de Alagoas, com 82,3%, e no Piau\u00ed, com 82,8%. Contudo, a disparidade entre a maior e a menor taxa de alfabetiza\u00e7\u00e3o, em 2010, era de 20,9% entre Distrito Federal e Alagoas, percentual esse que caiu para 15% em 2022, entre Santa Catarina e Alagoas.<\/span><\/p><p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-weight: 400;\">No ano de 2022, 68,5% da popula\u00e7\u00e3o brasileira vivia em munic\u00edpios cujo \u00edndice de alfabetiza\u00e7\u00e3o dos indiv\u00edduos de 15 anos ou mais de idade era menor do que a m\u00e9dia nacional. Comparativamente, utilizando a mesma m\u00e9dia nacional de 2022, 75,4% da popula\u00e7\u00e3o vivia em munic\u00edpios cujo \u00edndice de alfabetiza\u00e7\u00e3o dos indiv\u00edduos de 15 anos ou mais de idade era mais baixo que 93,0%, em 2010. Por meio dos Cartogramas 1 e 2 abaixo \u00e9 poss\u00edvel perceber o crescimento da taxa de alfabetiza\u00e7\u00e3o entre os anos de 2010 e 2022, not\u00e1vel pelo aumento da quantidade de munic\u00edpios com cores mais escuras, ou seja, que fazem parte das categorias com os maiores percentuais de habitantes alfabetizados.<\/span><\/p><p>\u00a0<\/p><p style=\"text-align: center;\"><strong>Cartograma 1: Taxa de alfabetiza\u00e7\u00e3o dos indiv\u00edduos com 15 anos ou mais de idade no Brasil em 2010<\/strong><\/p><p><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"aligncenter wp-image-3808 size-medium\" src=\"https:\/\/observatoriodesigualdades.fjp.mg.gov.br\/wp-content\/uploads\/2024\/06\/Captura-de-tela-2024-05-24-003419-e1718416295484-300x277.png\" alt=\"\" width=\"300\" height=\"277\" srcset=\"https:\/\/observatoriodesigualdades.fjp.mg.gov.br\/wp-content\/uploads\/2024\/06\/Captura-de-tela-2024-05-24-003419-e1718416295484-300x277.png 300w, https:\/\/observatoriodesigualdades.fjp.mg.gov.br\/wp-content\/uploads\/2024\/06\/Captura-de-tela-2024-05-24-003419-e1718416295484.png 603w\" sizes=\"(max-width: 300px) 100vw, 300px\" \/><\/p><p style=\"text-align: center;\"><span style=\"font-weight: 400;\">Fonte: IBGE. Censo Demogr\u00e1fico, 2010<\/span><\/p><p>\u00a0<\/p><p style=\"text-align: center;\"><strong>Cartograma 2: Taxa de alfabetiza\u00e7\u00e3o dos indiv\u00edduos com 15 anos ou mais de idade no Brasil em 2022<\/strong><\/p><p><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"aligncenter wp-image-3809 size-medium\" src=\"https:\/\/observatoriodesigualdades.fjp.mg.gov.br\/wp-content\/uploads\/2024\/06\/Captura-de-tela-2024-05-24-003438-e1718416318270-300x274.png\" alt=\"\" width=\"300\" height=\"274\" \/><\/p><p style=\"text-align: center;\"><span style=\"font-weight: 400;\">Fonte: IBGE. Censo Demogr\u00e1fico, 2022<\/span><\/p><p>\u00a0<\/p><p><b>Cen\u00e1rio mineiro<\/b><\/p><p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-weight: 400;\">Em Minas Gerais, o \u00edndice de analfabetismo \u00e9 preocupante. De acordo com o Censo de 2022, divulgado pelo IBGE, o estado conta com o pior desempenho em alfabetiza\u00e7\u00e3o na Regi\u00e3o Sudeste do Brasil. A taxa de alfabetiza\u00e7\u00e3o em Minas Gerais \u00e9 de 5,85%, menor do que a m\u00e9dia nacional (7%), o que confere ao estado cerca de 1 milh\u00e3o de indiv\u00edduos analfabetos (Campos, 2024). No que diz respeito aos estados do Sudeste brasileiro, apenas o Esp\u00edrito Santo apresenta semelhan\u00e7a a Minas Gerais em percentual de analfabetos, com uma taxa de 5,62%. O \u00edndice mais baixo \u00e9 o de S\u00e3o Paulo, com 3,11% (Cartograma 3).<\/span><\/p><p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-weight: 400;\">Segundo o IBGE, o \u00edndice de analfabetismo \u00e9 20 vezes maior entre os idosos do que entre os jovens no estado mineiro. No ano de 2022, as pessoas com 80 anos ou mais de idade contavam com uma taxa de 28,67%, ao passo que a taxa entre os jovens com 15 a 29 anos de idade era de apenas 1,04%.<\/span><\/p><p>\u00a0<\/p><p style=\"text-align: center;\"><strong>Cartograma 3: Taxa de alfabetiza\u00e7\u00e3o de pessoas de 15 anos ou mais de idade na regi\u00e3o sudeste<\/strong><\/p><p><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"aligncenter wp-image-3810 size-medium\" src=\"https:\/\/observatoriodesigualdades.fjp.mg.gov.br\/wp-content\/uploads\/2024\/06\/Captura-de-tela-2024-06-06-113347-300x289.png\" alt=\"\" width=\"300\" height=\"289\" srcset=\"https:\/\/observatoriodesigualdades.fjp.mg.gov.br\/wp-content\/uploads\/2024\/06\/Captura-de-tela-2024-06-06-113347-300x289.png 300w, https:\/\/observatoriodesigualdades.fjp.mg.gov.br\/wp-content\/uploads\/2024\/06\/Captura-de-tela-2024-06-06-113347.png 317w\" sizes=\"(max-width: 300px) 100vw, 300px\" \/><\/p><p><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"aligncenter wp-image-3811 size-medium\" src=\"https:\/\/observatoriodesigualdades.fjp.mg.gov.br\/wp-content\/uploads\/2024\/06\/Captura-de-tela-2024-06-06-125030-300x162.png\" alt=\"\" width=\"300\" height=\"162\" srcset=\"https:\/\/observatoriodesigualdades.fjp.mg.gov.br\/wp-content\/uploads\/2024\/06\/Captura-de-tela-2024-06-06-125030-300x162.png 300w, https:\/\/observatoriodesigualdades.fjp.mg.gov.br\/wp-content\/uploads\/2024\/06\/Captura-de-tela-2024-06-06-125030.png 309w\" sizes=\"(max-width: 300px) 100vw, 300px\" \/><\/p><p style=\"text-align: center;\"><span style=\"font-weight: 400;\">Fonte: IBGE. Censo Demogr\u00e1fico, 2022<\/span><\/p><p>\u00a0<\/p><p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-weight: 400;\">As desigualdades regionais em Minas Gerais s\u00e3o not\u00f3rias em diversos \u00edndices, incluindo o de alfabetiza\u00e7\u00e3o. O Cartograma 4 &#8211; taxa de <\/span><b>analfabetismo<\/b><span style=\"font-weight: 400;\"> dos indiv\u00edduos com 15 anos ou mais de idade em Minas Gerais no ano de 2010 &#8211; e o Cartograma 5 &#8211; Taxa de <\/span><b>alfabetiza\u00e7\u00e3o<\/b><span style=\"font-weight: 400;\"> dos indiv\u00edduos com 15 anos ou mais de idade em Minas Gerais no ano de 2022 &#8211; ilustram muito bem esse fato, pois, mesmo ap\u00f3s uma d\u00e9cada, a regi\u00e3o Norte do estado continua registrando os piores \u00edndices de letramento.<\/span><\/p><p>\u00a0<\/p><p style=\"text-align: center;\"><strong>Cartograma 4: Taxa de analfabetismo dos indiv\u00edduos com 15 anos ou mais de idade em Minas Gerais no ano de 2010<\/strong><\/p><p><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"aligncenter wp-image-3812 size-medium\" src=\"https:\/\/observatoriodesigualdades.fjp.mg.gov.br\/wp-content\/uploads\/2024\/06\/Captura-de-tela-2024-06-03-135151-300x162.png\" alt=\"\" width=\"300\" height=\"162\" srcset=\"https:\/\/observatoriodesigualdades.fjp.mg.gov.br\/wp-content\/uploads\/2024\/06\/Captura-de-tela-2024-06-03-135151-300x162.png 300w, https:\/\/observatoriodesigualdades.fjp.mg.gov.br\/wp-content\/uploads\/2024\/06\/Captura-de-tela-2024-06-03-135151-768x415.png 768w, https:\/\/observatoriodesigualdades.fjp.mg.gov.br\/wp-content\/uploads\/2024\/06\/Captura-de-tela-2024-06-03-135151.png 797w\" sizes=\"(max-width: 300px) 100vw, 300px\" \/><\/p><p style=\"text-align: center;\"><span style=\"font-weight: 400;\">Fonte: \u00cdndice Mineiro de Responsabilidade Social<\/span><\/p><p>\u00a0<\/p><p style=\"text-align: center;\"><strong>Cartograma 5: Taxa de alfabetiza\u00e7\u00e3o dos indiv\u00edduos com 15 anos ou mais de idade em Minas Gerais no ano de 2022<\/strong><\/p><p><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"aligncenter wp-image-3813 size-medium\" src=\"https:\/\/observatoriodesigualdades.fjp.mg.gov.br\/wp-content\/uploads\/2024\/06\/Captura-de-tela-2024-06-06-123145-300x252.png\" alt=\"\" width=\"300\" height=\"252\" srcset=\"https:\/\/observatoriodesigualdades.fjp.mg.gov.br\/wp-content\/uploads\/2024\/06\/Captura-de-tela-2024-06-06-123145-300x252.png 300w, https:\/\/observatoriodesigualdades.fjp.mg.gov.br\/wp-content\/uploads\/2024\/06\/Captura-de-tela-2024-06-06-123145.png 462w\" sizes=\"(max-width: 300px) 100vw, 300px\" \/> <img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"aligncenter wp-image-3814 size-medium\" src=\"https:\/\/observatoriodesigualdades.fjp.mg.gov.br\/wp-content\/uploads\/2024\/06\/Captura-de-tela-2024-06-06-125030-1-300x162.png\" alt=\"\" width=\"300\" height=\"162\" srcset=\"https:\/\/observatoriodesigualdades.fjp.mg.gov.br\/wp-content\/uploads\/2024\/06\/Captura-de-tela-2024-06-06-125030-1-300x162.png 300w, https:\/\/observatoriodesigualdades.fjp.mg.gov.br\/wp-content\/uploads\/2024\/06\/Captura-de-tela-2024-06-06-125030-1.png 309w\" sizes=\"(max-width: 300px) 100vw, 300px\" \/><\/p><p style=\"text-align: center;\"><span style=\"font-weight: 400;\">Fonte: IBGE, Plataforma Geogr\u00e1fica Interativa. Censo Demogr\u00e1fico 2022<\/span><\/p><p>\u00a0<\/p><p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-weight: 400;\">Nos cartogramas 6, 7 e 8 \u00e9 percept\u00edvel que os padr\u00f5es de piores taxas de alfabetiza\u00e7\u00e3o da regi\u00e3o sudeste se mant\u00e9m constantes em diferentes ra\u00e7as e etnias. As taxas de alfabetiza\u00e7\u00e3o de pessoas pretas e ind\u00edgenas em Minas Gerais s\u00e3o inferiores \u00e0 m\u00e9dia estadual, que \u00e9 de 94,15%. Em se tratando das pessoas pardas, n\u00e3o \u00e9 poss\u00edvel atestar se a taxa em quest\u00e3o \u00e9 maior ou menor que a m\u00e9dia do estado a partir do cartograma, porque o intervalo escolhido para a representa\u00e7\u00e3o gr\u00e1fica &#8211; 92,51% a 95% &#8211;\u00a0 inclui tanto valores abaixo da m\u00e9dia quanto acima. Destarte, assim como o pa\u00eds inteiro, o estado mineiro deve imprimir mais esfor\u00e7os no sentido de superar suas desigualdades hist\u00f3ricas.<\/span><\/p><p>\u00a0<\/p><p style=\"text-align: center;\"><strong>Cartograma 6: Taxa de alfabetiza\u00e7\u00e3o de pessoas de 15 anos ou mais de idade na regi\u00e3o sudeste (pessoas ind\u00edgenas)<\/strong><\/p><p><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"aligncenter wp-image-3815 size-medium\" src=\"https:\/\/observatoriodesigualdades.fjp.mg.gov.br\/wp-content\/uploads\/2024\/06\/cartograma-1-300x243.jpg\" alt=\"\" width=\"300\" height=\"243\" srcset=\"https:\/\/observatoriodesigualdades.fjp.mg.gov.br\/wp-content\/uploads\/2024\/06\/cartograma-1-300x243.jpg 300w, https:\/\/observatoriodesigualdades.fjp.mg.gov.br\/wp-content\/uploads\/2024\/06\/cartograma-1.jpg 351w\" sizes=\"(max-width: 300px) 100vw, 300px\" \/><\/p><p><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"aligncenter wp-image-3817 size-medium\" src=\"https:\/\/observatoriodesigualdades.fjp.mg.gov.br\/wp-content\/uploads\/2024\/06\/legenda-indigena-300x198.jpg\" alt=\"\" width=\"300\" height=\"198\" srcset=\"https:\/\/observatoriodesigualdades.fjp.mg.gov.br\/wp-content\/uploads\/2024\/06\/legenda-indigena-300x198.jpg 300w, https:\/\/observatoriodesigualdades.fjp.mg.gov.br\/wp-content\/uploads\/2024\/06\/legenda-indigena.jpg 375w\" sizes=\"(max-width: 300px) 100vw, 300px\" \/><\/p><p style=\"text-align: center;\"><span style=\"font-weight: 400;\">Fonte: IBGE, Plataforma Geogr\u00e1fica Interativa. Censo Demogr\u00e1fico 2022<\/span><\/p><p>\u00a0<\/p><p style=\"text-align: center;\"><strong>Cartograma 7: Taxa de alfabetiza\u00e7\u00e3o de pessoas de 15 anos ou mais de idade na regi\u00e3o sudeste (pessoas pardas)<\/strong><\/p><p><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"aligncenter wp-image-3818 size-medium\" src=\"https:\/\/observatoriodesigualdades.fjp.mg.gov.br\/wp-content\/uploads\/2024\/06\/cartograma-2-300x260.jpg\" alt=\"\" width=\"300\" height=\"260\" srcset=\"https:\/\/observatoriodesigualdades.fjp.mg.gov.br\/wp-content\/uploads\/2024\/06\/cartograma-2-300x260.jpg 300w, https:\/\/observatoriodesigualdades.fjp.mg.gov.br\/wp-content\/uploads\/2024\/06\/cartograma-2.jpg 326w\" sizes=\"(max-width: 300px) 100vw, 300px\" \/> <img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"aligncenter wp-image-3819 size-medium\" src=\"https:\/\/observatoriodesigualdades.fjp.mg.gov.br\/wp-content\/uploads\/2024\/06\/legenda-2-300x185.jpg\" alt=\"\" width=\"300\" height=\"185\" srcset=\"https:\/\/observatoriodesigualdades.fjp.mg.gov.br\/wp-content\/uploads\/2024\/06\/legenda-2-300x185.jpg 300w, https:\/\/observatoriodesigualdades.fjp.mg.gov.br\/wp-content\/uploads\/2024\/06\/legenda-2.jpg 377w\" sizes=\"(max-width: 300px) 100vw, 300px\" \/><\/p><p style=\"text-align: center;\"><span style=\"font-weight: 400;\">Fonte: IBGE, Plataforma Geogr\u00e1fica Interativa. Censo Demogr\u00e1fico 2022<\/span><\/p><p>\u00a0<\/p><p style=\"text-align: center;\"><strong>Cartograma 8: Taxa de alfabetiza\u00e7\u00e3o de pessoas de 15 anos ou mais de idade na regi\u00e3o sudeste (pessoas pretas)<\/strong><\/p><p><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"aligncenter wp-image-3820 size-medium\" src=\"https:\/\/observatoriodesigualdades.fjp.mg.gov.br\/wp-content\/uploads\/2024\/06\/cartograma-3-300x244.jpg\" alt=\"\" width=\"300\" height=\"244\" srcset=\"https:\/\/observatoriodesigualdades.fjp.mg.gov.br\/wp-content\/uploads\/2024\/06\/cartograma-3-300x244.jpg 300w, https:\/\/observatoriodesigualdades.fjp.mg.gov.br\/wp-content\/uploads\/2024\/06\/cartograma-3.jpg 312w\" sizes=\"(max-width: 300px) 100vw, 300px\" \/> <img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"aligncenter wp-image-3821 size-medium\" src=\"https:\/\/observatoriodesigualdades.fjp.mg.gov.br\/wp-content\/uploads\/2024\/06\/legenda-1-1-300x178.jpg\" alt=\"\" width=\"300\" height=\"178\" srcset=\"https:\/\/observatoriodesigualdades.fjp.mg.gov.br\/wp-content\/uploads\/2024\/06\/legenda-1-1-300x178.jpg 300w, https:\/\/observatoriodesigualdades.fjp.mg.gov.br\/wp-content\/uploads\/2024\/06\/legenda-1-1.jpg 373w\" sizes=\"(max-width: 300px) 100vw, 300px\" \/><\/p><p style=\"text-align: center;\"><span style=\"font-weight: 400;\">Fonte: IBGE, Plataforma Geogr\u00e1fica Interativa. Censo Demogr\u00e1fico 2022<\/span><\/p><p>\u00a0<\/p><p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-weight: 400;\">Concluindo, nota-se que, apesar de a taxa de analfabetismo ter ca\u00eddo no ano de 2022 em \u00e2mbito nacional, os n\u00fameros continuaram altos entre pretos, pardos, idosos e na Regi\u00e3o Nordeste. Esse cen\u00e1rio reflete desigualdades estruturais que perpassam por quest\u00f5es como o racismo, a evas\u00e3o escolar e a disparidade econ\u00f4mica, consequ\u00eancias da precariedade de pol\u00edticas p\u00fablicas que garantem condi\u00e7\u00f5es favor\u00e1veis ao letramento dos brasileiros. A exemplo disso, pode-se citar o fim, em 2019, da Secretaria de Educa\u00e7\u00e3o Continuada, Alfabetiza\u00e7\u00e3o, Diversidade e Inclus\u00e3o (Secadi), do Minist\u00e9rio de Educa\u00e7\u00e3o, que debatia medidas de educa\u00e7\u00e3o e alfabetiza\u00e7\u00e3o com os estados do pa\u00eds. Assim, \u00e9 necess\u00e1ria a implementa\u00e7\u00e3o de a\u00e7\u00f5es que busquem o letramento da popula\u00e7\u00e3o de forma inclusiva, com pol\u00edticas que garantam condi\u00e7\u00f5es para jovens minorit\u00e1rios permanecerem nas escolas e que abarquem tamb\u00e9m a popula\u00e7\u00e3o mais velha.<\/span><\/p><p>\u00a0<\/p><p><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"wp-image-3823 size-medium alignleft\" src=\"https:\/\/observatoriodesigualdades.fjp.mg.gov.br\/wp-content\/uploads\/2024\/06\/beatriz_rosa-300x96.png\" alt=\"\" width=\"300\" height=\"96\" srcset=\"https:\/\/observatoriodesigualdades.fjp.mg.gov.br\/wp-content\/uploads\/2024\/06\/beatriz_rosa-300x96.png 300w, https:\/\/observatoriodesigualdades.fjp.mg.gov.br\/wp-content\/uploads\/2024\/06\/beatriz_rosa-1024x328.png 1024w, https:\/\/observatoriodesigualdades.fjp.mg.gov.br\/wp-content\/uploads\/2024\/06\/beatriz_rosa-768x246.png 768w, https:\/\/observatoriodesigualdades.fjp.mg.gov.br\/wp-content\/uploads\/2024\/06\/beatriz_rosa-1536x492.png 1536w, https:\/\/observatoriodesigualdades.fjp.mg.gov.br\/wp-content\/uploads\/2024\/06\/beatriz_rosa.png 1876w\" sizes=\"(max-width: 300px) 100vw, 300px\" \/><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"wp-image-3822 size-medium alignleft\" src=\"https:\/\/observatoriodesigualdades.fjp.mg.gov.br\/wp-content\/uploads\/2024\/06\/alessandra_roxo-300x96.png\" alt=\"\" width=\"300\" height=\"96\" srcset=\"https:\/\/observatoriodesigualdades.fjp.mg.gov.br\/wp-content\/uploads\/2024\/06\/alessandra_roxo-300x96.png 300w, https:\/\/observatoriodesigualdades.fjp.mg.gov.br\/wp-content\/uploads\/2024\/06\/alessandra_roxo-1024x328.png 1024w, https:\/\/observatoriodesigualdades.fjp.mg.gov.br\/wp-content\/uploads\/2024\/06\/alessandra_roxo-768x246.png 768w, https:\/\/observatoriodesigualdades.fjp.mg.gov.br\/wp-content\/uploads\/2024\/06\/alessandra_roxo-1536x492.png 1536w, https:\/\/observatoriodesigualdades.fjp.mg.gov.br\/wp-content\/uploads\/2024\/06\/alessandra_roxo.png 1876w\" sizes=\"(max-width: 300px) 100vw, 300px\" \/><\/p><p>\u00a0<\/p><p>\u00a0<\/p><p>\u00a0<\/p><p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-weight: 400;\">*O Observat\u00f3rio das Desigualdades \u00e9 um projeto de extens\u00e3o. O conte\u00fado e as opini\u00f5es expressas n\u00e3o refletem necessariamente o posicionamento da Funda\u00e7\u00e3o Jo\u00e3o Pinheiro ou do CORECON \u2013 MG<\/span><\/p><p>\u00a0<\/p><p><strong>Refer\u00eancias<\/strong><\/p><p><span style=\"font-weight: 400;\">CAMPOS, A. C. Taxa de alfabetiza\u00e7\u00e3o chega a 93% da popula\u00e7\u00e3o brasileira, revela IBGE. Dispon\u00edvel em: &lt;https:\/\/agenciabrasil.ebc.com.br\/geral\/noticia\/2024-05\/taxa-de-alfabetizacao-chega-93-da-populacao-brasileira-revela-ibge&gt;. Acesso em: 7 jun. 2024<\/span><\/p><p><span style=\"font-weight: 400;\">CENSO DEMOGR\u00c1FICO 2022. Alfabetiza\u00e7\u00e3o: resultados do universo. Rio de Janeiro: IBGE. 2024. Dispon\u00edvel em: &lt;https:\/\/biblioteca.ibge.gov.br\/visualizacao\/periodicos\/3108\/cd_2022_alfabetizacao.pdf&gt;. Acesso em: maio 2024.<\/span><\/p><p><span style=\"font-weight: 400;\">Confedera\u00e7\u00e3o Nacional dos Trabalhadores em Estabelecimentos de Ensino. Saaemg: Crise na Educa\u00e7\u00e3o \u2013 Minas Gerais tem a pior taxa de alfabetiza\u00e7\u00e3o do Sudeste. 2024. Dispon\u00edvel em: &lt;https:\/\/contee.org.br\/saaemg-crise-na-educacao-minas-gerais-tem-a-pior-taxa-de-alfabetizacao-do-sudeste\/&gt;. Acesso em junho 2024.<\/span><\/p><p><span style=\"font-weight: 400;\">EQUIPE INAF. Um mundo mais feminino ser\u00e1 melhor (e mais rico). Dispon\u00edvel em: &lt;https:\/\/alfabetismofuncional.org.br\/um-mundo-mais-feminino-sera-melhor-e-mais-rico\/&gt;. Acesso em: maio 2024.<\/span><\/p><p><span style=\"font-weight: 400;\">GOMES, I.; FERREIRA, I. Em 2022, analfabetismo cai, mas continua mais alto entre idosos, pretos e pardos e no Nordeste. 2024. Dispon\u00edvel em: &lt;https:\/\/agenciadenoticias.ibge.gov.br\/agencia-noticias\/2012-agencia-de-noticias\/noticias\/37089-em-2022-analfabetismo-cai-mas-continua-mais-alto-entre-idosos-pretos-e-pardos-e-no-nordeste&gt;. Acesso em: maio 2024.<\/span><\/p><p><span style=\"font-weight: 400;\">HADDAD, S; SIQUEIRA, F. Analfabetismo entre jovens e adultos no Brasil. 2015.\u00a0<\/span><\/p><p><span style=\"font-weight: 400;\">IBGE. Ind\u00edgenas. Dispon\u00edvel em: &lt;https:\/\/indigenas.ibge.gov.br\/estudos-especiais-3\/o-brasil-indigena\/caracteristica-socidemograficas-e-domiciliares&gt;. Acesso em: maio 2024.<\/span><\/p><p><span style=\"font-weight: 400;\">NERY, C. Censo 2022: Taxa de analfabetismo cai de 9,6% para 7,0% em 12 anos, mas desigualdades persistem. 2024. Dispon\u00edvel em: &lt;https:\/\/agenciadenoticias.ibge.gov.br\/agencia-noticias\/2012-agencia-de-noticias\/noticias\/40098-censo-2022-taxa-de-analfabetismo-cai-de-9-6-para-7-0-em-12-anos-mas-desigualdades-persistem&gt;. Acesso em: maio 2024<\/span><\/p><p><span style=\"font-weight: 400;\">RUSSO, K.; MENDES, L. C.; FERNANDES, G. N. Desafios para a alfabetiza\u00e7\u00e3o no contexto das escolas ind\u00edgenas | Literacy challenges in the context of indigenous schools. Revista de Educa\u00e7\u00e3o PUC-Campinas, v. 25, p. 1. 2020.<\/span><\/p><p><span style=\"font-weight: 400;\">SILVA, M. R. DA; ABREU, C. B. DE M. Reformas para qu\u00ea? As pol\u00edticas educacionais nos anos de 1990, o \u201cnovo projeto de forma\u00e7\u00e3o\u201d e os resultados das avalia\u00e7\u00f5es nacionais. Perspectiva, v. 26, n. 2, p. 523\u2013550. 2008.<\/span><\/p><p><span style=\"font-weight: 400;\">UNICEF. POBREZA MULTIDIMENSIONAL NA INF\u00c2NCIA E ADOLESC\u00caNCIA. [s.l: s.n.]. Dispon\u00edvel em: &lt;https:\/\/www.unicef.org\/brazil\/media\/26726\/file\/unicef_pobreza-multidimensional-na-infancia-e-adolescencia_2022.pdf&gt;.<\/span><\/p>\t\t\t\t\t\t\t\t<\/div>\n\t\t\t\t<\/div>\n\t\t\t\t\t<\/div>\n\t\t<\/div>\n\t\t\t\t\t<\/div>\n\t\t<\/section>\n\t\t\t\t<\/div>\n\t\t","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Recentemente, o IBGE divulgou os resultados do Censo Demogr\u00e1fico de 2022, incluindo os de alfabetiza\u00e7\u00e3o. Felizmente, em compara\u00e7\u00e3o aos anos 2000 e 2010, h\u00e1 mais pessoas que sabem ler e escrever no Brasil. Dado aos problemas educacionais do pa\u00eds, este \u00e9 um avan\u00e7o muito importante. No entanto, o otimismo quanto a essas taxas n\u00e3o pode 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