{"id":4000,"date":"2024-10-02T12:40:52","date_gmt":"2024-10-02T12:40:52","guid":{"rendered":"https:\/\/observatoriodesigualdades.fjp.mg.gov.br\/?p=4000"},"modified":"2024-10-02T12:55:15","modified_gmt":"2024-10-02T12:55:15","slug":"oasis-do-privilegio-quando-o-verde-vira-luxo","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/observatoriodesigualdades.fjp.mg.gov.br\/?p=4000","title":{"rendered":"O\u00e1sis do privil\u00e9gio: quando o verde vira luxo"},"content":{"rendered":"\t\t<div data-elementor-type=\"wp-post\" data-elementor-id=\"4000\" class=\"elementor elementor-4000\">\n\t\t\t\t\t\t<section class=\"elementor-section elementor-top-section elementor-element elementor-element-33ee913 elementor-section-boxed elementor-section-height-default elementor-section-height-default\" data-id=\"33ee913\" data-element_type=\"section\" data-e-type=\"section\">\n\t\t\t\t\t\t<div class=\"elementor-container elementor-column-gap-default\">\n\t\t\t\t\t<div class=\"elementor-column elementor-col-100 elementor-top-column elementor-element elementor-element-62bbc2f\" data-id=\"62bbc2f\" data-element_type=\"column\" data-e-type=\"column\">\n\t\t\t<div class=\"elementor-widget-wrap elementor-element-populated\">\n\t\t\t\t\t\t<div class=\"elementor-element elementor-element-3b36a98 elementor-widget elementor-widget-text-editor\" data-id=\"3b36a98\" data-element_type=\"widget\" data-e-type=\"widget\" data-widget_type=\"text-editor.default\">\n\t\t\t\t<div class=\"elementor-widget-container\">\n\t\t\t\t\t\t\t\t\t<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-weight: 400;\">\u201cUma nova onda de calor ir\u00e1 atingir o pa\u00eds nos pr\u00f3ximos dias\u201d &#8211; para muitos brasileiros frases como essa j\u00e1 se tornaram comuns nos notici\u00e1rios e o calor extremo parte do cotidiano. Segundo pesquisas realizadas pelo Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), o n\u00famero de ondas de calor mais do que quadruplicou nos \u00faltimos 30 anos, o que evidencia que o clima do Brasil pode estar mudando.<\/span> <span style=\"font-weight: 400;\">Tendo em vista o per\u00edodo de an\u00e1lise e o resultado mencionado, fica cada vez mais n\u00edtido que os debates acerca do clima n\u00e3o s\u00e3o apenas urgentes, mas inadi\u00e1veis, j\u00e1 que as consequ\u00eancias dessa varia\u00e7\u00e3o de temperatura s\u00e3o diversas e n\u00e3o implicam apenas problemas ambientais (o que j\u00e1 \u00e9 muito!), mas tamb\u00e9m na qualidade de vida e bem-estar dos cidad\u00e3os. Ao aprofundar ainda mais tais consequ\u00eancias, \u00e9 preciso reconhecer que a pauta clim\u00e1tica deve atentar tamb\u00e9m \u00e0s desigualdades sociais e regionais, tanto no contexto nacional quanto internacional, uma vez que os impactos n\u00e3o ocorrem de maneira uniforme, atingindo de maneira mais intensa aqueles que se encontram em condi\u00e7\u00f5es mais vulner\u00e1veis.<\/span><\/p><p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-weight: 400;\">No cen\u00e1rio internacional, a desigualdade clim\u00e1tica se torna cada vez mais evidente na medida em que as disparidades entre os preju\u00edzos para o Sul e o Norte global confluem na mesma dire\u00e7\u00e3o que as condi\u00e7\u00f5es socioecon\u00f4micas que distinguem esses dois hemisf\u00e9rios. De forma contradit\u00f3ria, segundo os pensadores da Justi\u00e7a Clim\u00e1tica, ainda que os pa\u00edses intitulados desenvolvidos tenham contribu\u00eddo, em maior parte, para o aumento do efeito estufa e, consequentemente, para o aquecimento global em raz\u00e3o da forte industrializa\u00e7\u00e3o e da utiliza\u00e7\u00e3o de combust\u00edveis f\u00f3sseis desde a Revolu\u00e7\u00e3o Industrial, ser\u00e3o as na\u00e7\u00f5es em desenvolvimento, justamente as menos respons\u00e1veis pelas emiss\u00f5es de poluentes, as que mais sofrer\u00e3o com os impactos das mudan\u00e7as clim\u00e1ticas. Desse modo, Estados Unidos e Inglaterra, apesar de terem contribu\u00eddo intensamente para boa parte da emiss\u00e3o de gases de efeito estufa, al\u00e9m de terem menos risco de sofrer os preju\u00edzos do aumento da temperatura, s\u00e3o capazes de se adaptar a essas altera\u00e7\u00f5es com mais facilidade, comparados aos pa\u00edses do sul global (MILANEZ <\/span><i><span style=\"font-weight: 400;\">et. al<\/span><\/i><span style=\"font-weight: 400;\">, 2011).\u00a0<\/span><\/p><p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-weight: 400;\">A raz\u00e3o para (mais uma) desigualdade entre norte e sul tem uma explica\u00e7\u00e3o voltada para a presen\u00e7a e distribui\u00e7\u00e3o de <\/span><b>\u00e1reas verdes<\/b><span style=\"font-weight: 400;\"> no meio urbano desses hemisf\u00e9rios, visto que os impactos do aumento da temperatura s\u00e3o reduzidos pela capacidade de resfriamento proporcionada pela concentra\u00e7\u00e3o vegetal. Estudos realizados demonstraram que cidades que possuem \u00e1reas verdes t\u00eam uma capacidade de resfriamento de 3\u00baC, entretanto, essa medida difere nos hemisf\u00e9rios &#8211; a capacidade de resfriamento do sul global corresponde a cerca de 70% da capacidade do norte. <\/span><span style=\"font-weight: 400;\">Tanto o gr\u00e1fico quanto o mapa abaixo confirmam essa premissa, uma vez que, em conformidade ao estudo realizado, 85% das 50 cidades com maior capacidade de resfriamento est\u00e3o localizadas no Norte Global, enquanto 80% das 50 menos eficazes nesse aspecto s\u00e3o identificadas no Sul Global. Al\u00e9m disso, \u00e9 poss\u00edvel observar que nenhuma cidade do sul conta com uma capacidade de resfriamento que supere o intervalo de 4.2 &#8211; 5.0 graus Celsius definido no mapa (LI; JC; ZHOU et al., 2024)\u00a0\u00a0<\/span><\/p><p style=\"text-align: justify;\">\u00a0<\/p><p style=\"text-align: center;\">Figura 1 &#8211; Distribui\u00e7\u00e3o global da capacidade de resfriamento para as 468 principais \u00e1reas urbanizadas<\/p><p><img fetchpriority=\"high\" decoding=\"async\" class=\"aligncenter wp-image-4001 size-full\" src=\"https:\/\/observatoriodesigualdades.fjp.mg.gov.br\/wp-content\/uploads\/2024\/10\/Imagem-1.png\" alt=\"\" width=\"693\" height=\"351\" srcset=\"https:\/\/observatoriodesigualdades.fjp.mg.gov.br\/wp-content\/uploads\/2024\/10\/Imagem-1.png 693w, https:\/\/observatoriodesigualdades.fjp.mg.gov.br\/wp-content\/uploads\/2024\/10\/Imagem-1-300x152.png 300w\" sizes=\"(max-width: 693px) 100vw, 693px\" \/><\/p><p style=\"text-align: center;\"><span style=\"font-weight: 400;\">Fonte: nature communications, 2024<\/span><\/p><p>\u00a0<\/p><p style=\"text-align: center;\">Figura 2 &#8211; Contraste entre as 50 cidades com maior (barras \u00e0 direita) e aquelas com menor (barras \u00e0 esquerda) capacidade de resfriamento<\/p><p><img decoding=\"async\" class=\"aligncenter size-full wp-image-4002\" src=\"https:\/\/observatoriodesigualdades.fjp.mg.gov.br\/wp-content\/uploads\/2024\/10\/Imagem-2.png\" alt=\"\" width=\"728\" height=\"616\" srcset=\"https:\/\/observatoriodesigualdades.fjp.mg.gov.br\/wp-content\/uploads\/2024\/10\/Imagem-2.png 728w, https:\/\/observatoriodesigualdades.fjp.mg.gov.br\/wp-content\/uploads\/2024\/10\/Imagem-2-300x254.png 300w\" sizes=\"(max-width: 728px) 100vw, 728px\" \/><\/p><p style=\"text-align: center;\"><span style=\"font-weight: 400;\">Fonte: nature communications, 2024<\/span><\/p><p>\u00a0<\/p><p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-weight: 400;\">Deste ponto de vista, a alta capacidade de resfriamento fortemente evidenciada nas cidades do Norte Global deve ser relacionada \u00e0s \u00e1reas de infraestrutura verde que t\u00eam crescido cada vez mais nesse hemisf\u00e9rio, as quais contribuem decisivamente para a ameniza\u00e7\u00e3o do estresse t\u00e9rmico, isto \u00e9, reduzem os impactos da adapta\u00e7\u00e3o do corpo humano\u00a0 perante o aumento da temperatura.\u00a0<\/span><\/p><p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-weight: 400;\">Assim sendo, mais que uma modifica\u00e7\u00e3o da infraestrutura urbana, o est\u00edmulo e a promo\u00e7\u00e3o do reflorestamento das cidades \u00e9 compreendido como um \u201cefeito de luxo\u201d, haja vista que os espa\u00e7os verdes, estando concentrados em cidades com caracter\u00edsticas socioecon\u00f4micas privilegiadas, t\u00eam sido analisados como verdadeiros o\u00e1sis do privil\u00e9gio. Portanto, se esse efeito de luxo se mantiver restrito da forma que se v\u00ea na contemporaneidade, o Sul Global permanecer\u00e1 com espa\u00e7os verdes muito limitados e, por conseguinte, sofrer\u00e1 cada vez mais com o estresse t\u00e9rmico.\u00a0<\/span><\/p><p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-weight: 400;\">Essa desvantagem do hemisf\u00e9rio sul tem diversas raz\u00f5es, desde caracter\u00edsticas clim\u00e1ticas e latitudinais at\u00e9 o desenvolvimento socioecon\u00f4mico dos pa\u00edses. Essa regi\u00e3o \u00e9 marcada naturalmente por climas quentes e \u00famidos e por um crescimento populacional mais elevado, o que corrobora para uma concentra\u00e7\u00e3o da popula\u00e7\u00e3o nos espa\u00e7os urbanos e, consequentemente, para o aumento das ilhas de calor. Tal situa\u00e7\u00e3o, quando relacionada \u00e0 baixa presen\u00e7a de \u00e1reas verdes, culmina em impactos mais significativos para essa popula\u00e7\u00e3o, j\u00e1 que essas cidades est\u00e3o mais pr\u00f3ximas do limite de conforto t\u00e9rmico e, por esse motivo, sofrer\u00e3o mais intensamente com os efeitos negativos \u00e0 sa\u00fade humana, ao trabalho e at\u00e9 mesmo ao Produto Interno Bruto (PIB).<\/span><\/p><p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-weight: 400;\">Para al\u00e9m do contexto internacional, essa desigualdade expressa no impacto do aumento da temperatura em raz\u00e3o da quantidade de \u00e1reas verdes no ambiente urbano tamb\u00e9m \u00e9 not\u00f3ria no cen\u00e1rio nacional. Uma pesquisa realizada pelo Universidade Mackenzie e levantada pela Folha de S\u00e3o Paulo identificou uma diferen\u00e7a de 9\u00baC entre as temperaturas registradas nos bairros Parais\u00f3polis e Morumbi. Essa discrep\u00e2ncia entre as regi\u00f5es paulistas seguem a mesma l\u00f3gica daquela evidenciada entre o Sul e o Norte Global, visto que os bairros mais socioeconomicamente privilegiados, como o Morumbi, apresentam uma maior concentra\u00e7\u00e3o de vegeta\u00e7\u00e3o e, por isso, sofrem com menos intensidade as consequ\u00eancias dessas mudan\u00e7as clim\u00e1ticas. Essa situa\u00e7\u00e3o, mais uma vez, escancara a injusti\u00e7a clim\u00e1tica e a sua rela\u00e7\u00e3o com fatores que v\u00e3o al\u00e9m das quest\u00f5es ambientais. A imagem abaixo demonstra a diferen\u00e7a no aumento da temperatura entre esses dois bairros, sendo as cores mais avermelhadas referentes \u00e0s maiores temperaturas e as mais azuladas \u00e0s menores temperaturas.\u00a0<\/span><\/p><p>\u00a0<\/p><p style=\"text-align: center;\">Figura 3 &#8211; Compara\u00e7\u00e3o da distribui\u00e7\u00e3o de temperatura entre os bairros Morumbi e Parais\u00f3polis, ambos da cidade de S\u00e3o Paulo, nos anos de 2016 e 2021<\/p><p><img decoding=\"async\" class=\"aligncenter wp-image-4003 size-full\" src=\"https:\/\/observatoriodesigualdades.fjp.mg.gov.br\/wp-content\/uploads\/2024\/10\/Imagem-3-.png\" alt=\"\" width=\"638\" height=\"863\" srcset=\"https:\/\/observatoriodesigualdades.fjp.mg.gov.br\/wp-content\/uploads\/2024\/10\/Imagem-3-.png 638w, https:\/\/observatoriodesigualdades.fjp.mg.gov.br\/wp-content\/uploads\/2024\/10\/Imagem-3--222x300.png 222w\" sizes=\"(max-width: 638px) 100vw, 638px\" \/><\/p><p style=\"text-align: center;\"><span style=\"font-weight: 400;\">Fonte: Folha de S\u00e3o Paulo, 2024<\/span><\/p><p>\u00a0<\/p><p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-weight: 400;\">Para ir na contram\u00e3o dessa realidade que perpetua, ainda mais, as desigualdades entre o Sul e o Norte Global e, at\u00e9 mesmo, entre bairros de uma mesma cidade, \u00e9 preciso que os governos, tanto nacionais quanto internacionais, insiram a pauta clim\u00e1tica em suas agendas e voltem suas a\u00e7\u00f5es para a promo\u00e7\u00e3o de \u00e1reas verdes e do reflorestamento das cidades. Essa iniciativa deve ser mais forte nos pa\u00edses do sul, tendo em vista que s\u00e3o os mais afetados com o aumento da temperatura e precisam que esse o\u00e1sis verde deixe de manifestar, mais uma vez, o privil\u00e9gio das regi\u00f5es socioeconomicamente dominantes. Ademais, para al\u00e9m das a\u00e7\u00f5es governamentais, urge que as demais \u00e1reas da sociedade se dediquem a cria\u00e7\u00e3o de iniciativas pioneiras\u00a0 voltadas para o aumento da vegeta\u00e7\u00e3o nas \u00e1reas urbanas, como projetos arquitet\u00f4nicos sustent\u00e1veis. Tomando <\/span><span style=\"font-weight: 400;\">como exemplo os aumentos progressivos da temperatura que j\u00e1 assolam o Brasil, pa\u00eds do Sul Global, reconhece-se que as a\u00e7\u00f5es direcionadas para as quest\u00f5es clim\u00e1ticas s\u00e3o inadi\u00e1veis e devem assegurar que o efeito de luxo se transforme em um efeito de direito.<\/span><\/p><p>\u00a0<\/p><p>Autora: Mariana Avelar Vidal, sob orienta\u00e7\u00e3o do professor Bruno Lazzarotti<\/p><p>*O Observat\u00f3rio das Desigualdades \u00e9 um projeto de extens\u00e3o. O conte\u00fado e as opini\u00f5es expressas n\u00e3o refletem necessariamente o posicionamento da Funda\u00e7\u00e3o Jo\u00e3o Pinheiro ou do CORECON \u2013 MG<\/p><p>\u00a0<\/p><p><b>Refer\u00eancias\u00a0\u00a0<\/b><\/p><p><span style=\"font-weight: 400;\">Li, Y., Svenning, JC., Zhou, W. et al. Green spaces provide substantial but unequal urban cooling globally. Nat Commun 15, 7108 (2024). https:\/\/doi.org\/10.1038\/s41467-024-51355-0<\/span><\/p><p><span style=\"font-weight: 400;\">Mais seca e altas temperaturas: estudo comprova que n\u00famero de ondas de calor e dias sem chuva aumentaram no Brasil. Dispon\u00edvel em: &lt;https:\/\/www.nationalgeographicbrasil.com\/meio-ambiente\/2024\/09\/mais-seca-e-altas-temperaturas-estudo-comprova-que-numero-de-ondas-de-calor-e-dias-sem-chuva-aumentaram-no-brasil&gt;. Acesso em: 26 set. 2024<\/span><\/p><p><span style=\"font-weight: 400;\">MILANEZ, B.; FONSECA, I. F. JUSTI\u00c7A CLIM\u00c1TICA E EVENTOS CLIM\u00c1TICOS EXTREMOS: UMA AN\u00c1LISE DA PERCEP\u00c7\u00c3O SOCIAL NO BRASIL. Revista Terceiro Inclu\u00eddo, Goi\u00e2nia, v. 1, n. 2, p. 82\u2013100, 2011. DOI: 10.5216\/teri.v1i2.17842. Dispon\u00edvel em: https:\/\/revistas.ufg.br\/teri\/article\/view\/17842. Acesso em: 26 set. 2024<\/span><\/p><p><span style=\"font-weight: 400;\">Parais\u00f3polis \u00e9 9\u00b0C mais quente que o Morumbi &#8211; 24\/09\/2024 &#8211; Ambiente &#8211; Folha. Dispon\u00edvel em: &lt;https:\/\/www1.folha.uol.com.br\/ambiente\/2024\/09\/paraisopolis-e-ate-90c-mais-quente-que-o-morumbi-durante-ondas-de-calor.shtml&gt;. Acesso em: 28 set. 2024.<\/span><\/p>\t\t\t\t\t\t\t\t<\/div>\n\t\t\t\t<\/div>\n\t\t\t\t\t<\/div>\n\t\t<\/div>\n\t\t\t\t\t<\/div>\n\t\t<\/section>\n\t\t\t\t<\/div>\n\t\t","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>\u201cUma nova onda de calor ir\u00e1 atingir o pa\u00eds nos pr\u00f3ximos dias\u201d &#8211; para muitos brasileiros frases como essa j\u00e1 se tornaram comuns nos notici\u00e1rios e o calor extremo parte do cotidiano. 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