{"id":4383,"date":"2025-06-27T18:56:52","date_gmt":"2025-06-27T18:56:52","guid":{"rendered":"https:\/\/observatoriodesigualdades.fjp.mg.gov.br\/?p=4383"},"modified":"2025-06-27T19:15:09","modified_gmt":"2025-06-27T19:15:09","slug":"os-multiplos-obstaculos-para-pessoas-trans-no-mercado-de-trabalho","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/observatoriodesigualdades.fjp.mg.gov.br\/?p=4383","title":{"rendered":"Os m\u00faltiplos obst\u00e1culos para pessoas trans no mercado de trabalho"},"content":{"rendered":"\t\t<div data-elementor-type=\"wp-post\" data-elementor-id=\"4383\" class=\"elementor elementor-4383\">\n\t\t\t\t\t\t<section class=\"elementor-section elementor-top-section elementor-element elementor-element-dc65bd6 elementor-section-boxed elementor-section-height-default elementor-section-height-default\" data-id=\"dc65bd6\" data-element_type=\"section\" data-e-type=\"section\">\n\t\t\t\t\t\t<div class=\"elementor-container elementor-column-gap-default\">\n\t\t\t\t\t<div class=\"elementor-column elementor-col-100 elementor-top-column elementor-element elementor-element-97edac6\" data-id=\"97edac6\" data-element_type=\"column\" data-e-type=\"column\">\n\t\t\t<div class=\"elementor-widget-wrap elementor-element-populated\">\n\t\t\t\t\t\t<div class=\"elementor-element elementor-element-3847c0c elementor-drop-cap-yes elementor-drop-cap-view-framed elementor-widget elementor-widget-text-editor\" data-id=\"3847c0c\" data-element_type=\"widget\" data-e-type=\"widget\" data-settings=\"{&quot;drop_cap&quot;:&quot;yes&quot;}\" data-widget_type=\"text-editor.default\">\n\t\t\t\t<div class=\"elementor-widget-container\">\n\t\t\t\t\t\t\t\t\t<p><span style=\"font-weight: 400;\">No Brasil, pessoas trans est\u00e3o em situa\u00e7\u00e3o de vulnerabilidade devido a diversos fatores, inclusive \u00e0 viol\u00eancia que enfrentam todos os dias. O preconceito e o estigma contra essa comunidade resulta na falta de apoio familiar e institucional, que se somam \u00e0 discrimina\u00e7\u00e3o aberta no mercado de trabalho informal e, mais ainda, no mercado formal. Muitas pessoas trans se v\u00eaem sem alternativas de encontrar uma forma de renda est\u00e1vel e segura, e uma parcela consider\u00e1vel acaba em situa\u00e7\u00e3o de rua ou pobreza extrema.\u00a0<\/span><\/p><p><span style=\"font-weight: 400;\">O estudo \u201cProte\u00e7\u00e3o Social e produ\u00e7\u00e3o do cuidado a travestis e mulheres trans no munic\u00edpio de Belo Horizonte\u201d, feito pela pesquisadora Lindalva Guimar\u00e3es, analisa a situa\u00e7\u00e3o de pessoas trans em situa\u00e7\u00e3o de rua na capital mineira. A partir de entrevistas, a pesquisa demonstra que, em todos os casos analisados, a viol\u00eancia de g\u00eanero foi\u00a0 o que motivou as trans entrevistadas a sair de casa. Tamb\u00e9m foi constatado que a maioria sai de casa antes dos 18 anos de idade e passa a viver em casas de prostitui\u00e7\u00e3o, sem obter oportunidades concretas para encontrar uma fonte de renda segura. Com poucas alternativas de emprego formal, seja por preconceito nos processos seletivos ou por <\/span><span style=\"font-weight: 400;\">baixa escolaridade e qualifica\u00e7\u00e3o profissional, pessoas trans recorrem \u00e0 marginaliza\u00e7\u00e3o e \u00e0 precariza\u00e7\u00e3o como forma de sobreviv\u00eancia.<\/span><\/p><p><b>Barreiras para a perman\u00eancia no emprego formal<\/b><\/p><p><span style=\"font-weight: 400;\">Para uma pessoa trans, a trajet\u00f3ria profissional passa por dificuldades desde o momento em que buscam por educa\u00e7\u00e3o. Seja na escola ou na faculdade &#8211; locais que essa comunidade luta para ocupar &#8211; pessoas trans se deparam com viol\u00eancia constante. Isso acontece por meio de agress\u00f5es f\u00edsicas e verbais expl\u00edcitas, ou atrav\u00e9s de micro agress\u00f5es que dificultam o dia a dia dessa comunidade, como \u00e9 o exemplo do desrespeito do uso do banheiro adequado para essas pessoas ou o n\u00e3o uso do nome social escolhido pelo indiv\u00edduo. \u00c9 importante ressaltar que, muitas vezes, o preconceito \u00e9 proferido por pessoas pr\u00f3ximas ao indiv\u00edduo ou por profissionais da educa\u00e7\u00e3o, como familiares, colegas, diretores e professores.<\/span><\/p><p><span style=\"font-weight: 400;\">Por conta dessas agress\u00f5es, pessoas trans t\u00eam mais dificuldade de concluir os estudos de n\u00edvel m\u00e9dio. Segundo a pesquisa realizada em 2022 pelo instituto TransVida, <\/span><span style=\"font-weight: 400;\">atrav\u00e9s do Grupo pela Vidda, com apoio do Minist\u00e9rio da Mulher, da Fam\u00edlia e dos Direitos Humanos,<\/span><span style=\"font-weight: 400;\"> que entrevistou 147 pessoas transexuais, 49% dos entrevistados conseguiram concluir o ensino m\u00e9dio, mas menos da metade dos que alcan\u00e7aram esse feito (21,1%, dentro dos que completaram o ensino m\u00e9dio e 10,34% do total) escolheu prosseguir com uma gradua\u00e7\u00e3o. A porcentagem t\u00e3o alta de indiv\u00edduos que n\u00e3o concluem o ensino m\u00e9dio \u00e9 preocupante, visto que, atualmente, a conclus\u00e3o do ensino m\u00e9dio se tornou majoritariamente um pr\u00e9 -requisito para contrata\u00e7\u00e3o pelas empresas.<\/span><\/p><p><span style=\"font-weight: 400;\">Quando falamos do Ensino Superior, que tamb\u00e9m depende que os indiv\u00edduos concluam o ensino m\u00e9dio, o cen\u00e1rio de viol\u00eancia n\u00e3o \u00e9 diferente. Em entrevista para a Globo News, Maite Schneider, advogada e\u00a0 cofundadora da plataforma TransEmpregos, relata a sua dificuldade para conseguir est\u00e1gio: \u201cQuando eu estava no quarto per\u00edodo (da faculdade de Direito), fui a vinte escrit\u00f3rios procurando est\u00e1gio e nenhum me deu emprego. Eu tranco o curso achando que o problema estava comigo\u201d. O relato de Maite n\u00e3o apenas evidencia as barreiras postas no caminho de ascens\u00e3o de pessoas trans, mas tamb\u00e9m demonstra como a transfobia \u00e9 um processo cruel e desumanizante, a ponto de fazer com que as v\u00edtimas se sintam respons\u00e1veis pelas consequ\u00eancias do preconceito que sofrem, se culpando por n\u00e3o terem alcan\u00e7ado algum objetivo individual, como se o problema estivesse no seu pr\u00f3prio m\u00e9rito e n\u00e3o no preconceito estrutural da sociedade brasileira.\u00a0<\/span><\/p><p><span style=\"font-weight: 400;\">As dificuldades enfrentadas para conseguir forma\u00e7\u00e3o adequada afetam a qualifica\u00e7\u00e3o profissional desses indiv\u00edduos. Com tantas dificuldades para conseguir vagas no curso superior e em cursos profissionalizantes, muitas pessoas trans n\u00e3o concluem os estudos nem buscam especializa\u00e7\u00e3o. Um grande n\u00famero de pessoas trans que sofrem preconceito n\u00e3o realizam den\u00fancias e abandonam os estudos ap\u00f3s epis\u00f3dios de viol\u00eancia. Com isso, elas come\u00e7am a lutar por uma vaga no mercado de trabalho j\u00e1 em desvantagem.<\/span><\/p><p><span style=\"font-weight: 400;\">Quando chega o momento em que entram no mercado de trabalho formal ap\u00f3s j\u00e1 terem enfrentado in\u00fameras barreiras, indiv\u00edduos trans t\u00eam mais dificuldade de acesso e perman\u00eancia em um emprego. A pesquisa do Instituto TransVida de 2022 revelou que, dentre os entrevistados, apenas 15% relataram ter um trabalho com carteira assinada, enquanto 15,6% t\u00eam trabalho aut\u00f4nomo formal e 27,2%, trabalho aut\u00f4nomo informal. Quando n\u00e3o conseguem acesso ao emprego formal, muitos dependem do trabalho informal ou da prostitui\u00e7\u00e3o como forma de gera\u00e7\u00e3o de renda.\u00a0<\/span><\/p><p><span style=\"font-weight: 400;\">Os resultados encontrados pela Trans Vida s\u00e3o corroborados pelo mapeamento de pessoas trans no munic\u00edpio de S\u00e3o Paulo, realizado pelo\u00a0 C<\/span><span style=\"font-weight: 400;\">entro de Estudos de Cultura Contempor\u00e2nea (Cedec), o qual revelou que 58% dos entrevistados realiza alguma atividade remunerada, entretanto, em sua maioria, essas atividades s\u00e3o informais ou aut\u00f4nomas, tempor\u00e1rias ou sem contrato de trabalho.\u00a0<\/span><\/p><p><span style=\"font-weight: 400;\">Outro levantamento, feito pela plataforma To.gather (a qual trabalha com dados para acelerar a diversidade nas empresas) analisou 300 empresas, acumulando 1,5 milh\u00e3o de trabalhadores e apontou que a popula\u00e7\u00e3o LGBTQIA + ocupa apenas 4,5% dos postos de trabalho, sendo que as pessoas trans, s\u00e3o ainda menos representadas, ocupando cerca de 0,38% dos cargos.<\/span><\/p><p><span style=\"font-size: 15px;\">\u00a0<\/span><img fetchpriority=\"high\" decoding=\"async\" class=\"wp-image-4384 size-full aligncenter\" style=\"font-size: 15px;\" src=\"https:\/\/observatoriodesigualdades.fjp.mg.gov.br\/wp-content\/uploads\/2025\/06\/Captura-de-tela-2025-06-27-153553.png\" alt=\"\" width=\"688\" height=\"523\" srcset=\"https:\/\/observatoriodesigualdades.fjp.mg.gov.br\/wp-content\/uploads\/2025\/06\/Captura-de-tela-2025-06-27-153553.png 688w, https:\/\/observatoriodesigualdades.fjp.mg.gov.br\/wp-content\/uploads\/2025\/06\/Captura-de-tela-2025-06-27-153553-300x228.png 300w\" sizes=\"(max-width: 688px) 100vw, 688px\" \/><span style=\"font-size: 15px;\">\u00a0<\/span><\/p><div><p>Fonte: GloboNews<\/p><p><span style=\"font-weight: 400;\">Mesmo ap\u00f3s conseguirem a vaga, o indiv\u00edduo com frequ\u00eancia \u00e9 a \u00fanica pessoa trans nos seus respectivos locais de trabalho, onde suas necessidades s\u00e3o invisibilizadas e seus direitos n\u00e3o s\u00e3o respeitados. <\/span><span style=\"font-weight: 400;\">A pesquisa\u00a0 realizada pelo projeto TransVida, aponta<\/span><span style=\"font-weight: 400;\"> que m<\/span><span style=\"font-weight: 400;\">ais da metade (52,7%) dos entrevistados afirma que \u00e9 o \u00fanico trabalhador transexual da empresa, e 25,9% dizem que h\u00e1 entre duas e dez pessoas trans entre os funcion\u00e1rios.\u00a0<\/span><\/p><p><span style=\"font-weight: 400;\">Esse cen\u00e1rio tem como consequ\u00eancia o sentimento de falta de pertencimento. Quando algu\u00e9m n\u00e3o se sente representado pelas pessoas do seu conv\u00edvio o que resta \u00e9 um sentimento de solid\u00e3o e isolamento. Isso porque n\u00e3o existe ningu\u00e9m como voc\u00ea, capaz de entender verdadeiramente suas necessidades. A sensa\u00e7\u00e3o de explicar repetidamente sua identidade e os percal\u00e7os que sofre a fim de que suas demandas sejam sanadas \u00e9, no m\u00ednimo, exaustiva. Nesses momentos, ter um aliado que n\u00e3o descarte suas inquieta\u00e7\u00f5es \u00e9 essencial.<\/span><\/p><p><span style=\"font-weight: 400;\">\u00c9 por essa raz\u00e3o que oferecer a vaga de emprego \u00e9 fundamental, mas sem o preparo adequado do ambiente de trabalho, pode n\u00e3o ser suficiente. \u00c9 preciso <\/span><span style=\"font-weight: 400;\">promover espa\u00e7os verdadeiramente acolhedores, que promovam a equidade, a seguran\u00e7a psicol\u00f3gica, o respeito e a perman\u00eancia das pessoas trans em seus cargos. \u00c9 preciso que os outros trabalhadores cis g\u00eaneros entendam o que \u00e9 ser uma pessoa trans e tudo que essa identidade envolve, ao mesmo tempo em que compreendam a import\u00e2ncia de se contratar essa comunidade. Esse tipo de cuidado na gest\u00e3o \u00e9 de extrema relev\u00e2ncia, porque tem o potencial de trazer mudan\u00e7as na cultura organizacional, promovendo mais respeito dentro da organiza\u00e7\u00e3o como um todo.<\/span><\/p><p><span style=\"font-weight: 400;\">A constru\u00e7\u00e3o de redes de apoio para pessoas trans no mercado de trabalho \u00e9 muito importante. Por isso, \u00e9 essencial dar destaque a projetos como o TransEmprego. Essa plataforma conecta em um \u00fanico lugar curr\u00edculos de pessoas trans e empresas com interesse em promover a diversidade. Al\u00e9m de fornecer <\/span><span style=\"font-weight: 400;\">canais que promovem e auxiliam as contrata\u00e7\u00f5es diariamente, a plataforma fornece cursos de forma\u00e7\u00e3o e atividades para os usu\u00e1rios, e conte\u00fados informativos para implementa\u00e7\u00e3o e aperfei\u00e7oamento dos seus processos de inclus\u00e3o para as empresas.<\/span><\/p><p><b>A dificuldade de trazer dados robustos <\/b><b>e o papel da pol\u00edtica para a inclus\u00e3o\u00a0<\/b><\/p><p><span style=\"font-weight: 400;\">Atualmente, ainda \u00e9 muito dif\u00edcil levantar dados oficiais sobre a situa\u00e7\u00e3o da popula\u00e7\u00e3o trans no Brasil. Na maioria dos casos, s\u00e3o associa\u00e7\u00f5es e entidades n\u00e3o governamentais que fazem levantamentos em meio a dificuldades de acesso \u00e0 informa\u00e7\u00e3o. O Minist\u00e9rio do Trabalho e Emprego reconhece essas dificuldades e acrescenta que, como a capta\u00e7\u00e3o desses dados passa pela autodeclara\u00e7\u00e3o, s\u00e3o precisos documentos de identifica\u00e7\u00e3o da orienta\u00e7\u00e3o sexual ou identidade de g\u00eanero, o que dificulta ainda mais o processo.\u00a0<\/span><\/p><p><span style=\"font-weight: 400;\">Como pode ser visto por esse texto, a maioria das informa\u00e7\u00f5es existentes s\u00e3o obtidas atrav\u00e9s de entrevistas. Adicionalmente, o p\u00fablico dessas entrevistas est\u00e1 concentrado nas grandes cidades do pa\u00eds, como S\u00e3o Paulo, Rio de Janeiro e Belo Horizonte, o que faz com que a falta de informa\u00e7\u00e3o para cidades pequenas seja maior.<\/span><\/p><p><span style=\"font-weight: 400;\">Sem n\u00fameros oficiais, fica dif\u00edcil embasar e viabilizar pol\u00edticas p\u00fablicas voltadas para essa popula\u00e7\u00e3o. Dessa forma esse grupo e suas demandas continuam invis\u00edveis.<\/span><\/p><p><span style=\"font-weight: 400;\">A falta de dados oficiais n\u00e3o deveria impedir que pessoas trans tenham direito \u00e0 inclus\u00e3o. \u00c9 por essa raz\u00e3o que autoridades pol\u00edticas que defendem a causa s\u00e3o t\u00e3o importantes, visto que s\u00e3o esses indiv\u00edduos que fazem com que o t\u00f3pico entre em pauta, ainda que coloc\u00e1-lo na agenda pol\u00edtica seja uma realiza\u00e7\u00e3o complicada.<\/span><\/p><p><span style=\"font-weight: 400;\">Ativistas como Erika Hilton e\u00a0 Duda Salabert s\u00e3o personalidades marcantes que representam os percal\u00e7os e as vit\u00f3rias dos caminhos de pol\u00edticos trans no Brasil. Mesmo diante de viol\u00eancia pol\u00edtica e amea\u00e7as dentro e fora das arenas pol\u00edticas, Erika e Duda persistem e lutam pelo direito de exerc\u00edcio pol\u00edtico.<\/span><\/p><p><span style=\"font-weight: 400;\">Erika Hilton, hoje Deputada Federal e l\u00edder da bancada do PSOL na C\u00e2mara dos Deputados, usa do seu lugar de destaque na pol\u00edtica para denunciar os atos violentos que pessoas LGBTQIA+ sofrem diariamente. Como quando criticou o uso de discursos homof\u00f3bicos e de fundamentalismo religioso que apoiavam a PL que proibia o casamento homoafetivo no pa\u00eds. Enquanto busca por respeito, Erika n\u00e3o desiste de buscar transforma\u00e7\u00e3o, sendo uma das principais figuras na luta contra a escala 6X1.\u00a0<\/span><\/p><p><span style=\"font-weight: 400;\">Duda Salabert tamb\u00e9m \u00e9 deputada federal, al\u00e9m de ser professora de literatura e usa seu lugar na pol\u00edtica para ser vista para al\u00e9m da sua identidade de g\u00eanero. Duda luta pelo meio ambiente, pelos direitos das mulheres e pela educa\u00e7\u00e3o de qualidade. Ela tamb\u00e9m participa de projetos de lei importantes, como o PL 5696\/2023, que busca garantir \u00e1gua pot\u00e1vel nas escolas.<\/span><\/p><p><span style=\"font-weight: 400;\">Erika e Duda n\u00e3o s\u00e3o as \u00fanicas e nem ser\u00e3o as \u00faltimas. A comunidade trans resiste e nossa miss\u00e3o como sociedade \u00e9 se juntar \u00e0 luta.\u00a0<\/span><\/p><\/div><p><strong>Autora<\/strong><\/p><p>Maria Luiza Vilela Francisco<\/p><p><strong>A<\/strong><\/p><div><p><b>Refer\u00eancias<\/b><\/p><p><span style=\"font-weight: 400;\">AVELAR, Rezende; et al. (TRANS)GREDINDO PRECONCEITOS? <br \/>A ESCASSEZ DE TRAVESTIS E TRANSEXUAIS NO <br \/>MUNDO DO TRABALHO. Histori\u00e6, Rio Grande, v. 13, n. 1, p. 45-71. 2022\u00a0<\/span><\/p><\/div><p>GURGEL, Miguel. Pesquisa avalia situa\u00e7\u00e3o de moradoras de rua trans e travestis em Belo Horizonte. Faculdade de Medicina UFMG. Belo Horizonte, fevereiro de 2019. Dispon\u00edvel em: https:\/\/www.medicina.ufmg.br\/pesquisa-avalia-situacao-de-moradoras-de-rua-trans-e-travestis-em-belo-horizonte\/<\/p><div><p><b>LISBOA, Vin\u00edcius. Pesquisa descreve barreiras para acesso de pessoas trans ao emprego. Ag\u00eancia Brasil.\u00a0 Rio de Janeiro, Dezembro de 2022. Dispon\u00edvel em: <\/b><a href=\"https:\/\/agenciabrasil.ebc.com.br\/geral\/noticia\/2022-12\/pesquisa-descreve-barreiras-para-acesso-de-pessoas-trans-ao-emprego\"><b>https:\/\/agenciabrasil.ebc.com.br\/geral\/noticia\/2022-12\/pesquisa-descreve-barreiras-para-acesso-de-pessoas-trans-ao-emprego<\/b><\/a><\/p><p><span style=\"font-weight: 400;\">\u00a0<\/span><\/p><p><b>MACHADO, Lucas, GON\u00c7ALVES, Andressa e LAGE, Renata. <\/b><b><i>Estudo revela que 0,38% dos postos de trabalho no pa\u00eds s\u00e3o ocupados por pessoas trans<\/i><\/b><b>. GloboNews &#8211; Jornal das Dez, 15 maio 2024. Dispon\u00edvel em: <\/b><a href=\"https:\/\/g1.globo.com\/globonews\/jornal-das-dez\/noticia\/2024\/05\/15\/estudo-revela-que-038percent-dos-postos-de-trabalho-no-pais-sao-ocupados-por-pessoas-trans.ghtml\"><b>https:\/\/g1.globo.com\/globonews\/jornal-das-dez\/noticia\/2024\/05\/15\/estudo-revela-que-038percent-dos-postos-de-trabalho-no-pais-sao-ocupados-por-pessoas-trans.ghtml<\/b><\/a><\/p><p>Por preconceito, pessoas transg\u00eaneras t\u00eam mais dificuldade de encontrar trabalho, o que aumenta a marginaliza\u00e7\u00e3o dessa popula\u00e7\u00e3o.\u00a0 CRESS-MGE, Fevereiro de 2023. Dispon\u00edvel em https:\/\/www.cress-mg.org.br\/2023\/02\/10\/por-preconceito-pessoas-transgeneras-tem-mais-dificuldade-de-encontrar-trabalho-o-que-aumenta-a-marginalizacao-dessa-populacao\/<\/p><\/div>\t\t\t\t\t\t\t\t<\/div>\n\t\t\t\t<\/div>\n\t\t\t\t\t<\/div>\n\t\t<\/div>\n\t\t\t\t\t<\/div>\n\t\t<\/section>\n\t\t\t\t<section class=\"elementor-section elementor-top-section elementor-element elementor-element-c4f439f elementor-section-boxed elementor-section-height-default elementor-section-height-default\" data-id=\"c4f439f\" data-element_type=\"section\" data-e-type=\"section\">\n\t\t\t\t\t\t<div class=\"elementor-container elementor-column-gap-default\">\n\t\t\t\t\t<div class=\"elementor-column elementor-col-100 elementor-top-column elementor-element elementor-element-624513f\" data-id=\"624513f\" data-element_type=\"column\" data-e-type=\"column\">\n\t\t\t<div class=\"elementor-widget-wrap elementor-element-populated\">\n\t\t\t\t\t\t\t<\/div>\n\t\t<\/div>\n\t\t\t\t\t<\/div>\n\t\t<\/section>\n\t\t\t\t<\/div>\n\t\t","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>No Brasil, pessoas trans est\u00e3o em situa\u00e7\u00e3o de vulnerabilidade devido a diversos fatores, inclusive \u00e0 viol\u00eancia que enfrentam todos os dias. O preconceito e o estigma contra essa comunidade resulta na falta de apoio familiar e institucional, que se somam \u00e0 discrimina\u00e7\u00e3o aberta no mercado de trabalho informal e, mais ainda, no mercado formal. Muitas 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