{"id":4992,"date":"2026-10-14T20:41:57","date_gmt":"2026-10-14T20:41:57","guid":{"rendered":"https:\/\/observatoriodesigualdades.fjp.mg.gov.br\/?p=4992"},"modified":"2026-10-14T20:46:21","modified_gmt":"2026-10-14T20:46:21","slug":"dia-das-criancas-presentes-sao-otimos-justica-social-e-ainda-melhor","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/observatoriodesigualdades.fjp.mg.gov.br\/?p=4992","title":{"rendered":"Dia das Crian\u00e7as: Presentes s\u00e3o \u00f3timos; justi\u00e7a social \u00e9 ainda melhor"},"content":{"rendered":"<p><span style=\"font-weight: 400;\">No dia 12 de outubro, o Brasil celebra o Dia das Crian\u00e7as, uma data tradicionalmente associada a presentes, brincadeiras e momentos de alegria. Brincadeiras e sonhos s\u00e3o essenciais para uma inf\u00e2ncia saud\u00e1vel, mas n\u00e3o bastam. Por tr\u00e1s das comemora\u00e7\u00f5es, existe uma realidade que merece aten\u00e7\u00e3o. Nem todas as crian\u00e7as brasileiras t\u00eam as mesmas oportunidades de viver plenamente a inf\u00e2ncia. Para milh\u00f5es delas, crescer significa enfrentar obst\u00e1culos que come\u00e7am muito antes dos primeiros passos e podem acompanh\u00e1-las durante toda a vida.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Essa preocupa\u00e7\u00e3o est\u00e1 presente na pr\u00f3pria origem da data. Institu\u00eddo em 1924, o Dia das Crian\u00e7as surgiu com o prop\u00f3sito de estimular a aten\u00e7\u00e3o da sociedade e do poder p\u00fablico \u00e0 sa\u00fade, \u00e0 educa\u00e7\u00e3o e ao bem-estar infantil. Mais de um s\u00e9culo depois, apesar dos avan\u00e7os na legisla\u00e7\u00e3o e na prote\u00e7\u00e3o social, garantir esses direitos continua sendo um desafio (Westin, 2024). Segundo o UNICEF (2025), em 2023, cerca de 28,8 milh\u00f5es de crian\u00e7as e adolescentes brasileiros, o equivalente a 55,9% dessa popula\u00e7\u00e3o, viviam em situa\u00e7\u00e3o de pobreza multidimensional, caracterizada pela priva\u00e7\u00e3o de renda ou de direitos b\u00e1sicos, como educa\u00e7\u00e3o, moradia e saneamento.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Os efeitos dessa desigualdade, por\u00e9m, n\u00e3o come\u00e7am quando a crian\u00e7a entra na escola ou passa a compreender as diferen\u00e7as sociais ao seu redor. Eles podem surgir ainda durante a gesta\u00e7\u00e3o, quando as condi\u00e7\u00f5es de vida da fam\u00edlia influenciam o acesso ao acompanhamento pr\u00e9-natal, \u00e0 alimenta\u00e7\u00e3o adequada e aos cuidados de sa\u00fade. Em contextos de vulnerabilidade, a dificuldade de acessar servi\u00e7os essenciais pode ampliar os riscos \u00e0 sa\u00fade da gestante e do beb\u00ea, criando desigualdades antes mesmo do nascimento. Um estudo do N\u00facleo Ci\u00eancia pela Inf\u00e2ncia aponta que, segundo dados do IBGE de 2019, 78% das mulheres de baixa escolaridade n\u00e3o realizaram o n\u00famero m\u00ednimo de consultas pr\u00e9-natais, evidenciando a rela\u00e7\u00e3o entre condi\u00e7\u00f5es socioecon\u00f4micas e acesso \u00e0 sa\u00fade materna (Komatsu; Costa; Bartholo, 2022).<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Ap\u00f3s o nascimento, essas diferen\u00e7as passam a interferir em uma das etapas mais importantes do desenvolvimento humano. A primeira inf\u00e2ncia, que compreende os primeiros seis anos de vida, \u00e9 um per\u00edodo de intenso desenvolvimento f\u00edsico, cognitivo, emocional e social. Nesse processo, especialmente nos primeiros mil dias, contados desde a gesta\u00e7\u00e3o, alimenta\u00e7\u00e3o adequada, acompanhamento m\u00e9dico, v\u00ednculos afetivos e est\u00edmulos s\u00e3o fundamentais. Entretanto, enquanto algumas crian\u00e7as crescem em ambientes com acesso a esses recursos, outras enfrentam inseguran\u00e7a alimentar, moradias prec\u00e1rias e dificuldades para obter cuidados b\u00e1sicos. Essas condi\u00e7\u00f5es est\u00e3o associadas a maiores riscos de desnutri\u00e7\u00e3o, doen\u00e7as e atrasos no desenvolvimento infantil (Universidade Federal de Pelotas, 2022).<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">A dimens\u00e3o dessa realidade aparece nos dados sobre saneamento. Segundo levantamento do UNICEF, baseado no Censo Demogr\u00e1fico de 2022, 12,2 milh\u00f5es de crian\u00e7as e adolescentes brasileiros viviam sem acesso adequado ao esgotamento sanit\u00e1rio (UNICEF, 2024). A aus\u00eancia dessa infraestrutura aumenta a exposi\u00e7\u00e3o a doen\u00e7as e pode comprometer a sa\u00fade e o desenvolvimento infantil. Assim, a desigualdade deixa de ser apenas uma diferen\u00e7a de renda e se manifesta nas pr\u00f3prias condi\u00e7\u00f5es em que uma crian\u00e7a cresce, brinca e aprende.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">\u00c0 medida que os primeiros anos avan\u00e7am, as disparidades tamb\u00e9m se refletem nas oportunidades de socializa\u00e7\u00e3o e aprendizagem. Brincar, explorar o ambiente e conviver com outras crian\u00e7as s\u00e3o experi\u00eancias essenciais para o desenvolvimento cognitivo, emocional e social. Contudo, o acesso a espa\u00e7os educativos permanece profundamente desigual. Um estudo do N\u00facleo Ci\u00eancia pela Inf\u00e2ncia, publicado em 2022, mostrou que, segundo dados de 2019, apenas 26% das crian\u00e7as mais pobres de at\u00e9 tr\u00eas anos frequentavam creches, enquanto entre aquelas de maior renda o percentual chegava a 55% (Komatsu; Costa; Bartholo, 2022).<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Essa diferen\u00e7a revela que a desigualdade n\u00e3o se expressa apenas nos recursos dispon\u00edveis dentro de casa, mas tamb\u00e9m na oferta de servi\u00e7os p\u00fablicos capazes de ampliar oportunidades. Uma creche de qualidade pode representar um espa\u00e7o importante de desenvolvimento infantil e, simultaneamente, permitir que os respons\u00e1veis, especialmente as mulheres, tenham melhores condi\u00e7\u00f5es de permanecer no mercado de trabalho. Portanto, a insufici\u00eancia desses servi\u00e7os repercute tanto nas experi\u00eancias das crian\u00e7as quanto nas possibilidades de prote\u00e7\u00e3o econ\u00f4mica de suas fam\u00edlias (Komatsu; Costa; Bartholo, 2022).<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Com a chegada \u00e0 idade escolar, as desvantagens acumuladas nos primeiros anos podem se tornar ainda mais evidentes. Crian\u00e7as que enfrentam dificuldades de alimenta\u00e7\u00e3o, sa\u00fade e acesso \u00e0 educa\u00e7\u00e3o infantil podem chegar ao ensino fundamental em condi\u00e7\u00f5es diferentes de aprendizagem. Nesse momento, novos obst\u00e1culos se somam aos anteriores, como a falta de materiais escolares, a aus\u00eancia de um ambiente adequado para estudar e as desigualdades na qualidade da educa\u00e7\u00e3o oferecida.\u00a0<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Esses desafios n\u00e3o devem ser interpretados como falta de capacidade ou esfor\u00e7o individual. Pelo contr\u00e1rio, revelam como as condi\u00e7\u00f5es sociais influenciam as oportunidades de aprender. Exigir resultados semelhantes de crian\u00e7as submetidas a realidades profundamente diferentes, sem oferecer os apoios necess\u00e1rios, pode contribuir para reproduzir as desigualdades que a educa\u00e7\u00e3o deveria combater.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Conforme a inf\u00e2ncia d\u00e1 lugar \u00e0 adolesc\u00eancia, essas dificuldades podem assumir novas formas. A necessidade de contribuir com a renda familiar, a sobrecarga de responsabilidades dom\u00e9sticas e a falta de acesso a atividades culturais, esportivas e educativas podem reduzir as possibilidades de desenvolvimento pessoal. Para parte dos adolescentes, a press\u00e3o econ\u00f4mica significa conciliar estudo e trabalho precocemente ou at\u00e9 abandonar a escola. O trabalho infantil, al\u00e9m de violar direitos, pode comprometer a trajet\u00f3ria educacional e expor crian\u00e7as e adolescentes a riscos f\u00edsicos e psicol\u00f3gicos, contribuindo para a perpetua\u00e7\u00e3o de ciclos de pobreza e exclus\u00e3o (InPACTO, 2025).<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">\u00c9 tamb\u00e9m nessa etapa que se tornam mais percept\u00edveis os efeitos combinados das desigualdades de renda, ra\u00e7a, g\u00eanero e territ\u00f3rio. No Brasil, essas diferen\u00e7as est\u00e3o longe de ser secund\u00e1rias. Segundo o UNICEF (2025), em 2023, 63,6% das crian\u00e7as e adolescentes negros viviam em situa\u00e7\u00e3o de pobreza multidimensional, contra 45,2% dos brancos. Isso demonstra que as oportunidades de desenvolvimento tamb\u00e9m s\u00e3o condicionadas por estruturas sociais que historicamente distribuem recursos e direitos de forma desigual.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Quando esses jovens chegam \u00e0 vida adulta, os impactos das priva\u00e7\u00f5es anteriores podem continuar presentes. Dificuldades no percurso escolar tendem a restringir oportunidades de qualifica\u00e7\u00e3o profissional, enquanto problemas de sa\u00fade e limita\u00e7\u00f5es no acesso a direitos podem comprometer a qualidade de vida. Uma pesquisa da Universidade Federal de Pelotas, publicada na revista <\/span><i><span style=\"font-weight: 400;\">The Lancet<\/span><\/i><span style=\"font-weight: 400;\"> em 2022, identificou associa\u00e7\u00f5es persistentes entre a exposi\u00e7\u00e3o \u00e0 pobreza na primeira inf\u00e2ncia e piores indicadores de sa\u00fade, desenvolvimento cognitivo e escolaridade, inclusive em fases posteriores da vida (Universidade Federal de Pelotas, 2022).<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Dessa forma, as dificuldades vivenciadas durante o desenvolvimento podem contribuir para a reprodu\u00e7\u00e3o da pobreza entre gera\u00e7\u00f5es. Uma crian\u00e7a que cresce com oportunidades limitadas pode enfrentar maiores obst\u00e1culos de inser\u00e7\u00e3o profissional e obten\u00e7\u00e3o de renda na vida adulta, o que, por sua vez, pode influenciar as condi\u00e7\u00f5es de vida de seus futuros filhos. A desigualdade que come\u00e7a cedo pode, assim, se reproduzir ao longo de d\u00e9cadas.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Isso n\u00e3o significa, entretanto, que a pobreza determine inevitavelmente o futuro de uma crian\u00e7a. O desenvolvimento humano n\u00e3o \u00e9 um destino previamente estabelecido, e pol\u00edticas p\u00fablicas s\u00e3o capazes de transformar trajet\u00f3rias. Investimentos em sa\u00fade, assist\u00eancia social, seguran\u00e7a alimentar, saneamento e educa\u00e7\u00e3o podem reduzir riscos e ampliar oportunidades. Estudos apontam, por exemplo, que iniciativas como a Estrat\u00e9gia Sa\u00fade da Fam\u00edlia e as pol\u00edticas de transfer\u00eancia de renda contribu\u00edram para melhorar indicadores de sa\u00fade infantil, enquanto a educa\u00e7\u00e3o infantil de qualidade apresenta potencial para reduzir desigualdades educacionais (Komatsu; Costa; Bartholo, 2022).<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Mais do que reconhecer a import\u00e2ncia da primeira inf\u00e2ncia, \u00e9 necess\u00e1rio compreender que proteger as crian\u00e7as exige tamb\u00e9m enfrentar as desigualdades que atingem suas fam\u00edlias e os territ\u00f3rios onde vivem. N\u00e3o basta garantir formalmente direitos que, na pr\u00e1tica, permanecem inacess\u00edveis para parte significativa da popula\u00e7\u00e3o. \u00c9 preciso assegurar investimentos, servi\u00e7os p\u00fablicos de qualidade e condi\u00e7\u00f5es concretas para que todas as crian\u00e7as possam se desenvolver plenamente.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Neste Dia das Crian\u00e7as, portanto, a reflex\u00e3o precisa ultrapassar o significado dos presentes e das comemora\u00e7\u00f5es. Celebrar a inf\u00e2ncia tamb\u00e9m \u00e9 lutar para que todas as crian\u00e7as possam dedicar seus primeiros anos a brincar, aprender e descobrir o mundo, e que nenhuma delas precise enfrentar, desde cedo, a inseguran\u00e7a e a priva\u00e7\u00e3o de direitos.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Afinal, se a desigualdade pode come\u00e7ar antes mesmo do nascimento e acompanhar uma pessoa por toda a vida, garantir uma inf\u00e2ncia digna n\u00e3o \u00e9 apenas cuidar do presente, mas impedir que as injusti\u00e7as de hoje continuem definindo as oportunidades de amanh\u00e3.<\/span><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><b>Refer\u00eancias Bibliogr\u00e1ficas:<\/b><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">FUNDA\u00c7\u00c3O ABRINQ. Quais os impactos da pobreza na inf\u00e2ncia? S\u00e3o Paulo, 26 mar. 2025. Dispon\u00edvel em:<\/span><a href=\"https:\/\/www.fadc.org.br\/noticias\/impactos-pobreza-infancia\"> <span style=\"font-weight: 400;\">https:\/\/www.fadc.org.br\/noticias\/impactos-pobreza-infancia<\/span><\/a><span style=\"font-weight: 400;\">. Acesso em: 13 out. 2026.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">FUNDO DAS NA\u00c7\u00d5ES UNIDAS PARA A INF\u00c2NCIA (UNICEF). 12 milh\u00f5es de crian\u00e7as e adolescentes vivem sem acesso adequado a esgoto e 2,1 milh\u00f5es a \u00e1gua, alerta UNICEF. Bras\u00edlia, DF, 10 out. 2024. Dispon\u00edvel em:<\/span><a href=\"https:\/\/www.unicef.org\/brazil\/comunicados-de-imprensa\/12-milhoes-de-criancas-e-adolescentes-vivem-sem-acesso-adequado-esgoto-e-2-1-a-agua\"> <span style=\"font-weight: 400;\">https:\/\/www.unicef.org\/brazil\/comunicados-de-imprensa\/12-milhoes-de-criancas-e-adolescentes-vivem-sem-acesso-adequado-esgoto-e-2-1-a-agua<\/span><\/a><span style=\"font-weight: 400;\">. Acesso em: 13 out. 2026.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">FUNDO DAS NA\u00c7\u00d5ES UNIDAS PARA A INF\u00c2NCIA (UNICEF). Pobreza multidimensional na inf\u00e2ncia e adolesc\u00eancia no Brasil: 2017 a 2023. Bras\u00edlia, DF: UNICEF, 2025. Dispon\u00edvel em:<\/span><a href=\"https:\/\/www.unicef.org\/brazil\/relatorios\/pobreza-multidimensional-na-infancia-e-adolescencia-no-brasil-2017-2023\"> <span style=\"font-weight: 400;\">https:\/\/www.unicef.org\/brazil\/relatorios\/pobreza-multidimensional-na-infancia-e-adolescencia-no-brasil-2017-2023<\/span><\/a><span style=\"font-weight: 400;\">. Acesso em: 13 out. 2026.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">INPACTO. Dia Mundial da Inf\u00e2ncia: direitos afetados pelas desigualdades. 21 mar. 2025. Dispon\u00edvel em:<\/span><a href=\"https:\/\/inpacto.org.br\/dia-mundial-da-infancia-direitos-afetados-pelas-desigualdades\/\"> <span style=\"font-weight: 400;\">https:\/\/inpacto.org.br\/dia-mundial-da-infancia-direitos-afetados-pelas-desigualdades\/<\/span><\/a><span style=\"font-weight: 400;\">. Acesso em: 13 out. 2026.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">KOMATSU, Bruno Kawaoka; COSTA, Jana\u00edna Calu; BARTHOLO, Tiago Lisboa. Impactos da desigualdade na primeira inf\u00e2ncia. S\u00e3o Paulo: Funda\u00e7\u00e3o Maria Cecilia Souto Vidigal, 2022. (Estudo 9, N\u00facleo Ci\u00eancia pela Inf\u00e2ncia). Dispon\u00edvel em:<\/span><a href=\"https:\/\/ncpi.org.br\/publicacao\/impactos-da-desigualdade-na-primeira-infancia\/\"> <span style=\"font-weight: 400;\">https:\/\/ncpi.org.br\/publicacao\/impactos-da-desigualdade-na-primeira-infancia\/<\/span><\/a><span style=\"font-weight: 400;\">. Acesso em: 13 out. 2026.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">UNIVERSIDADE FEDERAL DE PELOTAS. Pobreza na primeira inf\u00e2ncia afeta sa\u00fade e intelig\u00eancia de crian\u00e7as e adolescentes at\u00e9 a vida adulta, mostra estudo. Pelotas: Coordena\u00e7\u00e3o de Comunica\u00e7\u00e3o Social, 28 abr. 2022. Dispon\u00edvel em:<\/span><a href=\"https:\/\/ccs2.ufpel.edu.br\/wp\/2022\/04\/28\/pobreza-na-primeira-infancia-afeta-saude-e-inteligencia-de-criancas-e-adolescentes-ate-a-vida-adulta-mostra-estudo\/\"> <span style=\"font-weight: 400;\">https:\/\/ccs2.ufpel.edu.br\/wp\/2022\/04\/28\/pobreza-na-primeira-infancia-afeta-saude-e-inteligencia-de-criancas-e-adolescentes-ate-a-vida-adulta-mostra-estudo\/<\/span><\/a><span style=\"font-weight: 400;\">. Acesso em: 13 out. 2026.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">WESTIN, Ricardo. Dia da Crian\u00e7a surgiu h\u00e1 100 anos, quando meninos pobres trabalhavam e iam para a cadeia. <\/span><i><span style=\"font-weight: 400;\">Senado Not\u00edcias<\/span><\/i><span style=\"font-weight: 400;\">, Bras\u00edlia, DF, 4 out. 2024. Dispon\u00edvel em:<\/span><a href=\"https:\/\/www12.senado.leg.br\/noticias\/especiais\/arquivo-s\/dia-da-crianca-surgiu-ha-100-anos-quando-meninos-pobres-trabalhavam-e-iam-para-a-cadeia\"> <span style=\"font-weight: 400;\">https:\/\/www12.senado.leg.br\/noticias\/especiais\/arquivo-s\/dia-da-crianca-surgiu-ha-100-anos-quando-meninos-pobres-trabalhavam-e-iam-para-a-cadeia<\/span><\/a><span style=\"font-weight: 400;\">. Acesso em: 13 out. 2026.<\/span><\/p>\n<p><strong>Autoria:<\/strong> Marina Pinheiro e Bruno Lazzarotti<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>No dia 12 de outubro, o Brasil celebra o Dia das Crian\u00e7as, uma data tradicionalmente associada a presentes, brincadeiras e momentos de alegria. Brincadeiras e sonhos s\u00e3o essenciais para uma inf\u00e2ncia saud\u00e1vel, mas n\u00e3o bastam. Por tr\u00e1s das comemora\u00e7\u00f5es, existe uma realidade que merece aten\u00e7\u00e3o. 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