{"id":880,"date":"2020-03-08T22:14:45","date_gmt":"2020-03-08T22:14:45","guid":{"rendered":"https:\/\/observatoriodesigualdades.fjp.mg.gov.br\/?p=880"},"modified":"2020-03-15T20:59:19","modified_gmt":"2020-03-15T20:59:19","slug":"cada-um-no-seu-quadrado-desafios-para-a-equidade-de-genero-no-mercado-de-trabalho","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/observatoriodesigualdades.fjp.mg.gov.br\/?p=880","title":{"rendered":"Mar\u00e7o Mulher &#8211; Cada um no seu quadrado: desafios para a equidade de g\u00eanero no mercado de trabalho"},"content":{"rendered":"\t\t<div data-elementor-type=\"wp-post\" data-elementor-id=\"880\" class=\"elementor elementor-880\">\n\t\t\t\t\t\t<section class=\"elementor-section elementor-top-section elementor-element elementor-element-43f2ab6f elementor-section-boxed elementor-section-height-default elementor-section-height-default\" data-id=\"43f2ab6f\" data-element_type=\"section\" data-e-type=\"section\">\n\t\t\t\t\t\t<div class=\"elementor-container elementor-column-gap-default\">\n\t\t\t\t\t<div class=\"elementor-column elementor-col-100 elementor-top-column elementor-element elementor-element-498d3230\" data-id=\"498d3230\" data-element_type=\"column\" data-e-type=\"column\">\n\t\t\t<div class=\"elementor-widget-wrap elementor-element-populated\">\n\t\t\t\t\t\t<div class=\"elementor-element elementor-element-1c1bb5d elementor-widget elementor-widget-text-editor\" data-id=\"1c1bb5d\" data-element_type=\"widget\" data-e-type=\"widget\" data-widget_type=\"text-editor.default\">\n\t\t\t\t<div class=\"elementor-widget-container\">\n\t\t\t\t\t\t\t\t\t<pre><img fetchpriority=\"high\" decoding=\"async\" class=\"aligncenter wp-image-881 size-medium\" src=\"http:\/\/observatoriodesigualdades.fjp.mg.gov.br\/wp-content\/uploads\/2020\/03\/1-1-300x205.png\" alt=\"\" width=\"300\" height=\"205\" srcset=\"https:\/\/observatoriodesigualdades.fjp.mg.gov.br\/wp-content\/uploads\/2020\/03\/1-1-300x205.png 300w, https:\/\/observatoriodesigualdades.fjp.mg.gov.br\/wp-content\/uploads\/2020\/03\/1-1.png 421w\" sizes=\"(max-width: 300px) 100vw, 300px\" \/><\/pre><p><span style=\"font-weight: 400;\">No mundo do trabalho \u00e9 poss\u00edvel perceber grande avan\u00e7o da autonomia econ\u00f4mica das mulheres. Mas, \u00e9 tamb\u00e9m nesse espa\u00e7o que se constata uma profunda desigualdade de g\u00eanero. No Brasil, as conquistas podem ser vistas pelo aumento da participa\u00e7\u00e3o das mulheres na popula\u00e7\u00e3o economicamente ativa (PEA); pela amplia\u00e7\u00e3o da inser\u00e7\u00e3o das mulheres em postos de trabalho que exigem maior qualifica\u00e7\u00e3o e est\u00e3o no topo das organiza\u00e7\u00f5es; pela amplia\u00e7\u00e3o dos direitos das empregadas dom\u00e9sticas e amplia\u00e7\u00e3o do leque ocupacional, especialmente para determinados grupos, geralmente com maior n\u00edvel educacional. No entanto, o desemprego continua atingindo muito mais as mulheres do que os homens; as diferen\u00e7as de rendimentos permanecem expressivas, mesmo levando em conta a extens\u00e3o da jornada de trabalho e a escolaridade; as trajet\u00f3rias profissionais das mulheres contam com diversos obst\u00e1culos ao longo do caminho e ainda esbarram no \u201cteto de vidro\u201d, ou seja, nas barreiras invis\u00edveis (mas poderosas), que dificultam ou impedem a ascens\u00e3o das mulheres a cargos de comando, mais prestigiados ou rent\u00e1veis.<br \/><\/span><span style=\"font-weight: 400;\">A t\u00edtulo de exemplo, nota-se que na d\u00e9cada de 1970 aproximadamente 1\/3 das mulheres estavam inseridas no mercado de trabalho no Brasil. J\u00e1 em 2019, segundo a PNADc, a taxa de participa\u00e7\u00e3o era de 53,1%. Ao mesmo tempo, elas t\u00eam um risco maior ao desemprego com uma taxa de desocupa\u00e7\u00e3o de 14% contra 10,1% dos homens. Embora as mulheres tenham ascendido aos cargos de dire\u00e7\u00e3o, elas ainda s\u00e3o minoria e auferem rendimentos menores, especialmente no topo da estratifica\u00e7\u00e3o ocupacional. Segundo dados da Rela\u00e7\u00e3o Anual de Informa\u00e7\u00f5es Sociais (RAIS) de 2017, as mulheres ocupavam 39,2% da dire\u00e7\u00e3o das empresas e a renda m\u00e9dia delas era de R$ 8 mil, enquanto a dos homens nesses cargos era mais do que o dobro, R$18,2 mil.<br \/><\/span><span style=\"font-weight: 400;\">Neste sentido, um dos aspectos mais expressivos das desigualdades de g\u00eanero no mercado de trabalho \u00e9 que o aumento da escolaridade das mulheres n\u00e3o se refletiu adequadamente na melhora de qualidade, remunera\u00e7\u00e3o e prest\u00edgio das ocupa\u00e7\u00f5es \u00e0s quais t\u00eam acesso. No Brasil, as mulheres avan\u00e7aram mais no sistema de ensino do que os homens e hoje j\u00e1 s\u00e3o maioria na educa\u00e7\u00e3o superior e em cursos como medicina, direito, odontologia e administra\u00e7\u00e3o, segundo dados do Inep. Mas, h\u00e1 diferen\u00e7as nas trajet\u00f3rias de homens e mulheres, e ainda de mulheres negras e brancas, em rela\u00e7\u00e3o ao tipo de forma\u00e7\u00e3o e ao perfil das carreiras escolhidas. A presen\u00e7a das mulheres nas \u00e1reas de ci\u00eancia, tecnologia, engenharias e matem\u00e1tica continua pequena enquanto na economia do cuidado (professoras do ensino fundamental, enfermeiras, cuidadores de idosos) elas est\u00e3o sobre representadas.<br \/><\/span><span style=\"font-weight: 400;\">Estudo da ONU, <\/span><i><span style=\"font-weight: 400;\">Cracking the code: girls\u2019 and women\u2019s education in Science, technology, engineering and mathematics<\/span><\/i><span style=\"font-weight: 400;\">, indicou que apesar de 74% das mulheres se interessarem por essas \u00e1reas, apenas 30% delas se tornaram pesquisadoras nessas disciplinas. Escola, fam\u00edlia e a organiza\u00e7\u00e3o do mercado de trabalho atuam conjuntamente para gerar esse resultado. No Brasil, em 2018, segundo dados da PNADc, a propor\u00e7\u00e3o de mulheres no emprego dom\u00e9stico era de 95%, a de professores(as) do ensino fundamental, 84%. Por outro lado, elas eram 49,8% d(a)os professores(as) de universidades e do ensino superior e, aproximadamente, 28% d(a)os profissionais das ci\u00eancias naturais, engenharias e tecnologia da informa\u00e7\u00e3o.<br \/><\/span><span style=\"font-weight: 400;\">O ordenamento do mercado de trabalho brasileiro favorece esse panorama a partir da precariza\u00e7\u00e3o das rela\u00e7\u00f5es de trabalho, da alta rotatividade da m\u00e3o de obra, da forma de organiza\u00e7\u00e3o das jornadas de trabalho, dentre outros. Mas, al\u00e9m disso, tem sido consenso entre os estudiosos do tema que a m\u00e1 distribui\u00e7\u00e3o das tarefas dom\u00e9sticas influencia os contornos da participa\u00e7\u00e3o das mulheres no mercado de trabalho, na medida em que opera como uma restri\u00e7\u00e3o n\u00e3o s\u00f3 de acesso, mas tamb\u00e9m constrange a intensidade da presen\u00e7a das mulheres nesse espa\u00e7o e as possibilidades de avan\u00e7o na carreira.<br \/><\/span><span style=\"font-weight: 400;\">Isso ocorre porque o maior acesso das mulheres ao mercado de trabalho n\u00e3o foi acompanhado por uma mudan\u00e7a em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 redistribui\u00e7\u00e3o das responsabilidades das tarefas dom\u00e9sticas n\u00e3o remuneradas e de cuidados com idosos, crian\u00e7as, adolescentes, pessoas com defici\u00eancia, etc. As formas tradicionais de concilia\u00e7\u00e3o geram tens\u00f5es e altos custos para as mulheres assim como para as pessoas que necessitam de cuidados, al\u00e9m de ter efeitos no crescimento econ\u00f4mico e na produtividade das empresas (OIT, 2010; BRIDEGAIN e CALDER\u00d3N, 2018; TRIGO, 2019)<\/span><span style=\"font-weight: 400;\">.<br \/><\/span><span style=\"font-weight: 400;\">A divis\u00e3o sexual do trabalho \u00e9, neste sentido, um dos pilares das desigualdades de g\u00eanero uma vez que hierarquiza o trabalho realizado na esfera p\u00fablica \u2013 mercado \u2013 e na esfera privada \u2013 afazeres dom\u00e9sticos n\u00e3o remunerados e atividades de cuidados com membros do domic\u00edlio ou da fam\u00edlia. Nem as pol\u00edticas p\u00fablicas, nem os mercados de trabalho t\u00eam sido capazes de avan\u00e7ar no reconhecimento dessas atividades, nem na redistribui\u00e7\u00e3o social dos cuidados (ONU, 2018).<br \/><\/span><span style=\"font-weight: 400;\">No Brasil, em 2018, enquanto 92,2% das mulheres se dedicavam aos afazeres dom\u00e9sticos e de cuidado, apenas 78,2% dos homens o faziam. As mulheres dedicavam o dobro de horas \u00e0s atividades de cuidado e afazeres dom\u00e9sticos dos homens. Al\u00e9m disso, quando elas t\u00eam uma ocupa\u00e7\u00e3o essa m\u00e9dia foi de 18,5 horas por semana, em 2018, contra 10,3 horas para os homens. Quando eles n\u00e3o t\u00eam uma ocupa\u00e7\u00e3o, os homens se dedicaram uma m\u00e9dia de 12 horas, e as mulheres 23,8 horas.<br \/><\/span><span style=\"font-weight: 400;\">No entanto, como em outras desigualdades, n\u00e3o existe fatalidade na injusti\u00e7a: elas s\u00e3o resultados de escolhas que as sociedades fazem. E que podem, assim, ser refeitas. Se a desigualdade n\u00e3o \u00e9 destino, sociedades mais equitativas podem ser constru\u00eddas, ainda que de maneira mais lenta e conflituosa do que gostar\u00edamos. E v\u00e1rias iniciativas e pol\u00edticas t\u00eam sido propostas e experimentadas para isto. Um foco \u00e9 a busca pela distribui\u00e7\u00e3o mais equitativa das responsabilidades de homens e mulheres nas tarefas dom\u00e9sticas e de cuidados, o que demanda campanhas e pol\u00edticas p\u00fablicas de motiva\u00e7\u00e3o da participa\u00e7\u00e3o dos homens nessas atividades, assim como mecanismos de redu\u00e7\u00e3o do trabalho que sobrecarrega os n\u00facleos familiares, ou seja, servi\u00e7os coletivos como creches e educa\u00e7\u00e3o infantil, amplia\u00e7\u00e3o da jornada escolar, restaurantes populares, jornadas de trabalho flex\u00edveis. Esses servi\u00e7os impediriam que os custos de realiz\u00e1-los recaiam somente sobre as mulheres.<br \/><\/span><span style=\"font-weight: 400;\">Al\u00e9m disso, deve-se combater, em todos os campos das pol\u00edticas p\u00fablicas poss\u00edveis, a no\u00e7\u00e3o de que existe uma incapacidade das mulheres em determinados campos, como a pol\u00edtica, as ci\u00eancias e engenharias. Para tal, \u00e9 necess\u00e1rio adotar mecanismos de combate \u00e0s desigualdades de g\u00eanero de forma intersetorial, al\u00e9m de promover mecanismos de articula\u00e7\u00e3o entre a sociedade civil e o Estado, a partir da cria\u00e7\u00e3o de mecanismos que favore\u00e7am as din\u00e2micas participativas no cotidiano da gest\u00e3o p\u00fablica.<br \/><\/span><span style=\"font-weight: 400;\">Especial aten\u00e7\u00e3o deveria ser dada \u00e0s mulheres negras. Nesse grupo reside uma das mais acentuadas desigualdades de g\u00eanero, em que as mulheres negras est\u00e3o enredadas numa din\u00e2mica social que as segregam em ocupa\u00e7\u00f5es na base da estratifica\u00e7\u00e3o. As mulheres negras t\u00eam probabilidade maior de ficarem desempregadas e, como ra\u00e7a e classe est\u00e3o estritamente relacionadas no Brasil, a din\u00e2mica de sobreposi\u00e7\u00e3o do trabalho remunerado e n\u00e3o remunerado \u00e9 mais perversa para elas. Neste sentido, seria importante que as pol\u00edticas p\u00fablicas adotassem uma perspectiva de ra\u00e7a e g\u00eanero transversalmente, incorporando essas dimens\u00f5es em todo o ciclo das pol\u00edticas.<br \/><\/span><span style=\"font-weight: 400;\">Por exemplo, as pol\u00edticas p\u00fablicas de emprego e de educa\u00e7\u00e3o e qualifica\u00e7\u00e3o profissional deveriam desenvolver programas preocupados com a inser\u00e7\u00e3o dos grupos mais vulner\u00e1veis no mercado de trabalho, especialmente mulheres e negros e essa incorpora\u00e7\u00e3o deveria estar presente desde a fase da implementa\u00e7\u00e3o, do monitoramento e da avalia\u00e7\u00e3o das respectivas pol\u00edticas.<br \/><\/span><span style=\"font-weight: 400;\">Ou seja, a inclus\u00e3o e participa\u00e7\u00e3o igualit\u00e1rias das mulheres no mercado de trabalho apresenta avan\u00e7os, mas ainda \u00e9 um alvo distante. A inser\u00e7\u00e3o equitativa n\u00e3o \u00e9, por\u00e9m, resultado de algum tipo de evolu\u00e7\u00e3o natural dos pa\u00edses ou da economia. A maioria das sociedades se modernizaram com avan\u00e7os muito variados, mas sem superar a posi\u00e7\u00e3o desigual imposta \u00e0s mulheres em v\u00e1rios campos da vida social, inclusive no mercado de trabalho. Sociedades mais justas s\u00e3o resultado de luta social e de pol\u00edticas p\u00fablicas, nunca d\u00e1divas ou desenvolvimentos naturais do mercado. \u00c9 isto que temos que ressaltar e reivindicar.<br \/><\/span><\/p><p><span style=\"font-weight: 400;\">\u00a0<\/span><\/p><p><em><span style=\"font-weight: 400;\">Autora: N\u00edcia Raies Moreira de Souza \u00e9 Doutora em Sociologia pela UFMG e\u00a0 Pesquisadora da Funda\u00e7\u00e3o Jo\u00e3o Pinheiro.<\/span><\/em><\/p><p><em><span style=\"font-weight: 400;\"><br \/><\/span>Imagem: Freepik<\/em><\/p>\t\t\t\t\t\t\t\t<\/div>\n\t\t\t\t<\/div>\n\t\t\t\t\t<\/div>\n\t\t<\/div>\n\t\t\t\t\t<\/div>\n\t\t<\/section>\n\t\t\t\t<\/div>\n\t\t","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>No mundo do trabalho \u00e9 poss\u00edvel perceber grande avan\u00e7o da autonomia econ\u00f4mica das mulheres. Mas, \u00e9 tamb\u00e9m nesse espa\u00e7o que se constata uma profunda desigualdade de g\u00eanero. 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