{"id":922,"date":"2020-03-17T21:27:00","date_gmt":"2020-03-17T21:27:00","guid":{"rendered":"https:\/\/observatoriodesigualdades.fjp.mg.gov.br\/?p=922"},"modified":"2020-03-17T21:41:45","modified_gmt":"2020-03-17T21:41:45","slug":"que-vidas-importam-a-pandemia-de-coronavirus-em-uma-sociedade-desigual","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/observatoriodesigualdades.fjp.mg.gov.br\/?p=922","title":{"rendered":"Que vidas importam? A pandemia de Coronav\u00edrus em uma sociedade desigual"},"content":{"rendered":"\t\t<div data-elementor-type=\"wp-post\" data-elementor-id=\"922\" class=\"elementor elementor-922\">\n\t\t\t\t\t\t<section class=\"elementor-section elementor-top-section elementor-element elementor-element-dac97f3 elementor-section-boxed elementor-section-height-default elementor-section-height-default\" data-id=\"dac97f3\" data-element_type=\"section\" data-e-type=\"section\">\n\t\t\t\t\t\t<div class=\"elementor-container elementor-column-gap-default\">\n\t\t\t\t\t<div class=\"elementor-column elementor-col-100 elementor-top-column elementor-element elementor-element-5ae27949\" data-id=\"5ae27949\" data-element_type=\"column\" data-e-type=\"column\">\n\t\t\t<div class=\"elementor-widget-wrap elementor-element-populated\">\n\t\t\t\t\t\t<div class=\"elementor-element elementor-element-65782ca elementor-widget elementor-widget-text-editor\" data-id=\"65782ca\" data-element_type=\"widget\" data-e-type=\"widget\" data-widget_type=\"text-editor.default\">\n\t\t\t\t<div class=\"elementor-widget-container\">\n\t\t\t\t\t\t\t\t\t<p><img fetchpriority=\"high\" decoding=\"async\" class=\"aligncenter wp-image-929 size-full\" src=\"http:\/\/observatoriodesigualdades.fjp.mg.gov.br\/wp-content\/uploads\/2020\/03\/virus.jpg\" alt=\"\" width=\"309\" height=\"207\" srcset=\"https:\/\/observatoriodesigualdades.fjp.mg.gov.br\/wp-content\/uploads\/2020\/03\/virus.jpg 309w, https:\/\/observatoriodesigualdades.fjp.mg.gov.br\/wp-content\/uploads\/2020\/03\/virus-300x201.jpg 300w\" sizes=\"(max-width: 309px) 100vw, 309px\" \/><\/p><p>O Coronav\u00edrus, respons\u00e1vel pela pandemia que nos assola em escala global, em princ\u00edpio, n\u00e3o escolhe classe, ra\u00e7a e g\u00eanero. Ele simplesmente se espalha, entre part\u00edculas e superf\u00edcies, de um corpo para o outro. Mas sabemos que a maneira como corpos, part\u00edculas e superf\u00edcies est\u00e3o dispostas no mundo variam de acordo com marcadores sociais de desigualdade, assim como variam as possibilidades de isolamento e tratamento. Com essa reflex\u00e3o, o<em> The Intercept Brasil<\/em> publicou, em 17\/03, a reportagem <em>Coronav\u00edrus n\u00e3o \u00e9 democr\u00e1tico: pobres, precarizados e mulheres v\u00e3o sofrer mais<\/em>, revelando a estreita rela\u00e7\u00e3o entre a pandemia e a opress\u00e3o social.<\/p><p>No Brasil, que como j\u00e1 sabemos \u00e9 um dos pa\u00edses mais desiguais do mundo, o Coronav\u00edrus chega em meio a uma forte recess\u00e3o econ\u00f4mica, com altos \u00edndices de desemprego e informalidade. Segundo dados da Pnad Cont\u00ednua, a taxa m\u00e9dia de desemprego em 2019 foi de 11,9% e a taxa de informalidade<a href=\"#_ftn1\" name=\"_ftnref1\">[1]<\/a> atingiu seu maior n\u00edvel desde 2016, chegando a 41,1%. \u201cPara grande parte destes trabalhadores brasileiros desprotegidos, o isolamento n\u00e3o \u00e9 uma possibilidade. Ou se fica vulner\u00e1vel ao v\u00edrus, ou n\u00e3o se paga as contas. Parar significa uma trag\u00e9dia em uma popula\u00e7\u00e3o j\u00e1 super-endividada. Em \u00e9poca de epidemia e esvaziamento dos espa\u00e7os p\u00fablicos, entregadores e motoristas de aplicativos precisam trabalhar em dobro para compensar. O ciclo vicioso s\u00f3 piora. Ao n\u00e3o dormirem bem, a imunidade cai. Muitos desses sujeitos encarnam a l\u00f3gica neoliberal que atribui ao pr\u00f3prio indiv\u00edduo a responsabilidade do sucesso ou fracasso. Por sujei\u00e7\u00e3o ou falta de op\u00e7\u00e3o, eles se colocam em um regime vigilante intenso de autodestrui\u00e7\u00e3o\u201d (<em>The Intercept, 17\/03\/20<\/em>).<\/p><p>A pandemia tamb\u00e9m tem seu vi\u00e9s de ra\u00e7a e g\u00eanero. Entre os 10% mais pobres da popula\u00e7\u00e3o brasileira, 75% s\u00e3o negros, em um pa\u00eds em que 35 milh\u00f5es de pessoas vivem sem acesso \u00e0 \u00e1gua tratada e 100 milh\u00f5es sem esgoto. A situa\u00e7\u00e3o \u00e9 ainda mais cr\u00edtica para as mulheres negras: se olharmos para aquelas que s\u00e3o chefes de fam\u00edlia sem c\u00f4njuge e com filhos menores de 14 anos, 63% est\u00e3o abaixo da linha da pobreza. S\u00e3o mulheres que, caso se encontrem na ocupa\u00e7\u00e3o informal \u2013 mais inst\u00e1vel, prec\u00e1ria e insegura \u2013, ser\u00e3o prejudicadas, conforme explicado acima, e, mesmo que empregadas formalmente, sofrer\u00e3o com a suspens\u00e3o das escolas e a dificuldade para encontrar onde deixar os filhos menores, entre outros percal\u00e7os.<\/p><p>Ainda, \u201ca ONU Mulheres tem feito diversos alertas sobre como a epidemia afeta mulheres de diferentes maneiras. Na China,\u00a0<a href=\"https:\/\/revistagalileu.globo.com\/Sociedade\/noticia\/2020\/03\/violencia-contra-mulher-aumentou-durante-quarentena-da-covid-19-na-china.html\">h\u00e1 apelos de ativistas<\/a>\u00a0para dar import\u00e2ncia ao fato de que a viol\u00eancia dom\u00e9stica cresceu durante a quarentena, que coloca as pessoas em press\u00e3o psicol\u00f3gica extrema. Segundo a\u00a0<a href=\"https:\/\/www.bbc.co.uk\/news\/world-asia-51705199\">Organiza\u00e7\u00e3o Mundial da Sa\u00fade<\/a>, as mulheres representam 70% dos profissionais na linha de frente de combate ao v\u00edrus, sendo vulner\u00e1veis \u00e0 infec\u00e7\u00e3o e ao estresse\u201d (<em>The Intercept, 17\/03\/20<\/em>).<\/p><p>Al\u00e9m dos efeitos imediatos gerados pela pandemia, os impactos econ\u00f4micos negativos de longo prazo tamb\u00e9m ser\u00e3o distribu\u00eddos de forma desigual na nossa sociedade, afetando mais a renda dos mais pobres. \u00c9 o que nos mostra o estudo feito pelos economistas Edson Domingues, D\u00e9bora Freire e Aline Magalh\u00e3es, a partir de um modelo de simula\u00e7\u00e3o<a href=\"#_ftn2\" name=\"_ftnref2\">[2]<\/a> que conecta setores produtivos, fam\u00edlias, Governo, setor externo e capta a distribui\u00e7\u00e3o da renda gerada pelos setores produtivos e as transfer\u00eancias governamentais \u00e0s fam\u00edlias no Brasil.<\/p><p>Segundo os economistas, com a chegada do Coronav\u00edrus e os impactos diretos e indiretos que potencialmente ocorrer\u00e3o (queda da demanda, paralisa\u00e7\u00e3o de atividades produtivas, redu\u00e7\u00e3o de investimentos, queda no com\u00e9rcio mundial e redu\u00e7\u00e3o de exporta\u00e7\u00f5es, instabilidade nos mercados financeiros), \u00e9 esperado que, neste ano, o crescimento do PIB novamente decepcione (podendo at\u00e9 mesmo ser negativo) e que o desemprego aumente. Uma quest\u00e3o importante, mas pouco destacada, \u00e9 que a queda no emprego afeta indiv\u00edduos, ou fam\u00edlias, de forma heterog\u00eanea.<\/p><p>Para avaliar como se d\u00e1 essa distribui\u00e7\u00e3o, foram projetados os impactos de queda em 0,1% sobre o emprego e de -0,14% no PIB da economia brasileira sobre a renda dispon\u00edvel das fam\u00edlias, por 11 classes de renda.\u00a0As proje\u00e7\u00f5es apontam que a queda de -0,14% no PIB se relaciona a -0,11% no emprego da economia brasileira, o que teria um efeito de -0,117% na renda dispon\u00edvel das fam\u00edlias.\u00a0 Por\u00e9m, mais importante que estes n\u00fameros \u00e9 o resultado de cen\u00e1rios recessivos sobre os diferentes grupos de fam\u00edlias, como mostra a Tabela 1.<\/p><p><img decoding=\"async\" class=\"aligncenter wp-image-923 size-full\" src=\"http:\/\/observatoriodesigualdades.fjp.mg.gov.br\/wp-content\/uploads\/2020\/03\/tabela-1-1.png\" alt=\"\" width=\"567\" height=\"422\" srcset=\"https:\/\/observatoriodesigualdades.fjp.mg.gov.br\/wp-content\/uploads\/2020\/03\/tabela-1-1.png 567w, https:\/\/observatoriodesigualdades.fjp.mg.gov.br\/wp-content\/uploads\/2020\/03\/tabela-1-1-300x223.png 300w\" sizes=\"(max-width: 567px) 100vw, 567px\" \/><\/p><p>O gr\u00e1fico 1 mostra o efeito em cada classe de renda em rela\u00e7\u00e3o ao efeito m\u00e9dio: enquanto as fam\u00edlias mais pobres (H1) t\u00eam efeito negativo 20% maior que a m\u00e9dia, as fam\u00edlias de classes m\u00e9dia e alta tendem a perder menos e pr\u00f3ximo \u00e0 m\u00e9dia.<\/p><p><img decoding=\"async\" class=\"aligncenter wp-image-921 size-full\" src=\"http:\/\/observatoriodesigualdades.fjp.mg.gov.br\/wp-content\/uploads\/2020\/03\/grafico-11.png\" alt=\"\" width=\"567\" height=\"330\" srcset=\"https:\/\/observatoriodesigualdades.fjp.mg.gov.br\/wp-content\/uploads\/2020\/03\/grafico-11.png 567w, https:\/\/observatoriodesigualdades.fjp.mg.gov.br\/wp-content\/uploads\/2020\/03\/grafico-11-300x175.png 300w\" sizes=\"(max-width: 567px) 100vw, 567px\" \/><\/p><p>Esses resultados mostram a necessidade de se pensar a\u00e7\u00f5es de enfretamento focalizadas nos mais pobres, que absorvem o efeito mais pronunciado de uma redu\u00e7\u00e3o da atividade econ\u00f4mica e, consequentemente, do emprego. Assim, economistas t\u00eam defendido a implementa\u00e7\u00e3o de medidas de prote\u00e7\u00e3o social dos mais vulner\u00e1veis e o est\u00edmulo da demanda via investimento p\u00fablico, argumentando a favor de pagamentos diretos para pessoas, sem reembolso, como uma das medidas antic\u00edclicas necess\u00e1rias neste contexto de crise. Nesse sentido, Gregory Mankiw apontou que o governo americano deveria enviar cheques de US$1.000 para o al\u00edvio dos mais pobres no pa\u00eds e o governo de Portugal anunciou que garantiria a renda de profissionais aut\u00f4nomos que n\u00e3o possam trabalhar devido a medidas de restri\u00e7\u00f5es<\/p><p>A economista e Profa. M\u00f4nica de Bolle aponta algumas medidas que considera necess\u00e1rias para o Brasil: 1) Aloca\u00e7\u00e3o dos recursos necess\u00e1rios para o SUS; 2) Aumento da dota\u00e7\u00e3o de recursos para o Bolsa Fam\u00edlia; 3)\u00a0Renda b\u00e1sica universal para vulner\u00e1veis e impactados: informais, idosos vulner\u00e1veis, pessoas em trabalho prec\u00e1rio; 4) Aumento da liquidez e recursos para pequenas e m\u00e9dias empresas via BNDES; 5) Investimento em infraestrutura para sustenta\u00e7\u00e3o da demanda de forma mais imediata. Para isso, seria necess\u00e1rio a flexibiliza\u00e7\u00e3o da meta fiscal e suspens\u00e3o tempor\u00e1ria do teto de gastos<\/p><p>Assim, considerando as atuais condi\u00e7\u00f5es de desemprego e informalidade e a poss\u00edvel recess\u00e3o econ\u00f4mica impulsionada pela pandemia, os autores defendem que discuss\u00f5es dogm\u00e1ticas a respeito do Estado x Setor Privado devem dar espa\u00e7o para uma pol\u00edtica fiscal ativa visando \u00e0 conten\u00e7\u00e3o da crise (que pode ser ainda mais delet\u00e9ria para o equil\u00edbrio fiscal do que um aumento da d\u00edvida\/PIB) e a prote\u00e7\u00e3o dos mais vulner\u00e1veis.<\/p><p><a href=\"#_ftnref1\" name=\"_ftn1\">[1]<\/a> Soma dos trabalhadores sem carteira, trabalhadores dom\u00e9sticos sem carteira, empregador sem CNPJ, conta pr\u00f3pria sem CNPJ e trabalhador familiar auxiliar.<\/p><p><a href=\"#_ftnref2\" name=\"_ftn2\">[2]<\/a> Foi utilizado o modelo de simula\u00e7\u00e3o BRIGHT, apresentado na Tese de Doutorado da Prof. D\u00e9bora Freire, tese vencedora do Pr\u00eamio BNDES de Economia em 2018.<\/p><p><em>Fontes:<\/em><\/p><p><em>Coronav\u00edrus n\u00e3o \u00e9 democr\u00e1tico: pobres, precarizados e mulheres v\u00e3o sofrer mais.<\/em>\u00a0 Dispon\u00edvel em: <a href=\"https:\/\/theintercept.com\/2020\/03\/17\/coronavirus-pandemia-opressao-social\/\">https:\/\/theintercept.com\/2020\/03\/17\/coronavirus-pandemia-opressao-social\/<\/a><\/p><p><em>Desemprego cai em 16 estados em 2019, mas 20 t\u00eam informalidade recorde.<\/em> Dispon\u00edvel em: <a href=\"https:\/\/agenciadenoticias.ibge.gov.br\/agencia-noticias\/2012-agencia-de-noticias\/noticias\/26913-desemprego-cai-em-16-estados-em-2019-mas-20-tem-informalidade-recorde\">https:\/\/agenciadenoticias.ibge.gov.br\/agencia-noticias\/2012-agencia-de-noticias\/noticias\/26913-desemprego-cai-em-16-estados-em-2019-mas-20-tem-informalidade-recorde<\/a><\/p><p><em>Efeitos econ\u00f4micos negativos da crise do Coronav\u00edrus tendem a afetar mais a renda dos mais pobres.<\/em> Dispon\u00edvel em: <a href=\"https:\/\/threadreaderapp.com\/thread\/1239672247247306752.html\">https:\/\/threadreaderapp.com\/thread\/1239672247247306752.html<\/a><\/p><p><i>Imagem: Freepik<\/i><\/p><p><em>Autora: Lu\u00edsa Filizzola, graduanda em Administra\u00e7\u00e3o P\u00fablica na Funda\u00e7\u00e3o Jo\u00e3o Pinheiro, sob a orienta\u00e7\u00e3o de Bruno Lazzarotti, pesquisador na Funda\u00e7\u00e3o Jo\u00e3o Pinheiro. <\/em><\/p>\t\t\t\t\t\t\t\t<\/div>\n\t\t\t\t<\/div>\n\t\t\t\t\t<\/div>\n\t\t<\/div>\n\t\t\t\t\t<\/div>\n\t\t<\/section>\n\t\t\t\t<\/div>\n\t\t","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O Coronav\u00edrus, respons\u00e1vel pela pandemia que nos assola em escala global, em princ\u00edpio, n\u00e3o escolhe classe, ra\u00e7a e g\u00eanero. 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