{"id":968,"date":"2020-04-16T20:44:43","date_gmt":"2020-04-16T20:44:43","guid":{"rendered":"https:\/\/observatoriodesigualdades.fjp.mg.gov.br\/?p=968"},"modified":"2020-04-16T21:00:45","modified_gmt":"2020-04-16T21:00:45","slug":"o-paradoxo-do-isolamento-social","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/observatoriodesigualdades.fjp.mg.gov.br\/?p=968","title":{"rendered":"O paradoxo do isolamento social"},"content":{"rendered":"\t\t<div data-elementor-type=\"wp-post\" data-elementor-id=\"968\" class=\"elementor elementor-968\">\n\t\t\t\t\t\t<section class=\"elementor-section elementor-top-section elementor-element elementor-element-2a7ec48b elementor-section-boxed elementor-section-height-default elementor-section-height-default\" data-id=\"2a7ec48b\" data-element_type=\"section\" data-e-type=\"section\">\n\t\t\t\t\t\t<div class=\"elementor-container elementor-column-gap-default\">\n\t\t\t\t\t<div class=\"elementor-column elementor-col-100 elementor-top-column elementor-element elementor-element-e50e12e\" data-id=\"e50e12e\" data-element_type=\"column\" data-e-type=\"column\">\n\t\t\t<div class=\"elementor-widget-wrap elementor-element-populated\">\n\t\t\t\t\t\t<div class=\"elementor-element elementor-element-20ec47ca elementor-widget elementor-widget-text-editor\" data-id=\"20ec47ca\" data-element_type=\"widget\" data-e-type=\"widget\" data-widget_type=\"text-editor.default\">\n\t\t\t\t<div class=\"elementor-widget-container\">\n\t\t\t\t\t\t\t\t\t<p style=\"text-align: center;\"><em>Gr\u00e1fico 1<\/em><img fetchpriority=\"high\" decoding=\"async\" class=\"aligncenter wp-image-970 size-full\" src=\"http:\/\/observatoriodesigualdades.fjp.mg.gov.br\/wp-content\/uploads\/2020\/04\/WhatsApp-Image-2020-04-16-at-11.58.55.jpeg\" alt=\"\" width=\"555\" height=\"360\" srcset=\"https:\/\/observatoriodesigualdades.fjp.mg.gov.br\/wp-content\/uploads\/2020\/04\/WhatsApp-Image-2020-04-16-at-11.58.55.jpeg 555w, https:\/\/observatoriodesigualdades.fjp.mg.gov.br\/wp-content\/uploads\/2020\/04\/WhatsApp-Image-2020-04-16-at-11.58.55-300x195.jpeg 300w\" sizes=\"(max-width: 555px) 100vw, 555px\" \/><\/p><p>\u201cO paradoxo das pol\u00edticas de isolamento social \u00e9 que, quanto mais elas funcionam e evitam internamentos e mortes, mais elas parecem exageradas e desnecess\u00e1rias\u201d<\/p><p>A partir do bem humorado gr\u00e1fico acima, \u00e9 poss\u00edvel entender tanto porque a pol\u00edtica de isolamento social encontra-se sob ataque, denunciada como exagerada e prejudicial, quanto porque este \u00e9 exatamente o momento em que ela precisa ser mantida e refor\u00e7ada.<\/p><p>O gr\u00e1fico parece uma brincadeira, mas alerta para riscos reais. Ele mostra os diferentes est\u00e1gios j\u00e1 vivenciados e que poder\u00e3o vir a ocorrer no Brasil durante o enfrentamento da pandemia da COVID-19. Primeiro, o pa\u00eds iniciou, ainda que com atraso, os esfor\u00e7os de precau\u00e7\u00e3o e preven\u00e7\u00e3o, sendo o principal deles o estabelecimento do isolamento social.<\/p><p>A efic\u00e1cia da pol\u00edtica de isolamento pode ser indicada neste outro gr\u00e1fico (gr\u00e1fico 2), que mostra a evolu\u00e7\u00e3o di\u00e1ria, em termos proporcionais, do aumento dos casos da COVID-19 no Brasil, em Minas Gerais e em Belo Horizonte. Como se sabe, Belo Horizonte vem se antecipando adotando medidas de isolamento e distanciamento social mais precoces e mais estritas do que Minas Gerais e o resto do pa\u00eds, de forma geral. E a\u00ed, podemos reparar como a din\u00e2mica de BH se descola, para melhor, daquelas de Minas e do Brasil, a partir do final de mar\u00e7o.<\/p><p style=\"text-align: center;\"><em>Gr\u00e1fico 2<\/em><img decoding=\"async\" class=\"aligncenter wp-image-971 size-full\" src=\"http:\/\/observatoriodesigualdades.fjp.mg.gov.br\/wp-content\/uploads\/2020\/04\/aaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaa.jpg\" alt=\"\" width=\"551\" height=\"458\" srcset=\"https:\/\/observatoriodesigualdades.fjp.mg.gov.br\/wp-content\/uploads\/2020\/04\/aaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaa.jpg 551w, https:\/\/observatoriodesigualdades.fjp.mg.gov.br\/wp-content\/uploads\/2020\/04\/aaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaa-300x249.jpg 300w\" sizes=\"(max-width: 551px) 100vw, 551px\" \/><\/p><p>\u00a0<\/p><p>Voltando \u00e0 din\u00e2mica exposta no Gr\u00e1fico 1, vemos que \u00e9 a\u00ed \u00e9 que a porca torce o rabo. Pois neste ponto os bons resultados do isolamento social come\u00e7am por minar o pr\u00f3prio isolamento social: as pessoas n\u00e3o v\u00eaem os hospitais lotados, as UTIS sobrecarregadas \u2013 todas as situa\u00e7\u00f5es que n\u00e3o ocorrem exatamente por causa do isolamento \u2013 e come\u00e7am a sair \u00e0s ruas e a comprar os discursos negacionistas de quem desdenha da pandemia. \u00c9 justamente neste est\u00e1gio decisivo que se encontra o Brasil, com o\u00a0isolamento social\u00a0sob ataque, num momento em que a popula\u00e7\u00e3o, em\u00a0quarentena\u00a0h\u00e1 mais de duas semanas, come\u00e7a a demonstrar sinais de fadiga e t\u00e9dio.<\/p><p>Por\u00e9m, caso n\u00e3o haja novas articula\u00e7\u00f5es que permitam a continuidade do isolamento social, \u00e9 grande o risco de caminharmos para o pior dos cen\u00e1rios. Por um lado, sem isolamento e com a r\u00e1pida dissemina\u00e7\u00e3o do v\u00edrus, a rede hospitalar poder\u00e1 entrar em colapso por excesso de demanda e a maioria dos pacientes n\u00e3o ter\u00e1 atendimento. As pessoas morrer\u00e3o n\u00e3o apenas da COVID-19, mas tamb\u00e9m de outras doen\u00e7as que necessitam de atendimento hospitalar imediato. Al\u00e9m disso, grande parte da for\u00e7a de trabalho dos hospitais ir\u00e1 adoecer<a href=\"#_ftn1\" name=\"_ftnref1\">[1]<\/a>. Por outro lado, a economia tamb\u00e9m sofrer\u00e1 impactos: as pessoas ser\u00e3o for\u00e7adas a parar de trabalhar porque est\u00e3o doentes, ou porque s\u00e3o vulner\u00e1veis e ter\u00e3o que se isolar, ou porque precisar\u00e3o\u00a0 de cuidar de familiares doentes. Assim, a maioria da popula\u00e7\u00e3o ter\u00e1 que reduzir suas compras e economizar dinheiro, considerando, principalmente, os 41% dos brasileiros que vivem do trabalho informal.<\/p><p>Para que a continuidade do isolamento seja viabilizada, \u00e9 fundamental uma a\u00e7\u00e3o do governo mais contundente na prote\u00e7\u00e3o social \u2013 que, por enquanto, est\u00e1 aqu\u00e9m do que pode ser feito e ainda n\u00e3o oferece as condi\u00e7\u00f5es para que as popula\u00e7\u00f5es menos favorecidas fiquem em casa. Nesse contexto, embora o Congresso tenha melhorado a proposta do benef\u00edcio emergencial proposto pelo governo de R$ 200 para R$ 600, segundo dados da PNAD Cont\u00ednua, as pessoas do mercado informal recebem mais de R$ 1.400 por m\u00eas. Isso significa que as pessoas v\u00e3o buscar essa diferen\u00e7a com alternativas que as exponham \u00e0 infec\u00e7\u00e3o.\u00a0 Ainda, falta um conjunto de medidas econ\u00f4micasdo governo federal que realmente sinalize para um plano estrat\u00e9gico focado em enfrentar a recess\u00e3o econ\u00f4mica esperada.<\/p><p>Al\u00e9m disso, outros problemas precisam ser enfrentados. O Brasil tem d\u00e9ficits hist\u00f3ricos em rela\u00e7\u00e3o aos atendimentos de alta complexidade e de financiamento da sa\u00fade, com um processo de sucateamento dos hospitais p\u00fablicos e escolas universit\u00e1rias. Ademais,o pa\u00eds perdeu muito da industrializa\u00e7\u00e3o dos produtos na \u00e1rea da sa\u00fade do Brasil. Somam-se a esses problemas antigos os novos desafios.H\u00e1 a preocupa\u00e7\u00e3o em n\u00e3o deixar que a narrativa da efic\u00e1cia terap\u00eautica da cloroquina \u2013 ainda n\u00e3o confirmada \u2013 se torne est\u00edmulo para que as pessoas desdenhem a gravidade da COVID-19.Tamb\u00e9m, h\u00e1 um processo de deslegitima\u00e7\u00e3o do SUS e do setor p\u00fablico e o questionamento e esfor\u00e7os para a desqualifica\u00e7\u00e3o da pr\u00f3pria ci\u00eancia. Por fim, a deslegitima\u00e7\u00e3o da pol\u00edtica e dos pol\u00edticos permitiu o crescimento de desconfian\u00e7a exacerbada em rela\u00e7\u00e3o a institui\u00e7\u00f5es como o Congresso, o Judici\u00e1rio, os partidos pol\u00edticos. H\u00e1 pessoas que continuam agindo para deslegitim\u00e1-los, e, ao fazer isso, h\u00e1 o enfraquecimento dos principais instrumentos regulat\u00f3rios de uma sociedade organizada. Todas essas quest\u00f5es se revelam desagregadoras, sendo necess\u00e1rio que o governo federal se entenda em a\u00e7\u00e3o coordenada entre os seus pr\u00f3prios \u00f3rg\u00e3os, com o Legislativo e o Judici\u00e1rio para que construam atua\u00e7\u00e3o convergente, em uni\u00e3o com estados e munic\u00edpios.<\/p><p><a href=\"#_ftnref1\" name=\"_ftn1\">[1]<\/a>Em B\u00e9rgamo, na It\u00e1lia, foi necess\u00e1ria a mobiliza\u00e7\u00e3o de m\u00e9dicos de outros pa\u00edses, al\u00e9m de chamados outros profissionais com menor treino em sa\u00fade, como bombeiros.<\/p><p>\u00a0<\/p><p><em>An\u00e1lise feita a partir de entrevista do m\u00e9dico\u00a0epidemiologista<strong>\u00a0<\/strong>R\u00f4mulo Paes,\u00a0 pesquisador titular em pol\u00edtica de sa\u00fade da Fiocruz Minas, pesquisador honor\u00e1rio da Universidade de Sussex (Reino Unido) e ex-diretor (2012-2017) do Centro Mundial para o Desenvolvimento Sustent\u00e1vel do PNUD da ONU, concedida ao Estado de Minas em 15\/04\/2020. Dispon\u00edvel em: <\/em><a href=\"https:\/\/www.em.com.br\/app\/noticia\/gerais\/2020\/04\/15\/interna_gerais,1138618\/pesquisador-bom-isolamento-mina-o-proprio-isolamento-da-covid-19.shtml\"><em>https:\/\/www.em.com.br\/app\/noticia\/gerais\/2020\/04\/15\/interna_gerais,1138618\/pesquisador-bom-isolamento-mina-o-proprio-isolamento-da-covid-19.shtml<\/em><\/a><\/p><p><em>Autores: Lu\u00edsa Filizzola, graduanda em Administra\u00e7\u00e3o P\u00fablica na Funda\u00e7\u00e3o Jo\u00e3o Pinheiro, e Bruno Lazzarotti, pesquisador na Funda\u00e7\u00e3o Jo\u00e3o Pinheiro.<\/em><\/p>\t\t\t\t\t\t\t\t<\/div>\n\t\t\t\t<\/div>\n\t\t\t\t\t<\/div>\n\t\t<\/div>\n\t\t\t\t\t<\/div>\n\t\t<\/section>\n\t\t\t\t<\/div>\n\t\t","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Gr\u00e1fico 1 \u201cO paradoxo das pol\u00edticas de isolamento social \u00e9 que, quanto mais elas funcionam e evitam internamentos e mortes, mais elas parecem exageradas e desnecess\u00e1rias\u201d A partir do bem humorado gr\u00e1fico 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