Persistem, no Brasil e no mundo, as desigualdades entre homens e mulheres. Seja nos números relacionados à violência, no acesso ao trabalho ou nas remunerações, as mulheres se encontram, ano após ano, em desvantagem. Na vida pública, seja nos espaços governamentais ou nas empresas privadas, opera o reforço das desigualdades, e as mulheres, que segundo dados da Pnad Contínua, eram, em 2017, 51,6% da população brasileira, são subrepresentadas.

No ano de 2017, as mulheres ocupavam, no Brasil, apenas 10,5% dos assentos da câmara dos deputados. Percentual extremamente baixo até mesmo se relativizarmos quanto aos dados internacionais. No mundo, nesse mesmo ano, as mulheres ocupavam 23,6% dos assentos.

Também para os cargos gerenciais as mulheres são preteridas. Em 2016, elas  ocupavam apenas 39,1% desses cargos, frente a 60,9% dos ocupados pela população masculina.

São diversas as razões para essa desigualdade, dentre elas a Divisão Sexual do Trabalho, que dificulta o acesso das mulheres ao mundo do trabalho. O segundo boletim, “O trabalho desigual: gênero e raça no mercado de trabalho”, trata do tema de forma mais abrangente, abordando, inclusive, as interconexões que são observadas entre as desigualdades de gênero e raça. Para saber mais, acesse: http://observatoriodesigualdades.fjp.mg.gov.br/wp-content/uploads/2019/05/OD3.pdf

Autora: Letícia Amédée Péret de Resende [graduanda em Administração Pública na FJP], sob a orientação de Bruno Lazzarotti Diniz Costa [professor e pesquisador – FJP]

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