Autores: Bruno Lazzarotti, Marina Diniz e Miguel Coelho

 

Introdução

 

O Dia da Consciência Negra é um momento de lembrar e afirmar as lutas que marcaram a história do povo negro. É uma data para reconhecer a força coletiva que se ergueu diante da opressão e para valorizar as experiências que inspiraram gerações na busca por liberdade, justiça e dignidade. Entre essas experiências, algumas se tornaram símbolos de resistência e organização política, deixando marcas profundas nas lutas antirracistas em todo o mundo. É sobre uma dessas trajetórias que este texto se debruça, os Panteras Negras, fundado em 1966 em Oakland, Califórnia, surgiu como um movimento revolucionário de autodefesa e justiça social voltado à luta contra o racismo, a violência policial e as desigualdades estruturais nos Estados Unidos.

Fonte: Brasil de Fato

 

História 

Johnson (2002) dividiu a história do partido em quatro fases: A Primeira fase (1966–1971) foi o período de fundação e crescimento do Partido dos Panteras Negras (BPP), criado por Huey P. Newton e Bobby Seale para combater a opressão racial e promover o empoderamento social, político e econômico da população negra. A atuação inicial se destacou pelo “policiamento da polícia” contra a brutalidade policial e pela defesa armada dos direitos civis. O movimento se fez necessário uma vez que a expansão dos direitos civis, como direito ao voto, foi acompanhada de um aumento da violência de brancos  contra  negros racistas, como assasintos, espancamentos e até bombardeios (Abron, 1986). Por incrível que pareça, as ações armadas encontravam respaldo legal. Os fundadores, dois estudantes de direito, se apoiavam em uma lei estadual que permitia o porte de armas carregadas em locais públicos, o acompanhamento de ações da polícia e até a invasão de residências sem mandado judicial (Chaves, 2015).

Mesmo assim, Newton foi preso, o que não impediu o movimento de se expandir nacionalmente, mas passou a sofrer forte repressão do FBI. Nesse contexto, o foco migrou gradualmente da autodefesa armada para programas comunitários, como cafés da manhã gratuitos e clínicas populares, embora alguns membros discordassem desse movimento, o que causou uma cisão dentro do partido.

 Com isso, se deu início a Segunda fase (1971–1973): esse período ficou marcado pela tentativa de conquistar o poder institucional em Oakland, especialmente durante as eleições municipais de 1972. A liderança nacional decidiu concentrar os esforços do partido na arena eleitoral, lançando Bobby Seale como candidato à prefeitura e Elaine Brown para uma vaga na Câmara Municipal (City Council). Com essa guinada estratégica, o BPP passou a investir na política local de forma inédita, adotando um discurso mais moderado e reformista em substituição à retórica abertamente revolucionária que caracterizara sua fase inicial. Essa mudança também se expressou na aproximação com o Partido Democrata, ao qual os Panteras chegaram a se filiar formalmente.

Entretanto, a decisão de fechar quase todas as seções do partido para centralizar recursos e militantes na campanha eleitoral acabou provocando um processo de retração organizacional difícil de reverter. Apesar do empenho dos membros que se deslocaram para o sul da Califórnia, as candidaturas de Seale e Brown não obtiveram êxito: ambos foram derrotados nas urnas. Durante esse período, a concentração de poder nas mãos de Huey P. Newton agravou as tensões internas e contribuiu para a desarticulação do movimento.

Com as derrotas eleitorais e as saídas de Seale e Brown, se iniciou a Terceira Fase (1973 – 1977). Com isso, Newton passou a ser a liderança absoluta, no entanto, essa fase acabou sendo marcada por uma baixa filiação. O fim dessa fase se deu com a fuga da liderança para Cuba fugindo de acusações policiais e a indicação de Elaine Brown para a presidência do movimento. 

Por fim, na Quarta fase (1977–1982), com o retorno de Newton aos Estados Unidos, o partido entrou em colapso final. Embora ainda mantivesse algumas iniciativas comunitárias, como a escola e o jornal, o envolvimento de Newton e seus aliados em práticas violentas, uso de drogas e má gestão financeira deteriorou a imagem pública do BPP. A organização foi oficialmente encerrada em 1982, com o fechamento da escola comunitária de Oakland.

IDEOLOGIA

Para entender os ideias do movimento, utilizaremos o “Black Panther’s Ten-Point Program” (Programa dos Dez Pontos), documento fundador e a principal declaração política do Partido dos Panteras Negras para Autodefesa (Black Panther Party), elaborado em 1966 por Huey P. Newton e Bobby Seale. Nele, o movimento sintetizou suas demandas imediatas e seus princípios ideológicos, combinando reivindicações por direitos civis, justiça social e econômica, autodeterminação e resistência ao racismo estrutural. A partir desses 10 pontos, podemos extrair vários traços ideológicos do Black Panther Party:

Fonte: Teaching American History 

  • Nacionalismo negro + Autodeterminação: O BPP partia da convicção de que os negros não alcançarão liberdade real enquanto não controlarem seu próprio destino, ponto 1: 

“Queremos  liberdade.  Queremos  o  poder  para  determinar  o destino de nossa Comunidade Negra. Nós acreditamos que o povo preto não será livre até que nós sejamos capazes de determinar nosso destino.” (Newton e Seale, 1966, p.1)

 

 Esse nacionalismo não era separatista no sentido de isolamento total, mas afirmava que a comunidade negra devia ter agência política e econômica própria.

 

  • Reforma radical da economia: A exigência de emprego garantido, o fim da pilhagem econômica da comunidade negra, a reivindicação de “terra, pão…”, tudo isso aponta para uma crítica profunda ao capitalismo e à exploração de classe, especialmente sob a ótica racial. O ponto 2 e 3 falam diretamente disso:

“2. Queremos emprego para nosso povo.” (Newton e Seale, 1966, p.1)

“3. Precisamos acabar com a exploração do homem branco na

Comunidade Negra.” (Newton e Seale, 1966, p.1)

 

  • Direitos sociais: Habitação digna (ponto 4), educação crítica (ponto 5), acesso a recursos materiais (ponto 10) revelam que para o BPP liberdade não era apenas “ser formalmente igual”, mas ter condições reais de vida

“4. Nós queremos moradia, queremos um teto que seja adequado para abrigar seres humanos.(Newton e Seale, 1966, p.1)

“5. Nós queremos uma educação para nosso povo que exponha

a verdadeira natureza da decadente sociedade Americana. Queremos  uma  educação  que  nos  mostre  a  verdadeira  história  e  a 

nossa importância e papel na atual sociedade americana.” (Newton e Seale, 1966, p.1)

 

“10. Nós queremos terra, pão, moradia, educação, roupas, justiça e paz. E como nosso objetivo político principal, um plebiscito supervisionado pelas Nações-Unidas a ser realizado em toda a colônia preta no qual só serão permitidos aos pretos, vítimas do projeto colonial, participar, com a finalidade de determinar a vontade do povo preto a respeito de seu destino nacional.” (Newton e Seale, 1966, p.1)

 

  • Crítica ao Estado-racista, ao poder policial/militar e ao sistema judiciário: Os pontos 6, 7, 8, 9 são uma denúncia explícita de como instituições do Estado (exército, polícia, justiça) funcionam para oprimir os negros. Introduzem a autodefesa como tática (ponto 7) e a justiça comunitária ou representativa (ponto 9).

“6. Nós queremos que todos os homens negros sejam isentos do serviço militar.” (Newton e Seale, 1966, p.2)

“7. Nós queremos o fim imediato da brutalidade policial e assassinato do povo preto.” (Newton e Seale, 1966, p.2)

“8. Nós queremos a liberdade para todos os homens pretos mantidos em prisões e cadeias federais, estaduais e municipais.” (Newton e Seale, 1966, p.2)

“9. Nós queremos que todas as pessoas pretas quando trazidos a julgamento sejam julgadas na corte por um júri de pares do seu grupo ou por pessoas de suas comunidades pretas, como definido pela Constituição dos Estados Unidos.” (Newton e Seale, 1966, p.2)

 

  • Educação emancipatória: O ponto 5 mostra que o BPP via a educação como instrumento de libertação: conhecer a própria história e condição social é passo essencial para transformar essa condição.

A política de alimentação dos panteras negras

Uma das iniciativas mais emblemáticas do Partido dos Panteras Negras foi o programa de café da manhã gratuito para crianças, conhecido como Free Breakfast for Children Program. Criado em janeiro de 1969, na Igreja Episcopal de St. Augustine, em Oakland, o projeto começou de forma modesta, atendendo apenas 11 crianças em seu primeiro dia. Em poucos meses, porém, havia se expandido para dezenas de cidades norte-americanas, chegando a servir cerca de 20 mil crianças diariamente em 19 localidades no final daquele mesmo ano. Em pouco tempo, o programa se tornaria um dos maiores e mais duradouros esforços de assistência comunitária do movimento, chegando a beneficiar mais de 50 mil crianças em todo o país (Massie, 2016).

A política de alimentação dos Panteras Negras tinha um propósito que ia muito além de suprir necessidades básicas. Alimentar as crianças era, antes de tudo, um ato político e revolucionário. O partido reconhecia que a fome era uma das expressões mais concretas da opressão vivida pela população negra e pobre nos Estados Unidos. Ao garantir que as crianças pudessem ir para a escola bem alimentadas, os Panteras não apenas combatiam um problema imediato, mas afirmavam o direito à vida, à dignidade e à autonomia das comunidades negras. Como mostra o artigo da Vox, essa iniciativa materializava a ideia de que a luta por libertação deveria também cuidar das condições cotidianas de sobrevivência — uma forma de resistência tão potente quanto o enfrentamento direto ao racismo e à violência policial.

O sucesso do programa chamou atenção nacional e gerou preocupação nas autoridades. O diretor do FBI, J. Edgar Hoover, chegou a classificá-lo como uma das maiores ameaças à segurança interna dos Estados Unidos, justamente porque ele conquistava corações e mentes ao mostrar que os Panteras eram capazes de oferecer à comunidade o que o Estado se negava a garantir. O programa, além de distribuir alimentos, fortalecia os laços comunitários, formava lideranças locais e demonstrava, na prática, os princípios do socialismo comunitário defendido pelo partido.

A política de alimentação dos Panteras Negras, portanto, expressava de forma exemplar a dimensão material e solidária de sua ideologia. Mais do que denunciar injustiças, o movimento criou estruturas para enfrentá-las, promovendo uma política de cuidado coletivo que desafiava a negligência estatal. Seu legado ultrapassou a época: inspirou programas públicos de alimentação escolar e permanece como símbolo de uma ação política enraizada na comunidade e voltada para a transformação concreta das condições de vida.

 

Práticas do FBI contra os Panteras Negras

A articulação entre a história dos Panteras, sua ideologia e sua política de alimentação revela por que o movimento passou a ser tratado como uma ameaça. Ao oferecer café da manhã para crianças, organizar comunidades e formular uma crítica radical ao racismo e ao capitalismo, os Panteras expunham falhas profundas do Estado norte-americano. A sociedade americana, ao invés de reconhecer a potência transformadora dessas ações, respondeu com medo e hostilidade. Sendo assim, se iniciou uma intensa perseguição ao movimento por parte do governo americano, principalmente por meio do serviço de inteligência, o FBI.

As práticas do FBI dirigidas ao Partido dos Panteras Negras constituíram um conjunto amplo e articulado de ações destinadas a limitar a expansão política e social do BPP. Segundo Ferreira (2025), o programa COINTELPRO operou por meio de vigilância, infiltração, fabricação de conflitos internos, sabotagem de programas comunitários, perseguição a apoiadores e uso direto de violência estatal. Documentos revelados posteriormente mostram que a agência entendia o crescimento dos Panteras como uma ameaça à estabilidade política e racial dos Estados Unidos, direcionando esforços significativos para desestruturar a organização desde suas bases.

Um dos primeiros focos de ataque foi o Programa de Café da Manhã Gratuito. Conforme analisa Ferreira (2025), memorandos internos indicam que o FBI considerava esse programa particularmente perigoso devido ao seu alcance entre crianças e jovens. Para impedir sua continuidade, a agência enviou cartas anônimas a doadores e apoiadores questionando moralmente suas contribuições e sugerindo que estariam financiando grupos perigosos. Essa estratégia visava interromper fluxos de recursos e enfraquecer laços de solidariedade locais. A tática também foi aplicada para desgastar relações com aliados políticos, como a SDS e o Partido Paz e Liberdade, por meio de cartas provocativas e acusações fabricadas. Tais descrições aparecem no “Church Committee” e são citadas indiretamente pelo autor, de modo que o material oficial deve ser referenciado como (US Senate, 1976b apud Ferreira, 2025).

Outro eixo central das ações descritas por Ferreira (2025) foi a criação deliberada de desconfianças internas. O FBI difundia rumores sobre supostas colaborações de lideranças com a polícia e, simultaneamente, enviava mensagens falsas a outros dirigentes para alimentar disputas pessoais e políticas. De acordo com os documentos mencionados no artigo, cartas anônimas, ligações e informes inventados foram utilizados para acentuar tensões que já existiam, dificultando ainda mais a organização interna dos Panteras. Esses episódios são apresentados pelo autor com base em materiais oficiais de inteligência, portanto devem ser citados pelo formato indireto: (US Senate, 1976b apud Ferreira, 2025).

As operações também atingiam apoiadores externos. Ferreira (2025) registra casos de padres que tiveram sua atuação questionada por autoridades religiosas após pressões anônimas do FBI. Proprietários de imóveis usados como sedes receberam cartas com acusações infundadas, o que tinha como objetivo expulsar os Panteras desses espaços. Figuras públicas, como a atriz Jean Seberg, também sofreram campanhas difamatórias com forte componente moralizante, produzidas para destruir sua credibilidade e associar o partido a comportamentos considerados inaceitáveis. Tais episódios também se baseiam em documentos oficiais reconstituídos pelo autor, o que justifica o uso de citações indiretas como (US Senate, 1976b apud Ferreira, 2025).

Outro elemento ressaltado por Ferreira (2025) é a atuação do FBI na intensificação de conflitos entre os Panteras e outros grupos armados, incluindo os Blackstone Rangers e os United Slaves. Por meio de cartas falsas e telefonemas anônimos, a agência disseminava boatos de ameaças e agressões, incitando confrontos que resultaram em episódios de violência e assassinatos. Em memorandos reproduzidos e analisados no artigo, agentes chegaram a expressar satisfação pelo aumento da instabilidade, reforçando a intencionalidade dessas ações. Como se trata de referência a documentos oficiais, a forma correta de citação permanece (US Senate, 1976b apud Ferreira, 2025).

A ofensiva do FBI também desempenhou papel significativo no agravamento do conflito entre Huey P. Newton e Eldridge Cleaver. O autor detalha um conjunto de cartas forjadas, panfletos fabricados e rumores planejados pela agência que tinham como função ampliar a ruptura entre as duas lideranças, contribuindo para um ambiente de intriga permanente. Essa estratégia intensificou expurgos internos e enfraqueceu a capacidade organizativa nacional do BPP. Os documentos analisados por Ferreira (2025) mostram que o FBI considerou o resultado desse processo bem-sucedido, o que novamente deve ser citado como (US Senate, 1976b apud Ferreira, 2025).

Por fim, Ferreira (2025) destaca a dimensão mais extrema das ações de repressão: o uso direto de violência armada. O assassinato de Fred Hampton é o caso mais emblemático. O chefe de segurança da sede de Chicago, William O’Neal, atuava como agente infiltrado, fornecendo plantas detalhadas da residência de Hampton e seus hábitos de rotina. Na véspera da operação policial, ele dopou Hampton com um sedativo, o que facilitou a invasão armada que resultou em sua morte enquanto dormia. Documentos oficiais citados indiretamente pelo autor demonstram que o FBI autorizou um bônus ao informante após a operação, reforçando sua participação direta no caso (US Senate, 1976b apud Ferreira, 2025).

As práticas descritas por Ferreira (2025) evidenciam que o objetivo do FBI não era apenas monitorar o Partido dos Panteras Negras, mas interferir ativamente para enfraquecê-lo política e socialmente. O conjunto de ações de contrainteligência atuava simultaneamente sobre a vida interna do partido, seus programas comunitários, seus aliados e sua imagem pública. Embora não tenham sido o único fator no processo de declínio do BPP, tiveram papel substantivo na erosão da organização, sem contudo apagar seu legado político e intelectual.

 

LEGADO

O Partido dos Panteras Negras, mesmo não existindo mais, deixou um legado profundo que segue orientando debates e mobilizações antirracistas no mundo inteiro. Suas críticas à violência policial, à desigualdade racial e à opressão estrutural continuam influenciando movimentos que denunciam o racismo institucional e exigem responsabilização do Estado. As reflexões e manifestações dos Panteras incentivaram o debate para pautas fundamentais que permanecem centrais até hoje, como a discussão sobre racismo estrutural, a necessidade de representação política negra e a importância do fortalecimento comunitário.

Entre suas maiores contribuições estão os Survival Programs, que propunham soluções diretas para problemas que o Estado omitia. O Free Breakfast for Children Program foi um marco ao evidenciar o impacto social da fome. Mesmo não existindo atualmente, essa iniciativa inspirou políticas públicas e iniciativas comunitárias voltadas à nutrição infantil e ao cuidado social em vários países. As clínicas gratuitas criadas pelo partido também influenciaram abordagens de saúde preventiva e ampliaram a consciência sobre a necessidade de acesso igualitário aos serviços de saúde.

O legado dos Panteras também é fundamental  na luta contra a violência policial. Suas ações, discursos e denúncias ajudaram a moldar estratégias de resistência ainda presentes em movimentos que exigem justiça, denunciam abusos do sistema penal e combatem o encarceramento em massa. A mobilização em defesa de presos políticos e a crítica às condições carcerárias se tornaram referências importantes para organizações que atuam na defesa de direitos humanos. 

Outra dimensão relevante desse legado é o impacto político, as campanhas eleitorais impulsionadas pelo partido incentivaram a participação de pessoas negras na política e contribuíram para eleições históricas em suas comunidades. Isso ajudou a consolidar a ideia de que a transformação social passa também pela ocupação de espaços de poder.

O legado dos Panteras Negras permanece vivo na política, na cultura e nas práticas de organização comunitária. Ele se expressa em cada iniciativa que combate desigualdades, constrói autonomia coletiva e reafirma a centralidade da justiça racial como forma de transformação social.

 

Referências Bibliográficas

ABRON, JoNina M. The Legacy of the Black Panther Party. 1986. Disponível em: https://theanarchistlibrary.org/library/jonina-m-abron-the-legacy-of-the-black-panther-party.pdf. Acesso em: 18 nov. 2025.

 

BLACK PANTHER PARTY. The Ten-Point Program. 15 out. 1966. Disponível em: https://www.marxists.org/history/usa/workers/black-panthers/1966/10/15.htm. Acesso em: 18 nov. 2025.

 

FERREIRA, L. C. O caso dos Panteras Negras: contrainteligência e repressão política nos Estados Unidos. Dados, Rio de Janeiro, v. 87, n. 4, 2025. Disponível em: https://www.scielo.br/j/dados/a/Pnd6YbmmCQJV94R8cgGbPMH/?format=pdf&lang=pt. Acesso em: 24 nov. 2025.

 

JOHNSON, Ollie A. Explicando a extinção do Partido dos Panteras Negras: o papel dos fatores internos. Cadernos CRH, v. 15, n. 36, Salvador, 2002. Disponível em: https://doi.org/10.9771/ccrh.v15i36.18631. Acesso em: 18 nov. 2025

MASSIE, Victoria M. The most radical thing the Black Panthers did was give kids free breakfast. Vox, 14 fev. 2016. Disponível em: https://www.vox.com/2016/2/14/10981986/black-panthers-breakfast-beyonce. Acesso em: 18 nov. 2025.

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